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Planejar o embarque e conhecer os serviços do navio podem evitar despesas inesperadas
A temporada brasileira de cruzeiros 2025/2026
recebeu aproximadamente 603 mil cruzeiristas e movimentou R$ 4,28 bilhões na
economia nacional, segundo estudo da Associação Brasileira de Cruzeiros
Marítimos (CLIA Brasil) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com
diferentes paradas em um mesmo roteiro e uma programação que começa ainda a
bordo, esse tipo de viagem permite conhecer novos destinos e viver diferentes
experiências ao longo das férias.
Para quem busca mais tranquilidade para aproveitar
o trajeto a bordo, uma possibilidade é embarcar fora dos períodos de maior
procura. O levantamento mostra que, entre os turistas brasileiros e estrangeiros
entrevistados, 45,9% disseram ter disponibilidade para fazer um cruzeiro na
baixa temporada, enquanto 31,4% não souberam responder e 22,7% afirmaram que
não.
Além de encontrar navios e destinos com menor
movimento, a escolha da data também pode ajudar a reduzir o custo da viagem.
Segundo o turismólogo Vitor Vianna, em artigo publicado na imprensa, cruzeiros
realizados em novembro, no início de dezembro e em março, por exemplo, podem
custar até 40% menos, dependendo da data, quando comparados aos períodos de
Natal, Réveillon e janeiro.
A antecedência também entra nessa conta. De acordo
com Vianna, comprar entre seis e oito meses antes costuma aumentar as chances
de encontrar boas tarifas. Promoções para a temporada seguinte também podem
aparecer nas semanas posteriores ao encerramento do ciclo anterior, período em
que as companhias podem lançar condições especiais para novas reservas.
Mas, antes de escolher a viagem somente pelo preço,
também vale pesquisar as características do destino e do período do ano.
Temperatura, possibilidade de chuva, condições para passeios e o tipo de
experiência desejada devem entrar no planejamento. Assim, uma tarifa menor não
significa abrir mão do roteiro que combina com as férias.
Levar os itens essenciais na mala também ajuda a
economizar
O planejamento dos gastos continua após a reserva
das passagens. Alguns produtos de uso cotidiano podem custar mais quando
comprados dentro do navio. Pensando nisso, Vianna recomenda embarcar já com itens
como protetor solar, medicamentos de uso habitual, adaptador de tomada e
garrafa reutilizável, respeitando sempre as regras da companhia marítima para
evitar imprevistos no embarque.
Já para decidir quais roupas levar e não esquecer
nenhuma peça importante, o primeiro passo é consultar a programação e a
estrutura da embarcação. Piscina, academia, restaurantes, festas, jantares
especiais e passeios nas cidades de parada podem pedir produções diferentes.
Nos dias de piscina e sol, vale priorizar modelos
de moda praia que ofereçam conforto e combinem com as preferências de cada
viajante. Um biquíni
cortininha, por exemplo, pode dividir espaço na mala com versões de cintura
alta, tops com maior sustentação ou outros modelos. Para os homens, sungas e
bermudas próprias para banho estão entre os itens básicos.
Roupas leves e calçados confortáveis também são
importantes para desembarques, caminhadas e passeios nas cidades do roteiro.
Caso o cruzeiro tenha noite de gala ou outro evento com indicação de traje
específico, vale conferir a programação antes de fechar a mala.
O mesmo cuidado serve para quem pretende frequentar
a academia ou participar de atividades esportivas durante a viagem. Nesse caso,
é importante separar roupas leves e confortáveis, como camisetas, tops,
bermudas e leggings, além de tênis adequado para exercício e meias.
Outra estratégia é escolher peças que possam
aparecer em diferentes momentos. Um maiô liso, por
exemplo, pode ser usado na piscina durante o dia e, combinado com uma calça
leve, shorts ou saia, ganhar outra proposta para circular pelo navio.
Dependendo do destino e da programação, a combinação também pode acompanhar um
passeio durante uma das escalas.
Aproveitar as atrações do navio pode diminuir os
gastos da viagem
Reservar parte dos dias para aproveitar a própria
embarcação pode ser uma escolha interessante para o orçamento. Segundo Vianna,
em roteiros com várias paradas, os gastos podem aumentar com passeios externos
e refeições fora do navio. Por isso, ele lembra que “o cruzeiro é o seu hotel
flutuante” e que aproveitar a estrutura já disponível a bordo também pode
ajudar a economizar.
Piscinas, shows, festas, academias e outras opções
de entretenimento costumam fazer parte da programação, embora as atividades
disponíveis variem de acordo com cada embarcação. Antes da viagem, vale
conferir o que já está incluído na tarifa para organizar os dias e evitar pagar
por experiências semelhantes fora do navio.
A gastronomia também entra nessa conta. Os
cruzeiros costumam reunir diferentes restaurantes e opções de refeições, com
cardápios que variam conforme a companhia, o navio e o pacote contratado. Dessa
forma, o passageiro pode aproveitar parte da alimentação já incluída na viagem
e deixar os gastos extras para outras ocasiões.
O mesmo raciocínio vale para as bebidas. Pacotes all
inclusive podem ser vantajosos para quem pretende consumir com mais
frequência a bordo ou prefere ter maior previsibilidade dos gastos. Vianna
pondera, contudo, que quem bebe pouco ou planeja passar mais tempo explorando
as cidades de parada pode encontrar no pacote básico uma opção mais adequada.
Atenção aos extras evita surpresas no fim do
cruzeiro
Seja na alta ou na baixa temporada, conhecer as
condições da tarifa antes do embarque é uma das principais maneiras de evitar
despesas inesperadas. Bebidas alcoólicas e refrigerantes, internet,
restaurantes especiais, excursões nas escalas, spa e salão de beleza estão
entre os gastos que podem ficar fora do pacote. Antes da viagem, vale consultar
os preços e verificar se existem pacotes antecipados com condições mais
interessantes.
Compras nas lojas, fotografias profissionais,
cassino e bebidas especiais também podem aumentar a conta ao longo dos dias. A
recomendação de Vianna é estabelecer um limite para esses gastos e acompanhar o
consumo pelos canais disponibilizados pela companhia, como aplicativo ou
sistema da cabine.

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