Origem das manchas, restaurações e risco de sensibilidade entram na avaliação que determina como realizar o procedimento e quando adiá-lo
Uma restauração no dente da frente pode passar
despercebida até o clareamento mudar a cor ao redor dela. Como resina e
cerâmica não clareiam como a estrutura natural, a diferença pode aparecer
justamente quando o paciente espera uniformidade no sorriso. Esse é um dos
pontos que o Grupo Cult examina no Protocolo dos 7 Critérios, uma
estrutura de avaliação que orienta a escolha do tratamento antes da aplicação
do gel.
O método reúne origem das manchas, cor inicial,
risco de sensibilidade, presença de restaurações, idade e estrutura dental,
condição bucal e hábitos associados ao prazo disponível. A partir desse
conjunto, a equipe define concentração, tempo de uso, número de sessões e
modalidade, em consultório, domiciliar supervisionada ou combinada. A análise
também pode indicar que o procedimento precisa esperar.
“Quem procura um clareamento quer saber até onde
consegue chegar. Para responder, precisamos olhar o que já existe naquela boca.
Se há uma restauração na região que aparece ao sorrir, por exemplo, essa
conversa precisa acontecer antes. O paciente deve entender o que pode mudar de
cor e o que continuará com a mesma aparência”, explica a
cirurgiã-dentista Erika de Paula, proprietária e CEO do Grupo Cult.
A investigação começa pela história da alteração de
cor. Pigmentos de café, vinho e tabaco podem se depositar na superfície, e
parte dessas marcas pode ser removida com limpeza profissional. Já mudanças
relacionadas à tetraciclina, à fluorose ou a um trauma exigem outra avaliação,
pois envolvem alterações na estrutura do dente. A origem interfere na escolha
da abordagem e no tempo necessário para observar a resposta.
Na Cult, o registro da tonalidade inicial ajuda a
discutir as possibilidades de cada caso. Aspectos amarelados ou acinzentados
são considerados em conjunto com a causa do escurecimento, sem transformar uma
característica isolada em promessa de resultado. A idade e a estrutura dental
também entram nessa leitura, com atenção à espessura do esmalte, aos desgastes
e à translucidez das bordas.
“Uma referência de sorriso ajuda a entender o desejo
da pessoa, mas precisamos mostrar o que faz sentido para os dentes dela. Essa
explicação evita que uma imagem vire uma promessa”, afirma Erika.
Outra etapa procura identificar fatores que exigem
cuidado com a sensibilidade. Retração gengival, lesões próximas à gengiva e
sinais de desgaste associados ao bruxismo são examinados para orientar o
preparo e a escolha do protocolo. A concentração do produto e o tempo de
contato também merecem atenção, pois podem influenciar o desconforto durante o
clareamento.
O exame da condição bucal pode mudar a ordem do
atendimento. No protocolo da empresa, cáries ativas, trincas e doenças
periodontais precisam ser avaliadas e, conforme o diagnóstico, tratadas antes
de se considerar a intervenção estética. Em determinadas situações, a conclusão
é não realizar o clareamento naquele momento.
“Às vezes, a pessoa chega com uma data marcada e
quer começar naquela semana. Se encontramos algo que precisa ser tratado,
explicamos o motivo e reorganizamos o plano. A pressa não pode decidir a
concentração do gel nem encurtar uma etapa de cuidado”, diz a CEO.
Os hábitos e o prazo disponível completam os sete
critérios. Essa conversa inclui a possibilidade de seguir as orientações em
casa, comparecer às consultas e manter o acompanhamento após o término. O
planejamento contempla os retornos para reavaliação e a eventual necessidade de
manutenção, de acordo com a evolução observada.
Com especialização em Ortodontia e aperfeiçoamento
realizado no Brasil e no exterior, Erika mantém os tratamentos com alinhadores
e o planejamento ortodôntico entre as bases de sua atuação, mesmo após assumir
a gestão do grupo. Na organização do atendimento, defende que o paciente
conheça as razões de cada escolha.
“Quando indicamos uma modalidade, precisamos
explicar por que ela foi escolhida, como será acompanhada e o que pode levar a
um ajuste. A pessoa sai da consulta sabendo qual é a sua parte no tratamento e
quando deve voltar para conversarmos sobre a resposta dos dentes”,
finaliza Erika.
grupocult.net
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