Pesquisar no Blog

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Sete critérios ajudam a definir quando e como clarear os dentes

Origem das manchas, restaurações e risco de sensibilidade entram na avaliação que determina como realizar o procedimento e quando adiá-lo 

 

Uma restauração no dente da frente pode passar despercebida até o clareamento mudar a cor ao redor dela. Como resina e cerâmica não clareiam como a estrutura natural, a diferença pode aparecer justamente quando o paciente espera uniformidade no sorriso. Esse é um dos pontos que o Grupo Cult examina no Protocolo dos 7 Critérios, uma estrutura de avaliação que orienta a escolha do tratamento antes da aplicação do gel.

O método reúne origem das manchas, cor inicial, risco de sensibilidade, presença de restaurações, idade e estrutura dental, condição bucal e hábitos associados ao prazo disponível. A partir desse conjunto, a equipe define concentração, tempo de uso, número de sessões e modalidade, em consultório, domiciliar supervisionada ou combinada. A análise também pode indicar que o procedimento precisa esperar.

“Quem procura um clareamento quer saber até onde consegue chegar. Para responder, precisamos olhar o que já existe naquela boca. Se há uma restauração na região que aparece ao sorrir, por exemplo, essa conversa precisa acontecer antes. O paciente deve entender o que pode mudar de cor e o que continuará com a mesma aparência”, explica a cirurgiã-dentista Erika de Paula, proprietária e CEO do Grupo Cult.

A investigação começa pela história da alteração de cor. Pigmentos de café, vinho e tabaco podem se depositar na superfície, e parte dessas marcas pode ser removida com limpeza profissional. Já mudanças relacionadas à tetraciclina, à fluorose ou a um trauma exigem outra avaliação, pois envolvem alterações na estrutura do dente. A origem interfere na escolha da abordagem e no tempo necessário para observar a resposta.

Na Cult, o registro da tonalidade inicial ajuda a discutir as possibilidades de cada caso. Aspectos amarelados ou acinzentados são considerados em conjunto com a causa do escurecimento, sem transformar uma característica isolada em promessa de resultado. A idade e a estrutura dental também entram nessa leitura, com atenção à espessura do esmalte, aos desgastes e à translucidez das bordas.

“Uma referência de sorriso ajuda a entender o desejo da pessoa, mas precisamos mostrar o que faz sentido para os dentes dela. Essa explicação evita que uma imagem vire uma promessa”, afirma Erika.

Outra etapa procura identificar fatores que exigem cuidado com a sensibilidade. Retração gengival, lesões próximas à gengiva e sinais de desgaste associados ao bruxismo são examinados para orientar o preparo e a escolha do protocolo. A concentração do produto e o tempo de contato também merecem atenção, pois podem influenciar o desconforto durante o clareamento.

O exame da condição bucal pode mudar a ordem do atendimento. No protocolo da empresa, cáries ativas, trincas e doenças periodontais precisam ser avaliadas e, conforme o diagnóstico, tratadas antes de se considerar a intervenção estética. Em determinadas situações, a conclusão é não realizar o clareamento naquele momento.

“Às vezes, a pessoa chega com uma data marcada e quer começar naquela semana. Se encontramos algo que precisa ser tratado, explicamos o motivo e reorganizamos o plano. A pressa não pode decidir a concentração do gel nem encurtar uma etapa de cuidado”, diz a CEO.

Os hábitos e o prazo disponível completam os sete critérios. Essa conversa inclui a possibilidade de seguir as orientações em casa, comparecer às consultas e manter o acompanhamento após o término. O planejamento contempla os retornos para reavaliação e a eventual necessidade de manutenção, de acordo com a evolução observada.

Com especialização em Ortodontia e aperfeiçoamento realizado no Brasil e no exterior, Erika mantém os tratamentos com alinhadores e o planejamento ortodôntico entre as bases de sua atuação, mesmo após assumir a gestão do grupo. Na organização do atendimento, defende que o paciente conheça as razões de cada escolha.

“Quando indicamos uma modalidade, precisamos explicar por que ela foi escolhida, como será acompanhada e o que pode levar a um ajuste. A pessoa sai da consulta sabendo qual é a sua parte no tratamento e quando deve voltar para conversarmos sobre a resposta dos dentes”, finaliza Erika.

 

Grupo CULT
grupocult.net


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados