Levantamento inédito feito pela healthtech
identifica o comportamento dos profissionais com a tecnologia, aponta o
diagnóstico como principal uso e mapeia barreira para a expansão da IA na saúde
Confiabilidade,
segurança, regulamentação e maturidade digital. São diversos os fatores que
englobam o debate sobre o uso de Inteligência Artificial na Saúde. A utilização
da tecnologia por profissionais do setor, no entanto, já é uma realidade na
rotina assistencial. Um estudo inédito realizado pela MV, maior healthtech da
América Latina, líder em soluções digitais para a gestão da saúde, revela que
66,1% dos médicos participantes utilizam ferramentas de IA de
forma regular ou ocasional nas atividades diárias.
Os
dados apontam que não há resistência médica à tecnologia. Paulo Magnus, CEO e
fundador da companhia, reforça o papel da ferramenta. “A IA serve como um
assistente quase invisível dos profissionais, facilitando e automatizando
processos e jamais substituindo o raciocínio médico”, afirma.
O
diagnóstico é a principal porta de entrada para essa transformação. O estudo O
Uso de Inteligência Artificial por Médicos no Brasil, 1ª edição da pesquisa
MV Insights, aponta que 56,6% dos médicos que utilizam IA aplicam a ferramenta
para apoio à decisão clínica, como interpretação de exames,
sugestão de CID e correlação de sintomas.
O
uso prático também gera um efeito direto na segurança do profissional. A confiança
média na tecnologia entre os médicos que usam IA regularmente é 26% maior
do que entre aqueles que nunca a experimentaram.
Diferenças geracionais
Embora
o senso comum sugira que os médicos mais jovens seriam os maiores adeptos a IA
por terem crescido com a tecnologia, a pesquisa revela um cenário diferente. A
disposição para investir financeiramente nessas ferramentas está muito mais
ligada à combinação entre maturidade clínica e estabilidade financeira.
Exemplo
disso é que médicos entre 6 e 20 anos de formação lideram a disposição para
investir a partir do próprio bolso, isso significa que 85,7% pagariam por
ferramentas de IA. Este mesmo grupo registrou o ticket médio mensal estimado de
R$ 111/mês, contra R$ 65 dos profissionais em início de carreira e R$ 62 dos
veteranos.
Barreiras econômicas
O
estudo também indica um cenário favorável e receptivo à evolução tecnológica,
mas ressalta que um possível gargalo para a expansão de IA no país pode ser
estrutural. A principal barreira apontada pelos médicos foi o custo de
implantação ou assinatura (30,4%), seguido pela dificuldade de integração com
os sistemas de prontuário e gestão existentes (22,3%).
A
pesquisa também notou diferenças de exigência entre os setores. Enquanto os
profissionais da rede pública priorizam a relação entre custo e o Retorno sobre
o Investimento (ROI), os médicos da rede privada são mais exigentes em relação
à necessidade de treinamento e à comprovação de evidências científicas das
ferramentas.
De
acordo com Paulo Magnus, a infraestrutura digital já existe e vivemos um
momento de transição. “Se no passado a digitalização esteve focada na
informatização e nos prontuários eletrônicos, hoje a inteligência artificial é
um elemento ativo na decisão clínica. Nosso compromisso é auxiliar os
protagonistas desse ecossistema para garantir que a tecnologia seja uma
parceira eficiente, segura e que apoie o lado humano do cuidado”, destaca o CEO
da MV.
Sobre o estudo
O
levantamento O Uso de Inteligência Artificial por Médicos no Brasil (1ª
edição da pesquisa MV Insights) ouviu 196 profissionais do ecossistema de
saúde, incluindo 112 médicos em atuação e formação nas cinco regiões do país. A
pesquisa foi conduzida entre o segundo semestre de 2025 e o início de 2026.
www.mv.com.br
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