Análise da Arco Educação mostra quais áreas e tipos de questões apresentam diferentes níveis de dificuldade e orienta estudantes por onde começar no exame
Faltando menos de um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) 2026, os estudantes estão na reta final da preparação para a prova. E
para garantir um bom desempenho, a principal regra que os alunos devem
priorizar é acertar as questões fáceis. A recomendação se dá por conta do
sistema de correção utilizado pelo Enem, o TRI (Teoria de Resposta ao Item),
que não avalia apenas a quantidade de acertos, mas a coerência pedagógica do
candidato.
Muitos estudantes valorizam excessivamente as questões difíceis,
mas, na lógica da TRI, as questões básicas revelam coerência, domínio de
habilidades fundamentais e capacidade de aplicar conhecimentos em situações do
cotidiano. Por isso, quando o aluno acerta apenas questões difíceis, mas não
consegue responder as fáceis, o algoritmo identifica uma possível
inconsistência e reduz parte da pontuação, prejudicando a nota final.
Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações da Arco
Educação
recomenda começar a prova pelas questões mais fáceis e avançar progressivamente
para as de maior dificuldade, buscando manter coerência no padrão de respostas
e não apenas acumular acertos. A estratégia apresentada pelo professor parte da
análise das questões com menor e maior proficiência identificadas nos
microdados.
Em Matemática, as questões consideradas fáceis costumam envolver gráficos, tabelas e estatística descritiva, como moda, média e mediana. Ademar destaca que esse tipo de conteúdo costuma somar entre 5 e 8 questões no exame e figura entre os itens de menor proficiência. “Depois de resolver essas questões, o estudante deve resolver as questões de Matemática do Ensino Fundamental e deixar para a etapa final os tópicos mais complexos do Ensino Médio, como funções, logaritmos, trigonometria, análise combinatória e probabilidade estatística, pois apresentam grau de dificuldade médio e dificil”, completa.
Para a área de Ciências da Natureza, o Celedônio recomenda começar pelos itens de Biologia, que habitualmente apresentam maior facilidade do que os de Física e Química. “Iniciar a prova por essa disciplina permite que o estudante aproveite o momento em que o cérebro está mais descansado para assegurar acertos para a coerência pedagógica, deixando as questões mais difíceis de Física e Química para o fim da prova. Assim, se você errar, não terá tanto prejuízo na composição de nota na TRI”.
Em Ciências Humanas, a estratégia pedagógica sugere focar inicialmente nos itens de Sociologia e Geografia, apontados como os mais tranquilos da área. “O candidato deve responder a essas disciplinas primeiro e, na sequência, caminhar para História, reservando o encerramento do bloco para os itens de Filosofia, que representam o maior grau de dificuldade dentro de Ciências Humanas,” orienta Ademar.
Por fim, no caderno de Linguagens,
a principal recomendação é evitar começar a prova por textos literários e
artes, uma vez que esses itens costumam apresentar alta complexidade. “Para
construir um bom desempenho, recomendamos que os estudantes comecem pelas
questões que abordam gêneros textuais associadas à Competência 1, às questões
de língua estrangeira com destaque para Inglês, e aos itens referentes a corpo
e movimento e Educação Física vinculados à Competência 3”.
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