- Mapa da Fraude da datatech indica mais de 500 mil tentativas de fraude de identidade registradas no mês, o equivalente a uma ocorrência a cada 5,3 segundos;
- Quase 4 milhões de ocorrências foram identificadas entre janeiro e agosto de 2026, alta de 33,4% na comparação anual;
- Setor de “Serviços” apresentou
risco de fraude mais de três vezes superior à média do mês.
Mais de R$ 665 milhões em potenciais perdas com fraudes de identidade foram evitadas no Brasil em agosto de 2026, segundo dados do Mapa da Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. Ao todo, foram identificadas 505.759 tentativas no período, volume 28% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O número equivale a uma tentativa a cada 5,3 segundos.
O aumento observado em agosto acompanha um movimento registrado ao longo de todo o ano. Entre janeiro e agosto, o número de tentativas de fraude de identidade ficou acima do observado no mesmo mês de 2025 em todos os oito meses analisados. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, foram identificadas 3.889.581 tentativas de fraude de identidade, com 974 mil ocorrências a mais do que no mesmo período do ano anterior. O avanço na comparação com o mesmo período do ano passado foi de 33,4%.
“O volume de tentativas mostra que a proteção da identidade precisa acompanhar toda a jornada digital do consumidor. Hoje, uma estratégia eficiente de prevenção não pode depender de uma única verificação, porque as tentativas podem explorar diferentes pontos de contato. É necessário combinar sinais cadastrais, de identidade, dispositivo e comportamento para aumentar a capacidade de identificar uma ação suspeita sem criar barreiras desnecessárias para usuários legítimos”, explica o Gerente Executivo de Soluções Antifraude da Serasa Experian, Luis Filipe Morra. Veja o detalhamento dos dados no gráfico abaixo:
Tentativas de fraude em Serviços mais que triplicam em um ano
Os achados do Mapa da Fraude destacam o setor de “Serviços”, que registrou 37.123 tentativas de fraude de identidade em agosto, mais de três vezes o volume observado no mesmo mês de 2025, quando foram identificadas 10.347 ocorrências. O segmento também apresentou o maior risco de fraude entre os setores analisados, mais de três vezes a média do mês, indicando que, a cada 100 operações analisadas no segmento, aproximadamente oito foram identificadas como tentativas de fraude de identidade (7,93%). A média do mês foi de 2,53%.
“Telefonia” e “Varejo” também apresentaram risco acima da média geral de agosto, com índices de 4,53% e 4,27%, respectivamente, patamares 79% e 69% superiores à média do mês. Os dois segmentos também avançaram em volume: o primeiro registrou 167.587 tentativas, mais que o dobro do observado em agosto de 2025, enquanto o segundo passou de 7.312 para 12.165 ocorrências no mesmo comparativo.
O resultado de “Telefonia” chama atenção também pelo papel que o número de celular passou a desempenhar na identidade digital dos consumidores. “Além da própria contratação de uma linha em nome de terceiros, o controle indevido de um número pode facilitar o acesso a outras jornadas digitais vinculadas a ele, especialmente quando o celular é utilizado para receber códigos de autenticação ou recuperar o acesso a contas. Esse cenário amplia a relevância da proteção da identidade nesse segmento, uma vez que uma fraude iniciada na telefonia pode abrir caminho para novas tentativas em outros serviços”, explica o gerente da datatech.
Já o setor financeiro, que reúne “Bancos e Cartões”, “Financeiras” e “Meios de Pagamento”, concentrou 251.680 tentativas de fraude de identidade em agosto, quase metade (49,8%) de todas as ocorrências registradas no mês. O volume ficou 2% acima do identificado em agosto de 2025, impulsionado principalmente por “Meios de Pagamento”, que registrou alta de 10% e concentrou, sozinho, quase 170 mil ocorrências. “Financeiras” também apresentou avanço, de 4%, enquanto “Bancos e Cartões” recuou 12% no período.
Segundo Morra, a concentração das tentativas nessas jornadas
também evidencia o componente financeiro da fraude de identidade: “Dados
obtidos ou identidades assumidas de forma indevida podem ser utilizados como
meio para acessar recursos, realizar transações ou contratar produtos e
serviços em nome de terceiros. O objetivo dos fraudadores é, justamente,
monetizar a fraude tirando vantagem dos dados das vítimas.” Confira o
detalhamento no gráfico abaixo:
“Os dados mostram que a fraude de identidade não deve ser analisada de forma isolada dentro de cada setor. Uma identidade ou uma linha telefônica obtida de maneira fraudulenta, por exemplo, pode ser utilizada como ponto de partida para acessar outras jornadas e, eventualmente, gerar ganhos financeiros para o fraudador. É por isso que a prevenção precisa acompanhar toda a jornada digital, combinando diferentes sinais e tecnologias capazes de identificar comportamentos suspeitos antes que uma tentativa avance para outras etapas”, explica o executivo.
Setores mais visados se repetem entre as gerações, mas jovens concentram mais ocorrências
O recorte por idade acrescenta outra perspectiva ao Mapa da Fraude de Identidade. Entre as 220.559 tentativas nas quais foi possível identificar a idade, a Geração X concentrou 31,6% das ocorrências, seguida pela Geração Z (30,6%) e pelos Millennials (24,6%). Boomers representaram 10,5%, enquanto as gerações Alpha e Beta somaram 2,7%. As demais tentativas registradas em agosto não tiveram a idade identificada e, por isso, não integram a distribuição percentual por geração.
O cruzamento entre gerações e setores mostra que “Telefonia”, “Meios de Pagamento” e “Bancos e Cartões” se repetem entre os segmentos com maior número de tentativas, ainda que em ordens diferentes. O recorte também chama atenção para o aumento do risco entre as gerações mais jovens, com taxas que se aproximam de 1% nesses públicos. “Os mais jovens estão no início e na expansão da vida financeira adulta, período marcado por novas interações com contas, cartões, meios de pagamento e modalidades de crédito. Nesse contexto, surgem também novas oportunidades para tentativas de uso indevido da identidade, como a abertura fraudulenta de contas e a contratação de crédito em nome de terceiros”, analisa Morra.
Experian
experianplc.com



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