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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Avanço na mamografia 3D e acompanhamento médico aceleram a detecção precoce do câncer de mama

Integração entre avaliação clínica individualizada, inteligência artificial e imagens de alta definição reduz diagnósticos tardios e amplia as chances de cura

 

O combate ao câncer de mama exige um compromisso que ultrapassa a mobilização pontual do Outubro Rosa: demanda a convergência diária entre investigação clínica qualificada, conscientização populacional e constante modernização tecnológica nos serviços de saúde. Considerada a neoplasia mais incidente entre as mulheres no Brasil, com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) superando 73 mil novos casos anuais, a doença atinge índices de cura superiores a 90% quando diagnosticada em seus estágios iniciais. Contudo, alcançar esse patamar depende de equipamentos de diagnóstico por imagem capazes de flagrar alterações milimétricas e de uma rede assistencial estruturada para agir com agilidade. 

As diretrizes de rastreamento apresentam variações entre protocolos de saúde pública, que priorizam o exame bienal a partir dos 50 anos, e sociedades médicas, que recomendam o início aos 40 anos. Por isso, especialistas ressaltam que a indicação da mamografia deve sempre considerar a estratificação do risco individual de cada mulher. Paralelamente, a comunidade médica tem alertado para diagnósticos em faixas etárias mais jovens, impulsionados por fatores como obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, mudanças no padrão reprodutivo e predisposição genética hereditária (como mutações em BRCA1 e BRCA2). Diante disso, reforça-se que a investigação de sinais clínicos não pode esperar a idade recomendada para o rastreamento de rotina. 

"A idade para iniciar os exames de rotina não pode ser confundida com a idade para investigar sintomas. Qualquer alteração palpável ou visível precisa ser examinada com urgência", alerta José Márcio Figueiredo, oncologista do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”. 

"Nódulos mamários ou axilares persistentes, retrações no mamilo, secreções sanguinolentas ou alterações na pele exigem avaliação imediata. Uma paciente de 25 ou 30 anos com esses sinais precisa de acolhimento e exames adequados, independentemente de estar fora da faixa etária habitual de rastreamento", pontua o especialista.


O salto tecnológico: tomossíntese, mamografia digital e apoio por IA

Se a suspeita clínica impulsiona a investigação, a tecnologia de imagem é decisiva para revelar lesões ocultas. Historicamente, a mamografia bidimensional convencional encontrava limitações em mamas densas, nas quais a sobreposição glandular podia encobrir pequenos tumores. Esse cenário tem sido transformado pela tomossíntese mamária (mamografia 3D) e pela integração de inteligência artificial aos consoles de radiologia, frentes lideradas globalmente pela divisão de Healthcare da Fujifilm. 

Ao reconstruir a mama em múltiplos cortes milimétricos adquiridos em ângulos variados, a tomossíntese reduz a sobreposição dos tecidos e viabiliza a identificação de alterações e microcalcificações em fases iniciais. Em paralelo, ferramentas de inteligência artificial atuam como suporte de segunda leitura para os radiologistas na identificação de assimetrias suspeitas, enquanto a evolução dos detectores digitais permite otimizar a dose de radiação de acordo com a espessura e densidade de cada mama. 

"O papel da inovação é oferecer máxima fidelidade de imagem para que o médico tome decisões com rapidez e assertividade. Quando associamos a tomossíntese a ferramentas de inteligência artificial para apoio diagnóstico e a tecnologias que otimizam a qualidade da imagem e o controle da dose de radiação, estamos dando suporte para identificar alterações milimétricas e antecipar o cuidado", destaca Lindauro Souza Junior, diretor de Inovação e Tecnologia da divisão médica da Fujifilm Brasil. 

Para o Dr. José Márcio Figueiredo, o impacto das inovações reside na resolutividade da jornada: "O principal avanço não é simplesmente produzir imagens mais sofisticadas, mas identificar tumores em fases iniciais. Esses avanços podem reduzir reconvocações desnecessárias, melhorar a identificação de lesões suspeitas e direcionar com maior precisão a investigação diagnóstica. Quando associados ao acesso oportuno à biópsia e ao tratamento, contribuem para ampliar as possibilidades de diagnóstico em estágios iniciais", ressalta o oncologista.
  



FUJIFILM do Brasil Ltda
Quer saber mais visite Fujifilm.

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial
     


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