Integração entre avaliação clínica individualizada, inteligência artificial e imagens de alta definição reduz diagnósticos tardios e amplia as chances de cura
O
combate ao câncer de mama exige um compromisso que ultrapassa a mobilização
pontual do Outubro Rosa: demanda a convergência diária entre investigação
clínica qualificada, conscientização populacional e constante modernização
tecnológica nos serviços de saúde. Considerada a neoplasia mais incidente entre
as mulheres no Brasil, com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA)
superando 73 mil novos casos anuais, a doença atinge índices de cura superiores
a 90% quando diagnosticada em seus estágios iniciais. Contudo, alcançar esse
patamar depende de equipamentos de diagnóstico por imagem capazes de flagrar
alterações milimétricas e de uma rede assistencial estruturada para agir com
agilidade.
As
diretrizes de rastreamento apresentam variações entre protocolos de saúde
pública, que priorizam o exame bienal a partir dos 50 anos, e sociedades
médicas, que recomendam o início aos 40 anos. Por isso, especialistas ressaltam
que a indicação da mamografia deve sempre considerar a estratificação do risco
individual de cada mulher. Paralelamente, a comunidade médica tem alertado para
diagnósticos em faixas etárias mais jovens, impulsionados por fatores como
obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, mudanças no padrão reprodutivo e
predisposição genética hereditária (como mutações em BRCA1 e BRCA2). Diante
disso, reforça-se que a investigação de sinais clínicos não pode esperar a
idade recomendada para o rastreamento de rotina.
"A
idade para iniciar os exames de rotina não pode ser confundida com a idade para
investigar sintomas. Qualquer alteração palpável ou visível precisa ser
examinada com urgência", alerta José Márcio Figueiredo, oncologista do
CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.
"Nódulos
mamários ou axilares persistentes, retrações no mamilo, secreções
sanguinolentas ou alterações na pele exigem avaliação imediata. Uma paciente de
25 ou 30 anos com esses sinais precisa de acolhimento e exames adequados,
independentemente de estar fora da faixa etária habitual de rastreamento",
pontua o especialista.
O salto tecnológico: tomossíntese, mamografia digital e apoio por IA
Se
a suspeita clínica impulsiona a investigação, a tecnologia de imagem é decisiva
para revelar lesões ocultas. Historicamente, a mamografia bidimensional
convencional encontrava limitações em mamas densas, nas quais a sobreposição
glandular podia encobrir pequenos tumores. Esse cenário tem sido transformado
pela tomossíntese mamária (mamografia 3D) e pela integração de inteligência
artificial aos consoles de radiologia, frentes lideradas globalmente pela
divisão de Healthcare da Fujifilm.
Ao
reconstruir a mama em múltiplos cortes milimétricos adquiridos em ângulos
variados, a tomossíntese reduz a sobreposição dos tecidos e viabiliza a
identificação de alterações e microcalcificações em fases iniciais. Em
paralelo, ferramentas de inteligência artificial atuam como suporte de segunda
leitura para os radiologistas na identificação de assimetrias suspeitas,
enquanto a evolução dos detectores digitais permite otimizar a dose de radiação
de acordo com a espessura e densidade de cada mama.
"O
papel da inovação é oferecer máxima fidelidade de imagem para que o médico tome
decisões com rapidez e assertividade. Quando associamos a tomossíntese a
ferramentas de inteligência artificial para apoio diagnóstico e a tecnologias
que otimizam a qualidade da imagem e o controle da dose de radiação, estamos
dando suporte para identificar alterações milimétricas e antecipar o
cuidado", destaca Lindauro Souza Junior, diretor de Inovação e Tecnologia
da divisão médica da Fujifilm Brasil.
Para
o Dr. José Márcio Figueiredo, o impacto das inovações reside na resolutividade
da jornada: "O principal avanço não é simplesmente produzir imagens mais
sofisticadas, mas identificar tumores em fases iniciais. Esses avanços podem
reduzir reconvocações desnecessárias, melhorar a identificação de lesões
suspeitas e direcionar com maior precisão a investigação diagnóstica. Quando
associados ao acesso oportuno à biópsia e ao tratamento, contribuem para ampliar
as possibilidades de diagnóstico em estágios iniciais", ressalta o
oncologista.
FUJIFILM do Brasil Ltda
Quer saber mais visite Fujifilm.
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

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