Instituição prevê 1.260 vagas em nove escolas que passarão a oferecer a modalidade e 560 vagas anuais em oito escolas-piloto, incluindo vagas remanescentes
No Brasil, a
interrupção dos estudos na infância ou adolescência ainda deixa marcas
profundas na vida adulta e na economia. Dados recentes da PNAD Contínua
(Educação), divulgados pelo IBGE, revelam que cerca de 64 milhões de pessoas
com 15 anos ou mais estão fora da escola, sem ter completado a Educação Básica.
Desse total, 44,7 milhões não concluíram o Ensino Fundamental e 19,3 milhões
não finalizaram o Ensino Médio.
Para atuar
diretamente na reversão desse gargalo estrutural, a Fundação Bradesco anuncia
uma estratégia de expansão da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para 2027. Ao
todo, serão 1.820 vagas anuais, distribuídas entre 1.260 vagas em nove escolas
que passarão a oferecer a modalidade e 560 vagas em oito que já possuem o
segmento. A iniciativa amplia a presença da modalidade em diferentes regiões do
país e cria novas oportunidades para pessoas que não concluíram a Educação
Básica na idade regular.
Na frente de
expansão, as 1.260 vagas anuais serão distribuídas igualmente entre as nove
escolas que passarão a oferecer a EJA em 2027. São elas: Marília, Caucaia,
Paragominas, São João Del Rei, Conceição do Araguaia, Pinheiro, Macapá, Boa
Vista e Cuiabá, com 140 vagas anuais em cada unidade.
Já entre as
escolas que já oferecem a modalidade, serão ofertadas no ano mais 560 vagas em
oito unidades: Natal, São Luís, Jaboatão, Rio de Janeiro, Jardim Conceição,
Manaus, Salvador e Teresina. A oferta será de 70 vagas anuais por escola, com
exceção de Manaus, que terá 60 vagas.
A distribuição das
vagas reforça a presença da EJA em diferentes regiões do país, ampliando as
oportunidades de acesso à educação gratuita para jovens e adultos que desejam
retomar os estudos e concluir a Educação Básica.
A expansão ocorre
em um momento crítico para a modalidade no país. Embora a EJA seja uma
importante ferramenta de inclusão e de combate ao analfabetismo funcional, o
país assistiu a uma redução de matrículas na rede pública nos últimos anos
devido a desafios de permanência e à rigidez de horários para quem já está no
mercado de trabalho informal. A proposta da Fundação Bradesco busca contribuir
para a superação dessas barreiras ao oferecer um modelo pedagógico flexível e
gratuito no período noturno, combinando aulas presenciais com dias dedicados a
atividades orientadas em casa.
A decisão de
reforçar e ampliar a oferta da EJA está ancorada na convicção de que o diploma
da Educação Básica é um importante diferencial para a inserção profissional e a
mobilidade social. Pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
indicam que trabalhadores que concluem o Ensino Médio alcançam rendimentos até
50% superiores em comparação aos que possuem apenas o Ensino Fundamental
incompleto, além de registrarem menores taxas de desemprego e maior acesso ao
trabalho formal.
Ao conectar o
currículo à realidade e às experiências cotidianas dos alunos adultos, a
Fundação Bradesco busca não apenas garantir o aprendizado acadêmico, mas também
desenvolver competências socioemocionais, digitais e profissionais exigidas
pelo mercado de trabalho atual.
"Concluir os
estudos vai muito além da obtenção de um diploma; é uma oportunidade concreta
de ampliar as chances de empregabilidade, acessar melhores oportunidades
profissionais e aumentar a renda familiar. A Educação de Jovens e Adultos tem
um papel essencial ao permitir que milhares de brasileiros retomem sua
trajetória educacional e se preparem para as exigências do mercado de trabalho
atual", afirma Barbara Frasseto, líder de Inovação da Fundação
Bradesco.
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