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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Fundação Bradesco amplia oferta de EJA para 2027 com 1.820 vagas em escolas de diferentes regiões do país

Instituição prevê 1.260 vagas em nove escolas que passarão a oferecer a modalidade e 560 vagas anuais em oito escolas-piloto, incluindo vagas remanescentes

No Brasil, a interrupção dos estudos na infância ou adolescência ainda deixa marcas profundas na vida adulta e na economia. Dados recentes da PNAD Contínua (Educação), divulgados pelo IBGE, revelam que cerca de 64 milhões de pessoas com 15 anos ou mais estão fora da escola, sem ter completado a Educação Básica. Desse total, 44,7 milhões não concluíram o Ensino Fundamental e 19,3 milhões não finalizaram o Ensino Médio. 

Para atuar diretamente na reversão desse gargalo estrutural, a Fundação Bradesco anuncia uma estratégia de expansão da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para 2027. Ao todo, serão 1.820 vagas anuais, distribuídas entre 1.260 vagas em nove escolas que passarão a oferecer a modalidade e 560 vagas em oito que já possuem o segmento. A iniciativa amplia a presença da modalidade em diferentes regiões do país e cria novas oportunidades para pessoas que não concluíram a Educação Básica na idade regular. 

Na frente de expansão, as 1.260 vagas anuais serão distribuídas igualmente entre as nove escolas que passarão a oferecer a EJA em 2027. São elas: Marília, Caucaia, Paragominas, São João Del Rei, Conceição do Araguaia, Pinheiro, Macapá, Boa Vista e Cuiabá, com 140 vagas anuais em cada unidade. 

Já entre as escolas que já oferecem a modalidade, serão ofertadas no ano mais 560 vagas em oito unidades: Natal, São Luís, Jaboatão, Rio de Janeiro, Jardim Conceição, Manaus, Salvador e Teresina. A oferta será de 70 vagas anuais por escola, com exceção de Manaus, que terá 60 vagas. 

A distribuição das vagas reforça a presença da EJA em diferentes regiões do país, ampliando as oportunidades de acesso à educação gratuita para jovens e adultos que desejam retomar os estudos e concluir a Educação Básica. 

A expansão ocorre em um momento crítico para a modalidade no país. Embora a EJA seja uma importante ferramenta de inclusão e de combate ao analfabetismo funcional, o país assistiu a uma redução de matrículas na rede pública nos últimos anos devido a desafios de permanência e à rigidez de horários para quem já está no mercado de trabalho informal. A proposta da Fundação Bradesco busca contribuir para a superação dessas barreiras ao oferecer um modelo pedagógico flexível e gratuito no período noturno, combinando aulas presenciais com dias dedicados a atividades orientadas em casa. 

A decisão de reforçar e ampliar a oferta da EJA está ancorada na convicção de que o diploma da Educação Básica é um importante diferencial para a inserção profissional e a mobilidade social. Pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que trabalhadores que concluem o Ensino Médio alcançam rendimentos até 50% superiores em comparação aos que possuem apenas o Ensino Fundamental incompleto, além de registrarem menores taxas de desemprego e maior acesso ao trabalho formal. 

Ao conectar o currículo à realidade e às experiências cotidianas dos alunos adultos, a Fundação Bradesco busca não apenas garantir o aprendizado acadêmico, mas também desenvolver competências socioemocionais, digitais e profissionais exigidas pelo mercado de trabalho atual. 

"Concluir os estudos vai muito além da obtenção de um diploma; é uma oportunidade concreta de ampliar as chances de empregabilidade, acessar melhores oportunidades profissionais e aumentar a renda familiar. A Educação de Jovens e Adultos tem um papel essencial ao permitir que milhares de brasileiros retomem sua trajetória educacional e se preparem para as exigências do mercado de trabalho atual", afirma Barbara Frasseto, líder de Inovação da Fundação Bradesco. 


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