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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Controle de gastos ganha espaço entre casais: 68,2% não se endividam para pagar o casamento, aponta pesquisa

Divulgação
Pelo terceiro ano consecutivo, Casar.com e Serasa se unem para entender o comportamento financeiro dos casais brasileiros e medir o impacto das celebrações no orçamento familiar


O Brasil chegou a 83,9 milhões de pessoas inadimplentes em agosto, maior número da série histórica, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. Em meio a esse cenário de pressão sobre o orçamento, os casais também precisam fazer escolhas para viabilizar o casamento: 68,2% dos entrevistados na nova edição da pesquisa realizada pelo Casar.com, maior plataforma de sites e listas de casamento do Brasil, em parceria com a Serasa, afirmam não ter se endividado para pagar a celebração. 

Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 4,2 pontos percentuais na parcela de entrevistados que não se endividou para pagar o casamento, passando de 64% em 2025 para 68,2% em 2026. O percentual também se aproxima dos 70% registrados na primeira edição da pesquisa, em 2024. O resultado, porém, não significa que os gastos tenham ficado necessariamente dentro do orçamento. Em 2026, os casais estimavam investir, em média, R$ 45,8 mil no evento, mas terminaram gastando cerca de R$ 56,2 mil — valor 22,7% superior ao inicialmente previsto. Ao todo, 42,2% afirmam ter ultrapassado o orçamento que haviam estabelecido.
 

Como os casais acomodam os custos da celebração 

Para acomodar esses custos e viabilizar a celebração, os casais recorrem a diferentes estratégias. 50,8% utilizaram algum recurso financeiro extra, recorrendo a alternativas como aumento do limite do cartão de crédito ou do Pix parcelado, enquanto 52,2% receberam ajuda financeira da própria família ou da família do parceiro ou parceira, percentual próximo aos 54% registrados em 2025. O maior controle do orçamento também tem gerado impacto em outros planos da celebração: 62,5%, por exemplo, afirmam ter reduzido ou aberto mão da lua de mel em função dos gastos com a cerimônia.
 


“Os dados mostram que planejamento financeiro não significa necessariamente investir menos no casamento, mas entender como esse investimento pode ser acomodado dentro da realidade de cada casal. Mesmo quando o orçamento é ultrapassado, muitos buscam alternativas para equilibrar as contas, seja reorganizando prioridades, recorrendo a recursos extras ou contando com o apoio da família. O desafio está em encontrar esse equilíbrio sem comprometer outros projetos importantes para a vida a dois”, explica Camila Piccini, fundadora do Casar.com.
 

O casamento continua sendo uma prioridade de investimento 

Apesar da pressão sobre o orçamento, a percepção dos casais sobre a celebração permanece positiva. A satisfação permanece alta, mas apresenta uma leve redução em relação ao ano anterior. Em 2026, a satisfação média com o casamento foi de 4,66 em uma escala de 1 a 5, enquanto 89,5% dos entrevistados afirmam não se arrepender do valor investido — em 2025, esse percentual era de 94%. 

O levantamento também mostra que o impacto financeiro varia conforme o nível de endividamento. Entre aqueles que se endividaram em grande parte para pagar o casamento, 28,6% afirmam se arrepender do valor gasto, contra 7,2% entre os que não se endividaram. A satisfação média também é diferente: 4,20 entre os mais endividados, ante 4,73 entre aqueles que não contraíram dívidas. 

“O casamento é um dia especial, mas as decisões financeiras tomadas para realizá-la continuam depois da celebração. Antes de fechar contratos ou parcelar despesas, vale olhar para o orçamento que o casal terá nos meses seguintes e decidir junto o que é prioridade. Esse cuidado ajuda a começar a vida a dois com mais tranquilidade”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.
 

Festa ainda é o formato mais escolhido 

Além das questões financeiras, a pesquisa também mostra como os casais que se casaram em 2026 organizaram a celebração. Entre os entrevistados, 84,6% realizaram uma festa de casamento, enquanto 15,4% optaram apenas pela cerimônia civil. 

Embora formatos como destination wedding e elopement wedding estejam entre os movimentos que vêm ganhando espaço no mercado de casamentos, 71,5% dos entrevistados afirmam não ter considerado essas opções para a própria celebração, indicando que, na prática, os formatos mais tradicionais ainda fazem parte das escolhas da maioria dos casais.
 

Celebrações de médio porte seguem entre as escolhas dos casais 

Em 2026, 38,5% das celebrações reuniram entre 101 e 200 pessoas, enquanto 32,2% ficaram na faixa de 51 a 100 convidados. O cenário mostra uma concentração em festas de médio porte, em um contexto de maior atenção aos custos e busca por controle sobre o orçamento. 

Esse perfil já aparecia nas edições anteriores: em 2025, 38% dos casais convidaram entre 50 e 100 pessoas, enquanto as festas para 200 a 500 convidados representaram 8,3%, abaixo dos 13,4% registrados em 2024. Na primeira edição da pesquisa, 40% dos entrevistados afirmavam preferir uma celebração mais intimista, voltada a familiares e amigos próximos.
 

Casais participam diretamente do planejamento 

A participação direta do casal também aparece no planejamento: 50,3% afirmam ter organizado o casamento em conjunto, enquanto 26,3% contaram com uma assessoria e 23,4% fizeram o planejamento individualmente. 

“A pesquisa mostra que não existe uma única forma de organizar um casamento. Enquanto alguns casais preferem assumir diretamente as decisões e o planejamento, outros optam pelo apoio de profissionais especializados. Da mesma forma, a celebração pode acontecer em diferentes formatos e espaços, de acordo com o perfil, as prioridades e a realidade de cada casal. Mais do que seguir um modelo específico, percebemos que as escolhas estão relacionadas à experiência que cada casal deseja construir e, principalmente, à forma como quer viver esse momento dentro das suas possibilidades e do orçamento que estabeleceu”, finaliza Camila Piccini.
 

Metodologia 

Realizado pelo terceiro ano consecutivo, o levantamento ouviu 628 pessoas que se casaram entre janeiro e agosto de 2026 e analisou a evolução do comportamento financeiro dos casais em relação à celebração ao longo das diferentes edições.
  

Casar.com

Serasa
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@Serasa


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