Pelo terceiro ano consecutivo,
Casar.com e Serasa se unem para entender o comportamento financeiro dos casais
brasileiros e medir o impacto das celebrações no orçamento familiar
Divulgação
O Brasil chegou a 83,9 milhões de pessoas
inadimplentes em agosto, maior número da série histórica, segundo o Mapa da
Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. Em meio a esse cenário de
pressão sobre o orçamento, os casais também precisam fazer escolhas para
viabilizar o casamento: 68,2% dos entrevistados na nova edição da pesquisa
realizada pelo Casar.com, maior plataforma de sites e listas de casamento do
Brasil, em parceria com a Serasa, afirmam não ter se endividado para pagar a
celebração.
Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 4,2 pontos
percentuais na parcela de entrevistados que não se endividou para pagar o
casamento, passando de 64% em 2025 para 68,2% em 2026. O percentual também se
aproxima dos 70% registrados na primeira edição da pesquisa, em 2024. O
resultado, porém, não significa que os gastos tenham ficado necessariamente
dentro do orçamento. Em 2026, os casais estimavam investir, em média, R$ 45,8
mil no evento, mas terminaram gastando cerca de R$ 56,2 mil — valor 22,7% superior
ao inicialmente previsto. Ao todo, 42,2% afirmam ter ultrapassado o orçamento
que haviam estabelecido.
Como os casais acomodam os custos da celebração
Para acomodar esses custos e viabilizar a celebração, os casais
recorrem a diferentes estratégias. 50,8% utilizaram algum recurso financeiro
extra, recorrendo a alternativas como aumento do limite do cartão de crédito ou
do Pix parcelado, enquanto 52,2% receberam ajuda financeira da própria família
ou da família do parceiro ou parceira, percentual próximo aos 54% registrados
em 2025. O maior controle do orçamento também tem gerado impacto em outros
planos da celebração: 62,5%, por exemplo, afirmam ter reduzido ou aberto mão da
lua de mel em função dos gastos com a cerimônia.
“Os dados mostram que planejamento financeiro não
significa necessariamente investir menos no casamento, mas entender como esse
investimento pode ser acomodado dentro da realidade de cada casal. Mesmo quando
o orçamento é ultrapassado, muitos buscam alternativas para equilibrar as
contas, seja reorganizando prioridades, recorrendo a recursos extras ou
contando com o apoio da família. O desafio está em encontrar esse equilíbrio
sem comprometer outros projetos importantes para a vida a dois”, explica Camila
Piccini, fundadora do Casar.com.
O casamento continua sendo uma prioridade de investimento
Apesar da pressão sobre o orçamento, a percepção dos casais sobre a
celebração permanece positiva. A satisfação permanece alta, mas apresenta uma
leve redução em relação ao ano anterior. Em 2026, a satisfação média com o
casamento foi de 4,66 em uma escala de 1 a 5, enquanto 89,5% dos entrevistados
afirmam não se arrepender do valor investido — em 2025, esse percentual era de
94%.
O levantamento também mostra que o impacto financeiro varia
conforme o nível de endividamento. Entre aqueles que se endividaram em grande
parte para pagar o casamento, 28,6% afirmam se arrepender do valor gasto,
contra 7,2% entre os que não se endividaram. A satisfação média também é
diferente: 4,20 entre os mais endividados, ante 4,73 entre aqueles que não
contraíram dívidas.
“O casamento é um dia especial, mas as decisões financeiras tomadas
para realizá-la continuam depois da celebração. Antes de fechar contratos ou
parcelar despesas, vale olhar para o orçamento que o casal terá nos meses
seguintes e decidir junto o que é prioridade. Esse cuidado ajuda a começar a
vida a dois com mais tranquilidade”, afirma Aline Vieira, especialista da
Serasa em educação financeira.
Festa ainda é o formato mais escolhido
Além das questões financeiras, a pesquisa também mostra como os
casais que se casaram em 2026 organizaram a celebração. Entre os entrevistados,
84,6% realizaram uma festa de casamento, enquanto 15,4% optaram apenas pela
cerimônia civil.
Embora formatos como destination wedding e elopement wedding
estejam entre os movimentos que vêm ganhando espaço no mercado de casamentos,
71,5% dos entrevistados afirmam não ter considerado essas opções para a própria
celebração, indicando que, na prática, os formatos mais tradicionais ainda
fazem parte das escolhas da maioria dos casais.
Celebrações de médio porte seguem entre as escolhas dos
casais
Em 2026, 38,5% das celebrações reuniram entre 101 e 200 pessoas,
enquanto 32,2% ficaram na faixa de 51 a 100 convidados. O cenário mostra uma
concentração em festas de médio porte, em um contexto de maior atenção aos
custos e busca por controle sobre o orçamento.
Esse perfil já aparecia nas edições anteriores: em 2025, 38% dos
casais convidaram entre 50 e 100 pessoas, enquanto as festas para 200 a 500
convidados representaram 8,3%, abaixo dos 13,4% registrados em 2024. Na
primeira edição da pesquisa, 40% dos entrevistados afirmavam preferir uma
celebração mais intimista, voltada a familiares e amigos próximos.
Casais participam diretamente do planejamento
A participação direta do casal também aparece no planejamento:
50,3% afirmam ter organizado o casamento em conjunto, enquanto 26,3% contaram
com uma assessoria e 23,4% fizeram o planejamento individualmente.
“A pesquisa mostra que não existe uma única forma de
organizar um casamento. Enquanto alguns casais preferem assumir diretamente as
decisões e o planejamento, outros optam pelo apoio de profissionais
especializados. Da mesma forma, a celebração pode acontecer em diferentes
formatos e espaços, de acordo com o perfil, as prioridades e a realidade de
cada casal. Mais do que seguir um modelo específico, percebemos que as escolhas
estão relacionadas à experiência que cada casal deseja construir e,
principalmente, à forma como quer viver esse momento dentro das suas
possibilidades e do orçamento que estabeleceu”, finaliza Camila Piccini.
Metodologia
Realizado pelo terceiro ano consecutivo, o levantamento ouviu 628
pessoas que se casaram entre janeiro e agosto de 2026 e analisou a evolução do
comportamento financeiro dos casais em relação à celebração ao longo das
diferentes edições.
Serasa
www.serasa.com.br
@Serasa

Nenhum comentário:
Postar um comentário