Reservas de experiências na Itália
crescem 40% entre janeiro e agosto de 2026; efeito do Jubileu, mais voos e o
avanço de cidades como Florença, Milão e Nápoles explicam a virada
As reservas da visita guiada ao Vaticano e à
Capela Sistina cresceram 42% em 2026 na Civitatis, na comparação ano a ano
A Itália se consolidou como o destino internacional preferido dos
brasileiros em 2026. Levantamento da Civitatis, plataforma de reservas de passeios e atividades presente em mais
de 160 países, mostra que as reservas de experiências feitas por brasileiros no
país cresceram 40% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo
período de 2025, movimento que levou a Itália a ultrapassar França, Argentina e
Espanha e assumir a liderança isolada, respondendo por quase 15% de todas as
reservas internacionais de brasileiros na plataforma.
O desempenho brasileiro acompanha um ano de recordes para o
turismo italiano. Segundo a ENAC, autoridade de aviação civil da Itália, os
aeroportos do país movimentaram mais de 229 milhões de passageiros em 2025,
alta de 5% sobre 2024, puxada justamente pelo tráfego internacional, que
cresceu 8%. Roma Fiumicino se manteve como a principal porta de entrada, com
cerca de 50,9 milhões de passageiros - o aeroporto por onde chega a maior parte
dos brasileiros que desembarcam no país.
Por que a Itália disparou em 2026?
Parte importante da explicação está no legado do Jubileu de 2025, o ano santo católico que atraiu milhões de peregrinos a Roma e manteve a Itália no centro das atenções do turismo mundial, um efeito que segue repercutindo nas reservas de 2026. A esse fator soma-se a ampliação da oferta de voos, como no caso da Latam, que neste ano ampliou para sete voos semanais a rota entre São Paulo e Roma.
O grande motor do crescimento é a capital italiana, que se tornou a cidade mais reservada por brasileiros fora do Brasil, com alta de 42% no período. Entre as experiências mais procuradas na capital estão a visita guiada ao Vaticano e à Capela Sistina, o free tour por Roma e a visita ao Coliseu, Fórum e Palatino, reflexo de um viajante que busca contexto histórico e cultural, e não apenas a foto no ponto turístico.
“O que estamos vendo não é apenas um pico pontual em
Roma por causa do Jubileu, mas um amadurecimento do interesse do brasileiro
pela Itália como um todo. O viajante que antes limitava o roteiro à capital
agora inclui a Toscana, os Lagos do Norte, a Costa Amalfitana e o Sul
napolitano. É um turista que quer conhecer o país em mais profundidade”, afirma
Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil.
Depois de Roma: que destinos os brasileiros visitam na
Itália?
O dado que mais chama atenção é o crescimento das
cidades secundárias, sinal de um viajante que já conhece o básico e busca
aprofundar. Florença cresceu 33%, Milão 31%, Nápoles 29% e Veneza 26%. Cidades
menores avançam ainda mais: Sorrento saltou 158% no período.
Em Milão, os brasileiros têm usado a cidade como base para
passeios aos Alpes Suíços, como na excursão a Saint Moritz e passeio no Bernina
Express. Em Florença,
lideram as reservas o free tour pela cidade e a visita guiada na Galeria da Academia, onde fica a escultura original do
David de Michelangelo. Já em Nápoles, o destaque é a excursão à Costa Amalfitana e Pompeia. São roteiros que exigem mais dias de
viagem e indicam um turista disposto a permanecer mais tempo no país.
“A Itália tem uma vantagem rara: cada região oferece uma
experiência completamente diferente, do patrimônio histórico de Roma à moda de
Milão, da arte de Florença à belíssima Costa Amalfitana. Isso permite que o
brasileiro volte ao país várias vezes sem repetir o roteiro, e é exatamente
esse comportamento de redescoberta que está impulsionando os números de 2026”,
completa Alexandre Oliveira.

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