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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Os quatro movimentos que vão redefinir o varejo nos próximos anos

Edison Tamascia aponta quatro movimentos que estão mudando a forma de administrar empresas e exigirão uma gestão cada vez mais estratégica

 

O varejo brasileiro atravessa uma transformação que combina mudanças regulatórias, tecnológicas e comportamentais. A Reforma Tributária, o avanço da Inteligência Artificial, um consumidor mais informado e a necessidade de desenvolver novas lideranças estão alterando a forma como as empresas operam, tomam decisões e se relacionam com o mercado. 

Para Edison Tamascia, Presidente da Farmarcas e da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), esses movimentos não devem ser analisados separadamente. Eles fazem parte de uma mudança mais ampla no ambiente de negócios e colocam a gestão no centro da estratégia das empresas. 

“O varejo sempre soube evoluir diante das mudanças, mas agora elas acontecem ao mesmo tempo. Quem esperar as transformações se consolidarem para depois agir corre o risco de perder competitividade. Será cada vez mais importante desenvolver uma gestão baseada em planejamento, tecnologia, informação e pessoas preparadas para liderar esse novo cenário”, afirma.
 

1. Reforma Tributária muda a lógica da gestão

A Reforma Tributária não deve ser encarada apenas como uma questão fiscal. Seus impactos tendem a alcançar diferentes áreas da operação, influenciando precificação, margens, fluxo de caixa, capital de giro e planejamento financeiro. 

Nesse cenário, empresas do varejo precisarão transformar o conhecimento sobre as novas regras em decisões estratégicas e acompanhar de perto os impactos sobre seus negócios. “A Reforma Tributária muda a lógica da gestão financeira das empresas. Por isso, o planejamento passa a ser ainda mais importante para manter competitividade em um ambiente de negócios cada vez mais complexo”, explica Tamascia.
 

2. O consumidor está mais informado e menos previsível

A jornada de compra também mudou. Antes de decidir, o consumidor pesquisa preços, compara produtos, consulta avaliações, acompanha conteúdos nas redes sociais e utiliza diferentes canais para obter informações. A loja física continua relevante, mas passou a fazer parte de uma jornada muito mais ampla, na qual experiências digitais e presenciais se complementam. 

“Hoje o consumidor chega muito mais informado. Ele espera uma experiência integrada entre os diferentes canais. Compreender essa jornada será fundamental para fortalecer o relacionamento, aumentar a relevância das marcas e ampliar a fidelização”, ressalta.
 

3. Inteligência Artificial passa a fazer parte da estratégia

A Inteligência Artificial representa outra mudança estrutural para o varejo. A tecnologia amplia a capacidade das empresas de analisar informações, identificar padrões, personalizar experiências, automatizar processos e apoiar decisões. 

O desafio, segundo Tamascia, não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em incorporá-las à cultura de gestão. “A Inteligência Artificial deve ser encarada como uma ferramenta de apoio à gestão. Quanto mais as equipes compreenderem seu potencial e souberem utilizá-la no dia a dia, maior será a capacidade das empresas de responder rapidamente às mudanças do mercado”, afirma.
 

4. Pessoas continuam sendo o diferencial

A transformação tecnológica não elimina a importância das pessoas. Pelo contrário, aumenta a necessidade de profissionais preparados para interpretar informações, utilizar novas ferramentas e tomar decisões em ambientes cada vez mais complexos. 

Para Tamascia, o desenvolvimento de lideranças será determinante para que as empresas consigam transformar inovação em resultados concretos. “Podemos investir nas melhores ferramentas, mas são as pessoas que transformam estratégia em resultado. Empresas que valorizarem o desenvolvimento de suas equipes estarão mais preparadas para enfrentar os desafios dos próximos anos”, destaca.


Um novo modelo de gestão

Na avaliação de Tamascia, o principal desafio do varejo será conectar essas quatro transformações. A Reforma Tributária exigirá mais planejamento; a tecnologia permitirá decisões mais rápidas e baseadas em dados; o consumidor demandará experiências cada vez mais relevantes; e as pessoas precisarão estar preparadas para conduzir essa evolução.   

“A Reforma Tributária exigirá uma gestão mais eficiente. Essa gestão dependerá cada vez mais do uso inteligente da tecnologia. A tecnologia ajudará as empresas a compreender melhor um consumidor que muda continuamente. E nenhuma dessas transformações produzirá resultados sem pessoas preparadas para liderá-las”, conclui.


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