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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Senado Verifica reforça atuação contra a desinformação nas Eleições 2026

Foto: Saulo Cruz
Agência Senado

A circulação de vídeos manipulados, áudios clonados, conteúdos fora de contexto e falsas denúncias torna o enfrentamento à desinformação um dos principais desafios das Eleições 2026. Com o avanço da inteligência artificial e o aumento do consumo de notícias pelas redes sociais, conteúdos enganosos ganham velocidade, alcançam diferentes públicos e se tornam cada vez mais difíceis de identificar. Nesse cenário, garantir a integridade das eleições também significa assegurar que o cidadão tenha acesso a informações confiáveis para exercer livremente o direito ao voto. 

O Senado Federal participa desse esforço por meio do Senado Verifica, serviço oficial de combate à desinformação da Casa. Criado em 2020, o canal recebe dúvidas dos cidadãos, verifica afirmações, consulta fontes oficiais e áreas técnicas e apresenta os esclarecimentos em linguagem simples. Durante o período eleitoral, a equipe intensifica o acompanhamento de publicações relacionadas ao processo de votação, às regras eleitorais e à escolha dos representantes para o Senado. 

Desde 2022, o Senado integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, a partir de um protocolo de intenções firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A parceria reúne o conhecimento técnico da Justiça Eleitoral e a capacidade de comunicação dos veículos do Senado para ampliar a divulgação de informações seguras sobre as urnas eletrônicas, a fiscalização do processo eleitoral, a apuração dos votos e as normas que orientam as campanhas. 

A gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, Ester Monteiro, explica que a cooperação ocorre principalmente em duas frentes: o monitoramento de conteúdos enganosos e o atendimento às dúvidas da população; e a educação midiática, com a produção de reportagens, entrevistas, podcasts e vídeos educativos.

— Nosso objetivo não é apenas desmentir uma informação depois que ela viraliza, mas preparar o cidadão para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar a autoria, as evidências e o contexto antes de compartilhar — destaca.
 

Inteligência artificial amplia os desafios 

Nas Eleições 2026, uma das principais preocupações é o uso indevido da inteligência artificial. Áudios clonados, vídeos manipulados e imagens sintéticas podem ser usados para atribuir a candidatas ou candidatos falas ou situações que nunca ocorreram. As regras do TSE determinam que conteúdos produzidos ou modificados por IA sejam claramente identificados e proíbem o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas. Também impedem que sistemas de inteligência artificial recomendem, sugiram ou priorizem candidatos, partidos, federações ou coligações.
 

Onde consultar informações verificadas? 

A Justiça Eleitoral ampliou a parceria com plataformas digitais e reformulou a página Fato ou Boato, que reúne checagens e materiais educativos produzidos por instituições e agências parceiras. 

O Senado Verifica também recebe dúvidas da população e esclarece informações relacionadas ao Senado e ao processo eleitoral. O serviço não substitui a Justiça Eleitoral, não investiga crimes nem aplica sanções. Mande sua dúvida pelo WhatsApp:61 98190-0601.
 

Onde denunciar conteúdos suspeitos? 

Conteúdos falsos, manipulados ou fora de contexto que possam comprometer a integridade das eleições podem ser encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).

Já as denúncias sobre propaganda eleitoral irregular, nas ruas ou na internet, devem ser enviadas pelo aplicativo Pardal. Sempre que possível, o cidadão deve preservar o link da publicação, registrar a tela e anotar a data, o horário e o perfil responsável.
 

Antes de compartilhar, verifique 

O combate à desinformação também depende da sua participação. Mensagens alarmistas, sem autoria ou que peçam compartilhamento urgente exigem atenção redobrada. 

Antes de encaminhar a mensagem, siga este passo a passo:

  • veja quem produziu o conteúdo;
  • busque a fonte/ publicação original;
  • confira a data da postagem e o contexto;
  • consulte as fontes oficiais (página ou perfil oficial informado pelo candidato/ partido);

Combater a desinformação não significa impedir críticas, opiniões ou divergências. Significa proteger o direito de cada pessoa de participar do debate público e escolher seus representantes com base em informações confiáveis. Neste ano, quando escolhemos dois senadores ou senadoras por estado e pelo Distrito Federal, esse cuidado é essencial para preservar a liberdade do voto e a integridade das eleições.
 

Fato ou boato? Veja aqui as últimas checagens publicadas pelo TSE: 

- É falso que ministros tenham autorizado redes sociais a descumprir ordens da Justiça nas Eleições 2026

- É falso que Eleições 2026 terão novas urnas; presença de observadores internacionais e abertura de código-fonte também não são novidade

- Abertura do código-fonte é realizada desde 2002; ato não é responsabilidade direta do ministro André Mendonça

- Ministros Barroso e Moraes não mandaram fabricar chips em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas

- É mentira que mesários votam na urna eletrônica no lugar de eleitores

- É falso que 811 mil chineses poderão votar nas eleições brasileiras

- TSE alerta para golpe com cobrança para regularização de pendências eleitorais
 

Fonte: Senado Verifica


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