- O tepotinibe, medicamento aprovado pela ANVISA, em 2021, atua especificamente em tumores com mutação no gene MET1, que confere um prognóstico ruim aos pacientes2,3.
- A terapia já foi incorporada por importantes agências de ATS
(Avaliação de Tecnologias em Saúde) globais e está disponível em outros
sistemas de saúde4-7.
- Consulta Pública está aberta até dia 31 de agosto para
contribuições antes da recomendação final da ANS8.
A Merck, líder global em ciência e tecnologia, realizou a
submissão do tepotinibe para incorporação ao Rol de Procedimentos e Eventos em
Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)9.
O medicamento é indicado para o tratamento de um tipo
específico e avançado de câncer: o câncer de pulmão de não pequenas células
(CPNPC) com mutação de salto no éxon 14 do gene MET (METex14). Nessa alteração
genética, o éxon 14 é excluído — ou "pulado" — durante o
processamento do DNA e o resultado é uma proliferação celular descontrolada que
favorece o desenvolvimento de tumores agressivos1.
Considerado um inibidor altamente seletivo de MET, o tepotinibe é
aprovado pela ANVISA desde 202110. Entre seus benefícios
clínicos robustos, destacam-se:
- Eficácia clínica comprovada: Resposta tumoral em 57,9% dos pacientes e sobrevida global
mediana de 21,1 meses11 — com eficácia também no sistema
nervoso central, no qual 66,7% dos pacientes com metástases apresentaram
redução tumoral12.
- Boa tolerabilidade e impacto favorável na qualidade de vida: Tepotinibe apresentou perfil de segurança favorável, com
efeitos adversos predominantemente leves a moderados e sem comprometimento
da qualidade de vida dos pacientes13.
- Praticidade no dia a dia: Administrado em dose única diária (dois comprimidos), com
flexibilidade para redução de dose de forma simples para 1 comprimido,
quando necessário14.
“Existe uma clara necessidade de terapias orais efetivas e bem
toleradas direcionadas à inibição do MET e Tepotinibe preenche essa lacuna”,
reforça Dr. Gilberto Castro (CRM-SP:84448), oncologista.
A incorporação do medicamento ao Rol da ANS ampliará as opções
terapêuticas para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células
(CPNPC) portadores da alteração METex14, em consonância com as recomendações
das principais diretrizes nacionais e internacionais.
“Garantir que essa terapia-alvo seja incluída ao Rol da ANS, que
hoje se limita apenas a métodos não específicos para essa mutação, é mais um
passo importante em direção à garantia de acesso a um tratamento contra esse
subtipo de câncer tão agressivo. Vamos transformar um diagnóstico que, antes,
era devastador em uma jornada com possibilidade de sequência de tratamento e
com mais qualidade para o paciente. É a ciência chegando aonde a necessidade é
mais urgente”, diz Maria Beatriz Monteiro, líder da Área Médica de Oncologia da
Merck.
Vale lembrar que o câncer de pulmão é o terceiro mais
frequente em homens e o quarto em mulheres no Brasil, sem considerar os tumores
de pele não melanoma. Sua apresentação clínica inicial é frequentemente
inespecífica, o que representa um desafio ao diagnóstico precoce. Em termos de
mortalidade, a doença impõe um impacto expressivo: em 2023, foram registrados
31.237 óbitos por cânceres de traqueia, brônquio e pulmão no país15.
A alteração METex14 está presente em cerca de 3% a 4% dos casos de
CPNPC do subtipo adenocarcinoma, ocorrendo com maior frequência em pacientes
idosos e independentemente do histórico de tabagismo1. Esse subgrupo
se distingue por um pior prognóstico em relação aos pacientes sem alterações em
MET16,17, além de elevado potencial de disseminação cerebral — 36%
dos pacientes desenvolvem metástases no sistema nervoso central (SNC) ao longo
do curso da doença18.
Diretrizes nacionais e internacionais reconhecem a testagem
molecular como etapa essencial no manejo do CPNPC, pois identifica alterações
genômicas que orientam as decisões terapêuticas desde o diagnóstico19,20.
Essa investigação é realizada principalmente por sequenciamento de larga escala
(NGS)21 ou por testes específicos via RT-PCR22. Na
presença de alterações moleculares acionáveis, a terapia-alvo é o tratamento de
escolha, associando-se a melhores desfechos clínicos23,24.
Nas últimas décadas, houve um progresso significativo no
tratamento das neoplasias pulmonares, especialmente com o avanço das
terapias-alvo para mutações específicas25, como é o caso da mutação em
salto do METex1426, levando a uma melhora expressiva em taxas de
resposta e sobrevida global dos pacientes.
Mundialmente, a terapia já foi incorporada por importantes
agências de ATS (Avaliação de Tecnologias em Saúde) globais4-7 e
está disponível em diversos sistemas de saúde. No Reino Unido, por exemplo, o
National Institute for Health and Care Excellence (NICE), agência referência em
análises de eficácia e custo-efetividade, recomenda a terapia para uso no
tratamento contra o câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado
com alterações METex14 em adultos4.
Consulta Pública aberta
A participação da sociedade é uma etapa importante na construção
de políticas públicas e nas decisões relacionadas à saúde. Para isso,
mecanismos como a Consulta Pública possibilitam que cidadãos, profissionais de
saúde, pacientes, familiares, entidades e demais interessados apresentem
contribuições antes da conclusão de processos regulatórios.
Atualmente, está aberta a Consulta Pública nº 175, que avalia
a incorporação de tepotinibe para o tratamento de pacientes com câncer de
pulmão de não pequenas células (CPNPC) com mutação de skipping do éxon
14 do gene MET (METex14) no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS.
Ela permanecerá aberta entre os dias 12 e 31 de
agosto de 2026. As contribuições devem ser enviadas pelo
formulário presente no link.
As colaborações vão compor um conjunto de informações consideradas
pela ANS antes da publicação da recomendação final, representando um importante
subsídio para tornar o processo decisório mais transparente, participativo e
alinhado às necessidades da sociedade.
"Processos de incorporação decidem, na prática, o que estará
disponível para o paciente, e quase ninguém sabe que eles existem ou compreende
como participar. Para uma organização da sociedade civil que defende a voz dos
pacientes, consulta pública não é formalidade: é o canal por onde quem vive a
doença entra na decisão. Nosso chamado é para que pacientes, familiares e
profissionais conheçam esse processo e participem, seja concordando ou
discordando do que está sendo proposto", explica Gabriel Marmentini,
Cofundador e Presidente da Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço
(ACBG Brasil).
Sobre o câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC)
O câncer de pulmão é o câncer mais incidente e a principal causa
de morte por câncer no mundo, com cerca de 2,64 milhões de novos casos e 1,86
milhão de óbitos em 202427. Divide-se principalmente em câncer de
pequenas células e câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), sendo este
último o mais comum, responsável por aproximadamente 85% dos casos. Entre os
subtipos do CPNPC, predominam o adenocarcinoma (50%) que, em pacientes nunca
fumantes, frequentemente apresenta alterações genômicas tratáveis28.
Sobre TEPMETKO® (tepotinibe)
TEPMETKO® é um inibidor oral de MET que inibe a
sinalização oncogênica do receptor de MET causada por alterações no gene MET.
Descoberto e desenvolvido pela Merck KGaA, em Darmstadt, na Alemanha, o
medicamento tem um mecanismo de ação altamente seletivo, com potencial para
melhorar os resultados em tumores agressivos que apresentam um prognóstico
clínico ruim e abrigam estas alterações específicas1, 14,29.
Merck
www.merck.com.br
Instagram (@merckbrasil)
LinkedIn (Merck Healthcare).
Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço - ACBG Brasil
Para mais informações, acesse: acbgbrasil.org
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