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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Na era do deepfake, criminosos trocam roubo de senhas por ‘clonagem de pessoas’ com IA, revela estudo da Certta e Nexus

Dados, fotos e vídeos sintéticos são usados para apropriação de identidades. Debate sobre Manipulação de Dados soma 2,8 mil menções nas redes

 

A evolução das fraudes digitais no Brasil ultrapassou o tradicional furto de senhas. Levantamento inédito da Certta, hub de verificação inteligente, e da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revela que as organizações criminosas migraram para a “clonagem de identidades”. Unindo voz, fotos e vídeos capturados na internet, os golpistas utilizam ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa para simular credenciais hiper-realistas, criar falsa autoridade e se passar por pessoas reais. 

Segundo o levantamento “Mapa de Confiança Digital”, que analisou conteúdos publicados entre janeiro e julho de 2026, o debate específico sobre manipulação de dados acumulou 2,8 mil menções nas redes sociais no período. O volume representa 7,3% de todas as conversas sobre os desafios diários de segurança enfrentados pelo consumidor, que somam 39,7 mil menções do total geral da coleta. 

As conversas analisadas revelam como a manipulação de identidade pode ser usada para provocar danos financeiros, inclusive com táticas que envolvem PIX e transações, tema que conta com 9,1 mil menções (23% do mesmo recorte). Os dados também evidenciam como os avanços tecnológicos estão transformando a percepção de risco do consumidor, trazendo preocupações sobre a possibilidade de alguém fabricar uma identidade convincente para conquistar confiança.

 

“Para quem atua na prevenção de fraudes, esse cenário já faz parte de uma realidade que acompanhamos. Mas, para a sociedade, a possibilidade de alguém usar sua imagem, sua voz ou seus dados para se passar por você pode ser assustadora e aumenta a sensação de vulnerabilidade. É justamente por isso que temos uma responsabilidade que vai além de desenvolver tecnologia, precisamos ajudar a tornar esse cenário mais compreensível e seguro para as pessoas. O levantamento nasce também desse propósito, de aproximar essa discussão da população e entender como o consumidor tem percebido a própria segurança diante da evolução das fraudes”, diz Rodrigo Lattaro, CMO da Certta. 

Diante da sofisticação dessas novas ameaças tecnológicas, o comportamento dos usuários na internet revela que a população brasileira ainda se encontra em uma fase inicial de conhecimento prático. De acordo com os dados de motores de busca (Google e Bing) analisados pelo levantamento, o público foca em dúvidas básicas sobre o funcionamento das tecnologias. 

A busca “o que é deepfake resumo” aparece em primeiro lugar, com 3,6 mil pesquisas no Bing. No Google, as principais buscas combinam dúvidas conceituais com perguntas sobre a legalidade da prática, com termos como “deepfake é crime” (210 buscas), “o que é deepfake exemplos” (210) e “o que é deepfake e como funciona” (170).




 

Da exposição de dados à fraude


As discussões mapeadas também mostram que a preocupação do público não está restrita à criação de identidades falsas por Inteligência Artificial. A exposição e o uso indevido de dados pessoais aparecem associados a outras modalidades de fraude, mostrando como diferentes informações podem ser combinadas pelos criminosos para ampliar a capacidade de convencimento e acesso às vítimas.

O levantamento da Certta e da Nexus identificou que o debate sobre “Dados Pessoais e LGPD” registrou 3,3 mil menções, representando 8,3% das conversas sobre o cotidiano de segurança. Dentro deste recorte, o SIM Swap (sequestro de linha telefônica) aparece entre as vulnerabilidades associadas à exposição e manipulação de dados. Relatos de vítimas apontam falhas que permitem a transferência do número para outro chip, abrindo caminho para fraudes financeiras e comprometendo mecanismos tradicionais de proteção.

“Conhecer os casos de uso que mais chamam a atenção do consumidor, ou que já fazem parte do seu dia a dia, é fundamental para entendermos por onde começar essa jornada de educação e proteção. Quando compreendemos que uma pessoa não é representada por uma única informação, mas por um conjunto de dados e comportamentos que ajudam a construir sua identidade, também ampliamos nossa capacidade de identificar onde existem vulnerabilidades e implementar melhorias que realmente façam diferença para a sua segurança. É esse olhar que permite transformar situações que hoje parecem isoladas em aprendizados para tornar a proteção mais simples e efetiva”, afirma o CMO.


METODOLOGIA

A Nexus extraiu e analisou menções e buscas relacionadas à segurança digital realizadas entre 1º de janeiro e 22 de julho de 2026. A coleta em redes sociais (Facebook, Instagram e X) totalizou mais de 60 mil menções e 44 milhões de interações via Social Listening. O estudo contou ainda com análises de intenção de busca no Google e Bing (Answer The Public) e estudo qualitativo de narrativas no fórum Reddit.

 

Fonte: https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/na-era-do-deepfake-criminosos-trocam-roubo-de-senhas-por-clonagem-de-pessoas-com-ia-revela-estudo-da-certta-e-nexus/


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