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sábado, 25 de julho de 2026

Cinco sinais podem indicar que seu filho adolescente precisa de ajuda psicológica

Magnifc
A psicóloga Aline de Carvalho explica quais comportamentos merecem atenção dos pais e quando é hora de buscar ajuda profissional

 

A saúde mental de crianças e adolescentes têm ocupado cada vez mais espaço nos debates entre famílias, escolas e profissionais da área. Dados divulgados pelo IBGE por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) mostram que cerca de três em cada dez adolescentes brasileiros afirmaram já ter sentido vontade de se machucar, enquanto os casos de bullying também registraram aumento nos últimos anos.

 

Outro levantamento recente aponta um cenário ainda mais preocupante entre meninas adolescentes. Segundo informações divulgadas pelo Senado Federal com base em pesquisas nacionais, uma em cada quatro meninas brasileiras afirma que, em algum momento, sentiu que a vida não valia a pena ser vivida.

 

Para a psicóloga Aline de Carvalho, especializada em atendimento a adolescentes, é fundamental que pais e responsáveis estejam atentos às mudanças que persistem por semanas e interferem na rotina dos filhos.

 

"É comum que a adolescência seja marcada por oscilações de humor e conflitos próprios do desenvolvimento. No entanto, quando essas mudanças passam a comprometer o desempenho escolar, os relacionamentos e a qualidade de vida, é importante buscar uma avaliação profissional. Quanto mais cedo esse sofrimento é identificado, maiores são as possibilidades de cuidado e recuperação", afirma.

 


Segundo a especialista, cinco sinais merecem atenção especial:

 

• Isolamento social: o adolescente deixa de conviver com amigos e familiares e passa a evitar atividades que antes lhe davam prazer.

• Mudanças bruscas de humor: irritabilidade intensa, tristeza persistente ou explosões emocionais frequentes sem motivo aparente.

• Queda no rendimento escolar: perda de interesse pelos estudos, dificuldades de concentração e redução significativa no desempenho.

• Alterações no sono e no apetite: dormir muito ou muito pouco, além de mudanças importantes na alimentação.

• Desânimo constante e perda de interesse: falta de motivação para atividades que antes eram motivo de alegria, acompanhada de sensação frequente de vazio ou desesperança.

 

Aline destaca que os pais não devem interpretar esses sinais apenas como "coisa da idade".

 

"Os adolescentes nem sempre conseguem colocar em palavras o que estão sentindo. Muitas vezes, o sofrimento aparece por meio do comportamento. Escutar sem julgamentos, acolher e manter um diálogo aberto faz toda a diferença. Procurar ajuda psicológica não significa que exista um problema grave, mas sim que a família está oferecendo o suporte necessário para que esse jovem atravesse essa fase com mais segurança", ressalta.

 

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reforça que metade dos transtornos mentais começa antes dos 14 anos de idade, embora muitos casos permaneçam sem diagnóstico ou tratamento. A entidade também destaca que a identificação precoce dos sinais é um dos principais fatores para prevenir o agravamento do sofrimento emocional.

 

Aline Peres de Carvalho - psicóloga formada pela PUC-PR, com 29 anos de atuação clínica. Possui especializações em transtornos do humor, terapia cognitivo-comportamental para adolescentes e adultos, terapia dialética comportamental, orientação familiar, neurociência e comportamento humano, além de formação em psicologia sistêmica. Também atua na área organizacional, com experiência em desenvolvimento de grupos, coaching, mentoria e programas de psicoeducação voltados ao autoconhecimento, fortalecimento emocional e desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

 


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