Pesquisar no Blog

sexta-feira, 27 de março de 2026

Reganho de peso após emagrecimento é comum e tem explicação no metabolismo, alerta especialista

Estudos apontam que ciclos de perda e ganho de peso podem piorar o metabolismo e reforçam importância do acompanhamento médico contínuo

 

Com o aumento da busca por emagrecimento no Brasil, manter o peso após a perda ainda é um dos principais desafios para a população. Especialistas alertam que o chamado “efeito sanfona” não está apenas ligado a hábitos, mas também a mecanismos fisiológicos do próprio organismo.

 

Pesquisas recentes ajudam a explicar esse fenômeno. Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apoiado pela FAPESP e publicado na Nutrition Research, identificou que 76% de 121 mulheres avaliadas apresentaram histórico de ciclos de perda e reganho de peso, o chamado efeito sanfona. O levantamento também associou esse padrão a alterações metabólicas, como maior tendência ao acúmulo de gordura corporal e redução de mecanismos ligados ao gasto energético.

 

O tema ganha relevância diante do aumento da procura por soluções para emagrecimento, muitas vezes baseadas em estratégias rápidas ou sem acompanhamento adequado. Nesse contexto, o médico Dr. André Guanabara explica que o reganho de peso não deve ser interpretado apenas como falha individual. “Existe uma resposta biológica importante nesse processo. O corpo tende a economizar energia e a estimular o retorno ao peso anterior após o emagrecimento, como uma forma de adaptação”, afirma.

 

Segundo o especialista, o erro mais comum está na ausência de planejamento para a fase de manutenção. “O emagrecimento pode acontecer com diferentes estratégias, mas a manutenção exige acompanhamento. Quando o tratamento é interrompido ou conduzido de forma isolada, a tendência é que o peso volte”, destaca.

 

Além da frustração, o efeito sanfona pode trazer impactos reais à saúde. O mesmo estudo da Unicamp, desenvolvido no Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes, indica que essa oscilação frequente de peso está associada a prejuízos metabólicos, reforçando que o problema vai além de uma questão estética.

 

Para Dr. André, o caminho mais seguro envolve uma abordagem contínua e individualizada. “O objetivo não é apenas emagrecer, mas sustentar esse resultado com saúde. Isso exige acompanhamento médico, ajustes ao longo do processo e estratégias que respeitem o funcionamento do organismo”, conclui.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados