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domingo, 1 de março de 2026

Não é por que é natural que é seguro: erros na alimentação comprometem saúde dos pets

Alimentação natural não é sinônimo de qualquer comida caseira e o balanceamento é essencial para evitar déficits nutricionais e aparecimento de doenças.

 

Alimentação natural, feita em casa com ingredientes como carnes, cereais e vegetais virou uma tendência entre os tutores que querem se precaver contra conservantes e componentes químicos existentes nas rações industrializadas e também agradar seu pet com algo mais variado e saboroso. 

"Hoje existe um movimento muito forte a favor da alimentação natural, mas a maioria das pessoas acaba montando a dieta do pet por conta própria ou se baseando em receitas na internet. É essencial que a dieta seja formulada por um nutricionista pet, que vai avaliar cada caso de forma individual", alerta. De acordo com a veterinária e PHD em nutrição animal Luciana de Oliveira, a nova dieta deve ser orientada, pois “não é só dar ao animal alimentos que os responsáveis julguem bons, é necessário montar um cardápio que contemple os cerca de 40 nutrientes essenciais que eles precisam diariamente em quantidades suficientes para que fiquem saudáveis”, explica.

Ela esclarece que a orientação é no sentido de obter receitas que sejam realmente completas e balanceadas, pois do contrário esse tipo de dieta caseira pode levar a diversas deficiências nutricionais a médio e longo prazo e, consequentemente, a problemas como aumento de peso, problemas digestivos, queda de pelos, problemas ósseos, fezes alteradas, e outras consequências ainda mais severas.

A Dra. Luciana reitera que a alimentação natural é normalmente mais palatável e mais facilmente digerida pelos animais, além de possuir a vantagem de ter grande variedade de sabores, cheiros e texturas. Ela também pode ajudar no tratamento de doenças quando formulada corretamente, porém alerta: "a introdução de uma nova dieta sem planejamento e sem uma orientação profissional pode levar a déficits nutricionais pois os animais podem deixar de receber vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras que são essenciais à sua vida diária e saúde.

 

Petiscos saudáveis

Uma ótima alternativa presente na alimentação humana que pode ser oferecida aos pets são frutas e legumes. Segundo a Dra. Luciana, eles são uma boa alternativa no lugar de biscoitos e palitinhos industrializados pois são ricos em água e fibras. Mas segundo ela, é importante entender o papel desses alimentos na alimentação do pet.

A especialista explica que vegetais como pepino, abobrinha, abóbora cabotiá, cenoura, chuchu, berinjela, brócolis, couve-flor e frutas como melão, melancia, mamão, maçã, manga, pera, banana, laranja, mexerica, abacaxi, abacate, podem sim ser oferecidos como ‘agrado’, porém “não devem representar mais de 10% das necessidades de calorias diárias do animal – independentemente de ser um alimento natural”, completa. Tais petiscos podem ser oferecidos tanto para os cães, quanto para gatos, mas os cachorros costumam aceitar com mais facilidade, finaliza.

 

Dra. Luciana Oliveira - Médica veterinária formada pela Unesp de Jaboticabal, possui mestrado o doutorado na área de nutrição de cães e Gatos pela Unesp Jaboticabal. Fez estágio de doutoramento na Universidade LMU, de Munique/Alemanha. É membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutripet). Tem mais de 20 anos de experiência na área de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos.


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