O melhor amigo do homem também envelhece, e pode apresentar certas predisposições a doenças que irão demandar um cuidado bem maior no dia a dia. O Alzheimer canino é uma delas, a qual, apesar de não ter cura nem tratamento, pode ser retardada a partir de estímulos simples feitos com o animal desde cedo, fora demais adaptações no lar como forma de garantir uma maior qualidade de vida nesta fase que, por si só, já é bem difícil de lidar.
Formalmente conhecida como Síndrome da Disfunção
Cognitiva Canina, essa doença neurodegenerativa costuma afetar grande parte do
sistema nervoso central e do encéfalo do pet, responsáveis pela
coordenação motora e emoções, causando processos degenerativos encefálico
progressivos e irreversíveis.
Apesar de ser mais vista em cães a partir dos
sete anos de idade, um estudo da Dog Aging Project identificou que
este risco de declínio cognitivo aumenta cerca de 52% para cada ano adicional
de idade após os 10 anos, independente da raça.
Quem já conheceu uma pessoa acometida por essa
doença, sabe que os sintomas acabam por transformar, totalmente, a relação de
dependência com o paciente. Assim como nos humanos, os cães com Alzheimer
apresentam desorientação, uivos e latidos excessivos, trocam o dia pela noite,
podem deixar de reconhecer seus tutores e, nos casos mais graves, enfrentar
incontinência urinária e fecal.
Ao menor indício de comportamento parecido, é
crucial levar o pet ao veterinário para realizar os exames solicitados e
confirmar o diagnóstico - até porque não há um exame específico
voltado ao Alzheimer. É um diagnóstico desafiador, no qual se
faz exclusão de outras possíveis doenças encefálicas que poderiam desencadear
sinais parecidos.
O ideal é solicitar o histórico
completo do animal e, se necessário, utilizar ressonância ou
tomografia para diferenciar de outras doenças encefálicas, como
presença de neoformações ou inflamações no SNC.
Por mais que não haja nenhum tipo de prevenção
contra essa Síndrome, o enriquecimento ambiental é uma estratégia altamente
eficaz para manter o pet ativo desde cedo e, com isso, retardar o início desses
sintomas, caso já tenha uma pré-disposição natural. Assim como os gateiros
costumam ter em seus lares os arranhadores para esses bichinhos, os
pais e mães de cães podem ter uma série de brinquedos que os entretenham
no dia a dia, além de levá-los para passear, correr e se manter em
constante movimento.
Uma alimentação balanceada e rica em
nutrientes para o animal, incluindo senil, antioxidante, vitaminas, complexo B
e ômega 3, por exemplo, também faz parte desse conjunto de cuidados. E, caso
venha a ser diagnosticado, a casa precisa ser adaptada para essa nova
realidade, o mantendo em segurança diante da inevitável desorientação do
pet.
Em lares que tenham muitas escadas, como exemplo, é
crucial colocar porteiras ou cercas que impeçam o cão de cair e se machucar.
Tapetes antiderrapantes também são muito bem-vindos, evitando que
escorreguem. Fora, é claro, de toda a atenção mais presente dos tutores ao
longo do dia, ajudando que continuem se alimentando bem e estejam protegidos
dentro de casa.
Todo cão com Alzheimer se tornará bem mais
dependente quanto aos cuidados rotineiros. Por isso, ao perceberem qualquer
mudança de comportamento, busque orientação veterinária imediatamente, sem
esperar que os sintomas se agravem. Quanto antes forem orientados quanto ao
acompanhamento adequado, mais o pet poderá viver com conforto, segurança e
dignidade. A doença pode ser inevitável, mas o sofrimento não precisa ser.
Pet de TODOS
https://petdetodos.com.br/
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