O impacto do Carnaval na saúde dos pets não aparece
necessariamente no auge da folia, mas logo depois. Dados da WeVets, maior grupo
de saúde veterinária do Brasil, mostram que os atendimentos de clínica médica
cresceram 89% na semana seguinte ao Carnaval de 2025, na
comparação com o próprio período do feriado.
Embora não haja aumento absoluto no volume total durante os dias
de festa, o perfil registrado é majoritariamente emergencial, sinalizando que
muitos quadros agudos foram atendidos no pronto-socorro e evoluíram para
acompanhamento clínico nos dias seguintes.
Os casos de Pronto-Socorro avançaram 35% no pós-Carnaval, enquanto
os atendimentos eletivos subiram 58%, indicando um efeito acumulado de
estresse, intoxicações alimentares, descompensações clínicas e agravamento de
quadros iniciados durante a festa.
Segundo a rede, o padrão se repete em feriados prolongados: o
período festivo altera rotina, alimentação, ambiente e níveis de estímulo
sensorial dos pets, criando um cenário de risco que muitas vezes evolui ao
longo dos dias.
“O pet não compreende o contexto da festa, barulho intenso, ausência do tutor, calor e acesso a alimentos inadequados geram respostas fisiológicas importantes, como taquicardia, vômitos, desidratação e crises de ansiedade. Em muitos casos, o quadro se agrava e só chega ao hospital após o feriado”, afirma a médica-veterinária Caroline Marques, da WeVets.
Para a WeVets, o dado reforça uma tendência mais ampla: feriados
prolongados funcionam como catalisadores de risco quando não há planejamento
prévio por parte dos tutores. “O Carnaval pode ser seguro para os pets, mas
exige antecipação. A maioria das emergências poderia ser evitada com medidas
simples de prevenção e acompanhamento prévio”, conclui a especialista.

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