O amor não tem limites, pois, se houver limites,
não é amor. Ele pode até ser condicionado, para que possa ser exercido em sua plenitude.
Este amor sem limites existe em corações maternos, paternos e em muitos
lares, mas pode ser cultivado em qualquer lugar onde se deseja a paz.
Porém, em muitos lares, onde
um pseudoamor é usado para camuflar sentimentos menos nobres ou nada
nobres, tais como paixão, dependência psicológica,
ou outros interesses quaisquer, ele pode trazer desilusão e
sofrimento. E, como a mulher sempre teve mais tendência a acreditar no
amor, historicamente é a que mais sofre com esses relacionamentos.
Além disso, de modo geral, o cenário sempre foi
favorável ao homem, porém isso está mudando, porque a mulher tem
lutado muito para equilibrar a situação. No entanto, elas têm pagado
um preço alto: o mercado de trabalho sempre lhe exige mais
qualificação, e, no trabalho em si, muitas enfrentam a dor de ter que
ausentar-se dos filhos no momento em que eles precisam de seu colo e
de sua proteção. Trabalhos exaustivos, ambientes desconfortáveis, dupla jornada
de trabalho e tantos outros obstáculos põem à prova toda a resiliência delas.
Mas, para muitas, nenhum obstáculo é tão cruel
quanto à covardia de quem lhe prometeu amor e ofereceu o contrário. Como é
difícil acreditar que o amor não tem limites vendo diariamente que o oposto
também não tem.
Apesar disso, tanta luta não tem sido em vão.
Os números mostram que milhares de relacionamentos têm terminado em divórcio,
sem drama, nem tragédia, e a maioria acontece por iniciativa de
mulheres. Pesquisas também revelam que são por diversos motivos. E
mesmo que isso contribua para a desconstrução da família, ainda é positivo,
pois se a família é a base da sociedade, família sem amor não deve existir. Não
fará falta nenhuma, já que o amor não tem limites.
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