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domingo, 30 de agosto de 2026

Mudanças de sono e comportamento em cães idosos podem ser mais que velhice, aponta estudo

Pesquisa com mais de 10 mil cães identifica alterações associadas à disfunção cognitiva; especialista alerta que sinais sutis não devem ser tratados automaticamente como consequência natural da idade 

 

Dormir mais durante o dia, ficar menos ativo, esquecer comportamentos que antes faziam parte da rotina ou demonstrar ansiedade quando fica sozinho podem parecer consequências naturais do envelhecimento. Em cães idosos, porém, algumas dessas mudanças também podem estar associadas ao declínio cognitivo e merecem avaliação veterinária.

Um estudo do Dog Aging Project, publicado em 2026, analisou dados de mais de 10 mil cães com mais de oito anos e identificou diferenças comportamentais entre animais sem sinais de alteração cognitiva e aqueles considerados em risco ou com sinais de disfunção cognitiva canina. Entre as mudanças observadas estavam aumento do sono durante o dia, menor atividade física, redução de comportamentos previamente aprendidos, maior ansiedade de separação, alterações de apetite e respostas diferentes diante de situações novas.

A disfunção cognitiva canina é uma condição neurodegenerativa relacionada ao envelhecimento e pode provocar alterações progressivas no comportamento e na forma como o animal responde ao ambiente. O desafio é que, principalmente no início, os sinais podem ser discretos e facilmente confundidos com aquilo que o tutor considera apenas “coisa da idade”.

“Existe uma tendência natural de aceitar determinadas mudanças porque o cão está envelhecendo. Ele passa a dormir mais, interage menos ou parece esquecer alguns hábitos e a família entende aquilo como esperado. Nem sempre é. Quando existe uma mudança perceptível em relação ao comportamento que aquele animal sempre teve, vale investigar”, afirma Alan Mora, Sócio-Diretor Nacional do Grupo +Pet.

Segundo o especialista, um episódio isolado não permite concluir que o cão esteja desenvolvendo uma alteração cognitiva. O mais importante é perceber mudanças persistentes ou a combinação de diferentes sinais.

“Não é porque um cão dormiu mais durante alguns dias que ele tem disfunção cognitiva. O alerta aparece quando existe alteração de padrão: um animal que sempre dormiu à noite começa a ficar inquieto nesse período, passa boa parte do dia dormindo, deixa de responder a comandos conhecidos, parece desorientado em um ambiente familiar ou muda de comportamento com pessoas da própria casa”, explica.


O que o tutor deve observar

Além das alterações de sono, redução de atividade e ansiedade de separação apontadas pelo estudo do Dog Aging Project, sinais como desorientação, dificuldade para reconhecer rotinas, mudanças na interação social e perda de comportamentos aprendidos também podem fazer parte da investigação de declínio cognitivo.

Outro estudo, publicado em fevereiro de 2026 na Frontiers in Aging Neuroscience, analisou o comportamento cotidiano de cães com oito anos ou mais e encontrou relação entre desempenho em testes cognitivos e aspectos como memória, motivação, mobilidade e capacidade sensorial.

A pesquisa chama atenção para um ponto importante: alterações associadas ao envelhecimento podem ter diferentes origens. Dor, limitações de mobilidade e perda de visão ou audição, por exemplo, também podem mudar profundamente o comportamento de um cão idoso.

“Um cão que deixa de subir no sofá pode estar apresentando uma alteração cognitiva, mas também pode estar com dor. Um animal que deixa de responder quando é chamado pode ter perda auditiva. É por isso que não se deve olhar um comportamento isoladamente. O exame clínico permite investigar o conjunto e descartar outras condições que podem produzir sinais semelhantes”, observa o especialista.

Essa diferenciação ganha importância porque algumas doenças que aparecem com maior frequência à medida que os animais envelhecem podem evoluir de maneira silenciosa. Mudanças aparentemente pequenas na rotina podem ser um dos primeiros sinais percebidos pela família.


Envelhecer não significa apenas tratar doenças

Para Alan Mora, o aumento da longevidade dos animais também muda a forma como tutores e veterinários precisam encarar o cuidado.

“Em um cão idoso, acompanhamento não deveria acontecer somente quando surge uma emergência. O objetivo é conhecer aquele animal ao longo do tempo, observar alterações em relação ao padrão dele e conseguir investigar cedo quando alguma coisa muda”, destaca.

A periodicidade das avaliações deve ser definida individualmente pelo médico-veterinário, considerando idade, porte, histórico clínico e doenças já existentes. Dependendo do caso, exames laboratoriais, avaliações neurológicas e investigação de dor, visão e audição podem fazer parte da abordagem.

“Quanto mais cedo conseguimos entender a origem de uma mudança, maior é a possibilidade de cuidar da qualidade de vida daquele animal. E, no envelhecimento, qualidade de vida passa justamente por não normalizar tudo como velhice”, conclui o especialista.

  

+Pet

Acne em pets: problema acomete animais principalmente no primeiro ano de vida

 Veterinários alertam para este problema, que pode estar relacionado a doenças de pele mais graves

 

Mais comum nos primeiros anos de vida dos pets – infância e adolescência - a acne acomete principalmente animais de pelagem curta, como rottweilers e boxers, e pode ser reconhecida pelo surgimento de erupções avermelhadas e cravos na região do rosto e focinho. Assim como no caso dos humanos, surge por conta de uma inflamação de um folículo ou poro da pele que fica bloqueado e se enche de pus, forma uma bolinha, muitas vezes se agravando para um processo de inflamação bacteriana profundo. 

Acredita-se que as causas da acne canina e felina tenham influência dos hormônios comuns desta fase da vida dos pets. Porém, caso apareça em outros lugares do corpo, o animal pode estar sofrendo de uma infecção por bactérias. O problema é que a acne e o cravo infectados podem coçar, e muitos animais acabam arranhando e esfregando seus focinhos em móveis da residência e paredes, causando feridas mais graves na região lesionada. 

Outra questão importante é que os sintomas associados à acne também são relacionados a outras doenças, como dermatite bacteriana e demodicose, por isso é fundamental consultar um veterinário para realizar o diagnóstico correto. Em alguns casos, depois de identificada a inflamação, alguns especialistas solicitam inclusive uma biópsia para averiguar a gravidade do problema. 

O tratamento de acne e cravos é simples: na maioria dos casos, os veterinários indicam xampus medicamentosos que auxiliam no tratamento e resolução da inflamação, além da aplicação de pomada e gel específico nas lesões. Em casos mais graves, o veterinário pode prescrever o uso de antibióticos e anti-inflamatórios em comprimidos para aliviar a dor e o inchaço. 

Também são indicados produtos feitos à base de ingredientes naturais, que não oferecem restrições de uso nem contraindicações e são uma alternativa aos medicamentos, proporcionando um tratamento menos agressivo para o animal. A linha Propovets, por exemplo, traz em seus produtos – xampu, condicionar e gel - o própolis verde, reconhecido por sua ação antibiótica, anti-inflamatória e antisséptica. A acne canina e felina nunca deve ser estourada, pois pode levar a uma infecção e cicatrizes, mas caso isso aconteça, o própolis verde atua como cicatrizante e regenerador de tecidos, apresentando qualidades antifúngicas e antibacterianas, com eficácia até no combate a protozoários. Além disso, higieniza, hidrata, revitaliza e protege a pele e o pelo dos animais, conferindo-lhes brilho e maciez.

 

PROPOVETS®
SAC: 0800 880 1190
www.propovets.com

 

Treine seu cão em casa em 30 minutos por dia

Donos de pets muitas vezes acreditam que o treinamento pode ser realizado somente por adestradores; embora as técnicas devam ser indicadas e aplicadas com o suporte de profissionais qualificados, é possível fazer alguns exercícios em casa 

 

Você tem um pet e gostaria de adestrá-lo? Os donos de pets não raro sentem a necessidade de adestrar de forma básica os seus animais de estimação, mas acabam deixando a ideia de lado por acreditar que os treinamentos são muito complicados, levam muito tempo, e só podem ser realizados por adestradores profissionais.

“Não é recomendado adestrar um cão sem antes recorrer a um especialista que possa diagnosticar o perfil e o comportamento do animal, para definir o tipo e a intensidade do treinamento”, salienta Cleber Santos, adestrador e especialista em comportamento animal, que está à frente da equipe Comport Pet. No entanto, de acordo com o especialista, após contar com suporte profissional, é possível e indicado que os donos de pets treinem em casa os exercícios ensinados pelo adestrador durante as aulas. “Isso porque treinar um cão depende da repetição dos exercícios e do comprometimento do dono. De nada adianta o animal obedecer somente ao adestrador, e em casa ter mau comportamento. Cerca de 30 minutos diários são suficientes para ajudar o cão a fixar o que aprendeu durante a aula”, explica.

Cleber lista algumas dicas da ComportPet de exercícios que podem ser feitos em casa:


Liderança: Mostre claramente ao cão que o líder é você, assumindo uma postura de liderança e ganhando o respeito e confiança do pet. “Algumas dicas úteis são andar sempre à frente do cachorro e ser sempre o primeiro a entrar em casa ou passar por portas e portões. Se ele pedir algo (como comida, petisco, passeio), peça que execute algum comando antes. Dessa forma, ficará claro para o pet que é você quem está no comando”, explica Cleber.


Reforço positivo: O adestramento inteligente envolve a técnica do reforço positivo, muita repetição e nenhuma violência física. “Através da repetição dos exercícios e do reforço positivo oferecido toda vez que o seu cachorro fizer corretamente algo que se espera dele, ele pode aprender muito mais rápido do que se imagina. Para o reforço, você pode utilizar brinquedos, petiscos, ou até mesmo um carinho no pet, a cada vez que ele obedecer um comando ou mudar um comportamento que era inadequado”, comenta o especialista.


Recompensa: Deve ser oferecida imediatamente, caso contrário, o cachorro não irá associá-la à resposta correta a um comando. Por exemplo, se você pediu para o seu cão se sentar e ele o atendeu, a recompensa deve ser oferecida logo em seguida. “Nunca ofereça a recompensa antes do pet completar o comando, é bom evitar inclusive que ele veja a recompensa enquanto não responder adequadamente ao comando”, esclarece Cleber.


Comandos: Utilize sempre comandos curtos, como “senta”, “deita” ou “fica”. “Comandos curtos funcionam melhor, pois são mais fáceis do cachorro memorizar e associar com a ação correspondente”, explica Cleber. É mais fácil que o cão memorize uma única palavra do que frases inteiras, por isso, seja objetivo e repita sempre os mesmos comandos.


Integre o adestramento na rotina: É fundamental integrar os comandos no dia a dia com o seu cão e exercitá-los ao longo do dia. “Por exemplo, sempre que você for fazer um carinho, peça para ele sentar, deitar, dar a pata. Se você dedicar 30 minutos diários para treinar o adestramento, seu cão aprenderá a obedecê-lo e você logo notará a diferença”.



Creche e Centro de Treinamento Comport Pet
Rua Getúlio Vargas Filho, 41, no Jabaquara, em São Paulo.
Para mais informações, ligue (11) 3805-5642.



Toxoplasmose e o mito que envolve os felinos

Doença é transmitida a partir do contato direto com as fezes de animais infectados ou através do consumo de alimentos contaminados pelo Toxoplasma Gondii 

 

Embora os gatos e outros felinos sejam hospedeiros definitivos do protozoário Toxoplasma Gondii, causador da Toxoplasmose, estes animais não são os verdadeiros responsáveis pela transmissão desta doença, tão temida pelas gestantes. Segundo o Dr. Jurandir Passos, médico especialista em ginecologia que integra o corpo clínico do Lavoisier Medicina Diagnóstica, para que haja a contaminação, seria necessário ter contato direto com as fezes do animal infectado, situação bastante improvável.

Este mito tornou-se conhecido porque, ao evacuar, os gatos despejam o verme na terra e este sobrevive por até seis meses em locais com grande unidade. Em ambientes onde vivem outros animais, como galinhas e vacas, eles acabam se contaminando também por entrarem em contato direto com estas fezes. “A ingestão de carne mal passada e de ovos com gema mole são formas comuns de transmissão da toxoplasmose, assim como verduras, frutas e folhas mal lavadas”, alerta o especialista.

Quando o protozoário Toxoplasma Gondii entra na corrente sanguínea do ser humano, ele traz prejuízos à musculatura, cérebro e fígado, multiplicando-se dentro das células e destruindo os tecidos. Em uma criança em formação, os danos são muito maiores e, consequentemente, mais graves.


Prevenção

Para as gestantes que possuem gatos como animais de estimação, é seguro levá-los ao veterinário para que eles tomem um vermífugo adequado. Não precisa ter medo de conviver com o animal, pois ao tomar o vermífugo eles estão sãos e salvos. “O mais importante para se preservar da toxoplasmose é tomar cuidados com a alimentação, ingerindo somente carnes bem passadas e cozidas, ovos com gema dura e lavando bem as verduras e frutas. É importante também ter cuidado redobrado com a alimentação feita fora de casa, evitando as saladas”, conclui Dr. Jurandir.


Lavoisier
www.lavoisier.com.br


Dia do Nutricionista: o que é mito e o que é verdade na hora de escolher alimentos e suplementos?



Do "produto natural pode ser consumido à vontade" ao "suplemento substitui uma refeição", nutricionista desvenda crenças comuns e mostra como fazer escolhas mais conscientes 

 

No Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, a Bio Mundo propõe uma reflexão sobre um dos maiores desafios de quem busca uma alimentação equilibrada: separar informação de qualidade dos inúmeros mitos que circulam nas redes sociais. 

“Hoje temos acesso a uma variedade enorme de alimentos, suplementos e informações, mas isso também pode gerar dúvidas. O papel do nutricionista é justamente olhar para cada pessoa de forma individual e ajudar a transformar informação em escolhas que façam sentido para aquela rotina. Não existe uma fórmula única para uma alimentação saudável, comenta Amanda Rodrigues, nutricionista da Bio Mundo. 

Com a variedade de alimentos naturais, produtos a granel, proteínas, vitaminas e suplementos disponíveis atualmente, entender o que realmente faz sentido para cada rotina é fundamental. Para ajudar nessa missão, Amanda esclarece alguns dos principais mitos:

 

“Por ser natural, posso consumir à vontade.” — MITO

Castanhas, frutas secas, sementes e outros alimentos naturais são nutritivos, mas quantidade e contexto da alimentação continuam importantes.

 

“Whey protein é só para quem treina.” — MITO

A proteína em pó pode ser uma alternativa prática para complementar a ingestão proteica, quando fizer sentido dentro da alimentação e dos objetivos individuais.

 

“Suplementos substituem uma alimentação equilibrada.” — MITO

Vitaminas e minerais podem complementar a dieta quando existe necessidade, mas não substituem a variedade de alimentos de uma alimentação adequada.

 

“Produtos a granel são opções interessantes para variar a alimentação.” — VERDADE

A variedade de grãos, sementes, frutas secas e outros alimentos permite diversificar escolhas e experimentar diferentes ingredientes no dia a dia.

 

“Todo mundo precisa tomar os mesmos suplementos.” — MITO

A necessidade de suplementação depende de fatores individuais, como alimentação, rotina, fase da vida e necessidades nutricionais.

 

“Uma alimentação saudável não precisa ser complicada.” — VERDADE

Pequenas escolhas feitas de maneira consistente podem contribuir para uma rotina alimentar mais equilibrada e sustentável.

 

Comer bem gastando menos: 5 estratégias para manter uma alimentação saudável sem pesar no bolso

Nutricionista Andrezza Botelho mostra que uma alimentação equilibrada não depende de alimentos caros, mas de escolhas inteligentes e planejamento

 

 

O aumento do custo dos alimentos tem feito muitas famílias repensarem a forma como compram e organizam suas refeições. Diante da ideia de que comer saudável é necessariamente mais caro, cresce uma dúvida comum: é possível manter uma alimentação equilibrada sem comprometer o orçamento?


Segundo a nutricionista Andrezza Botelho, a resposta está menos em produtos considerados “da moda” e mais em escolhas estratégicas do dia a dia.


“Uma alimentação saudável não precisa ser baseada em alimentos caros ou suplementos. Muitas vezes, os melhores aliados da saúde são alimentos simples, acessíveis e presentes na rotina das famílias. O segredo está em planejamento, variedade e boas combinações”, explica.


Confira cinco estratégias para economizar sem abrir mão da qualidade nutricional:

1. Troque alimentos industrializados por versões naturais e mais econômicas

Produtos prontos e ultraprocessados muitas vezes parecem uma solução prática, mas podem representar um custo maior no fim do mês. Priorizar alimentos básicos, como arroz, feijão, ovos, legumes, verduras e frutas da estação, ajuda a montar refeições completas e nutritivas.


2. Use proteínas acessíveis no planejamento das refeições

A proteína é um nutriente essencial para manutenção da massa muscular, saciedade e funcionamento do organismo, mas não precisa vir apenas de cortes mais caros de carne.


“Ovos, frango, sardinha, feijão, lentilha e outras leguminosas são opções nutritivas e que podem fazer parte de uma rotina equilibrada”, destaca Andrezza.


3. Aproveite alimentos da estação

Frutas, verduras e legumes da época costumam ter melhor preço e qualidade. Além disso, variar conforme a disponibilidade ajuda a ampliar o consumo de diferentes nutrientes.


4. Planeje compras e evite desperdícios


Organizar o cardápio da semana, fazer uma lista antes de ir ao mercado e aproveitar integralmente alguns alimentos são atitudes que impactam diretamente a economia doméstica.


“Muitas vezes, o desperdício dentro de casa representa um gasto que poderia ser evitado. Planejar é uma das principais ferramentas para economizar”, afirma a nutricionista.


5. Foque no equilíbrio, não na perfeição


Para Andrezza, uma alimentação saudável precisa ser possível dentro da realidade de cada pessoa.


“Não existe uma única forma correta de comer bem. O mais importante é construir uma rotina alimentar sustentável, com escolhas que façam sentido para a realidade financeira, cultural e familiar de cada um”, finaliza.

 

Dia do Sommelier: conheça os segredos da profissão

Cinco sommeliers do Grupo Wine revelam os desafios da carreira, truques de harmonização e como converter a paixão pelo vinho em profissão 

 

Mais do que reservar uma garrafa de vinho para momentos especiais, o brasileiro começa a trazer a bebida para o dia a dia, em momentos descontraídos, durante refeições e em encontros com amigos. E os sommeliers têm um papel importante nessa mudança sutil de cultura. Tal qual um embaixador, eles representam qualidade, conectam vinhos e públicos em boas e novas experiências. Para celebrar o Dia do Sommelier, em 29 de agosto passado, ninguém melhor do que esses profissionais para lançar o olhar sobre um universo que traz em si tantas especificidades. 

Toda essa responsabilidade justifica porque o estudo e a atualização constante são praticamente um mantra para um sommelier. Ser apaixonado por vinho é apenas o primeiro passo para se tornar um especialista. Quem quer entrar na profissão precisa investir em cursos que proporcionem uma base teórica sólida, como os oferecidos pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), entre outros reconhecidos pelo mercado. 

Para os cinco sommeliers do Grupo Wine, é preciso ir além: a teoria sozinha não basta. Colocar o conhecimento em prática, degustando vinhos, testando harmonizações e construindo repertório à mesa, é tão importante quanto. “O primeiro passo é olhar o vinho como um produto e não apenas como a bebida que acompanha as celebrações e os momentos de descontração. Recomendo vivenciar o dia a dia do setor, trabalhando em lojas especializadas, restaurantes ou importadoras. Esses ambientes são verdadeiras escolas para aprender sobre atendimento, comportamento do consumidor e percepção de paladar”, afirma Sabrina Trézze.

 

 

Desafios da profissão 

“Tornar o vinho mais acessível e menos intimidador para o consumidor é um desafio”, diz Stephani Mercado. Nesse sentido, o setor precisa de profissionais que saibam traduzir a linguagem do vinho de forma clara, simples e humana para diferentes públicos. 

Lidar com a rigidez de algumas tradições e certas cabeças ainda muito fechadas é um ponto levantado por Diego Peres. “A tradição é fundamental, porque preserva história, identidade e cultura. Ao mesmo tempo, não podemos nos blindar de experiências diferentes”. 

O consumidor ainda está aprendendo sobre vinho, mesmo com tantos rótulos disponíveis no mercado. Para ajudar nessa evolução, João Paulo Gama acredita que os pontos de venda ainda precisam melhorar sua comunicação. “Para incentivar o negócio, é necessário investir em educação de colaboradores e clientes em relação ao mundo do vinho”, observa.

 

 

Harmonização 

Abrir a mente e se permitir experimentar pode levar a surpresas positivas. Por exemplo, harmonizar crème brûlée com um Chardonnay barricado brasileiro, como sugere Diego. A cremosidade da sobremesa, o toque caramelizado e a textura do vinho criam uma combinação especial e interessante. Para João Paulo, vale sempre dar uma chance para combinações mais difíceis como legumes e folhas com algum grau de amargor em equilíbrio com o vinho, mesmo sendo branco. Ele relata ter tido uma surpresa positiva, por exemplo, certo dia em que degustou de um prato com couve harmonizado com Chardonnay. 

Harmonizações improváveis podem funcionar melhor do que algumas clássicas, acredita também Sabrina. “O vinho sempre encontra um jeito de nos lembrar que teoria e prática caminham juntas, mas que a experiência sensorial ainda surpreende. Vinhos de diferentes origens podem dialogar com sabores tipicamente brasileiros”. 

Brancos estruturados podem harmonizar perfeitamente com pratos tradicionalmente associados aos tintos. Essas descobertas mostram como o universo da harmonização é muito mais amplo do que se imagina. 

Algo que encanta Thamirys Schneider são as harmonizações por contraste. “Um terceiro sabor desafiante e sensacional quase sempre surge, e só é possível com combinações inusitadas. Um queijo extremamente salgado com um vinho doce, pratos picantes com vinhos com um toque de dulçor e boa acidez, um prato mais untuoso com um vinho com acidez vibrante são alguns exemplos”, comenta. 

Estudar, degustar, treinar o paladar e aceitar que sempre é preciso se atualizar. E, claro, manter a chama da curiosidade acesa, pois o mundo do vinho é vasto, dinâmico e impossível de dominar por completo.  Ossos do ofício do sommelier. São muitas as informações e as mudanças nesse mercado. Cada safra é uma história diferente. 

E, para fechar, o conselho de ouro de Thamirys: “Esteja disposto a expandir o paladar para além das preferências pessoais, e não pule os estudos sobre o terroir, porque eles são a chave para aprimorar as percepções e argumentações, aprendendo a diferenciar vinhos da mesma uva, mas de diferentes regiões e condições naturais.” 


Grupo Wine
https://ri.grupowine.com.br/


Dia do bacon: como a ciência transformou a barriga suína no corte que consumimos hoje



Celebrada em 31 de agosto, data destaca como a seleção genética adaptou o animal para entregar um produto mais saudável e com melhor sustentabilidade no campo

 

Se no passado a suinocultura focava na produção de banha, a mudança nos hábitos alimentares da população exigiu uma verdadeira transformação nas granjas. Para atender à demanda global por cortes mais magros sem perder o sabor, o melhoramento genético precisou entrar em ação para criar o equilíbrio perfeito entre carne e gordura.

Atualmente, a ciência dita o padrão do bacon moderno. O trabalho tecnológico de seleção avalia características milimétricas, como a espessura do toucinho, profundidade de lombo e o marmoreio da carne. O objetivo é assegurar atributos muito valorizados pela gastronomia, como maciez e suculência, entregando a padronização rigorosa que a indústria de alimentos exige para a fabricação do produto.

Na prática, o trabalho genético contribui para entregar um bacon de qualidade, mantendo as características de gordura necessárias para a qualidade do produto. A seleção também busca que a gordura produzida apresente menor concentração de ácidos graxos saturados, contribuindo para um produto mais saudável para o consumo humano.

Quem lidera parte dessa evolução tecnológica no campo é a Topigs Norsvin, uma das maiores empresas de genética suína do mundo e detentora de mais de 35% de participação no mercado brasileiro. A companhia une pesquisa científica e inteligência de dados para desenvolver linhagens que atendam perfeitamente às atuais exigências da indústria de alimentos.

"Nosso programa de melhoramento passou a incorporar objetivos de seleção capazes de direcionar a conformação dos animais exatamente para as tendências de mercado. Avaliamos índices específicos, como as perdas por gotejamento e o índice de iodo, que nos permitem entregar alto rendimento", explica a gerente de Genética Latam da Topigs Norsvin, Mariana Piatto Berton.


Saudável para o consumidor e eficiente na granja

Longe dos supermercados, a ciência também transformou a produção de suínos na granja. Animais com genética moderna oferecem melhor conversão alimentar, aproveitando os nutrientes da ração com máxima eficiência. Essa característica reduz o desperdício, diminui o impacto ambiental da atividade e garante a margem de lucro do produtor.

"Unimos genética, eficiência e sustentabilidade para produzir mais, com qualidade superior e menor impacto ao meio-ambiente, atendendo de ponta a ponta as necessidades do produtor, da indústria e do consumidor", finaliza Mariana. 



Topigs Norsvin
www.topigsnorsvin.com.br


Guia completo dos cortes de carne: 5 dicas para prepará-los sem erro na churrasqueira ou no fogão

Foto: Albori

Churrasqueira ensina como escolher, temperar e preparar carnes para churrasco, panela, assado, forno
 

 

Preparar uma boa carne começa antes mesmo de acender a churrasqueira ou ligar o fogão. A escolha do corte, a técnica utilizada e até a temperatura do preparo fazem diferença no resultado. Para ajudar quem quer cozinhar melhor em casa, a parrilheira e churrasqueira Shirlei Batista, do Cantuca - Braseiro & Bar, de Curitiba (PR), reuniu dicas práticas para escolher e preparar diferentes tipos de carne.

“Preparar carne não precisa ser um desafio. Quando você entende os cortes e a técnica certa, tudo fica mais simples e saboroso”, destaca a profissional.

A seguir, veja um guia completo para escolher e preparar as carnes mais tradicionais do dia a dia, sem erro.


  1. Diferença entre cortes de primeira e de segunda

Muita gente ainda acredita que cortes de “primeira” são melhores e os de “segunda” são inferiores. Shirlei destaca que isso é um mito ultrapassado. Cortes de primeira são aqueles obtidos das partes menos exercitadas do animal, portanto, mais macios naturalmente (exemplos: alcatra, filé mignon, contra filé, picanha e fraldinha). Já os cortes de segunda são cortes de regiões mais trabalhadas, com mais colágeno, que podem ser incríveis quando preparados da forma correta (exemplos: acém, músculo, peito e paleta).

“Não existe corte ruim, existe técnica errada. Com cozimento lento, marinada ou selagem correta, cortes baratos ficam extraordinários”, comenta o profissional.


  1. Melhores cortes para cada preparo

O modo de preparo vai depender do corte. Para o churrasco, as melhores opções são cortes como a fraldinha, maminha, contrafilé e as linguiças artesanais no geral, para iniciar ou finalizar a rodada. 

“No churrasco, o segredo é não furar a carne. Isso evita que a suculência escape”, destaca a churrasqueira. Já os cortes para serem preparados na panela (cozidos, ensopados e desfiados) são o acém, saborosos e extremamente versáteis; a paleta, que tem uma textura ideal para longos cozimentos; o músculo, perfeito para caldos e cozidos robustos; e o peito bovino, ideal para desfiar ou para pratos tradicionais.

Para o assado no forno ou na brasa são ótimos os cortes de cupim, que ficam incríveis com cocção lenta; a costela bovina, uma das carnes mais suculentas quando assada por horas; o pernil suíno, que traz sabor marcante e casquinha crocante; e a sobrepaleta suína, que é macia, saborosa e econômica. 

“O forno ama paciência. Quanto menor a temperatura e maior o tempo, mais macio o resultado. A costela é um dos cortes preferidos para o churrasco, mas exige um período de cocção entre quatro e cinco horas e deve ser feito com fogo de forma indireta”, complementa Shirlei. Agora, se você é amante da praticidade da famosa airfryer, entre as opções estão a sobrecoxa desossada; as carnes suínas em tiras ou medalhões, que ficam dourados e prontos em minutos; e as clássicas asas de frango, perfeitas para quem curte textura crocante.


  1. Pontos da carne: selagem e descanso 

Ainda segundo a churrasqueira, selar a carne é essencial para criar sabor no preparo. “Selagem não ‘fecha’ poros; isso é mito. Ela cria cor (reação de Maillard) e sabor profundo”, destaca a profissional, que sugere que a frigideira esteja muito quente, sempre. Quanto ao descanso, o especialista esclarece que deixar a carne descansar por 5 a 10 minutos antes de cortar faz toda a diferença, já que evita perda de sucos e mantém maciez.


  1. Marinadas, técnicas rápidas e como acertar no sabor

Já para marinar carnes, a parrilheira a marinada aromática, com ingredientes como laranja, mel, mostarda, alecrim/tomilho e pimenta-do-reino, que acabam dando sabor ao preparo.


  1. Bônus

Para finalizar o guia, Shirlei dá ainda mais algumas dicas:

1) sele a carne antes de assar na grelha;
2) finalize com manteiga e ervas quando quiser algo diferente;
3) use o sal grosso para churrasco;
4) pimenta moída na hora faz toda a diferença;
5) deglacear a frigideira para criar molho dá um toque especial ao seu preparo. 

“Se você dominar esses fundamentos, qualquer corte, seja ele barato ou nobre, será transformado em um preparo digno de restaurante”.

 

Cantuca Brasero & Bar
R. Saldanha Marinho (nº 2031) - bairro Bigorrilho
As reservas podem ser feitas no site www.cantucabrasero.com.br.
Instagram: @cantucabrasero.


Dia do Nutricionista: site de receitas da Nestlé revela as saladas mais buscadas pelos brasileiros

 



Levantamento mapeou os dez tipos de saladas mais procurados no Google Brasil

 

Com a proximidade do Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, o debate sobre a mudança dos hábitos alimentares ganha destaque no país. A procura por qualidade de vida baseada em saúde e bem-estar é uma das principais preocupações dos brasileiros atualmente, incluindo a busca pela mudança na alimentação. Saladas com verduras, legumes e até frutas têm sido um grande foco para quem deseja essa mudança.

 

Um estudo realizado por Receitas Nestlé, melhor site de receitas para o dia a dia, com base no volume médio mensal de buscas no Google Brasil, entre julho/2025 a junho/2026, para uma lista fixa contendo uma variedade de saladas, revelou quais são as mais pesquisadas pelos internautas. O estudo leva em consideração apenas dados de buscas no Google Brasil, portanto, não reflete necessariamente as receitas mais executadas, compradas ou comportamentos adjacentes. Confira o ranking a seguir:

 


O levantamento mostra que existe uma dualidade na procura por saladas. Ao mesmo tempo em que a salada de frutas fica em primeiro lugar, uma opção leve e refrescante, temos a salada de macarrão em segundo, um prato mais completo e substancial. Isso demonstra que a procura por refeições mais nutritivas acontece em todas as refeições, seja para um almoço, jantar, café da manhã ou lanche da tarde.

 

Variedade e praticidade: como incluir diferentes tipos de salada na alimentação diária

 

Uma dúvida que ainda existe em pessoas que desejam mudar os hábitos alimentares é como incluir diferentes tipos de salada para o dia a dia, ainda mais pensando nas diferentes refeições. A boa notícia é que a salada pode ser preparada com ingredientes variados e de diversas maneiras.

 

Receitas de saladas para o dia a dia

 

Assim como no café da manhã, uma boa salada de frutas pode ser consumida também em lanches da manhã, tarde e noite. Variar nas frutas ao longo do dia é um ótimo jeito de ingerir nutrientes diversos que fazem bem para o organismo.

 

A dica é misturar sabores de frutas que se complementam para manter a salada apetitosa. Uma boa ideia, por exemplo, é deixar as frutas cítricas para o fim de refeições pesadas, como o almoço, para que elas ajudem na digestão. Frutas vermelhas podem ser usadas no café da manhã. Mas colocar o máximo de frutas variadas que der já é excelente.

 

Prefira frutas como banana, mamão, maçã, morango, manga, laranja e abacaxi. Elas são fáceis de encontrar e também de preparar, além de serem ótimas quando combinadas. Para quem não é acostumado com o gosto das frutas, é interessante misturá-las com outros ingredientes para acostumar, como um iogurte ou chocolate derretido.

 

Almoço e jantar

 

Por serem refeições parecidas, as saladas do almoço normalmente são ótimas também para o jantar. O foco aqui é variar o máximo que der em verduras e legumes, e, para quem gosta, também é possível adicionar frutas.

 

Folhas são essenciais para compor uma boa salada, ainda mais as mais escuras, uma vez que quanto mais escura a folha for, mais nutrientes ela contém. Além disso, as folhas são ótimas fontes de fibras e, por isso, excelentes opções para manter o intestino saudável.

 

Como fazer uma salada nutritiva

 

• Alface: bem comum nas saladas brasileiras e fonte de cálcio e vitamina A;


• Brócolis: contém as vitaminas C e A e também fósforo, ferro e cálcio;


• Repolho: ele pode ser tanto cru quanto cozido e é uma ótima fonte de vitaminas B1, B2, E e K;


• Couve: pode ser servida em diversas versões, crispy, refogada e crua; é fonte de cálcio, ferro, vitaminas A, C, K e B5.

 

Depois de escolher a folha da refeição, pense em quão colorido é possível deixar o prato. Quanto mais colorido ele for, mais diversidade de nutrientes existe ali. Inclua cenoura, beterraba, tomate, rabanete, palmito, milho cozido, pepino, mandioca cozida, cebola, azeitona, manga, morango e o que mais a criatividade permitir.

 

Durante a noite, é possível acrescentar proteínas e comer a salada como uma refeição inteira e não só um complemento. Nesses casos, incluir um frango grelhado, atum ou ovos cozidos fará com que a salada seja mais encorpada.

 

Outra excelente dica é incluir grãos e leguminosas, também na intenção de dar mais substância para o prato. Ótimas opções incluem a chia, que possui fibras e gorduras que são importantes para o corpo; gergelim, que contém proteínas, carboidratos e fibras; nozes, que são excelentes fontes de proteínas, vitaminas e minerais; e o grão-de-bico, rico em proteínas vegetais, fibras, ferro e vitaminas.

 

O mais importante em qualquer tipo de salada é sempre a variedade e a necessidade de cada refeição. Em casos de dúvidas ou de falta de algum nutriente, a pessoa deve consultar um nutricionista para adaptar a refeição para a necessidade pessoal.



Ultraprocessados representam mais de 20% das calorias consumidas no Brasil; nutricionista dá dicas para organizar a alimentação

 

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Planejamento das refeições, organização das compras e congelamento são estratégias apontadas por Mari Escobar para facilitar escolhas mais equilibradas no cotidiano 

 

A presença dos alimentos ultraprocessados é cada vez mais frequente na dieta diária da população, o avanço da indústria alimentícia, a globalização comercial de produtos e principalmente a gestão de tempo, são fatores determinantes para o consumo desses alimentos.

Diante desse cenário, os ultraprocessados representam, em média, 20,2% das calorias consumidas pela população brasileira, segundo pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), publicada em 2025. O levantamento estimou a participação desses produtos na alimentação dos moradores dos 5.570 municípios do país e apontou médias mais altas nas áreas urbanas e nas capitais.

O dado reforça a importância de manter um cardápio equilibrado e variado no dia a dia, especialmente diante de uma rotina que muitas vezes favorece escolhas rápidas e práticas. Mais do que restringir determinados produtos, a nutricionista Mari Escobar defende que dietas precisam ser viáveis e compatíveis com a realidade de cada pessoa.

Alimentação saudável não pode ser tratada como algo distante da vida real. Se a estratégia exige tempo, dinheiro ou uma rotina que a pessoa não tem, ela não será sustentável. O caminho é encontrar soluções práticas e equilibradas que possam ser incorporadas ao dia a dia”, explica.


Planejamento reduz decisões de última hora

Uma das estratégias apontadas pela nutricionista é antecipar parte das decisões sobre as refeições. Em vez de escolher o que comer apenas quando a fome aparece, a recomendação é reservar um momento da semana para organizar alguns dos pratos para os dias seguintes.

O planejamento não precisa resultar em um cardápio rígido ou exigir que todas as receitas sejam preparadas com antecedência. A ideia é criar uma estrutura que reduza os improvisos, principalmente nos dias mais corridos.

Quando a pessoa já sabe quais opções tem disponíveis, fica mais fácil montar uma refeição equilibrada. Planejar não significa controlar tudo, mas diminuir o número de decisões que precisam ser tomadas na última hora”, afirma a nutricionista.

Segundo Mari, o primeiro passo é identificar os dias de maior correria e definir previamente algumas das principais refeições desses períodos. Com isso, também fica mais fácil organizar as compras e elaborar a lista de supermercado de acordo com o que será preparado e consumido.


Congelamento pode facilitar a rotina

O congelamento é uma ferramenta de organização que permite preparar refeições com antecedência e consumi-las em outros momentos. A estratégia pode ser útil especialmente para quem passa boa parte do dia fora de casa ou tem horários pouco previsíveis.

Para a nutricionista, porém, a praticidade deve vir acompanhada de atenção à composição dos pratos e às necessidades individuais.

Praticidade não precisa ser sinônimo de abrir mão da qualidade. Um congelado pode fazer parte de uma alimentação equilibrada quando há atenção à sua composição e quando aquela opção atende às necessidades da pessoa”, destaca.

A proposta de combinar praticidade e organização também está presente na Casa L’amary, empreendimento fundado por Mari em Ribeirão Preto, que oferece refeições congeladas como alternativa para facilitar a rotina alimentar.


Alimentação possível é mais sustentável

Para Mari, uma rotina alimentar sustentável não depende de fazer tudo perfeitamente, mas de encontrar soluções que possam ser mantidas ao longo do tempo.

Quando pensamos em alimentação, precisamos olhar para a vida real. Existem semanas mais tranquilas e outras mais intensas. Ter uma estrutura mínima, com refeições organizadas e opções práticas à disposição, ajuda a manter esse cuidado mesmo quando a rotina muda”, resume.

A organização pode começar com poucos passos: escolher algumas refeições da semana, planejar as compras, antecipar parte do preparo e manter opções congeladas para os dias mais movimentados.

Segundo a especialista, a proposta é fazer com que a alimentação deixe de ser uma decisão tomada sempre de última hora e passe a ocupar um espaço mais previsível na rotina, com escolhas compatíveis com a realidade de cada pessoa.

 

Mari Escobar - nutricionista com 20 anos de formação, pós-graduada em Gastronomia Funcional, e empresária há uma década como fundadora da Casa L'amary, empresa de refeições saudáveis congeladas sediada em Ribeirão Preto-SP. Atualmente, assume a área de nutrição da Forma Fina, clínica de estética e saúde, consolidando seu posicionamento premium e sua expertise em saúde da mulher e longevidade.


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