Pesquisar no Blog

domingo, 30 de agosto de 2026

Fato ou Fake: especialista esclarece os principais mitos sobre altas temperaturas durante viagens aéreas com pets

Características do animal, condições climáticas e etapas em solo estão entre os fatores que devem ser considerados antes do embarque 

 

Viajar de avião com um animal de estimação exige planejamento que vai muito além da escolha da companhia aérea e da documentação necessária. Entre os fatores que precisam ser considerados está a temperatura, já que o pet pode passar por diferentes ambientes ao longo do deslocamento, desde a saída de casa e chegada ao aeroporto até os procedimentos de embarque, transporte em solo e chegada ao destino. Por isso, mesmo em períodos que não coincidem com o verão, diferenças climáticas entre a cidade de origem e o destino podem representar um desafio para o bem-estar dos animais.

Além disso, alguns animais apresentam maior sensibilidade ao calor do que outros, cães e gatos braquicefálicos, caracterizados pelo focinho curto, têm maior risco de sofrer problemas respiratórios e de apresentar estresse térmico durante viagens aéreas.

Pensando nisso, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais reuniu abaixo os principais fatos e fakes sobre temperaturas durante a viagem com pets. 


Fatos

O calor pode ser um fator de risco durante diferentes etapas da viagem aérea: o risco de exposição ao calor não está restrito ao interior da aeronave. O animal pode passar por períodos de espera, movimentação em solo, embarque e desembarque, etapas nas quais as condições de temperatura e ventilação precisam ser observadas. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) também estabelece orientações específicas para o transporte de animais vivos, incluindo procedimentos para garantir condições adequadas de temperatura, ventilação e bem-estar durante a movimentação e permanência nos terminais de carga.


Cães e gatos de focinho curto precisam de atenção especial: Pugs, Bulldogs, Boxers, Persas e outras raças braquicefálicas podem apresentar maior dificuldade para lidar com o calor e com situações de estresse durante o transporte aéreo. A atenção também se relaciona à própria forma como os cães eliminam calor. Uma revisão científica publicada em 2026 na revista Frontiers in Veterinary Science explica que os cães dependem da respiração ofegante e da perda de calor por evaporação pelo sistema respiratório para auxiliar na regulação da temperatura corporal.


O transporte aéreo possui protocolos específicos para proteger os animais das temperaturas extremas: o transporte de pets por avião não ocorre de maneira improvisada. Existem procedimentos voltados à proteção dos animais durante as diferentes etapas da operação. A IATA orienta que os animais sejam movimentados e acomodados de forma segura, com monitoramento de fatores como temperatura, ventilação e bem-estar nas instalações de carga. A entidade também mantém regulamentações específicas para o transporte de animais vivos por via aérea.


Fake

Se o avião tem controle de temperatura, o calor não representa risco para o pet: embora aeronaves e instalações destinadas ao transporte de animais contem com sistemas e procedimentos específicos, o deslocamento envolve outras etapas além do período em voo. O animal pode ser exposto a diferentes condições durante a entrega, espera, movimentação no aeroporto, embarque e desembarque. Por isso, as normas de transporte também estabelecem cuidados específicos para essas etapas.


Todos os pets reagem ao calor da mesma maneira: a tolerância ao calor pode variar de acordo com características individuais do animal, como raça, idade, condição corporal e características anatômicas. Os animais braquicefálicos estão entre os que demandam maior atenção durante o transporte aéreo. Por isso, antes de uma viagem, é importante avaliar as condições individuais do pet e verificar se há alguma recomendação veterinária específica para o deslocamento.


O pet só precisa se preocupar com o calor quando chegar ao destino: as condições climáticas do destino são importantes, mas o planejamento deve considerar toda a jornada. Um animal que sai de uma cidade com temperaturas amenas pode chegar a um destino muito mais quente — ou enfrentar uma diferença significativa de temperatura durante o percurso. Além disso, a operação aeroportuária envolve períodos de espera e movimentação em solo que também precisam ser considerados.

“Quando falamos em transporte aéreo de animais, é importante entender que o bem-estar do pet precisa ser considerado em todas as etapas da viagem, e não apenas durante o voo. Temperatura, tempo de espera, características individuais do animal e condições do trajeto são fatores que precisam fazer parte do planejamento’', finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo. 


PETFriendly Turismo 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados