Características do animal, condições climáticas e etapas em solo estão entre os fatores que devem ser considerados antes do embarque
Viajar de avião com um animal de estimação exige planejamento
que vai muito além da escolha da companhia aérea e da documentação necessária.
Entre os fatores que precisam ser considerados está a temperatura, já que o pet
pode passar por diferentes ambientes ao longo do deslocamento, desde a saída de
casa e chegada ao aeroporto até os procedimentos de embarque, transporte em
solo e chegada ao destino. Por isso, mesmo em períodos que não coincidem com o
verão, diferenças climáticas entre a cidade de origem e o destino podem
representar um desafio para o bem-estar dos animais.
Além disso, alguns animais apresentam maior
sensibilidade ao calor do que outros, cães e gatos braquicefálicos,
caracterizados pelo focinho curto, têm maior risco de sofrer problemas
respiratórios e de apresentar estresse térmico durante viagens aéreas.
Pensando nisso, a PETFriendly Turismo, empresa que
organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e
internacionais reuniu abaixo os principais fatos e fakes sobre temperaturas
durante a viagem com pets.
Fatos
O calor pode ser um fator de
risco durante diferentes etapas da viagem aérea: o risco de exposição ao calor não está restrito ao interior da aeronave.
O animal pode passar por períodos de espera, movimentação em solo, embarque e
desembarque, etapas nas quais as condições de temperatura e ventilação precisam
ser observadas. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) também
estabelece orientações específicas para o transporte de animais vivos,
incluindo procedimentos para garantir condições adequadas de temperatura,
ventilação e bem-estar durante a movimentação e permanência nos terminais de
carga.
Cães e gatos de focinho curto
precisam de atenção especial: Pugs, Bulldogs,
Boxers, Persas e outras raças braquicefálicas podem apresentar maior
dificuldade para lidar com o calor e com situações de estresse durante o
transporte aéreo. A atenção também se relaciona à própria forma como os cães
eliminam calor. Uma revisão científica publicada em 2026 na revista Frontiers
in Veterinary Science explica que os cães dependem da respiração
ofegante e da perda de calor por evaporação pelo sistema respiratório para
auxiliar na regulação da temperatura corporal.
O transporte aéreo possui
protocolos específicos para proteger os animais das temperaturas extremas: o transporte de pets por avião não ocorre de maneira improvisada.
Existem procedimentos voltados à proteção dos animais durante as diferentes
etapas da operação. A IATA orienta que os animais sejam movimentados e
acomodados de forma segura, com monitoramento de fatores como temperatura,
ventilação e bem-estar nas instalações de carga. A entidade também mantém
regulamentações específicas para o transporte de animais vivos por via aérea.
Fake
Se o avião tem controle de
temperatura, o calor não representa risco para o pet: embora aeronaves e instalações destinadas ao transporte de animais
contem com sistemas e procedimentos específicos, o deslocamento envolve outras
etapas além do período em voo. O animal pode ser exposto a diferentes condições
durante a entrega, espera, movimentação no aeroporto, embarque e desembarque.
Por isso, as normas de transporte também estabelecem cuidados específicos para
essas etapas.
Todos os pets reagem ao calor
da mesma maneira: a tolerância ao calor pode
variar de acordo com características individuais do animal, como raça, idade,
condição corporal e características anatômicas. Os animais braquicefálicos
estão entre os que demandam maior atenção durante o transporte aéreo. Por isso,
antes de uma viagem, é importante avaliar as condições individuais do pet e
verificar se há alguma recomendação veterinária específica para o deslocamento.
O pet só precisa se preocupar
com o calor quando chegar ao destino: as
condições climáticas do destino são importantes, mas o planejamento deve
considerar toda a jornada. Um animal que sai de uma cidade com temperaturas
amenas pode chegar a um destino muito mais quente — ou enfrentar uma diferença
significativa de temperatura durante o percurso. Além disso, a operação
aeroportuária envolve períodos de espera e movimentação em solo que também
precisam ser considerados.
“Quando falamos em transporte aéreo de animais, é
importante entender que o bem-estar do pet precisa ser considerado em todas as
etapas da viagem, e não apenas durante o voo. Temperatura, tempo de espera,
características individuais do animal e condições do trajeto são fatores que
precisam fazer parte do planejamento’', finaliza Juliana Stephani, CEO da
PETFriendly Turismo.
PETFriendly
Turismo

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