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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Sua nota no Google vale dinheiro

Reputação digital se tornou um dos ativos mais valiosos das empresas e já influencia a forma como inteligências artificiais recomendam marcas, produtos e serviços 

 

Até poucos anos atrás, a reputação de uma empresa era construída principalmente pelo boca a boca. Hoje, ela pode ser definida por algumas estrelas exibidas na tela de um celular. Antes de contratar um serviço, reservar um restaurante ou escolher uma clínica, a maioria dos consumidores consulta avaliações online. Nesse novo cenário, especialistas afirmam que a reputação digital deixou de ser uma questão de marketing para se tornar um fator determinante para o faturamento, crescimento e visibilidade das empresas.

Pesquisas de mercado mostram que mais de 90% dos consumidores consultam avaliações online antes de realizar uma compra ou contratar um serviço. Além disso, negócios com avaliações positivas tendem a aparecer com maior destaque nos resultados de busca do Google, aumentando significativamente suas chances de atrair novos clientes.


Mas a transformação não para nas buscas tradicionais.

Com o avanço da Inteligência Artificial, plataformas como ChatGPT, Gemini, Perplexity e outras ferramentas generativas passaram a utilizar sinais de reputação digital para compreender quais empresas demonstram maior relevância, confiança e qualidade percebida pelo mercado. Em outras palavras: avaliações online passaram a influenciar não apenas o que o Google exibe, mas também o que as inteligências artificiais recomendam.

O que muitas empresas ainda não perceberam é que uma avaliação negativa sem resposta, um histórico inconsistente de comentários ou uma baixa quantidade de avaliações recentes pode reduzir sua credibilidade tanto para consumidores quanto para algoritmos de recomendação.

Para Guilherme de Lima, especialista em reputação digital, GEO (Generative Engine Optimization) e fundador da REPUTAAI, a reputação online se tornou um dos ativos mais valiosos da nova economia digital.

“Hoje, a primeira impressão acontece no Google, mas a próxima pode acontecer dentro de uma inteligência artificial. Muitas decisões de compra começam com perguntas feitas ao ChatGPT, Gemini ou outras plataformas. Empresas que possuem uma reputação forte, avaliações consistentes e presença digital estruturada têm mais chances de serem encontradas, citadas e recomendadas.”

Com o avanço da Inteligência Artificial, a gestão da reputação passou a contar com recursos que permitem acompanhar avaliações em tempo real, identificar padrões de comportamento dos consumidores e agir rapidamente diante de possíveis crises de imagem.

Segundo Guilherme, a tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade competitiva. “A Inteligência Artificial consegue monitorar avaliações 24 horas por dia, identificar comentários críticos, detectar padrões recorrentes de elogios ou reclamações, sugerir respostas personalizadas e transformar feedbacks em inteligência de negócio. O que antes era apenas um comentário passou a ser uma fonte estratégica de dados para tomada de decisão.”

Além de proteger a imagem das marcas, as novas ferramentas também ajudam empresas a compreender melhor a experiência do consumidor. Informações que antes ficavam dispersas em comentários agora podem ser convertidas em indicadores de desempenho, apontando oportunidades de melhoria operacional, treinamento de equipes e aprimoramento do atendimento.

A tecnologia também democratizou o acesso à gestão profissional da reputação. Pequenas e médias empresas agora conseguem utilizar ferramentas que antes estavam disponíveis apenas para grandes corporações, fortalecendo sua presença digital e aumentando sua competitividade em mercados cada vez mais disputados.

Outro conceito que vem ganhando força é o GEO (Generative Engine Optimization), estratégia focada em tornar empresas mais relevantes para mecanismos de inteligência artificial. Assim como o SEO ajudou negócios a serem encontrados no Google, o GEO busca aumentar as chances de uma empresa ser mencionada quando um consumidor pergunta a uma IA por indicações de restaurantes, clínicas, hotéis, profissionais ou serviços.

“As avaliações se tornaram o combustível da confiança digital. Elas influenciam consumidores, algoritmos de busca e agora também as inteligências artificiais. Empresas que monitoram sua reputação, respondem rapidamente aos clientes e utilizam tecnologia para transformar feedback em estratégia criam uma vantagem competitiva difícil de copiar. Hoje, reputação não é apenas imagem. É faturamento, crescimento, visibilidade e autoridade digital”, conclui Guilherme de Lima.

  

Reputa AI
Guilherme de Lima - Especialista em tecnologia
@ guilherme.d.lima
guigcw@gmail.com
www.reputaai.com.br

 

Além do estádio: o que visitar nas cidades onde o Brasil joga a Copa do Mundo?

Skyline de Nova York 
 Freepik 
 Magnific


 

Especialista em roteiros internacionais, Quickly Travel reúne experiências imperdíveis para brasileiros que vão acompanhar a Seleção em Nova Jersey, Filadélfia e Miami

 

A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já começou para muitos brasileiros. Durante a fase de grupos, a Seleção Brasileira joga em três diferentes cidades dos Estados Unidos. Portanto, quem vai viajar para torcer de perto pelo Brasil em Nova Jersey, Filadélfia e Miami pode transformar a viagem em uma experiência completa de turismo internacional. 

Para quem deseja unir paixão pelo futebol e uma experiência inesquecível, a Quickly Travel, agência especializada em roteiros internacionais personalizados, reuniu sugestões para aproveitar ao máximo a jornada. De acordo com Mami Fumioka, fundadora e vice-presidente da empresa, o evento representa uma oportunidade de enxergar a viagem de forma mais ampla, transformando o deslocamento motivado pelo jogo em uma experiência cultural e afetiva mais completa.

“A Copa do Mundo naturalmente desperta um desejo enorme de acompanhar a Seleção de perto, mas cada vez mais  viajantes querem ir além do estádio. Quando o roteiro é pensado de forma personalizada, considerando o estilo de viagem, o tempo disponível e os interesses de cada pessoa, é possível transformar uma viagem pontual em uma experiência muito mais significativa e memorável”, destaca.


Nova Jersey (e Nova York!)

A estreia da Seleção, marcada para 13 de junho contra o Marrocos, acontece em Nova Jersey, mas dificilmente a experiência ficará restrita ao entorno do estádio. Na cidade, os viajantes encontram uma vista privilegiada de Manhattan, além de bares e restaurantes, à beira do rio Hudson. E nos arredores do estádio, o complexo American Dream é uma opção de passeio que une compras, gastronomia e parques temáticos com diversão para todas as idades.

A proximidade com Nova York naturalmente aumenta as possibilidades de passeios. Entre cartões-postais mundialmente conhecidos e vivências mais locais, a cidade oferece possibilidades para diferentes perfis de viajantes: caminhar pelo Central Park, admirar os arranha-céus icônicos, explorar bairros cheios de personalidade como SoHo e West Village ou atravessar a Brooklyn Bridge para descobrir cafés, galerias e vistas privilegiadas do outro lado do East River.

A gastronomia multicultural também merece destaque dentro do roteiro. Entre os sabores quase obrigatórios para quem visita Nova York estão o tradicional bagel, um tipo de pão de origem judaica em formato de rosca, no café da manhã, as famosas fatias de pizza nova-iorquina, os pretzels vendidos pelas ruas, os sanduíches de pastrami e os clássicos cheesecakes que se tornaram símbolos da cidade. 


Filadélfia

No dia 19 de junho, quando o Brasil enfrenta o Haiti na Filadélfia, a viagem ganha um ritmo diferente. A cidade é menos óbvia no imaginário turístico do brasileiro que vai passear nos Estados Unidos, mas surpreende ao reunir história, arte e uma cena gastronômica em expansão. Considerado um dos berços da independência norte-americana, o município abriga locais emblemáticos como o Independence Hall e o Liberty Bell. Ao mesmo tempo, convida a experiências mais contemporâneas, como curtir o Reading Terminal Market (um dos mercados públicos mais tradicionais do país) ou caminhar por bairros revitalizados como Fishtown, repleto de cafés, galerias de arte e restaurantes independentes.

A famosa escadaria do Museu de Arte da Filadélfia, eternizada pelo filme “Rocky, um lutador”, continua sendo uma parada clássica para quem gosta de passeio que une história e cultura pop. Pela localização estratégica, muitos viajantes ainda aproveitam a estadia para combinar o roteiro com destinos próximos, como Nova York ou Washington.


Miami

Já o encerramento da fase de grupos, no dia 24 de junho, contra a Escócia, leva os brasileiros a Miami, um destino que naturalmente combina esporte, lazer e lifestyle. A cidade oferece experiências urbanas diversas, que passam pela efervescência cultural do bairro de Wynwood, com seus murais urbanos e galerias a céu aberto, pelas vitrines de luxo e arquitetura contemporânea do Design District e pelo clima descontraído de South Beach, onde os dias de praia se misturam com passeios pela Ocean Drive e por bares à beira-mar.

Miami também se destaca pela forte influência latina, refletida tanto na gastronomia quanto na vida noturna, além de ser um ponto de partida para experiências complementares. É possível fazer um passeio no Parque Nacional dos Everglades, enorme pântano subtropical que é santuário de biodiversidade e Patrimônio Mundial da UNESCO, ou descobrir o Florida Keys, um arquipélago de mais de 1700 ilhas famosas por seu mar azul-turquesa. É um destino que permite roteiros bem diferentes e personalizados adequados para famílias, casais ou grupos de amigos.


Experiência com suporte especializado

Segundo Mami Fumioka, em viagens que envolvem grandes eventos internacionais, contar com suporte especializado pode fazer diferença na experiência do viajante, especialmente quando o objetivo é equilibrar logística, conforto e vivências no destino. “Uma viagem para a Copa envolve muitas decisões ao mesmo tempo, desde hospedagem e deslocamentos, os jogos até escolhas que realmente façam sentido para o perfil do viajante. O papel da agência de viagem é trazer praticidade e segurança, mas também abrir possibilidades de experiências que talvez o cliente não descobrisse sozinho”, afirma.

Entre a emoção dos jogos e a descoberta de novos lugares, acompanhar o Brasil na Copa do Mundo pode significar muito mais do que torcer nas arquibancadas. O evento deste ano é uma oportunidade de conhecer cidades icônicas dos Estados Unidos e também do Canadá e do México, onde acontecem outras partidas.

 

70% dos trabalhadores dizem que benefícios influenciam permanência no emprego, mostra estudo


Os benefícios corporativos vêm deixando de ser apenas um componente acessório da remuneração para se tornarem um fator central na decisão de permanência dos profissionais nas empresas. Em um cenário de maior disputa por talentos e reconfiguração das expectativas do trabalho, dados da MIT Sloan Management Review Brasil, em parceria com a Unico Skill, mostram que 70% dos trabalhadores dizem que os benefícios influenciam diretamente sua escolha de permanecer em um emprego, mas apenas 49% se declaram satisfeitos com o que recebem. 

O dado expõe um desalinhamento entre o que as empresas oferecem e o que os profissionais esperam. Mais do que um pacote padronizado, cresce a demanda por soluções que dialoguem com necessidades individuais, como segurança financeira, qualidade de vida e maior autonomia no uso dos recursos. 

Embora itens tradicionais como plano de saúde e vale-alimentação ainda liderem a lista de benefícios mais valorizados, a flexibilidade passou a ter peso decisivo na avaliação dos trabalhadores. Mais de 90% dos profissionais gostariam de pacotes mais versáteis, enquanto apenas 14% das organizações oferecem modelos que permitem esse tipo de personalização. 

Segundo Andre Purri, CEO da Alymente, o que se observa é uma mudança clara na forma como o trabalhador percebe valor. “O benefício deixa de ser um item fixo e passa a ser avaliado pela sua utilidade no cotidiano. Quando há flexibilidade, o engajamento tende a ser maior porque o profissional sente que pode adaptar o recurso à sua própria realidade”, destaca. 

Na prática, modelos mais flexíveis permitem que o colaborador direcione o uso dos benefícios conforme suas prioridades, seja em alimentação, mobilidade, saúde ou educação. Esse movimento reforça a percepção de que a personalização se tornou um elemento relevante na construção do vínculo entre empresas e funcionários. 

Nesse contexto, empresas do setor têm apostado em soluções que ampliam a autonomia dos trabalhadores, como cartões multibenefícios que concentram diferentes categorias em uma única plataforma. A proposta é simplificar a gestão para as companhias e, ao mesmo tempo, oferecer mais liberdade de escolha para os colaboradores. 

O avanço desse modelo indica uma mudança mais ampla na lógica dos benefícios corporativos, que passam a ser vistos menos como complemento e mais como instrumento estratégico de retenção e engajamento dentro das organizações.




Andre Purri - CEO e cofundador da Alymente, Andre Purri vem revolucionando o mercado de benefícios corporativos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM e com mais de 10 anos de experiência no setor de meio de pagamentos e benefícios, Andre iniciou sua carreira como Líder Comercial na Stone Pagamentos, onde desenvolveu habilidades estratégicas e de liderança. Movido pelo propósito de inovar, fundou a Alymente para oferecer soluções flexíveis que transformam a gestão de benefícios, gerando impacto positivo para empresas e colaboradores. Sua visão empreendedora reflete compromisso com inovação e excelência.


Senac RJ oferece 950 vagas gratuitas para o curso Como integrar IA no Excel


Arena Senac no Web Summit Rio 2026
 Divulgação
 Senac RJ
As aulas online e ao vivo iniciam no dia 17 de junho e as inscrições já estão abertas. 


O Senac RJ lança, durante o Web Summit Rio, 950 vagas gratuitas para o curso Como integrar IA no Excel. As aulas serão realizadas no modo online e ao vivo, a partir do dia 17 de junho, com turmas às segundas, quartas e sextas-feiras. A carga horária do curso é de 8 horas. Para se candidatar, os interessados precisam ter idade mínima de 14 anos e possuir noções básicas de informática. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo link.
 

O curso adota a metodologia 100% prática, contextualizada e digital, além de mostrar ao aluno como combinar ferramentas gratuitas de IA Generativa com o Excel, sem necessidade de assinaturas pagas, transformando comandos de texto (prompts) em fórmulas, análises e relatórios prontos.

 

Sobre o Senac RJ

Há 80 anos o Senac RJ atua na profissionalização de mão de obra para o setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Estado do Rio de Janeiro. A instituição de ensino, que desde janeiro de 2023 é signatária do Pacto Global da ONU, investe fortemente em inclusão social por meio de capacitação para o mercado de trabalho e é reconhecida como referência na oferta de cursos profissionalizantes.

 

Serviço:

Senac RJ oferece 950 vagas gratuitas para curso de Como integrar IA no Excel

Início: 17/06/2026
Inscrições aqui
Modo Online e Ao vivo
Gratuito

Turmas:

 

Como integrar IA no Excel (200 vagas)
17/06/2026 | Segundas, Quartas e Sextas-Feiras | das 8h às 10h

Como integrar IA no Excel (150 vagas)
17/06/2026 | Segundas, Quartas e Sextas-Feiras | das 10h às 12h

Como integrar IA no Excel (100 vagas)
17/06/2026 | Segundas, Quartas e Sextas-Feiras | das 15h às 17h

Como integrar IA no Excel (150 vagas)
17/06/2026 | Segundas, Quartas e Sextas-Feiras | das 17h às 19h

Como integrar IA no Excel (100 vagas)
17/06/2026 | Segundas, Quartas e Sextas-Feiras | das 8h às 10h

Como integrar IA no Excel (250 vagas)
17/06/2026 | Segundas, Quartas e Sextas-Feiras | das 19h às 21h
 

Linha 7-Rubi tem alterações operacionais neste domingo (14) para continuidade das obras de modernização

Intervenções serão executadas no sistema de sinalização, entre Perus e Caieiras, integrando as ações de melhoria da infraestrutura ferroviária vinculadas ao TIC Eixo Norte

 

Como parte do cronograma de modernização da infraestrutura ferroviária, a Linha 7-Rubi terá alterações na programação operacional neste domingo, 14 de junho, em função de intervenções no sistema de sinalização, entre as estações Perus e Caieiras. A intervenção será realizada durante toda a operação comercial, das 4h à meia-noite. 

Os trens circularão em via única nas estações Perus e Caieiras, com embarque e desembarque realizados pela mesma plataforma em ambos os sentidos. Os intervalos médios entre os trens serão de 20 minutos em toda a extensão da linha, entre Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí. 

Os passageiros serão orientados por meio de cartazes informativos e avisos sonoros nos trens e nas estações, assim como por agentes de atendimento e segurança.

 

Modernização da Linha 7-Rubi 

As intervenções integram o conjunto de ações contínuas de modernização da Linha 7-Rubi, vinculadas ao avanço das obras do projeto TIC Eixo Norte, com foco na confiabilidade operacional e na melhoria da infraestrutura ferroviária. O trajeto da linha, que liga a capital paulista a Jundiaí, é a base operacional dos três serviços do projeto TIC Eixo Norte. 

A TIC Trens é a concessionária responsável pela implantação dos serviços Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, entre São Paulo e Campinas, e do Trem Intermetropolitano (TIM), entre Jundiaí e Campinas, com paradas em Louveira, Valinhos e Vinhedo, assim como pela operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi. 

As obras de modernização do trecho incluem a implantação de acessibilidade universal nas estações, revitalização da via permanente e da rede aérea, além da substituição dos sistemas de comunicação, sinalização e energia.

Receita Federal intensifica o cruzamento de dados e aumenta pressão sobre comerciantes

Fiscalização digital exige maior organização fiscal e financeira dos varejistas para evitar riscos de autuação e fortalecer a gestão empresarial

 

A evolução tecnológica tem transformado a forma como os órgãos fiscalizadores acompanham as atividades das empresas brasileiras. No comércio varejista, a necessidade de organização fiscal e financeira tornou-se ainda mais evidente diante do aumento da capacidade de cruzamento de informações pela Receita Federal e pelos fiscos estaduais. 

Atualmente, dados relacionados às vendas realizadas por meio de PIX, cartões de crédito e débito, movimentações bancárias e documentos fiscais podem ser confrontados, permitindo a identificação de inconsistências entre o faturamento efetivamente obtido e aquele informado ao Fisco. 

Segundo a estrategista financeira e contadora pericial e tributária, Karol Dapousa, “o cruzamento de dados realizado pela Receita Federal está cada vez mais sofisticado. O comerciante que não se prepara corre o risco de ver sua empresa fragilizada diante de autuações e multas pesadas.” 

Nesse contexto, a emissão correta de notas fiscais e cupons fiscais deixa de ser apenas uma obrigação acessória e passa a representar um importante mecanismo de proteção para o próprio empresário. A documentação fiscal adequada contribui para a transparência das operações, fortalece a gestão do negócio e reduz riscos de autuações e penalidades. 

Karol reforça: “Emitir corretamente notas e cupons fiscais não é apenas cumprir a lei, mas proteger o próprio negócio. Sem registros confiáveis, o empresário perde clareza sobre seus resultados e compromete o planejamento estratégico.” 

Um ponto que merece atenção especial é a realização de vendas sem a emissão do respectivo documento fiscal. Embora alguns comerciantes ainda acreditem que operações pagas em dinheiro sejam mais difíceis de serem identificadas, a ausência de registro das vendas configura descumprimento das obrigações tributárias e pode caracterizar sonegação fiscal, sujeitando a empresa a multas e outras consequências previstas na legislação. 

Além dos riscos fiscais, a falta de emissão de notas e cupons fiscais compromete diretamente a gestão empresarial. Quando parte do faturamento não é registrada, o comerciante perde a real percepção dos resultados do negócio, dificultando o controle de estoque, a análise da lucratividade, a formação adequada dos preços e o planejamento financeiro. 

Para Karol Dapousa, a regularidade fiscal deve ser encarada como um diferencial competitivo: “A regularidade fiscal deve ser vista como um investimento. Ela garante acesso a informações seguras para decisões financeiras e fortalece a credibilidade da empresa no mercado.” 

Mais do que evitar multas e autuações, a regularidade fiscal permite que o empresário tenha acesso a informações confiáveis para a tomada de decisões, contribuindo para o crescimento saudável da empresa e para o fortalecimento do comércio varejista.

  

Anna Karolina Dapousa Pinto - formada em Ciências Contábeis pela Universidade Metropolitana de Santos em 2009, especializada em Perícia Judicial e Extrajudicial em 2011 e Mestre em Administração Empresarial com foco em Controladoria em 2019. Possui vasto conhecimento na área financeira, administrativa e RH.


RJ lidera roubos de carga e medicamentos viram principal alvo das quadrilhas no 1º trimestre de 2026

Relatório aponta mudança no perfil dos roubos, com avanço para áreas urbanas, maior seletividade e foco em cargas de alto valor 


  • RJ consolida liderança: estado do Rio de Janeiro concentra 44% do prejuízo nacional e puxa a alta do Sudeste, que voltou a dominar o mapa do risco; 
  • Foco em alto valor: roubo de medicamentos salta de 1,7% no primeiro tri de 2025 para 22,3% em 2026, indicando migração das quadrilhas para alvos de maior liquidez; 
  • Risco urbano na última milha: ocorrências em trechos urbanos mais que dobraram, saltando de 18,9% para 38,5% do total de perdas do país;

 

No primeiro trimestre de 2026, o cenário de roubo de cargas no Brasil confirmou uma transformação profunda que já estava sendo vista nos últimos meses: o risco deixou de ser apenas concentrado e previsível para se tornar dinâmico, seletivo e focado no valor e na liquidez da carga. O Sudeste voltou a intensificar sua concentração histórica de roubos, saltando de 61%, no primeiro trimestre de 2025, para 78,2% dos prejuízos nacionais no mesmo período de 2026.

O grande responsável por essa alta foi o estado do Rio de Janeiro, que ampliou sua liderança e atingiu 44% dos prejuízos, contra 16,4% no 1°tri de 2025 e 17,5% no de 2024. Em contrapartida, a região Norte, que havia chegado a 20,2% no mesmo período de 2025, zerou suas ocorrências em 2026, enquanto o Nordeste cresceu para 20,2%, com destaque para a Bahia (que explodiu de 0,7% para 9,2%).

Os números são do relatório “Report nstech de Roubo de Cargas”, elaborado pela nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e uma das 5 maiores SaaS do Brasil. O estudo é baseado nas informações apuradas pelas gerenciadoras de risco BRK, Buonny e Opentech, que integram o ecossistema da companhia.


Perfil dos roubos e a transição para cargas de alto valor

A principal mudança estrutural evidenciada foi o salto expressivo dos prejuízos envolvendo medicamentos, que saíram de 1,7% no 1T25 para 22,3% no 1T26. O levantamento ainda mostra que o crime passou a operar com uma lógica de portfólio focada em valor: 40,4% dos prejuízos do trimestre envolveram cargas avaliadas em mais de R$ 1 milhão, sendo quase metade dessas perdas (44,4%) do setor farmacêutico.

As cargas fracionadas seguem como a base do risco e lideram o ranking geral com 36,6%, crescendo 8,2% comparado com o 1T25. Por outro lado, houve uma inversão notável no roubo de cigarros, que despencou de 34,1% para apenas 3,7%, quando comparado o primeiro trimestre de 2025 e 2026.

O Rio de Janeiro, epicentro do risco, concentrou 51,9% de todo o prejuízo do estado, sendo 60,7% dos roubos fluminenses em trechos urbanos. Em nível nacional, a incidência nessas áreas saltou de 18,9% para 38,5%, indicando que o crime está migrando dos corredores logísticos para a "última milha" de distribuição.

“Diante dos dados, fica claro que o foco dos criminosos não é mais o volume e sim o valor da carga e sua liquidez. Essa migração tem implicações diretas para a segurança logística no Brasil. O risco se aproxima da última milha, se infiltra em operações urbanas e exige uma resposta cada vez mais baseada em inteligência, integração de dados, colaboração logística e capacidade de adaptação”, analisa Cristiano Tanganelli, VP de Inteligência de Mercado da nstech.


Estudo também detalha o novo calendário do crime e rotas críticas

O calendário da criminalidade mudou de forma relevante. A quinta-feira disparou e assumiu a liderança, concentrando 30% dos prejuízos, seguida pelas segundas (20,7%) e terças-feiras (16,5%). O domingo, que representava mais de 10% nos anos anteriores, caiu drasticamente para 1,4%.

Na análise de horários, a manhã (28,6%) e a madrugada (28%) foram os períodos mais críticos, com o segundo apresentando uma alta em relação ao primeiro trimestre de 2025 (quando tinha apenas 12,4%), sugerindo uma tática de exploração de janelas de menor fiscalização. Entre as rodovias, a BR-101 (21,6%) e a BR-116 (13%) voltaram ao radar com força e lideraram os prejuízos nacionais rodoviários.


Tecnologia como chave para mitigação de prejuízos

Apesar do ambiente de risco mais dinâmico e inteligente, os investimentos em tecnologia preditiva e rastreamento avançado demonstraram resultados expressivos. Entre janeiro e março de 2026, as gerenciadoras do ecossistema nstech evitaram mais de R$ 72 milhões em prejuízos. 

Mesmo com um aumento de 13% no volume de mercadorias gerenciadas — ultrapassando R$ 550 bilhões no período —, a sinistralidade foi reduzida e o volume de cargas recuperadas cresceu 9%.

"A antecipação e a prevenção exigem inteligência aplicada, integração e uso intensivo de dados para identificar padrões e agir antes que o risco se concretize. O objetivo fica claro: transformar informação em estratégia e, depois, em ação é chave para a maior segurança nas estradas", aponta o especialista.


O amor mora aqui: regiões de SP com maior concentração de românticos para o Dia dos Namorados, segundo Serasa Experian

• Estado de São Paulo concentra 33,1% do público nacional mapeado com afinidade para consumir durante a data;

• Na capital, bairros como Consolação/Bela Vista, Perdizes/Pompéia, Barra Funda/Santa Cecília, Vila Olímpia e Saúde aparecem entre os destaques.

 

Existe amor em São Paulo – e a prova é o novo estudo da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, que mostra onde estão os românticos que devem movimentar o consumo para o Dia dos Namorados em 2026. Desenvolvido a partir de um novo atributo de hipersegmentação do Insights Hub, plataforma proprietária de inteligência de dados da companhia voltada a identificar públicos com maior potencial de consumo em datas sazonais específicas, o levantamento mostra que o estado de São Paulo concentra 33,1% do público nacional com propensão de consumo na data.

 

Na capital, o recorte aponta maior intensidade em regiões como Consolação/Bela Vista, Perdizes/Pompéia, Barra Funda/Santa Cecília, Vila Olímpia e Saúde. No mapa, as áreas em tons mais frios indicam menor concentração, a partir de 1 pessoa, enquanto os tons mais quentes chegam ao topo da escala, com 7.848 pessoas por área mapeada. A visualização permite identificar onde o Dia dos Namorados tende a ter pessoas com mais afinidade de consumo na cidade.

 




Experian
experianplc.com


Violência contra a mulher e o mito do bom pai agressivo


Esta semana recebi a confirmação mais dolorosa de uma reflexão que há muito tempo me acompanha: "um homem que não respeita a mãe de seus filhos dificilmente pode ser considerado um pai seguro". 

Um homem já condenado por violência psicológica e perseguição contra a mãe de uma criança agora será denunciado por estupro da própria filha, uma menina de apenas cinco anos. Como mulher e advogada, a notícia me atravessou profundamente. 

Quando atuei no caso de violência doméstica, concentrei meus esforços na proteção da mulher. Lembro com nitidez de uma pergunta que fiz à mãe. Quis saber se ela acreditava que aquele homem seria capaz de fazer algum mal à filha. A resposta foi negativa. Ela acreditava que apesar da violência psicológica que sofria ele não faria mal a criança. Durante décadas, a sociedade construiu a ideia de que um homem pode ser um companheiro abusivo e, ao mesmo tempo, um pai adequado. Criou-se uma espécie de compartimentalização moral que separa a violência praticada contra a mulher da relação mantida com os filhos. 

Hoje penso diferente. Quem humilha, controla, ameaça e viola a dignidade de uma mulher já demonstra desprezo pelos limites e pela integridade do outro. E uma criança é ainda mais vulnerável. 

A violência doméstica não pode ser tratada como um problema restrito ao casal. Ela deve ser vista como um sinal de risco para toda a família. Filhos que convivem com agressores precisam estar no centro da análise das autoridades e do sistema de proteção. 

A experiência mostra que muitas tragédias não surgem do nada. Elas são precedidas por sinais. Comportamentos abusivos, perseguições, ameaças e agressões emocionais costumam ser vistos como episódios isolados quando, na realidade, podem integrar uma escalada de violência muito mais ampla. 

Nem todo agressor de mulheres cometerá violência contra os filhos. Mas ignorar os sinais que a violência doméstica revela pode ter consequências irreparáveis. A proteção das crianças exige que deixemos de separar, de forma automática, o homem violento do pai que ele afirma ser. 

Precisamos urgentemente rever a forma como as instituições enxergam a violência doméstica. A violência contra a mulher não pode ser tratada como um conflito isolado do ambiente familiar. Ela é um alerta de risco para todos ao redor, especialmente para os filhos.

 

Essa reflexão é dura. Mas necessária. 

Mayra Vieira Dias - advogada, sócia do escritório Calazans e Vieira Dias, especialista na defesa de vítimas de fraudes financeiras e atua no IPGE, organização dedicada à proteção de investidores e consumidores lesados por práticas fraudulentas no mercado financeiro.

 

Redução da jornada de trabalho pode elevar custos da saúde em até R$ 19 bilhões por ano

 

 Freepik
Estudo da FIPE encomendado pela AHOSP e FBH aponta que mudanças na jornada semanal exigirão recomposição de mão de obra e podem impactar a sustentabilidade de hospitais 

 

A possível redução da jornada semanal de trabalho no Brasil acende um sinal de alerta para o setor da saúde. Estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), contratado pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e pela Associação dos Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP), aponta que a medida poderá gerar impactos expressivos nos custos operacionais das instituições de saúde, especialmente aquelas que atuam de forma ininterrupta, como hospitais, prontos-socorros, UTIs e centros cirúrgicos. 

De acordo com o levantamento, o setor de saúde possui aproximadamente 3,17 milhões de vínculos formais de trabalho no Brasil. Desse total, cerca de 1,23 milhão de trabalhadores, o equivalente a 41,6% da força de trabalho formal do segmento está atualmente submetido a jornadas superiores a 40 horas semanais. 

Caso a jornada seja reduzida de 44 para 40 horas semanais, o setor poderá perder aproximadamente 4,9 milhões de horas de trabalho por semana, o que representa uma redução de cerca de 4,3% do total de horas contratadas. Como a assistência à saúde não pode ser interrompida, a recomposição dessas horas exigirá contratação de profissionais ou ampliação de horas extras, elevando significativamente os custos das instituições. 

Os cenários analisados pela FIPE indicam que os custos do trabalho na saúde podem crescer entre 3,4% e 8,4%, dependendo da estratégia adotada pelas organizações. Em termos financeiros, o impacto anual varia de R$ 7,7 bilhões a R$ 19 bilhões. No cenário mais oneroso, seriam necessários cerca de 292 mil novos vínculos empregatícios para manter o mesmo nível de atendimento à população. 

Para o presidente da AHOSP, Anis Mitri, o debate sobre a redução da jornada é legítimo, mas precisa considerar as especificidades da assistência à saúde. 

Hospitais não podem simplesmente reduzir sua operação quando a carga horária dos profissionais diminui. A assistência acontece 24 horas por dia, sete dias por semana, e qualquer alteração na jornada exige uma recomposição imediata da força de trabalho para garantir a continuidade do atendimento à população.”

Segundo Mitri, a preocupação é ainda maior entre hospitais filantrópicos, Santas Casas e instituições que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS), que já enfrentam desafios financeiros históricos. 

As instituições de saúde convivem há anos com subfinanciamento, defasagens de tabelas remuneratórias e margens extremamente apertadas. Qualquer aumento de custo precisa vir acompanhado de mecanismos de financiamento que garantam a sustentabilidade dos serviços e a manutenção da qualidade assistencial.” 

O presidente da AHOSP destaca que a discussão deve avançar de forma equilibrada, considerando tanto os benefícios sociais da medida quanto seus efeitos sobre a capacidade operacional do sistema de saúde. 

É fundamental que qualquer mudança na legislação trabalhista seja construída com planejamento, transição adequada e diálogo entre todos os envolvidos. O objetivo deve ser preservar os direitos dos trabalhadores sem comprometer a assistência prestada aos pacientes e a viabilidade das instituições de saúde.” 

O estudo também ressalta que os custos com pessoal representam entre 55% e 75% das despesas operacionais das instituições hospitalares, tornando a mão de obra o principal componente financeiro do setor. Por essa razão, alterações na jornada de trabalho tendem a produzir impactos diretos e relevantes sobre toda a cadeia assistencial. 

A avaliação da AHOSP é que o debate deve ser conduzido de forma responsável e baseada em evidências, levando em consideração as particularidades de um segmento que não pode interromper suas atividades e que desempenha papel essencial na garantia da assistência à saúde da população brasileira.

 

Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo – AHOSP



IA redefine fornecedores B2B como agentes da transformação digital


A inteligência artificial deixou de ser uma tendência de mercado e consolidou-se como um alicerce indispensável no ecossistema B2B. No modelo de canais, distribuidores, revendas, integradores e fabricantes já não conseguem prosperar sem a IA, que garante escala, eficiência e especialização. A tecnologia redefine a forma como os negócios vendem, entregam serviços e atendem clientes, e quem insiste em ignorar essa realidade se coloca em desvantagem clara diante da concorrência.

         

Empresas que adotam a inteligência artificial de forma estruturada não apenas registram ganhos, mas conquistam um salto evidente em produtividade. Em áreas críticas como vendas, atendimento e operações, a diferença é marcante. No universo B2B, essa mudança assume proporções ainda maiores, já que ciclos de venda longos, contratos complexos e múltiplos pontos de contato exigem precisão e consistência. Ignorar a IA nesse cenário equivale a comprometer competitividade e abrir espaço para concorrentes mais preparados.

 

Nos últimos anos, a ascensão da IA generativa e dos modelos de linguagem avançados popularizou o uso da inteligência artificial no B2B e estabeleceu uma nova dinâmica competitiva. O relatório State of AI 2025, da McKinsey, revela que quase 90% das empresas globais já utilizam IA em alguma função de negócios, e 62% experimentam agentes de IA. Apesar disso, dois terços ainda não conseguem escalar suas iniciativas de forma consistente, o que evidencia uma lacuna entre entusiasmo e impacto real. No ecossistema de canais, distribuidores e parceiros deixaram de atuar como meros intermediários de tecnologia e passaram a oferecer inteligência aplicada aos negócios dos clientes finais, alterando profundamente a proposta de valor do canal.

 

O processo de vendas B2B, antes sustentado por relacionamentos e negociações, passa agora a se orientar por dados e previsibilidade. Equipes comerciais que incorporam IA têm até 30% a mais de chances para fechar negócios. A inteligência artificial atua em todas as etapas do funil, da qualificação de leads à previsão de receita, o que leva os canais a concentrarem esforços em atividades essenciais para o posicionamento competitivo e reduzirem o tempo gasto em tarefas operacionais. Ignorar essa transformação significa aceitar uma desvantagem clara em um mercado cada vez mais exigente.

 

A automação, reconhecida como um dos pilares centrais no ecossistema de canais, ganha nova dimensão com a integração da inteligência artificial. Empresas que unem automação de processos à IA reduzem custos operacionais e ampliam a capacidade de entrega sem a necessidade de aumentar proporcionalmente suas equipes. O resultado é uma operação escalável, capaz de atender a um número maior de clientes e diversificar o portfólio de serviços. Essa combinação deixa claro que a automação inteligente não é mais um diferencial, mas um requisito para quem deseja consolidar relevância e competitividade no mercado B2B.

 

Apesar dos benefícios evidentes, a adoção da inteligência artificial no ambiente de canais B2B ainda enfrenta desafios consideráveis. A governança do uso da IA, a proteção de dados sensíveis e a integração com sistemas legados continuam a limitar resultados concretos. Um estudo publicado pelo MIT Sloan mostra que apenas uma minoria das empresas consegue extrair valor mensurável de projetos de IA sem alinhamento adequado entre tecnologia, processos e pessoas. Esse dado demonstra que a IA não é apenas uma solução técnica, mas um impasse na gestão corporativa. Quem não tratar essa integração com seriedade corre o risco de transformar investimentos em iniciativas estéreis.

 

Empresas que conseguem adotar a IA de forma consistente otimizam processos, criam modelos de negócios orientados a valor e recorrência. Nesse novo cenário, distribuidores e parceiros deixam de ser apenas fornecedores de tecnologia para atuar como habilitadores da transformação digital.

 

Essa transição exige curadoria de soluções de IA, apoio técnico e consultivo, além de capacitação contínua dos canais. Empresas, que cultivam um ecossistema robusto para acelerar a adoção da IA, conseguem reduzir riscos e ampliar a geração de valor e consolidam uma posição de liderança em um mercado cada vez mais competitivo.

 

Roberto Gero - diretor de Produto da Unidade de Soluções Avançadas da Ingram Micro Brasil. Engenheiro formado pela Universidade Santa Cecília, possui MBA pela Universidade de São Paulo. Atua há mais de duas décadas no setor de tecnologia da informação. Tem experiência em gestão de equipes, desenvolvimento de projetos complexos e relacionamento com fabricantes e canais. Sua trajetória é marcada pelo foco em inovação, eficiência e transformação digital.


Uma contratação errada pode custar mais do que manter uma vaga aberta por meses

Empresas começam a perceber que o maior prejuízo do recrutamento nem sempre está na demora para contratar, mas na pressa para decidir 

 

Toda empresa conhece o custo de contratar alguém. Poucas sabem calcular o custo de contratar a pessoa errada. E essa diferença começa a chamar atenção num momento em que produtividade, retenção e eficiência operacional passaram a ser cobradas com muito mais agressividade dos times de liderança. 

“O mercado tratou erro de contratação como um problema pontual de RH. Uma decisão ruim aqui, outra substituição ali, algum desgaste operacional no caminho. Mas o cenário mudou. Em estruturas mais enxutas e equipes pressionadas por performance constante, uma contratação equivocada deixou de ser apenas um erro de recrutamento. Virou um problema financeiro”, analisa Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé. 

Os números ajudam a explicar por quê. Segundo a Robert Half, substituir um colaborador pode custar entre 50% e 200% do salário anual daquela posição, considerando despesas com recrutamento, treinamento, desligamento e perda de produtividade. No Brasil, cálculos da BGC Brasil mostram que a reposição de um profissional com salário anual de R$120 mil pode gerar um custo superior a R$81,5 mil, sem incluir impactos indiretos sobre clima, engajamento e ritmo da equipe. 

O problema é que os prejuízos mais profundos raramente aparecem nas planilhas. Uma contratação desalinhada altera a dinâmica de times, aumenta retrabalho, desacelera entregas e sobrecarrega lideranças que precisam compensar falhas de adaptação ou performance. Em alguns casos, o efeito se espalha silenciosamente pela operação antes mesmo que a empresa perceba que tomou uma decisão errada. 

Para a executiva, o mercado ainda avalia a contratação com uma lógica imediatista. “Muitas empresas continuam olhando apenas para o custo de deixar uma vaga aberta, quando o verdadeiro prejuízo costuma estar numa contratação precipitada”, afirma. 

Patricia observa que existe uma pressão crescente por velocidade que nem sempre conversa com qualidade de avaliação. “Muitas lideranças querem resolver uma vaga rapidamente porque existe urgência operacional. Mas contratar alguém desalinhado cultural ou comportamentalmente pode gerar um impacto muito mais caro e duradouro do que esperar um pouco mais pelo perfil correto”, diz Suzuki. 

O cenário se tornou ainda mais delicado porque o mercado de trabalho ficou menos previsível. Competências técnicas envelhecem mais rápido, funções mudam constantemente e equipes passaram a exigir habilidades emocionais e colaborativas que não aparecem com facilidade em currículos ou entrevistas tradicionais. Isso tornou o processo de contratação mais complexo do que simplesmente validar experiência prévia. 

Existe também um efeito emocional pouco discutido nas empresas: a perda de confiança do time. Quando profissionais percebem decisões recorrentes de contratação equivocada, começa a surgir uma sensação de desorganização interna. Lideranças perdem credibilidade, equipes ficam mais resistentes a mudanças e o turnover tende a aumentar em cadeia. 

“Existe uma romantização da velocidade no mercado atual. Muitas vezes, o mercado enxerga desligamentos rápidos como demonstração de agilidade, quando eles também podem ser um sinal de que algo no processo não funcionou como deveria. Antes de comemorar a correção, vale entender a origem do problema”, afirma Suzuki. 

A discussão talvez revele uma mudança importante no próprio conceito de eficiência corporativa. Durante muito tempo, empresas acreditaram que produtividade era preencher vagas rapidamente. Agora começam a perceber que eficiência real talvez tenha mais relação com permanência, aderência e construção sustentável de equipes do que simplesmente com velocidade de contratação.


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