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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Proteção de Margem: a inteligência de precificação como escudo contra a volatilidade do mercado consumidor

 

Em um cenário de custos oscilantes, a simulação de cenários por IA permite que gestoras tomem decisões de preço com retorno garantido, evitando que a "generosidade" com o cliente final comprometa a saúde financeira da companhia.

 

Segundo levantamento da consultoria McKinsey, empresas que utilizam inteligência artificial em estratégias de precificação podem ampliar suas margens operacionais em até 10%, além de responder com mais agilidade às oscilações do mercado consumidor. Em um cenário marcado por inflação persistente, custos variáveis e consumidores mais sensíveis ao preço, a precificação deixou de ser apenas uma decisão comercial e passou a ocupar um papel estratégico na sustentabilidade financeira das companhias.

Nesse contexto, a Appia, especializada em soluções de inteligência artificial aplicada aos negócios, desenvolve modelos preditivos capazes de simular cenários de mercado, analisar elasticidade de preços e apoiar empresas na construção de estratégias comerciais mais sustentáveis. A tecnologia cruza informações como histórico de vendas, sazonalidade, movimentação da concorrência e custos operacionais para prever os impactos de reajustes antes mesmo que eles cheguem ao consumidor.

Em muitos setores, um dos principais desafios está justamente em manter a competitividade sem comprometer a margem de lucro. Promoções agressivas, descontos excessivos e reajustes definidos apenas com base na percepção humana podem gerar impactos silenciosos na saúde financeira da operação. Com apoio da IA, as empresas passam a visualizar cenários com maior precisão e conseguem identificar até que ponto o consumidor está disposto a pagar sem comprometer volume de vendas ou rentabilidade.

A proposta da inteligência de precificação é transformar decisões comerciais em estratégias orientadas por dados, reduzindo subjetividades e aumentando a capacidade de resposta diante das mudanças econômicas. Em vez de reagir de forma tardia às oscilações do mercado, empresas passam a atuar de maneira preventiva, com projeções mais seguras e planejamento financeiro mais eficiente.

Em um ambiente cada vez mais pressionado por margens estreitas e alta volatilidade, a tendência é que a inteligência artificial deixe de ser um diferencial tecnológico para se tornar um recurso essencial para empresas que desejam crescer de forma sustentável e manter equilíbrio entre competitividade e rentabilidade.



Fonte - Breno Lessa - CEO da Appia. Conselheiro. Investidor. Palestrante.
https://www.appia.com.br/


Torcida no bar: veja dicas de como estabelecimentos podem aproveitar os jogos para aumentar faturamento

Magnific

Executivo da Água Doce Sabores do Brasil compartilha estratégias para ter uma operação eficiente durante os próximos meses

 

Com a proximidade do maior campeonato de futebol do mundo, bares e restaurantes em todo o País já começam a se preparar para um dos períodos mais movimentados do calendário neste ano, principalmente entre os meses de junho e julho. Para atender os consumidores que buscam por locais para comemorar os jogos da seleção brasileira e de outros países é necessário elaborar estratégias para garantir eficiência e excelência na operação. 

Atento a esse cenário, Julio Bertolucci, diretor de franquias da Água Doce Sabores do Brasil, rede de restaurantes de casual dinner, compartilha recomendações práticas para que os estabelecimentos aproveitem ao máximo a oportunidade, aliando organização operacional, experiência do cliente e aumento de faturamento. 

Entre os principais pontos está o planejamento antecipado. Ajustar escalas de colaboradores conforme os horários dos jogos, reforçar o estoque de insumos e bebidas mais consumidas, além de preparar o ambiente com antecedência são ações fundamentais para evitar imprevistos. A ambientação temática, com decoração nas cores do Brasil e transmissões dos jogos em aparelhos de qualidade, também contribui para criar um clima amistoso e atrativo. 

Outro fator essencial é a construção de um cardápio estratégico. Combos promocionais, porções compartilháveis e bebidas com preparo ágil ajudam a otimizar o atendimento e aumentar o tíquete médio. Além disso, investir em tecnologia, como sistemas de pedidos mais eficientes, pode reduzir filas e melhorar a experiência do consumidor. 

A comunicação estratégica também desempenha um papel decisivo. Divulgar a programação dos jogos, promoções e diferenciais do estabelecimento nas redes sociais e canais digitais ajuda a atrair o público local, principalmente aqueles que atuam na região e não voltaram para casa para assistir aos jogos, e gerar engajamento antes e durante o evento, seja em família ou com os amigos. 

De acordo com Julio Bertolucci, o momento é uma grande oportunidade de gerar mais fluxo e aumentar a receita do negócio, mas isso exige equilíbrio entre planejamento e experiência. “Grandes eventos são efemérides valiosas para o setor de alimentação como um todo, principalmente para o food service. Dessa forma, é essencial garantir organização e qualidade no atendimento, criando uma experiência completa para o cliente. Quando o consumidor se sente bem atendido e envolvido, as chances de fidelização aumentam significativamente. Ou seja, os garçons devem ser bem treinados para oferecer porções, bebidas ou quitutes desenvolvidos especialmente para tal ocasião. Além disso, a comida deve ser fresca, com insumos de qualidade e servida quente. Não pode, de forma alguma, haver quebra de estoque em dias previstos para maior movimento. E o ambiente deve ser acolhedor, para que todos sintam aquela emoção de torcerem juntos. Tudo importa durante a jornada dentro do espaço”, revela o executivo. 

Com expertise de 36 anos no segmento e presença consolidada no franchising nacional, a Água Doce Sabores do Brasil é referência em oferecer um ambiente envolvente e com uma ampla oferta de porções, pratos principais, drinques autorais e outras bebidas, como a cachaça e chopes. Em uma nova fase, a marca vem reforçando seu reposicionamento de ‘Casa da Família Brasileira’ que evidencia pilares como brasilidade, tradição, história e a conexão com a cultura nacional, sem abrir da essência e do acolhimento que sempre fizeram parte da sua história.

 

Milhares de aposentados pagam Imposto de Renda sem precisar: veja as doenças que garantem isenção

 

A especialista Ingred Rosa Portela esclarece quais patologias dão direito ao benefício e explica como aposentados, pensionistas e segurados da Previdência podem deixar de pagar o tributo legalmente.

 

Todos os anos, milhares de contribuintes dedicam tempo à organização de documentos e comprovantes para cumprir suas obrigações fiscais e identificar possíveis benefícios tributários. O que poucos sabem, no entanto, é que existe um direito garantido por lei que pode simplesmente zerar esse imposto para quem enfrenta problemas de saúde. A legislação brasileira prevê a isenção integral do tributo sobre os rendimentos de pessoas diagnosticadas com doenças graves, um alívio financeiro que faz toda a diferença para quem já lida com despesas médicas pesadas.

 

Esse benefício não é para qualquer trabalhador, mas sim um alento direcionado aos rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma, valendo tanto para segurados do INSS quanto para servidores públicos. A advogada trabalhista e previdenciária Ingred Rosa explica que a medida serve justamente para dar fôlego ao orçamento de quem precisa de cuidados contínuos. "A lei busca garantir a dignidade do cidadão em um momento de vulnerabilidade física e financeira. O dinheiro que seria destinado aos cofres públicos permanece com o aposentado para custear medicamentos e tratamentos essenciais", pontua. 

A lista de condições que dão direito à isenção está na Lei 7.713/88 e inclui desde câncer, cardiopatia grave e Parkinson até esclerose múltipla, hanseníase e cegueira, inclusive de um olho só. Não é preciso que a doença cause invalidez ou incapacidade para o trabalho. O que a Receita exige é a comprovação do diagnóstico por meio de um laudo emitido por um médico oficial da União, dos Estados ou dos Municípios. 

O grande erro de muitos segurados é achar que o desconto cai na conta de forma automática assim que saem do consultório. Para deixar de pagar o imposto dentro da lei, é preciso colocar a mão na massa e formalizar o pedido administrativo junto ao órgão que paga o benefício. "O processo exige a apresentação de exames, relatórios detalhados e o laudo pericial oficial que indique quando a enfermidade começou. Se o pedido for negado na via administrativa, ou se a resposta demorar de forma excessiva, o caminho judicial se torna a alternativa mais eficaz", orienta a profissional.

 

Há ainda um detalhe de ouro que costuma passar batido nesta reta final: a chance de reaver o dinheiro pago de forma indevida nos anos anteriores. Se a doença foi descoberta lá atrás, o contribuinte pode exigir a restituição do retroativo dos últimos cinco anos, desde que já estivesse recebendo benefício (aposentadoria ou pensão) na época do diagnóstico. Segundo Rosa, esse acerto de contas costuma render uma bolada importante para o orçamento familiar. "Muitas pessoas descobrem o direito tardiamente e deixam expirar o prazo para recuperar o que foi pago a mais. O resgate desses valores retroativos é um direito legítimo", ressalta.

 

Vale o alerta de que, mesmo quem já conseguiu a isenção total da aposentadoria, não está necessariamente livre de prestar contas ao Leão. Se o aposentado teve outras fontes de renda, como o aluguel de um imóvel ou ganhos com trabalho autônomo que passem do limite da Receita, a entrega do documento continua sendo obrigatória. A diferença é que o dinheiro da aposentadoria vai direto para a ficha de rendimentos isentos, blindando o bolso do contribuinte de cobranças injustas.

 

Fonte: Ingred Rosa Portela - Advogada Trabalhista e Previdenciária 

 

Candidatos sem respostas? Entenda como a IA pode ajudar a reduzir o job ghosting

Bombardeio de currículos e alta rotatividade do mercado torna difícil dar retorno para todos os talentos — mas IA pode ajudar o time

 

Com a alta demanda de candidatos durantes processos seletivos, a comunicação com cada um dos profissionais pode se tornar difícil para as empresas. Assim, é possível que muitos deles passem pelo chamado job ghosting, termo usado para quando os empregadores não dão mais retorno durante o processo, sem fornecer feedback, até o candidato notar sozinho que não conquistou a vaga. 

 

Esse é um dos grandes desafios dos gestores e times de RH, em meio ao “bombardeio” de currículos e à rotatividade de profissionais no mercado. Para Christian Pedrosa, fundador e CEO da DigAí, empresa que facilita processos seletivos com uso de inteligência artificial, é pouco provável que a equipe de recursos humanos consiga realizar entrevistas e dar feedbacks a todos os postulantes a determinada vaga.

 

“Observamos empresas com alta demanda para contratar, reter e engajar talentos. A IA pode auxiliar na análise de currículos, por exemplo, dando agilidade ao recrutador nas primeiras fases do processo e deixando tempo livre para ações estratégicas — além de fomentar a equidade, evitando decisões enviesadas e permitindo que pessoas mais diversas possam ser ouvidos”, explica.

 

Entre as principais aplicações da Inteligência Artificial no RH estão as plataformas capazes de conduzir entrevistas em texto e áudio via WhatsApp, analisar automaticamente as respostas dos candidatos e gerar insights estratégicos e rankings para os recrutadores, tornando o processo seletivo mais ágil e assertivo. Essas soluções também permitem oferecer feedback instantâneo aos candidatos, contribuindo para uma experiência mais transparente.

 

A partir das primeiras análises feitas pela IA, o departamento pessoal coleta esses insights preliminares sobre os candidatos e consegue traçar uma estratégia mais eficiente para as demais etapas do processo seletivo. Também fica fácil de entender que profissionais têm as skills necessárias para preenchimento da vaga, dependendo da maneira como respondem às entrevistas.

 

O uso de sistemas com base IA também auxilia a enviar feedbacks mais rapidamente, já que o alto número de inscritos costuma ser alto. “A tecnologia vem trazendo novas reflexões sobre a rotina desses profissionais e corroborando para o andamento das atividades das organizações. A prospecção de mercado é que a inteligência artificial seja parte do suporte às empresas em segmentos diversos, inclusive no recrutamento”, finaliza.

 

DigAÍ


Ação de empregabilidade leva orientação e vagas a jovens nas estações Vila Aurora e Lapa da Linha 7-Rubi

Parceria com o CIEE amplia o acesso de estudantes à capacitação, cursos e oportunidades profissionais
 

A TIC Trens promove, neste mês, em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), uma ação voltada à ampliação do acesso de jovens e estudantes ao mercado de trabalho nas estações Vila Aurora e Lapa, da Linha 7-Rubi.A iniciativa “CIEE em Movimento” é destinada a jovens de 14 a 24 anos que estejam cursando o ensino médio, técnico ou superior.

Os participantes poderão receber orientação profissional, conhecer oportunidades de estágio, aprendizagem e capacitação, além de realizar gratuitamente o cadastro no portal do CIEE para acessar vagas, cursos e eventos disponíveis na plataforma.

A programação inclui ainda oficinas com orientações sobre elaboração de currículo, comportamento em entrevistas e participação em processos seletivos. A equipe do CIEE também promoverá dinâmicas interativas com distribuição de brindes e prestará atendimento aos participantes para esclarecimento de dúvidas.

 

Serviço

CIEE em Movimento
Estação Vila Aurora: 12 de junho, das 11h às 15h, no mezanino principal
Estação Lapa: 22 de junho, das 11h às 15h, próximo à linha de bloqueio


Estrategista digital revela por que ter um bom produto não garante vendas e como o Método PQV resolve o erro nº 1 do mercado

A falta de uma oferta que causa remorso e a desconexão com o desejo da audiência são os principais motivos de fracasso em negócios que ignoram a estratégia de validação.

 

Se você costuma navegar pelo Instagram ou pelo LinkedIn, já deve ter reparado: toda semana surge um curso novo, uma mentoria revolucionária ou um e-book promissor. Mas a verdade que pouca gente conta nos stories é que a grande maioria desses projetos nasce com os dias contados. Existe uma armadilha silenciosa no mercado digital que faz profissionais brilhantes passarem meses trancados no quarto gravando aulas impecáveis, para depois esbarrarem em um silêncio constrangedor no dia do lançamento. O erro? Achar que um bom produto se vende sozinho.

Quem acompanha os bastidores desse mercado sabe bem o tamanho dessa frustração. O criador do Método Produtos que Vendem (PQV) explica que esse é, sem dúvidas, o principal motivo de quebra no cenário atual. Segundo o estrategista, as pessoas continuam errando feio porque criam coisas baseadas no próprio ego ou no que acham que o público precisa, esquecendo-se de olhar para o que a audiência realmente quer comprar agora. É uma desconexão dolorosa e, infelizmente, muito comum.

Olhando de perto o comportamento do consumidor, o mentor e palestrante destaca que a venda na internet não é sobre o conteúdo em si, mas sobre a urgência que você consegue gerar na cabeça de quem está do outro lado da tela. “Muitos especialistas criam o que eu chamo de oferta morna, que não mexe com as dores reais do cliente. O objetivo precisa ser construir uma proposta tão irresistível que cause um verdadeiro remorso no comprador caso ele decida recusá-la. Se a sua mensagem não provocar essa sensação de perda, você será ignorado”, explica Matheus Carmo.

Para romper esse ciclo que só gera cansaço e prejuízo, a metodologia desenvolvida por ele propõe um caminho inverso. Em vez de gastar energia editando dezenas de vídeos para só depois descobrir se alguém vai se interessar, o foco muda completamente para a validação rápida da ideia e para a construção de uma narrativa comercial que faça sentido para o bolso do produtor e para a necessidade do cliente.

O segredo, no fim das contas, está em aprender a ouvir o mercado antes de apertar o botão de gravar. O criador do método reforça que o público amadureceu e não cai mais em qualquer discurso. “O público ficou mais exigente e cansou de promessas vazias. Quem deseja se posicionar como uma autoridade lucrativa precisa dominar a arte de transformar o seu conhecimento em uma solução que o cliente já está procurando desesperadamente. O PQV nasceu justamente para alinhar essa expectativa”, pontua Carmo.

 

Fonte: Matheus Carmo — Mentor.  Palestrante e criador do Método Produtos que Vendem.  Especialista em criação, vendas e estratégia de produtos digitais

 

Resiliência climática: a importância de se transformar dados em capacidade de resposta para a proteção de vidas


Durante muito tempo, as discussões sobre mudanças climáticas ficaram restritas ao meio acadêmico, aos organismos internacionais e aos grandes fóruns globais. Hoje, tal realidade bate à porta de cada cidade, de cada gestor público e de cada cidadão. As mudanças no clima deixaram de ser previsão distante para se tornarem desafio concreto do presente - um assunto não só acadêmico e governamental; um tema de todos nós. 

Os alertas da comunidade científica são cada vez mais contundentes. As previsões indicam, por exemplo, a possibilidade de um dos fenômenos El Niño mais intensos já registrados na história da humanidade. No Brasil, seus efeitos costumam ser extremos. Em algumas localidades, provoca ondas de calor severas, estiagens prolongadas e crises hídricas. Em outras, gera chuvas intensas, enchentes e desastres ambientais. 

Em 2024, vale recordar, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul deixaram um rastro de destruição, interromperam atividades econômicas, afetaram milhares de famílias e demonstraram como os eventos climáticos extremos podem impactar profundamente a vida das pessoas. 

Diante deste cenário, uma conclusão é inevitável: a questão climática precisa deixar de ser tratada apenas como tema ambiental para ser encarada como política pública permanente. A grande pergunta, portanto, já não é mais se eventos extremos acontecerão. A questão é: estamos preparados para enfrentá-los? 

A resposta exige planejamento, investimento e, sobretudo, capacidade de antecipação. O poder público precisa evoluir de uma lógica puramente reativa para uma cultura de prevenção. Cada real investido em resguardo representa economia de recursos, preservação de patrimônio e, principalmente, proteção de vidas. 

Foi exatamente com esta visão que Santo André-SP deu início, em 2019, sob a minha gestão, a um importante processo de transformação, após as fortes chuvas que atingiram toda a região do Grande ABC paulista, naquele ano. Foi instituído, então, o Centro de Gerenciamento e Resiliência Climática - estrutura moderna que abarca monitoramento em tempo real, Inteligência Artificial (IA), sistemas integrados de informação e uma rede de 26 estações meteorológicas distribuídas por todo o município. 

O objetivo é simples, mas poderoso: transformar dados em capacidade de resposta. Quanto maior a previsibilidade, superior é a possibilidade de se prevenir danos, de orientar a população e de mobilizar equipes antes que as ocorrências se agravem. 

Esta experiência transformou Santo André em referência nacional em resiliência urbana. Mais do que uma obra ou um equipamento, trata-se de uma nova forma de governar, baseada em informação, Tecnologia e tomada de decisão rápida. 

Não tenho dúvidas de que as cidades do Brasil e do mundo serão cada vez mais protagonistas no enfrentamento das mudanças climáticas. E, aquelas que conseguirem combinar planejamento, inovação e efetividade estarão mais preparadas para proteger seus cidadãos. 

Mais do que discutir as alterações do clima, precisamos aprender a conviver com elas. E, isto exige ação, investimento e políticas públicas inteligentes, estruturantes, estratégicas e contínuas. Afinal, prevenção deixou, há muito tempo, de ser escolha - é obrigação.

 

Paulo Serra - especialista em Gestão Governamental e em Políticas Públicas, pela Escola Paulista de Direito; e em Financiamento de Infraestrutura, Regulação e Gestão de Parcerias Público-Privadas (PPPs), pela Universidade de Harvard (Estados Unidos); cursou Economia, na Universidade de São Paulo (USP); é graduado em Direito, pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo-SP; professor universitário no curso de Direito, também é 1º vice-presidente da Executiva Nacional do PSDB e presidente do Diretório Estadual do PSDB de São Paulo; foi prefeito de Santo André-SP, de 2017 a 2024.


O desmatamento do Cerrado de hoje é a escassez de água de amanhã

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado hoje - dia 05 de junho -, o Cerrado segue sendo o principal alerta ambiental do Brasil. Apesar da redução do desmatamento em outros biomas, a savana brasileira permanece, pelo terceiro ano consecutivo, como a região mais desmatada do país, uma realidade que ameaça a segurança hídrica e a produção de alimentos. Para o pesquisador Yuri Salmona, diretor executivo do Instituto Cerrados,  doutor em Ciências Florestais pela Universidade de Brasília (UnB) e uma das lideranças da Campanha Cerrado Coração das Águas, “o desmatamento do Cerrado de hoje é a escassez de água de amanhã.”

“A redução do desmatamento no Brasil é importante, mas não há o que comemorar no Dia do Meio Ambiente enquanto o Cerrado segue, pelo terceiro ano consecutivo, como o bioma mais desmatado do país. Mais da metade de sua vegetação original já foi perdida, apesar de a ciência mostrar que não precisamos derrubar mais nenhum hectare para ampliar a produção agropecuária — só no Cerrado existem cerca de 33 milhões de hectares de pastagens degradadas ou subutilizadas que podem ser recuperadas o melhor aproveitadas para produção. O Cerrado é um bioma desprotegido e sua destruição compromete a segurança hídrica, intensifica secas e amplia a incidência de incêndios. Vale lembrar que o desmatamento do Cerrado de hoje é a escassez de água de amanhã, por isso precisamos de políticas públicas que orientem a proteção efetiva do bioma, em especial, a proteção das áreas prioritárias e sensíveis no provimento de água durante os períodos secos do Cerrado, o coração das águas do Brasil.”


Inscrições para curso gratuito de qualificação profissional em Recreação encerram nesta segunda-feira, (8)

As inscrições para o novo curso do Sesc voltado a formação básica da profissão de recreador estão na reta final e vão somente até dia 8 de junho. Oferecido pelo Polo Educacional Sesc, no Rio de Janeiro, o Curso de Qualificação Profissional em Recreação é gratuito e voltado para atuação nos segmentos de lazer, serviços e turismo. A iniciativa dialoga com a trajetória do Sesc na área da recreação, marcada pela valorização do brincar como ferramenta de aprendizado, convivência e desenvolvimento humano. 

Com carga horária total de 160 horas, o curso combina aulas presenciais e atividades complementares. O processo seletivo contemplará 60 vagas, divididas em duas turmas, uma com início no segundo semestre de 2026 e outra no primeiro semestre de 2027. As aulas serão realizadas às segundas, terças e quartas à noite, no Polo Educacional Sesc, na Barra Olímpica. 

A proposta formativa alia teoria e prática, com metodologias participativas, atividades aplicadas e o desenvolvimento de um projeto final, garantindo uma formação consistente e alinhada às demandas do mercado. O curso busca preparar profissionais criativos, qualificados e aptos a atuar em diferentes contextos, contribuindo para sua inserção e crescimento profissional.

 

Sobre o processo seletivo:

Para participar é preciso ter o Ensino Médio completo e mais de 18 anos. O processo de seleção inclui preenchimento da ficha de inscrição, produção de uma carta de apresentação pessoal e intenção, considerando a atuação na área de recreação, e entrevista. Todas as etapas do processo seletivo serão realizadas em modelo online. 

O resultado será divulgado no dia 24 de julho de 2026 no site do Polo Educacional Sesc.
  
 

SERVIÇO:

Curso Qualificação Profissional em Recreação

Inscrições: até 8 de junho de 2026, às 18h

Resultado: 24 de julho de 2026

Edital completo e mais informações em sesc.com.br/poloeducacional


O segredo para equilibrar trabalho e vida pessoal pode estar no método 3-3-3

Modelo de organização divide a rotina em blocos estratégicos e ajuda a manter a produtividade sem abrir mão do bem-estar

 

Em meio ao trabalho remoto, aos dias presenciais no escritório, compromissos pessoais, organização da casa e tantas outras responsabilidades, manter uma rotina equilibrada pode parecer um desafio constante. Para facilitar o dia a dia, vale a pena investir em métodos de gestão de atividades. Algumas estratégias de produtividade permitem dividir o tempo em blocos específicos, favorecendo o foco, a concentração e a conclusão das tarefas mais importantes. 

Uma delas é o chamado “3-3-3”, que consiste em separar tarefas por três categorias: prioridades, urgências e atividades consideradas “de manutenção”. Destinar tempo determinado para cada tipo pode acalmar a mente agitada e direcionar o foco para concluir as pendências que costumam se acumular, além de dar clareza sobre o que realmente é importante na rotina.

“O método é bem vantajoso, especialmente no caso de profissionais que trabalham remotamente para o exterior e têm diferentes fusos horários para seguir. Sabemos que o tempo é sagrado, então não devem ser poupados esforços para facilitar a rotina. A ideia é que nem sempre tudo pode ser finalizado no final do dia, por isso elencar prioridades é fundamental”, comenta Samyra Ramos, gerente de marketing na Higlobe, fintech de pagamentos para profissionais brasileiros que trabalham remotamente para os EUA.

O método leva em consideração as tarefas profissionais enquanto reserva tempo para a vida pessoal. Primeiro, é preciso separar três horas para dedicar tempo à tarefa mais importante do dia no trabalho. Pode ser a construção de um texto, completar um problema de código, finalizar um planejamento, entre outros. Dessa forma, há tempo suficiente e determinado para concluir a demanda.

Para o segundo ciclo, escolhem-se três afazeres urgentes, mas que consomem menos tempo. Por exemplo, responder um cliente, cobrar um fornecedor e pesquisar referências. Isso tira da frente pequenas tarefas que não exigem muito, mas que atrapalham as demais caso não sejam resolvidas.

Por último, mas não menos importante, é a hora de dedicar um momento para a manutenção de relações, casa e cuidados pessoais. Seja lavar louça, passear com o pet, cozinhar, passar tempo com a família ou praticar o autocuidado, o método reforça que o tempo seja dedicado a algo que não gire em torno do trabalho, possibilitando, assim, um respiro entre as demandas e o equilíbrio entre pessoa física e jurídica.

“As peças-chave para seguir o método com sucesso são ter paciência e concentração. Dessa forma, a procrastinação não vence e não se acumulam demandas que, depois, podem ficar mais complexas e angustiantes de completar. Além de ajudar a tornar o dia a dia mais leve e balanceado”, complementa Samyra.

A técnica não é limitada a uma só forma de uso; é possível escolher quando realizar cada etapa, como começar pelas mais simples e terminar com as mais complexas ou vice-versa. O ideal é que o profissional consiga completar as principais obrigações do dia sem culpa e com calma, “equilibrando os pratinhos” e favorecendo o bem-estar ao longo do dia.

 

Higlobe, Inc.

 

Nova NR-1 coloca saúde mental na mira das empresas: quais os riscos para quem não se adequar?

Especialista em Direito do Trabalho alerta que omissão na gestão dos riscos psicossociais pode ampliar passivos trabalhistas, afastamentos e exposição jurídica das organizações

 

A saúde mental deixou de ser um tema restrito aos departamentos de Recursos Humanos e passou a integrar oficialmente a agenda de gestão de riscos das empresas brasileiras. A mudança ganhou força com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir que organizações identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como assédio moral, excesso de cobrança, jornadas exaustivas, metas inalcançáveis, conflitos interpessoais e sobrecarga emocional. 

A atualização da norma ocorre em meio a um cenário alarmante. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que o Brasil registrou 472.328 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais em 2024, o maior número da série histórica. Em 2025, esse número voltou a crescer, alcançando 546.254 benefícios concedidos por transtornos mentais e comportamentais. Ansiedade e depressão lideram as causas de afastamento.

O Brasil já possui uma cultura de intensa litigiosidade nas relações de trabalho. A nova NR-1 não cria novos direitos, mas cria novos deveres de gestão e de documentação para as empresas. Organizações que não conseguirem demonstrar que identificaram, avaliaram e trataram adequadamente os riscos psicossociais poderão enfrentar maior dificuldade para se defender em discussões trabalhistas relacionadas a adoecimento mental, assédio ou condições inadequadas de trabalho. 

Muitas empresas ainda enxergam a saúde mental como uma pauta de bem-estar. A NR-1 muda essa lógica. A partir do momento em que os riscos psicossociais passam a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos, a ausência de medidas preventivas deixa de ser apenas um problema de gestão de pessoas e passa a ter reflexos jurídicos, trabalhistas e reputacionais. 

O aumento contínuo dos afastamentos evidencia uma transformação no mundo do trabalho e reforça a necessidade de que as empresas deixem de atuar apenas de forma reativa, quando o problema já está instalado, para adotar uma postura preventiva baseada na identificação e mitigação dos fatores que contribuem para o adoecimento mental. 

Nesse contexto, especialistas alertam que a adequação à NR-1 não deve ser encarada apenas como uma obrigação regulatória, mas como uma medida estratégica de proteção jurídica, operacional e financeira.

 

 

O que muda para as empresas 

A atualização da NR-1 determina que os riscos psicossociais passem a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Na prática, isso significa que fatores relacionados à organização do trabalho também passam a exigir avaliação, monitoramento e planos de ação específicos. 

Entre os fatores que podem ser considerados riscos psicossociais estão: 

* Sobrecarga de trabalho;

* Pressão excessiva por resultados;

* Metas incompatíveis com a realidade operacional;

* Assédio moral;

* Falta de autonomia;

* Ambientes de trabalho hostis;

* Jornadas excessivas;

* Ausência de canais adequados para acolhimento e gestão de conflitos. 

Embora o período inicial de implementação tenha caráter orientativo, especialistas apontam que a tendência é de ampliação da fiscalização e da atenção dos órgãos reguladores sobre o tema.

 

O risco vai muito além de multas 

Para Gregório Andrade, especialista em Direito do Trabalho da SAMA CARE, um dos principais equívocos das empresas é acreditar que o risco está limitado à aplicação de multas administrativas. 

"A discussão não deve ser reduzida à possibilidade de autuações. A principal exposição das empresas está relacionada ao aumento de passivos trabalhistas e previdenciários. Quando uma organização deixa de identificar e tratar fatores de risco psicossociais conhecidos, ela pode enfrentar questionamentos sobre sua responsabilidade na prevenção de situações que contribuíram para o adoecimento do trabalhador. A NR-1 reforça justamente a necessidade de uma atuação preventiva e documentada”, afirma Gregório. 

Segundo o especialista, a atualização da norma acompanha uma mudança de entendimento já observada em diversas decisões judiciais, nas quais o ambiente de trabalho passou a ser analisado como um elemento relevante na ocorrência de transtornos mentais relacionados ao exercício profissional. 

"Historicamente, muitas empresas tratavam questões como assédio, sobrecarga e pressão excessiva como problemas isolados ou comportamentais. O que a NR-1 faz é reconhecer que esses fatores podem representar riscos ocupacionais e, portanto, precisam ser gerenciados de forma estruturada. A ausência de medidas preventivas, registros e planos de ação pode fragilizar a posição da empresa diante de eventuais litígios trabalhistas."

 

 Afastamentos impactam produtividade e resultados 

Os impactos do adoecimento mental vão além da esfera jurídica. O crescimento dos afastamentos por transtornos mentais tem gerado efeitos diretos sobre produtividade, retenção de talentos, clima organizacional e continuidade operacional. 

Estudos e levantamentos recentes apontam que o aumento dos casos de ansiedade, depressão e burnout tem contribuído para a elevação dos índices de absenteísmo e presenteísmo — situação em que o colaborador permanece no trabalho, mas com desempenho significativamente comprometido em razão de questões de saúde física ou emocional. 

Para Gregório Andrade, empresas que investirem na prevenção tendem a obter resultados mais sustentáveis do que aquelas que limitarem sua atuação ao cumprimento formal da legislação. 

"A adequação à NR-1 não deve ser vista apenas como uma exigência legal. Ela representa uma oportunidade para que as empresas revisem processos, fortaleçam lideranças, aprimorem a gestão de pessoas e reduzam fatores que impactam diretamente o desempenho organizacional. O custo da prevenção costuma ser significativamente menor do que o custo gerado por afastamentos, alta rotatividade, ações judiciais e perda de produtividade."

 

 Tendência é de aumento da atenção ao tema 

O crescimento dos afastamentos por transtornos mentais e a inclusão dos riscos psicossociais na gestão de riscos ocupacionais indicam uma mudança estrutural na forma como saúde e trabalho serão tratados nos próximos anos. 

Para especialistas, a tendência é que a saúde mental deixe definitivamente de ocupar um papel secundário dentro das organizações e passe a ser considerada um elemento estratégico para a sustentabilidade dos negócios. 

Nesse cenário, empresas que anteciparem processos de adequação, fortalecerem mecanismos de prevenção e desenvolverem ambientes psicologicamente mais seguros tendem a estar mais preparadas para enfrentar os desafios regulatórios, jurídicos e humanos que já começam a transformar o mercado de trabalho brasileiro.

 

Fonte: INSS


Dia Mundial do Meio Ambiente alerta sobre o efeito das mudanças climáticas

Estas transformações são alterações significativas nos padrões de temperatura que prejudicam a vida no planeta.

 

A Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 2994 (XXVII), oficializando o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente durante a Conferência de Estocolmo na Suécia em 1972. Na mesma data, nasceu o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ( PNUMA).

 

A data neste ano foca nas mudanças climáticas, destacando ações urgentes para a proteção do planeta. A economia da natureza começa a ocupar espaço estratégico nos debates sobre crescimento, competitividade e desenvolvimento. 

 

A ONU informou que os impactos das mudanças climáticas são cada vez mais evidentes, com a elevação do nível do mar, incêndios florestais mais intensos, ondas de calor extremas e o derretimento de geleiras, e convoca poder público, iniciativa privada e sociedade a agir diante desse cenário.

 

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), alerta que a extração e o processamento de recursos naturais, necessários para a fabricação de produtos diversos, respondem por mais da metade das emissões globais de gases de efeito estufa e por mais de 90% da perda de biodiversidade e do estresse hídrico no planeta.

 

“Enquanto governos e empresas discutem metas climáticas globais, o consumo cotidiano também entra na agenda ambiental. Hábitos aparentemente simples, como medidas de reaproveitamento de água da chuva e o uso de energia proveniente de fontes renováveis são exemplos de práticas que aliam eficiência operacional à redução de impactos ambientais”, enfatiza Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

 

De acordo com a pesquisa Natureza e Cidades: a relação dos brasileiros com as mudanças climáticas, elaborada pela Fundação Grupo Boticário em cooperação com a Unesco, 87% das pessoas estão dispostas ou muito dispostas a mudar hábitos para amenizar os efeitos das mudanças climáticas. No entanto, entre os entrevistados que demonstram disposição para mudar, 19% afirmam não saber quais ações poderiam adotar. Entre as atitudes positivas mais citadas estão reciclar e descartar corretamente o lixo (24%), plantar árvores (15%), evitar o uso de plástico (8%) e utilizar meios de transporte menos poluentes (8%).

 

No Brasil, a entrada em vigor da Lei nº 15.190/2025, conhecida como Lei Geral do Licenciamento Ambiental, está exigindo atenção imediata de empresas de setores como construção civil, indústria, infraestrutura e agronegócio para manter a proteção ambiental. Em vigor desde fevereiro deste ano, a legislação cria novas regras nacionais para os processos de licenciamento ambiental e abre um período de adaptação regulatória.

 

Para Matheus Forte, engenheiro ambiental e sócio fundador da Forte Desenvolvimento Sustentável, a nova lei já está em vigor e as empresas precisam agir agora, com estratégia e planejamento. Quem começa a revisar seus processos com antecedência ganha mais segurança, reduz riscos e amplia sua margem de decisão.

 

“O Dia Mundial do Meio Ambiente deve ser uma data de reflexão, fortalecendo a luta contra a contaminação do ar e das águas, os crimes contra a fauna e a flora para garantir a qualidade de vida no planeta”, finaliza Vininha F. Carvalho.


Dia Mundial do Meio Ambiente, descubra as curiosidades do descarte que podem transformar a economia e o seu cotidiano

De caixas de pizza ao óleo de cozinha, entenda o que realmente é reciclável e como pequenas escolhas fazem a diferença

 
O gesto quase automático de descartar uma embalagem após o consumo esconde uma engrenagem econômica e tecnológica que a maioria dos brasileiros ainda desconhece. Os resíduos pós-consumo movimentam hoje um mercado de ativos ambientais que une a alta tecnologia de rastreamento de dados ao trabalho minucioso de milhares de profissionais na base da economia circular. Pensando nisso, a eureciclo, plataforma de economia circular que busca tornar o mundo mais sustentável através da reciclagem, apresenta um guia prático com dicas e esclarecimentos sobre as principais dúvidas sobre o tema para disseminar as boas práticas ambientais.

 

O EVA pode?

Sim. O resíduo está presente em diversos produtos do dia a dia, como solados de calçados, brinquedos, tapetes e itens de artesanato. O EVA não é biodegradável e não se decompõe facilmente na natureza, o que torna seu descarte correto ainda mais importante. A reciclagem ocorre principalmente por meio da trituração e reprocessamento do material, que pode ser reaproveitado na fabricação de pisos emborrachados; solados reciclados; tatames e tapetes.

 

O que pode ser considerado lixo comum?

É formado por resíduos que não podem ser reciclados nem reaproveitados de forma viável. Isso acontece porque são materiais contaminados, de difícil separação ou sem tecnologia adequada para o tratamento. São exemplos de lixo comum: papel higiênico, guardanapos usados, fraldas descartáveis, absorventes, esponjas de limpeza e restos de varrição.

 

Vidro, o “highlander”, também recicla?

SIM! Sabia que o Brasil é um dos maiores recicladores de latas de alumínio do mundo, mas ainda patina no vidro? Por que alguns materiais "valem ouro" e outros são "esquecidos"? O alumínio é leve e compacto. É fácil amassar milhares de latinhas e transportá-las em um caminhão.O vidro (R$ 0,20 / kilo) vale pouco comparado ao alumínio (R$ 10 / kilo). O vidro é reciclável, mas deve ser separado de outros materiais.

 

Caixa de pizza pode?

Se a caixa estiver suja de gordura, não vai para o descarte de papel. Mas a tampa limpa, vai!

 

Tampinhas: O "ouro miúdo" das cooperativas

Tampinhas de garrafa são "plástico nobre" e valem muito para as cooperativas. A ideia é sempre reciclar junto à garrafa.

 

Importância da reciclagem do óleo de cozinha

Reciclar o óleo de cozinha é uma daquelas pequenas atitudes que geram um impacto gigantesco (e positivo) no meio ambiente. O óleo de cozinha não se mistura com a água e é menos denso que ela. Quando chega aos rios e lagos, ele cria uma película na superfície que impede a entrada de luz solar e a oxigenação da água, além de entupir canos e aumentar os custos de tratamento de esgoto.

 

Selo eureciclo, o GPS do investimento na reciclagem

O selo eureciclo, estampado no rótulo das embalagens, funciona como um verdadeiro guia que garante que o investimento da empresa chegou onde o resíduo foi triado, ou seja, nas mãos de cooperativas e operadores de reciclagem. O crédito de reciclagem gera uma renda extra para esses profissionais, tornando economicamente viável o resgate de materiais.

 

Curiosidade: os códigos dos plásticos (1 a 7) indicam o tipo PET, PEAD, etc e também a reciclabilidade geral, sendo o 1 com maior taxa de recuperação e reciclagem.

 

Outros materiais:

 

– PET (Polietileno tereftalato, plástico código 1 nas embalagens). É o plástico mais reciclado do mundo. É leve e impede a saída de gases, por isso é muito utilizado em garrafas de bebidas. Atualmente é reciclável e realmente reciclado.

 

– PEAD (polietileno de alta densidade, código 2). Um dos plásticos mais comuns (ex: frascos de produtos de limpeza e de higiene) e valorizados na reciclagem por ser extremamente resistente, rígido e seguro para armazenar produtos químicos e alimentos. É reciclável e reciclado.

 

– PVC (Policloreto de Vinila, código 3). PVC é extremamente versátil: ele pode ser muito rígido (como um cano) ou muito flexível (como uma mangueira), dependendo dos aditivos utilizados na sua fabricação. É reciclável e reciclado.
 

– PEBD (Polietileno de baixa densidade, código 4). É reciclável, no entanto ao vir sob a forma de sacolas plásticas, por exemplo, acabam não sendo reciclados por ser algo muito fino de triar e no final acabam resultando em material de baixa qualidade. Deve ser enviado para reciclagem mesmo assim.

 

– PP (Polipropileno, código 5). Possui alta resistência química e suporta bem o calor, é o plástico "que não quebra fácil" ao ser dobrado. Por isso, é comumente utilizado em embalagens de margarina, potes de iogurte e comida para micro-ondas.

 

– PS (poliestireno - código 6). Pode ser rígido (copos descartáveis) ou expandido (o famoso Isopor) É reciclável, porém sua reciclagem ainda é um desafio em algumas regiões do país.

 

- Outros - código 7. Esta categoria engloba plásticos que não se encaixam nas outras seis ou embalagens feitas de misturas de materiais. Hoje, esse material não possui reciclagem pela complexidade do processo.

- Longa vida. É complexo por ter camadas de materiais diferentes e é reciclável, podemos facilitar a reciclagem limpando as embalagens antes de descartar na coleta seletiva.

A eureciclo trabalha na estruturação de cadeias de reciclagem para materiais de alta complexidade, como o polipropileno (PP) e as embalagens de Longa Vida (LV). Ao ir além do tratamento genérico de resíduos, a certificadora antecipa a recuperação de subgrupos específicos, criando mecanismos que garantem a rastreabilidade e retorno financeiro para as cooperativas e operadores parceiros.

 

Para conhecer melhor o trabalho da eureciclo, acesse: Link 

 

Sobre a eureciclo

A eureciclo é uma plataforma de economia circular que conecta empresas, operadores e cooperativas para viabilizar a logística reversa de embalagens no Brasil. Por meio do seu modelo de compensação ambiental, certifica a destinação correta de resíduos equivalentes ao volume de embalagens colocadas no mercado, promovendo impacto ambiental e social positivo. Com atuação em todo o território nacional, a eureciclo já estruturou uma rede com centenas de operadores e cooperativas, fortalecendo a cadeia da reciclagem, gerando renda para milhares de trabalhadores e contribuindo para o avanço da economia circular no país.
 

 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Tratamentos oncológicos: proteção reforçada na Justiça

No debate da judicialização da saúde, a oncologia ocupa lugar especial. O câncer é uma doença grave, muitas vezes progressiva, e o tempo pode ser decisivo. Em diversos casos, perder a chamada “janela terapêutica” significa perder a oportunidade de tratamento eficaz. Compreender como funciona os sistemas público e privado de saúde nessa questão faz toda a diferença. 

Nos planos de saúde, há forte proteção jurídica para tratamentos oncológicos, especialmente para quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e medicamentos antineoplásicos orais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconhece que, embora medicamentos de uso domiciliar possam ser excluídos em regra, há exceções importantes, como os antineoplásicos orais, medicamentos correlacionados, medicação assistida em home care e produtos incluídos no Rol da ANS. 

Em termos simples, o que se entende é que um remédio contra câncer não pode ser negado apenas porque é tomado em casa, se a lei e a indicação médica apontam para sua cobertura. 

No Sistema único de Saúde, o SUS, a assistência oncológica também vem passando por mudanças. A Portaria GM/MS nº 8.477/2025 instituiu o Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia, o AF-Onco, voltado ao financiamento, aquisição, distribuição e dispensação de medicamentos oncológicos no SUS. Essa evolução mostra que o Estado também busca organizar melhor o acesso a medicamentos contra o câncer, embora a incorporação de novas tecnologias continue sendo um processo técnico e gradual. 

Para além dos direitos ligados à saúde para tratamentos oncológicos, há outras doenças graves e raras, cujos custos, ao encontrar a urgência também desembarcam na Justiça. Essas doenças raras representam um dos maiores desafios da saúde contemporânea. Muitas atingem crianças, têm evolução rápida e não contam com várias opções terapêuticas. Em alguns casos, a terapia gênica pode ser a única alternativa capaz de modificar o curso da doença. 

Um exemplo conhecido é o Zolgensma, utilizado em determinados casos de atrofia muscular espinhal. A Conitec noticiou acordo para viabilizar sua oferta no SUS por meio de compartilhamento de risco, modelo em que parte do pagamento fica condicionada ao resultado clínico do tratamento. 

Esse tipo de solução tende a ganhar espaço. Em vez de simplesmente negar ou conceder tratamentos milionários, o sistema passa a discutir modelos de pagamento vinculados a resultado, negociação nacional de preços e acompanhamento clínico. 

Na medicina atual, a terapia CAR-T Cell é uma das fronteiras mais relevantes. De forma simplificada, ela consiste em retirar células de defesa do paciente, modificá-las em laboratório e reinseri-las no organismo para combater células cancerígenas. 

A Anvisa já aprovou produtos de terapia avançada com células CAR-T no Brasil, inclusive para determinados cânceres hematológicos. A agência também esclarece que esses produtos fazem parte de uma nova categoria de medicamentos, chamados produtos de terapias avançadas, que incluem terapias gênicas, celulares e de engenharia tecidual. 

Isso é importante porque muitas negativas de cobertura usam a palavra “experimental” de forma ampla. Mas nem todo tratamento inovador é experimental. Um tratamento pode ser novo, complexo e caro, mas ainda assim ter registro sanitário, indicação médica e evidência científica. O que não se pode admitir é a confusão entre inovação e aventura terapêutica. 

Essa “confusão”, por assim dizer, também acontece de forma recorrente no chamado uso off-label, que ocorre quando um medicamento registrado na Anvisa é prescrito para uma finalidade diferente daquela descrita originalmente na bula. 

O uso off-label acontece em várias áreas da medicina, especialmente em oncologia, doenças autoimunes e doenças raras. O ponto jurídico mais relevante é que off-label não significa, por si só, tratamento experimental. 

Nesse sentido, o STJ já decidiu que plano de saúde não pode recusar automaticamente medicamento registrado na Anvisa apenas porque a prescrição é off-label, devendo o caso ser analisado conforme a indicação médica e os critérios técnicos aplicáveis. 

Para o paciente, então, a mensagem é: o plano não pode negar de forma automática e genérica; mas o pedido também precisa estar bem fundamentado em evidências médicas. 

Em ações de saúde, especialmente quando se pede uma liminar, a pressa é compreensível. Quem precisa de tratamento contra câncer, doença rara ou doença autoimune grave não pode esperar indefinidamente. Mas, a urgência precisa vir acompanhada de prova. O relatório médico deve explicar o diagnóstico, a gravidade, os tratamentos já tentados, a razão pela qual as alternativas disponíveis não servem, o risco da demora e a base científica da indicação. 

A negativa do SUS ou do plano de saúde também deve ser documentada. Sem negativa formal, o processo pode começar mais frágil. Em demandas contra o SUS, é importante comprovar o pedido administrativo. Contra planos de saúde, é essencial guardar protocolo, e-mails, relatórios de auditoria e a justificativa da recusa. 

Com assistência jurídica e robustez documental, é amplamente possível a via judicial para a proteção da vida e da dignidade humana. Muitas decisões judiciais garantiram tratamentos que foram indevidamente negados. 

A medicina evolui consideravelmente e em velocidade maior do que os sistemas de saúde se organizam. De um lado, o paciente não pode ser abandonado diante de uma negativa burocrática, abusiva ou desumana. Do outro, é verdade que nenhum sistema, público ou privado, consegue sobreviver sem critérios técnicos, previsibilidade e responsabilidade. O caminho mais adequado está no equilíbrio. 

O que se espera, afinal, é a construção de um sistema capaz de oferecer esperança real aos pacientes, sem transformar a inovação médica em privilégio para poucos ou em promessa impossível para todos.

 

Ricardo Menegatto - advogado especializado em direito do consumidor e sócio do escritório Menegatto Advogados

 

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