De caixas de pizza ao óleo de cozinha, entenda o que realmente é reciclável e como pequenas escolhas fazem a diferença
O gesto quase automático de descartar uma embalagem
após o consumo esconde uma engrenagem econômica e tecnológica que a maioria dos
brasileiros ainda desconhece. Os resíduos pós-consumo movimentam hoje um
mercado de ativos ambientais que une a alta tecnologia de rastreamento de dados
ao trabalho minucioso de milhares de profissionais na base da economia
circular. Pensando nisso, a eureciclo, plataforma de economia
circular que busca tornar o mundo mais sustentável através da reciclagem,
apresenta um guia prático com dicas e esclarecimentos sobre as principais
dúvidas sobre o tema para disseminar as boas práticas ambientais.
O EVA pode?
Sim. O resíduo está presente em diversos produtos do dia a dia,
como solados de calçados, brinquedos, tapetes e itens de artesanato. O EVA não
é biodegradável e não se decompõe facilmente na natureza, o que torna seu
descarte correto ainda mais importante. A reciclagem ocorre principalmente por
meio da trituração e reprocessamento do material, que pode ser reaproveitado na
fabricação de pisos emborrachados; solados reciclados; tatames e tapetes.
O que pode ser considerado lixo comum?
É formado por resíduos que não podem ser reciclados nem reaproveitados
de forma viável. Isso acontece porque são materiais contaminados, de difícil
separação ou sem tecnologia adequada para o tratamento. São exemplos de lixo
comum: papel higiênico, guardanapos usados, fraldas descartáveis, absorventes,
esponjas de limpeza e restos de varrição.
Vidro, o “highlander”, também recicla?
SIM! Sabia que o Brasil é um dos maiores recicladores de latas de
alumínio do mundo, mas ainda patina no vidro? Por que alguns materiais
"valem ouro" e outros são "esquecidos"? O alumínio é leve e
compacto. É fácil amassar milhares de latinhas e transportá-las em um
caminhão.O vidro (R$ 0,20 / kilo) vale pouco comparado ao alumínio (R$ 10 /
kilo). O vidro é reciclável, mas deve ser separado de outros materiais.
Caixa de pizza pode?
Se a caixa estiver suja de gordura, não vai para o descarte de
papel. Mas a tampa limpa, vai!
Tampinhas: O "ouro miúdo" das cooperativas
Tampinhas de garrafa são "plástico nobre" e valem muito
para as cooperativas. A ideia é sempre reciclar junto à garrafa.
Importância da reciclagem do óleo de cozinha
Reciclar o óleo de cozinha é uma daquelas pequenas atitudes que
geram um impacto gigantesco (e positivo) no meio ambiente. O óleo de cozinha
não se mistura com a água e é menos denso que ela. Quando chega aos rios e
lagos, ele cria uma película na superfície que impede a entrada de luz solar e
a oxigenação da água, além de entupir canos e aumentar os custos de tratamento
de esgoto.
Selo eureciclo, o GPS do investimento na reciclagem
O selo eureciclo, estampado no rótulo das
embalagens, funciona como um verdadeiro guia que garante que o
investimento da empresa chegou onde o resíduo foi triado, ou seja, nas mãos de
cooperativas e operadores de reciclagem. O crédito de reciclagem gera uma renda
extra para esses profissionais, tornando economicamente viável o resgate de
materiais.
Curiosidade: os códigos dos plásticos (1 a 7) indicam o tipo PET, PEAD, etc e
também a reciclabilidade geral, sendo o 1 com maior taxa de recuperação e
reciclagem.
Outros materiais:
– PET (Polietileno tereftalato, plástico código 1 nas embalagens).
É o plástico mais reciclado do mundo. É leve e impede a saída de gases, por
isso é muito utilizado em garrafas de bebidas. Atualmente é reciclável e
realmente reciclado.
– PEAD (polietileno de alta densidade, código 2). Um dos plásticos
mais comuns (ex: frascos de produtos de limpeza e de higiene) e valorizados na
reciclagem por ser extremamente resistente, rígido e seguro para armazenar
produtos químicos e alimentos. É reciclável e reciclado.
– PVC (Policloreto de Vinila, código 3). PVC é extremamente
versátil: ele pode ser muito rígido (como um cano) ou muito flexível (como uma
mangueira), dependendo dos aditivos utilizados na sua fabricação. É reciclável
e reciclado.
– PEBD (Polietileno de baixa densidade, código 4). É reciclável,
no entanto ao vir sob a forma de sacolas plásticas, por exemplo, acabam não
sendo reciclados por ser algo muito fino de triar e no final acabam resultando
em material de baixa qualidade. Deve ser enviado para reciclagem mesmo assim.
– PP (Polipropileno, código 5). Possui alta resistência química e
suporta bem o calor, é o plástico "que não quebra fácil" ao ser
dobrado. Por isso, é comumente utilizado em embalagens de margarina, potes de
iogurte e comida para micro-ondas.
– PS (poliestireno - código 6). Pode ser rígido (copos
descartáveis) ou expandido (o famoso Isopor) É reciclável, porém sua reciclagem
ainda é um desafio em algumas regiões do país.
- Outros - código 7. Esta categoria engloba plásticos que não se
encaixam nas outras seis ou embalagens feitas de misturas de materiais. Hoje,
esse material não possui reciclagem pela complexidade do processo.
- Longa vida. É complexo por ter camadas de materiais
diferentes e é reciclável, podemos facilitar a reciclagem limpando as embalagens
antes de descartar na coleta seletiva.
A eureciclo trabalha na estruturação de
cadeias de reciclagem para materiais de alta complexidade, como o polipropileno
(PP) e as embalagens de Longa Vida (LV). Ao ir além do tratamento genérico de
resíduos, a certificadora antecipa a recuperação de subgrupos específicos,
criando mecanismos que garantem a rastreabilidade e retorno financeiro para as
cooperativas e operadores parceiros.
Para conhecer melhor o trabalho da eureciclo,
acesse: Link
Sobre a eureciclo
A eureciclo é uma plataforma de economia circular que
conecta empresas, operadores e cooperativas para viabilizar a logística reversa
de embalagens no Brasil. Por meio do seu modelo de compensação ambiental, certifica
a destinação correta de resíduos equivalentes ao volume de embalagens colocadas
no mercado, promovendo impacto ambiental e social positivo. Com atuação em todo
o território nacional, a eureciclo já estruturou uma rede com centenas de
operadores e cooperativas, fortalecendo a cadeia da reciclagem, gerando renda
para milhares de trabalhadores e contribuindo para o avanço da economia
circular no país.

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