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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Panos de prato são foco de bactérias na cozinha; especialista ensina a lavá-los corretament

Item presente em casas de todo o mundo, o pano de prato é um dos maiores vilões ocultos na contaminação de alimentos e superfícies, acumulando milhões de bactérias e fungos. Uma pesquisa realizada por estudantes do curso de biomedicina de Campinas, em São Paulo, mostrou o alto risco de contaminação cruzada associado a itens comuns de cozinha, destacando o pano de prato como um dos principais focos, ocupando o quinto lugar no ranking.

 

A pesquisa identificou que um único pano de prato pode abrigar quase um milhão de bactérias (975 mil). Entre os microrganismos encontrados no estudo estão a E. coli, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, que podem causar desde intoxicações alimentares, com sintomas como diarreia, febre e vômitos, até infecções mais graves em casos extremos, como de garganta e urinária. 

A umidade constante e os resíduos de alimentos presos ao tecido o transformam em um ambiente ideal para a proliferação desses microrganismos. Além do risco invisível à saúde, os panos de prato também acumulam manchas persistentes de gordura, molhos e outros resíduos, que dificultam a limpeza no dia a dia. O problema é duplo: além de favorecer a contaminação cruzada, o uso prolongado sem higienização adequada compromete a aparência dos panos, que perdem a brancura e a sensação de estarem realmente limpos.
 

Cuidados que fazem diferença na rotina 

Uma simples lavagem com água e sabão não é suficiente para eliminar as manchas. Além disso, esse método básico não resolve o problema das manchas mais resistentes, que permanecem no tecido mesmo após a limpeza e deixam os panos com aspecto de usados e malcuidados. 

Adotar uma rotina de higienização frequente e incluir alguns hábitos básicos no dia a dia pode fazer toda a diferença. Pensando nisso, Dr. Elvis Barreto, Head de Pesquisa e Desenvolvimento na Reckitt Industrial, fabricante da marca Vanish, indica algumas práticas:
 

1 - Troca diária: O ideal é que os panos de prato sejam trocados diariamente. Panos utilizados para secar superfícies que entraram em contato com alimentos crus, como carnes e ovos, devem ser substituídos imediatamente.
 

2 - Lavagem separada: Panos de prato devem ser lavados de forma independente, sem contato com outras roupas. Essa prática evita a transferência de germes e resíduos para peças de uso pessoal.
 

3 - Desinfecção e remoção de manchas: Durante o processo de lavagem, produtos específicos podem atuar em diferentes frentes: desinfetar, higienizar e cuidar dos tecidos, permitindo manter os panos não apenas limpos, higienizados, mas também mais brancos, sem manchas e com aparência de novos por mais tempo. Siga as instruções de uso descritas no rótulo das embalagens.
 

4 - Secagem completa: A umidade é um dos principais fatores para a proliferação bacteriana. Após a lavagem, os panos de prato devem ser completamente secos o mais rápido possível. A secagem ao sol dos panos brancos é uma boa opção, já que os raios ultravioletas também ajudam a eliminar os germes¹. Secadoras de roupa também são recomendadas.
 

5 - Separação por uso: É aconselhável ter panos de cores diferentes para finalidades distintas — um exclusivamente para secar a louça limpa, outro para as mãos e um terceiro para a limpeza de superfícies.
 

Implementar medidas simples na rotina, como trocar frequentemente os panos de prato, higienizá-los e secá-los corretamente, neutraliza uma fonte significativa de bactérias, transformando um risco potencial em uma prática de cuidado. Além de proteger a saúde dos moradores, é possível manter os panos de prato limpos, livres de manchas e brancos por mais tempo, um benefício prático que combina higiene, segurança e durabilidade. 



Vanish
Tiktok (@vanishbrasil) e Instagram (@vanish_brasil)


¹ Desinfecção à base de radiação ultravioleta-c: um estudo. Revista RSD: Revista do Sistema de Saúde, 2024. Disponível em: Link

¹ Fonte: NielsenIQ RMS para a categoria de Tratamento de Tecido (definida pela Reckitt Benckiser) para o período de 12 meses que termina 31 de dezembro de 2024 para o mercado varejista total nos seguintes 43 países: Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Grécia, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Arábia Saudita, Eslováquia, Eslovénia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos da América (Copyright© 2024, NielsenIQ)

 

É possível reverter a perda de visão causada pela diabetes, após mudança de hábitos?

Especialista do Hospital CEMA explica quais as melhores formas de evitar a cegueira causada pela doença

 

Uma das consequências possíveis da diabetes não controlada é a perda da visão. Porém, existem muitas dúvidas a respeito, especialmente relacionadas à possibilidade de reverter a cegueira causada pela doença. O oftalmologista do Hospital CEMA, Antônio Sérgio Franca Neves esclarece essa questão. “Embora seja mais difícil reverter a perda da visão, é possível evitar que ela ocorra. Nas fases iniciais, às vezes, nem o tratamento oftalmológico é necessário”, detalha. Ele explica que a principal doença que acomete a visão, nesses casos, é a retinopatia diabética, uma enfermidade ocasionada do descontrole sistêmico da diabetes.

“Não é uma doença específica do olho. Ela acomete também o olho, mas é uma doença sistêmica que precisa ser controlada. Nas fases iniciais, quando há o controle sistêmico, é possível impedir a progressão. Isso é importante, pois nas fases tardias da doença, a cegueira pode ser definitiva”, diz.

A retinopatia diabética provoca danos aos vasos sanguíneos da retina. Quando não controlada, pode evoluir para perda de visão. “Então para evitar o acometimento desses vasinhos, a mensagem é que o controle glicêmico rigoroso é fundamental. Então se controlarmos bem, a chance de sucesso, mesmo em pacientes que tem acometimento e estão evoluindo para o estágio avançado, é bem maior”, explica o médico. Ele esclarece que o mais importante, nesses casos, é que os pacientes com diabetes façam controle oftalmológico, no mínimo, anualmente.


Check-up médico pré-viagem reduz riscos e garante férias mais seguras

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Avaliação clínica prévia ajuda a prevenir intercorrências e garante maior segurança nas viagens
 

Realizar um check-up médico antes de viajar, especialmente em trajetos longos ou para destinos com clima, altitude ou condições sanitárias diferentes, é uma medida fundamental para garantir férias mais tranquilas e sem imprevistos. A orientação é do médico Núncio Sól, coordenador do curso de Medicina da Faseh, que reforça a importância da avaliação individualizada para prevenir problemas de saúde durante o deslocamento. 

Segundo o especialista, pessoas sem doenças prévias devem buscar uma consulta com um clínico geral (ou pediatra, no caso de crianças) para uma avaliação geral. “Nessa consulta, o médico poderá checar a necessidade de vacinas específicas, como a de febre amarela, que deve ser aplicada com no mínimo 10 dias de antecedência”, explica. A solicitação de exames complementares, quando necessária, depende da avaliação clínica. 

Para pessoas com doenças crônicas, o check-up deve ser realizado com o médico que já acompanha o paciente. “É essencial atualizar exames de rotina, obter receitas para medicamentos de uso contínuo suficientes para todo o período da viagem e receber orientações especiais sobre o destino”, destaca Núncio Sol. Entre as recomendações podem estar o uso de meias de compressão em viagens longas, cuidados com o clima, altitude e culinária local. 

No caso de viagens internacionais, o médico reforça a importância de pesquisar como funciona o sistema de saúde do país de destino e contratar um seguro-viagem. “Isso evita surpresas e garante assistência adequada em caso de necessidade”, acrescenta.
 

Exames mais indicados no check-up pré férias

A avaliação com o médico de referência é sempre a mais recomendada, já que ele possui o histórico completo do paciente. Para pessoas sem doenças instaladas, podem ser solicitados exames básicos, como por exemplo hemograma completo, glicemia, colesterol e urina. 

A necessidade de exames adicionais depende da condição de saúde e dos fatores de risco de cada paciente. Pessoas com hipertensão, diabetes, problemas cardíacos ou outras condições devem procurar o médico assistente antes da viagem. Além da avaliação clínica, o paciente deve obter esclarecimentos sobre possíveis impactos do destino em sua condição de saúde, como variações de temperatura, altitude elevada, consumo de alimentos locais ou longos períodos sentado.
 

O que levar no kit básico de saúde

Um kit básico pode prevenir desconfortos e facilitar o cuidado imediato em pequenos incidentes. Entre os itens recomendados estão:

  • medicamentos de uso contínuo em quantidade superior ao tempo total da viagem
  • analgésico de uso habitual
  • antialérgico já conhecido pelo paciente
  • repelentes, curativos e antissépticos (especialmente para destinos rurais ou com maior exposição a insetos)

“Planejar a saúde antes de viajar é tão importante quanto planejar o roteiro. Pequenas medidas fazem toda a diferença para evitar contratempos e garantir dias de descanso realmente proveitosos”, conclui Núncio Sól.

 

Faseh



Risco de infartos sobe no fim do ano, alerta cardiologista

Pesquisa internacional aponta aumento expressivo de eventos cardíacos durante o período festivo

 

As festas de fim de ano trazem um aumento relevante nos casos de problemas cardíacos. De acordo com dados divulgados pela American Heart Association, essa época está associada a um risco cerca de 15% maior de ataques cardíacos — incluindo uma probabilidade quase 40% superior de ocorrência de infarto especificamente na véspera de Natal. O clima emocional intenso, a mudança de rotina e os excessos típicos desse período ajudam a explicar esse cenário.

 

A cardiologista Dra. Fernanda Douradinho explica que o final do ano é marcado por múltiplos fatores que elevam significativamente a sobrecarga do coração. “O fim de ano é marcado por balanços pessoais, conflitos familiares, gastos excessivos e sensação de esgotamento — tudo isso eleva catecolaminas, aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial”, destaca.

 

Somado ao estresse, há ainda os excessos alimentares e alcoólicos característicos do Natal e do Réveillon. “A alimentação típica das festas aumenta a pressão arterial e sobrecarrega o sistema cardiovascular. Já o consumo exagerado de álcool pode desencadear a ‘holiday heart syndrome’, levando a arritmias mesmo em pessoas sem histórico cardíaco”, afirma. Noites mal dormidas, desidratação e altas temperaturas — comuns no verão brasileiro — intensificam o risco cardiovascular.

 

A negligência diante de sinais de alerta também contribui para a gravidade dos quadros. “Durante as comemorações, muitos confundem dor no peito, falta de ar ou mal-estar com efeitos da comida, do álcool ou do cansaço — e isso atrasa o atendimento e aumenta a mortalidade”, reforça a cardiologista. Entre os sintomas que não devem ser ignorados estão dor torácica, irradiação para braço ou mandíbula, sudorese fria, náuseas, palpitações e cansaço extremo.

 

Para reduzir riscos, a médica orienta a adotar atitudes preventivas simples: moderar nas porções, evitar alimentos muito gordurosos ou salgados, hidratar-se adequadamente, priorizar boas noites de sono e não interromper o uso de medicações — especialmente para quem viaja ou altera horários de rotina. Procurar atendimento médico imediato diante de qualquer sinal suspeito é essencial.

 

Em sua mensagem final, a Dra. Fernanda reforça a importância da moderação. “O fim do ano é um momento especial e festivo, mas não suspende a necessidade de cuidado com o coração. Os excessos são pontuais, mas seus efeitos podem ser intensos em quem já tem fatores de risco ou ainda não sabe que é portador de cardiopatia. Aproveitar as festas com equilíbrio, descanso adequado e atenção ao corpo faz toda a diferença.”

 

Fernanda Douradinho da Rocha Silva - médica cardiologista, formada em 2007 pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (Centro Universitário Lusíadas). Realizou residência em Clínica Médica (2008–2010) e Cardiologia (2010–2012) no Hospital Ana Costa, em Santos. Possui título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia desde 2013. Atualmente, atua como médica diarista nas Unidades de Terapia Intensiva de Cardiologia do Hospital Ana Costa e do Hospital Guilherme Álvaro, e também coordenadora da UTI cardiológica do Hospital Guilherme Álvaro, professora da disciplina de Urgência e Emergência da Faculdade de Medicina da UNAERP e mantém seu consultório de cardiologia na Av. Ana Costa, em Santos.


Comunicado

 Operação policial contra fabricação e comercialização ilícita de tirzepatida

 

Como empresa farmacêutica levamos a segurança do paciente a sério e acreditamos que a investigação da Polícia Federal, com apoio da Anvisa e conhecida como Operação Slim, é um passo importante para proteger a saúde pública.

A Lilly tem alertado há muito tempo sobre os graves riscos à saúde associados à manipulação em escala industrial. As imagens divulgadas na operação de hoje reforçam essas preocupações: locais de fabricação em condições sanitárias inadequadas, materiais a granel armazenados ou descartados sem embalagem apropriada, e produtos manuseados sem a esterilidade e os controles exigidos por lei. 

Este incidente destaca novamente como esses medicamentos manipulados em escala industrial colocam vidas em perigo. Produtos adquiridos de fontes não regulamentadas não oferecem nenhuma garantia sobre o que está sendo injetado no corpo dos pacientes. Esses produtos não são testados, não são regularizados e podem representar riscos de segurança potencialmente fatais. Os pacientes necessitam de medicamentos seguros, eficazes e clinicamente testados — não imitações que trazem risco à sua saúde. 

“Tudo isso evidencia o quanto organizações mal-intencionadas estão colocando vidas em risco ao comercializar medicamentos ilícitos. Quem compra medicamentos manipulados fabricados em larga escala não tem como saber realmente o que está consumindo. Esses produtos não são testados, não possuem supervisão regulatória e podem representar sérios riscos para os pacientes, inclusive risco de morte. Os pacientes merecem medicamentos seguros, eficazes e clinicamente testados — não versões perigosas. A Lilly mantém seu compromisso de colaborar com órgãos reguladores e autoridades para proteger o público dos perigos representados por medicamentos ilegais e inseguros”, afirma o dr. Luiz André Magno, Diretor Médico Sênior da Lilly Brasil. 

A Lilly não fornece tirzepatida para farmácias de manipulação, clínicas médicas, centros de bem-estar, varejistas online ou qualquer outro fabricante, e a maioria das pessoas não tem ideia de que os medicamentos manipulados que estão tomando podem vir de fontes estrangeiras perigosas e ilícitas. Muitas das entidades estrangeiras que supostamente fabricam tirzepatida e a enviam para o Brasil nunca foram inspecionadas por qualquer agência reguladora – nem pela Anvisa, nem pela Food and Drug Administration (FDA, agência reguladora dos EUA). 

As versões de tirzepatida manipuladas não tiveram sua segurança, eficácia e qualidade avaliadas pela Anvisa, e, portanto, representam riscos potencialmente graves para os pacientes. Ninguém deveria ser autorizado a vender medicamentos não testados, não regulamentados e não comprovados. 

Continuamos preocupados com a produção industrial de medicamentos manipulados e outras práticas inseguras. A Lilly continuará cooperando plenamente com as autoridades, apoiando investigações e reforçando nosso compromisso de proteger a segurança dos pacientes contra os perigos representados por medicamentos ilegais e inseguros.


Dezembro Laranja reforça a importância da prevenção ao câncer de pel

Especialista em cirurgia dermatológica e estética médica avançada alerta para cuidados diários e atenção aos sinais da pele 

O Dezembro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre o câncer de pele, reforça anualmente a importância da fotoproteção contínua e da detecção precoce. A iniciativa destaca que pequenas mudanças na rotina podem reduzir significativamente o risco da doença — o tipo de câncer mais comum no Brasil.

 

Segundo a Dra. Elisa Parra, cirurgiã e especialista em cirurgia dermatológica, o uso diário do filtro solar é um dos pilares dessa prevenção, independentemente do clima ou da exposição direta ao sol.

“Tanto a radiação UVA quanto a UVB atingem nossa pele mesmo quando o sol não aparece. A UVA atravessa nuvens e vidros, está presente o dia todo e é a principal responsável pelo envelhecimento precoce e pelas mutações de longo prazo. Já a UVB causa queimaduras e danos diretos ao DNA. Por isso, a fotoproteção deve ser contínua”, explica.

 

Com o aumento das atividades físicas ao ar livre — como corrida de rua, ciclismo, caminhada, treinos em parques, esportes urbanos e até modalidades como triathlon — o cuidado precisa ser redobrado.

  

Elisa Tripoloni Parra - médica cirurgiã formada pela Santa Casa de Santos, com pós-graduação em Cirurgia Dermatológica e Medicina Integrativa. Há mais de sete anos, atua com Estética Médica Avançada, sempre com foco em saúde, bem-estar e longevidade. Seu trabalho se destaca pelo uso de procedimentos minimamente invasivos e abordagens regenerativas para promover resultados naturais e uma melhor qualidade de vida aos pacientes.



Detox digital: quando se desconectar significa cuidar do cérebro


Neurologista do Hospital Santa Catarina - Paulista explica como o afastamento das redes sociais ajuda a reduzir ansiedade, melhorar o sono e recuperar o foco
 

Cada vez mais pessoas estão optando por se afastar temporariamente, ou até de forma definitiva, das redes sociais. O movimento, que ganhou força nos últimos meses, não é apenas uma tendência, mas reflexo de um esgotamento real provocado pela hiperconectividade. Em média, os brasileiros passam 9 horas e 13 minutos por dia na internet, de acordo com o Relatório Digital 2024, produzido pela We Are Social.

Segundo o neurologista Dr. Frederico Mennucci de Haidar Jorge, do Hospital Santa Catarina - Paulista, essa pausa é benéfica para o cérebro e para a mente. “Esse movimento ajuda na saúde mental e neurológica, porque faz uma limpeza desse hiperestímulo do circuito de dopamina e permite uma volta ao tempo analógico. As pessoas finalmente estão percebendo o quanto essa vida mergulhada na tecnologia satura, estressa e desgasta”, explica. 

O uso excessivo de celulares e redes sociais ativa de forma contínua o sistema de recompensa do cérebro, responsável pela liberação de dopamina, o neurotransmissor do prazer. Esse estímulo constante interfere nos mecanismos de atenção, emoção e sono. O resultado é um estado de ansiedade e inquietação quase permanente. “Os vídeos curtos, como os de TikTok ou Reels do Instagram, sequestram a atenção e fazem o cérebro entrar em um ciclo de expectativa. A pessoa fica esperando algo interessante, e quando volta à rotina, tudo parece menos excitante, o que aumenta a frustração e a ansiedade”, diz o especialista. 

Estudos confirmam os efeitos positivos de reduzir o tempo de tela. Uma pesquisa publicada em 2025 na revista BMC Medicine mostrou que limitar o uso de smartphones a duas horas por dia durante três semanas melhorou significativamente o bem-estar, o sono e reduziu sintomas depressivos e de estresse. Outra revisão científica, divulgada em 2023 no PubMed, aponta que reduções graduais no uso de dispositivos trazem resultados mais sustentáveis do que interrupções bruscas. 

De acordo com o especialista do Hospital Santa Catarina - Paulista, o uso exagerado das redes sociais também está diretamente ligado à dificuldade de concentração, à procrastinação e à queda no desempenho cognitivo. O consumo contínuo de informações fragmentadas e estímulos visuais rápidos exige um esforço constante do cérebro para alternar o foco entre diferentes conteúdos, o que acaba desgastando a atenção sustentada.

“As redes sociais consomem energia mental e reduzem o foco nas próprias tarefas, uma vez que o cérebro é recompensado instantaneamente por likes, notificações e novidades, em detrimento da realização de atividades reais, que demandam mais tempo e paciência. Esse mecanismo de recompensa imediata interfere na capacidade de planejar e concluir tarefas do dia a dia e traz prejuízos para o indivíduo”, revela o Dr. Mennucci.
 

O que fazer?

O segredo está no uso consciente da tecnologia. O especialista recomenda:

- Reservar horários específicos do dia para checar redes sociais;

- Evitar o celular durante atividades como refeições, estudos, conversas ou

momentos de descanso;

- Desativar notificações e avisos;

- Deixar o celular longe do quarto à noite;

- Criar espaços livres de tecnologia; 

“O ideal é usar a tecnologia em blocos de tempo, e não misturar com o cotidiano. Assim, o cérebro consegue se reorganizar e manter um ritmo mais saudável”, orienta. Um dos sinais de alerta é o chamado “loop digital”, quando a pessoa percebe que está abrindo o mesmo aplicativo várias vezes em poucos minutos. Esse comportamento indica que o uso do celular já se tornou automático, e nesse momento é fundamental interromper o ciclo e fazer uma pausa real. 

Por fim, o neurologista do Hospital Santa Catarina - Paulista ressalta que mais do que eliminar aplicativos, o detox digital propõe uma nova forma de relação com o mundo virtual, uma reconciliação entre o tempo online e o tempo real. Reaprender a se desconectar, ainda que por algumas horas ao dia, pode ser o primeiro passo para reconquistar foco, tranquilidade e qualidade de vida. Longe de ser um luxo, a prática é uma forma moderna (e necessária) de higiene mental.

 

Diagnóstico rápido no esporte impulsiona recuperação de atletas e reduz complicações

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Tecnologias como raio-X portátil permitem que exames sejam realizados de imediato e com baixa radiação em emergências

 

Em modalidades como futebol, basquete, atletismo, e outros esportes de impacto e contato físico, a agilidade na identificação de lesões após quedas ou acidentes é determinante para definir e iniciar o tratamento de modo a evitar agravamentos e reduzir o tempo de recuperação. Em atendimentos emergenciais e no ambiente esportivo, tempo e precisão são fatores essenciais para preservar a saúde e o desempenho dos atletas. Por isso, especialistas reforçam a importância de integrar tecnologias que permitam diagnósticos rápidos e seguros, diretamente no local da prática esportiva. 

Dr. Caio Bezerra, médico radiologista do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, afirma que o especialista tem papel central na avaliação inicial de traumas, sendo responsável por identificar rapidamente alterações estruturais como fraturas, deslocamentos articulares e hemorragias que orientam toda a conduta médica. De acordo com ele, a interpretação precisa das imagens é o primeiro passo para um manejo adequado e seguro, especialmente em situações em que minutos podem alterar completamente o prognóstico. 

O especialista ressalta que a demora na realização de exames pode agravar lesões, aumentar o risco de infecções, prolongar o tempo de recuperação e até comprometer o retorno do atleta às atividades. Um diagnóstico tardio também pode levar a intervenções incorretas e à perda funcional, além de colocar em risco a vida do paciente em casos mais graves, como traumas torácicos ou cranianos. Por isso, reforça que nunca se deve subestimar uma dor ou trauma, por menor que pareça, pois o diagnóstico por imagem é uma ferramenta decisiva para detectar lesões precocemente e evitar complicações futuras. 

O avanço de tecnologias portáteis tem transformado as emergências esportivas. Equipamentos que permitem a realização de exames no local de prática, áreas externas, tendas de atendimento temporário, estádios, macas, ambulâncias, e mesmo em ambientes domiciliares, facilitam o trabalho de equipes médicas e ampliam a segurança dos pacientes. 

Para Dr. Caio, essa mobilidade agiliza o processo, reduz riscos associados ao deslocamento de pacientes instáveis e contribui diretamente para decisões médicas em tempo real. “As imagens digitais podem ser compartilhadas de forma imediata entre radiologistas, ortopedistas e fisioterapeutas, permitindo uma conduta integrada e precisa desde os primeiros minutos após o trauma”, aponta. 

Na avaliação clínica de atletas, a radiologia também atua na prevenção de lesões e no acompanhamento da reabilitação. Microlesões, fraturas por estresse, rupturas ligamentares e sobrecargas podem ser identificadas antes de evoluírem para quadros mais graves, garantindo que o tratamento seja iniciado rapidamente e que o retorno ao esporte ocorra de forma segura e eficiente. O acompanhamento por imagem durante o processo de recuperação auxilia na definição de ajustes no plano terapêutico e na determinação do momento ideal para a retomada das atividades. 

Para atender às demandas de ambientes esportivos e emergenciais, a FUJIFILM, líder mundial em produtos e serviços fotográficos, se destaca no segmento de healthcare por meio de equipamentos e soluções portáteis de diagnósticos por imagem. A empresa é pioneira no desenvolvimento do primeiro aparelho de raio-X digital em 1983 e, com isso, tem ampliado o uso de tecnologias portáteis que oferecem alta qualidade diagnóstica com baixa dose de radiação. 

O equipamento FDR Xair é um exemplo dessa evolução. Com apenas 3,5 kg, ele é o mais leve do mercado e pode ser facilmente transportado para locais remotos, estádios, ambulâncias ou residências. Sua operação simples permite que exames sejam realizados com rapidez e segurança, sem necessidade de deslocar pacientes. O gerador de baixa potência possibilita o uso em ambientes sem blindagem radiológica, mantendo níveis baixos de radiação, o que está alinhado às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que regem os serviços de radiografia médica e reforçam a importância de evitar exposições desnecessárias. 

Com doses significativamente reduzidas e alta sensibilidade de detecção, o aparelho representa o equilíbrio defendido em diretrizes internacionais como da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). 

“A mobilidade do FDR Xair representa uma mudança significativa na assistência a pacientes contundidos e atletas. Ele combina leveza, precisão e baixa radiação, permitindo que o diagnóstico seja feito onde o paciente está, com agilidade e segurança”, afirma Emerson Stein, diretor da divisão médica da FUJIFILM no Brasil.

Segundo ele, os avanços em pós-processamento e em inteligência artificial também têm ampliado a capacidade de detectar lesões rapidamente e de priorizar casos que exigem intervenção imediata, o que reforça a importância de tecnologias inovadoras para cenários esportivos e emergenciais.




CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Fujifilm Brasil   
Fujifilm.


Óculos de sol falsificados podem causar danos irreversíveis à visão, alerta oftalmologista

Com a chegada do verão e o aumento de vendas de produtos irregulares, cresce o risco de queimaduras oculares, aceleração de catarata e até lesões que podem levar à perda de visão. O oftalmologista Dr. Hallim Féres Neto explica como identificar bons óculos de sol e por que proteger os olhos é tão essencial quanto usar protetor solar na pele 

 

A popularização de óculos de sol como item de estilo e o aumento das compras por impulso especialmente no verão têm elevado os casos de problemas oculares relacionados ao uso de lentes sem proteção adequada. E o alerta é sério.

“Muitas pessoas escolhem os óculos pensando apenas no visual, mas a principal função dele é bloquear a radiação ultravioleta. Ele é para os olhos o que o protetor solar é para a pele”, explica o oftalmologista Dr. Hallim Féres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia Diretor Técnico da Prisma Visão.

A radiação UVA e UVB, quando não filtrada pelas lentes, atravessa as estruturas oculares e atinge regiões profundas, podendo causar danos importantes.
“Parte dessa radiação chega ao fundo do olho e pode provocar lesões graves, algumas irreversíveis”, reforça Hallim.

E há um agravante pouco conhecido pela população, quanto mais jovem a pessoa, maior a porcentagem de radiação que chega à retina e à córnea. Por isso, crianças precisam de atenção redobrada.

Segundo Dr. Hallim, a exposição solar sem proteção adequada pode causar:

  • Queimaduras oculares
  • Pterígio (tecido que cresce sobre a superfície do olho)
  • Ceratites (inflamação da córnea)
  • Aceleração da catarata
  • Degeneração macular (perda da visão central)

“Isso não é exagero: são danos que vemos diariamente no consultório. Muitos poderiam ser evitados com um simples cuidado preventivo”, afirma o especialista. 

Ao contrário do que muitos pensam, usar uma lente escura sem proteção UV é pior do que não usar óculos nenhum. “Lentes escuras relaxam as pálpebras e as pupilas, fazendo com que elas abram mais. Sem proteção UV, isso permite que a radiação penetre com ainda mais força”, explica o oftalmologista.

Ou seja, o preço baixo tem um custo que pode sair caro, a saúde ocular.

Como escolher bons óculos de sol:
 

1-Use óculos escuros todos os dias, especialmente no verão, assim como usa protetor solar;

2-Prefira lentes envolventes, que também protegem as laterais dos olhos;

3-Cheque o selo de proteção UVA e UVB. Sem essa informação, não compre, mesmo que a lente seja escura;

4-Cores diferentes não significam mais ou menos proteção. Verde, cinza, âmbar, vermelha ou até transparente podem proteger igualmente;

5-Cuidado com preços muito baixos. Lentes inadequadas oferecem risco maior do que não usar óculos;

6-Consulte o oftalmologista antes de comprar. Ele pode orientar sobre modelos ideais para cada necessidade;

7-Para crianças, dê preferência a armações resistentes, confortáveis e sempre com proteção UV comprovada.


Dr. Hallim reforça que o uso de óculos de sol deve ser encarado como um cuidado básico e diário. “Proteção ocular é prevenção. É sobre saúde, não sobre moda. Investir em óculos de qualidade significa evitar doenças evitáveis e preservar a visão ao longo da vida.”




Dr. Hallim Feres Neto @drhallim - CRM-SP 117.127 | RQE 60732 - Oftalmologista Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Instagram: drhallim
Portal: https://www.drhallim.com.br


Acidentes com fogos de artifício somaram mais de 300 internações em 2024

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Artefato muito utilizado nas festas de fim de ano trazem sérios riscos com manuseio inadequado; Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão alerta que queimaduras, fraturas e amputações estão entre os acidentes mais comuns

 

Com a chegada das festas de fim de ano, fogos de artifício se tornam presença garantida nas comemorações de Natal e, principalmente, no Réveillon. O que quase nunca entra na contagem regressiva são os riscos escondidos por trás desse costume tão tradicional. Queimaduras graves nas mãos e nos dedos, lesões com sequelas permanentes estão entre os acontecimentos mais comuns em acidentes envolvendo esses artefatos, muitas vezes por falta de proteção ou pelo manuseio inadequado dos explosivos.

Dados do Ministério da Saúde mostram a demanda nos serviços ambulatoriais do SUS nos últimos anos, relacionados à questão. Entre queimaduras e lesões provocadas pelo manuseio inadequado, foram contabilizados 103 atendimentos em 2020, 195 em 2021, 282 em 2022, 97 em 2023 e 162 em 2024. Quando os ferimentos são mais graves, o atendimento acaba evoluindo para internação hospitalar, e os números também preocupam. Foram 347 internações em 2020, 339 em 2021, 372 em 2022, 348 em 2023 e 377 em 2024. Nesse cenário, Bahia, São Paulo e Minas Gerais foram os estados com maior volume de casos, reunindo pacientes que precisaram enfrentar longos períodos de tratamento, reabilitação e possíveis sequelas permanentes.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Rui Barros, ressalta que a diversão só é segura quando a prevenção vem em primeiro lugar. “Fogos de artifício não são brinquedo e não devem, em hipótese alguma, ser manipulados por crianças e nem próximo delas. Mesmo entre adultos, é essencial seguir todas as instruções do fabricante: acender os fogos longe do corpo, nunca reaproveitar aqueles que falharam, manter distância após o disparo e jamais improvisar com recipientes caseiros”, lista. “A maioria das lesões graves que chegam aos hospitais poderia ser evitada com ações simples. Quando um foguete explode próximo às mãos, o risco de fraturas, queimaduras profundas, amputações e sequelas permanentes é muito alto”, completa. 

Além das lesões graves, os acidentes com fogos também podem levar a óbito.
De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), no Brasil, a situação resultou em 5 mortes em 2020, 13 em 2021, 16 em 2022, 12 em 2023 e 16 em 2024.
 

“Quando um acidente com fogos de artifício acontece, o atendimento rápido com um especialista é fundamental para reduzir danos e preservar a função das mãos. Mas a melhor forma de evitar sequelas é impedir que o acidente aconteça, e isso começa com informação, cautela e respeito ao uso seguro dos fogos”, conclui.

  

SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão


O mito da bexiga pequena: quando a urgência urinária é causada por hábitos e não pelo tamanho da bexig

Entenda por que a maioria das pessoas que acredita ter “bexiga pequena” está, na verdade, lidando com comportamentos que alteram o funcionamento do órgão.


A queixa de “bexiga pequena” é extremamente comum nos consultórios de urologia. Pessoas que urinam muitas vezes ao dia, acordam várias vezes à noite ou não conseguem sair de casa sem ir ao banheiro antes acreditam que nasceram com um órgão de capacidade reduzida. Mas na prática, segundo o urologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Alexandre Sallum Bull, essa percepção raramente corresponde a um problema anatômico. 

“A capacidade normal da bexiga de um adulto varia entre 300 e 500 ml. Quando alguém sente vontade de urinar com 50 ou 100 ml, o mais provável é que a bexiga esteja condicionada a funcionar de forma inadequada e não que ela seja realmente pequena”, explica o médico.
 

A bexiga aprende e hábitos ruins ensinam o órgão a funcionar mal

A bexiga é controlada por reflexos neurológicos e padrões de comportamento. Isso significa que, assim como o intestino e o sono, ela se adapta à rotina diária. 

Alguns comportamentos comuns acabam treinando o órgão a esvaziar antes da hora:

  • urinar “por garantia”, mesmo sem vontade real
  • ir ao banheiro toda vez que passa por um
  • segurar a urina por longos períodos
  • consumir cafeína em excesso
  • ansiedade e tensão constante
  • fazer força para acelerar o jato (“xixi forçado”)

“Quando a pessoa urina repetidamente sem necessidade, ela reduz o limiar que o cérebro interpreta como ‘vontade’. Com o tempo, a bexiga perde a tolerância ao enchimento e passa a dar sinais antes do volume adequado”, afirma o especialista Alexandre Sallum Bull. 

É um processo progressivo, quanto mais vezes a pessoa vai ao banheiro sem necessidade, mais frequentemente sentirá urgência.
 

Quando os hábitos viram sintomas: a bexiga hiperativa

Se esse padrão se mantém por meses ou anos, o paciente pode desenvolver bexiga hiperativa, uma condição caracterizada por:

  • urgência urinária
  • aumento do número de micções
  • noctúria (acordar à noite para urinar)
  • escapes involuntários em alguns casos 

“É uma condição muito comum, mas frequentemente confundida com ‘bexiga pequena’ ou com o envelhecimento natural. Não é nenhum dos dois”, destaca o urologista.
 

Fatores que agravam o problema

A rotina moderna contribui fortemente para o aumento dessas queixas:

  • cafeína e energéticos irritam a bexiga e aumentam a produção de urina
  • pouca ingestão de água torna a urina mais concentrada e irritativa
  • estresse e ansiedade aumentam a sensibilidade vesical
  • sedentarismo e obesidade pioram a pressão sobre o trato urinário

Quando investigar: nem tudo é hábito

Apesar de a maioria dos casos ser comportamental, existem situações em que é necessário fazer exames:

  • dor ao urinar
  • sangue na urina
  • febre
  • dor na região pélvica
  • jato urinário fraco
  • histórico de infecções frequentes

Esses sinais podem indicar infecção urinária, cálculos renais, cistite intersticial, prostatite ou hiperplasia prostática, condições que precisam de acompanhamento médico.
 

Tratamentos eficazes e baseados em evidências

O tratamento é definido conforme a causa, mas costuma envolver:
 

1. Reeducação vesical

Treinamento gradual para aumentar a capacidade de armazenamento da bexiga.
 

2. Ajustes comportamentais

Redução de irritantes (café, chás, álcool), melhora da hidratação e abandono do “xixi por garantia”.
 

3. Fisioterapia pélvica

Fortalecimento muscular do assoalho pélvico, importante para melhorar o controle urinário.
 

4. Medicações específicas

Indicadas para quadros de urgência e hiperatividade vesical.
 

5. Toxina botulínica

Para casos mais graves, a aplicação na bexiga reduz contrações involuntárias e melhora significativamente os sintomas. 

“O mais importante é que existe tratamento. A pessoa não precisa aceitar viver limitada ou acreditando que a bexiga é menor do que deveria. Em quase todos os casos, conseguimos restaurar o funcionamento adequado”, afirma o Dr. Sallum. 

Quando a frequência urinária interfere no sono, no trabalho, nas atividades físicas ou na rotina diária, é hora de buscar orientação médica. A bexiga tem plena capacidade de se adaptar, basta ensinar o órgão a trabalhar da maneira correta.

Dr. Alexandre Sallum Bull CRM 129592 - Médico Urologista, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)
 


Verão, piscina e mar: por que as otites aumentam e como evitá-las, segundo especialistas

Com a combinação de calor intenso, umidade e mais horas dentro d’água, cresce o número de atendimentos por otite externa, a chamada otite de verão. Especialistas explicam sintomas, riscos e o que fazer para prevenir o problema que afeta principalmente crianças.

 

Com a chegada das temperaturas mais altas, praias e piscinas passam a fazer parte da rotina de adultos e crianças. Mas, junto com o lazer, cresce também a procura por atendimento médico por conta da chamada otite de verão, inflamação no canal auditivo que se torna mais comum nesta época.

“A água entra no ouvido, não seca totalmente e deixa a pele úmida por muito tempo. Isso favorece pequenas fissuras no canal auditivo que facilitam a entrada de bactérias e fungos”, explica a otorrinolaringologista Dra. Maura Neves, médica da USP.

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Roberta Pilla, membro da ABORL-CCF, a situação piora quando há trauma local provocado pela introdução de objetos.
“Muita gente coloca cotonete, palito ou até tampa de caneta para ‘coçar’. Isso machuca, remove a cera que é um mecanismo de proteção e aumenta muito o risco de infecção”, destaca.

Além disso, condições como eczema, alergias, psoríase e descamação do conduto auditivo também predispõem à otite externa.
 

Os sinais mais frequentes incluem:

  • Sensação de ouvido tampado
  • Redução da audição
  • Dor aguda
  • Zumbido
  • Tontura
  • Febre

“Em geral, a perda auditiva é temporária, mas, em quadros mais graves, pode ocorrer perfuração do tímpano, o que prolonga os sintomas”, alerta Dra. Maura.

O tratamento da otite externa deve ser feito sempre com um otorrinolaringologista, que prescreverá as medicações corretas. Em muitos casos, recomenda-se evitar mar e piscina por cerca de 10 dias.

Já a falta de tratamento adequado pode gerar complicações. “Pode ocorrer infecção mais profunda, comprometimento da cartilagem, dor intensa e até sequelas auditivas, como zumbido persistente”, afirma Dra. Roberta.

Segundo as especialistas, pequenas atitudes evitam a maioria dos casos:

  1. Seque suavemente a orelha com a ponta de uma toalha após nadar.
  2. Se sentir água presa, incline a cabeça para o lado e encoste a orelha na toalha.
  3. Se houver secreção escura ou amarelada, procure um otorrino imediatamente.
  4. Nunca use cotonete dentro do ouvido. Ele serve apenas para limpar a parte externa.
  5. Evite coçar o ouvido com objetos. Em crianças, redobre a atenção.
  6. Não use gotas caseiras. Apenas o médico pode indicar o tratamento correto.

 


Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista. Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF. Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP


Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022). 2019-2020: Presidente do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF. 2021- 2022: Secretaria Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF
. Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP/São Paulo).


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