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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

É possível utilizar a nota do Enem em universidades no exterior? Veja o que diz especialista

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Portugal é o único país que aceita a nota do exame como substituta dos vestibulares locais; em outros destinos, o Enem pode compor o dossiê de candidatura 

 

Com a divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na sexta-feira (16), muitos estudantes começam a projetar os próximos passos da vida acadêmica. Para além das universidades públicas e institutos federais no Brasil, a nota também pode abrir portas para oportunidades de estudo fora do país. 

 

Criado em 1998, o Enem ganhou força em 2009, com a implantação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o que ampliou sua visibilidade internacional. Mas foi em 2014 que ocorreu um marco decisivo: a Universidade de Coimbra, em Portugal, tornou-se a primeira instituição estrangeira a aceitar oficialmente o vestibular como critério de seleção para estudantes brasileiros, por meio de convênios com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 


Atualmente, cerca de 26 universidades em Portugal aceitam a nota como base para admissão, tanto em instituições públicas quanto privadas. O país é o único, além do Brasil, que aceita o exame como substituto dos vestibulares locais.   

Roberta Mayumi, coordenadora do High School Americano e Internacional Counselor da FourC Bilingual Academy, aponta que cada universidade estabelece suas próprias regras, como nota mínima, pesos específicos por área e o prazo de validade da nota, geralmente entre quatro e cinco anos.   


Já universidades de outros países europeus, como Espanha, Itália e França, exigem competências além do desempenho no Enem, como histórico escolar e atividades extracurriculares: “Nesses casos, a nota do exame nacional pode integrar o dossiê do processo seletivo, ajudando a contextualizar o desempenho acadêmico do candidato, mas não garante a aprovação”, explica. 

 

Nos Estados Unidos, o Enem não faz parte do processo oficial de admissão. As universidades avaliam o candidato a partir do histórico escolar (GPA), redações pessoais, atividades extracurriculares, cartas de recomendaçãoe proficiência em inglês. No Canadá, a nota pode ser solicitada como documento adicional, mas tem peso limitado frente às notas do ensino médio e aos requisitos linguísticos.  

 

Preparação e planejamento econômico 

 

Para quem decidiu estudar fora, o primeiro passo está na preparação acadêmica e econômica. Além do orçamento, é importante verificar toda a documentação exigida pela instituição e país de escolha. Também é importante ficar de olho nos prazos, que podem variar de acordo com cada universidade ou política interna.  


"Nesse cenário, a escola deve desempenhar um papel estratégico ao orientar escolhas acadêmicas desde cedo, desenvolver competências como escrita argumentativa e pensamento crítico, incentivar atividadesextracurriculares e apoiar a preparação para exames de proficiência", complementa Roberta. 

 

A quem focou apenas no Enem, a conselheira internacional recomenda priorizar as faculdades portuguesas, mas também lembra que o exame pode ser considerado na concessão de bolsas de estudo --- ainda que não seja o único aparelho avaliativo.  

 

FourC Bilingual Academy 

 

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