As altas temperaturas que atingem a capital paulista e diversas regiões do país exigem atenção redobrada especialmente quando o assunto é saúde do coração. Mais do que desconforto, o calor intenso impõe um esforço adicional ao organismo e pode desencadear desidratação, exaustão térmica e o agravamento de doenças crônicas.
Entre os sistemas mais impactados está o cardiovascular, responsável por adaptar o corpo às altas temperaturas. Em ambientes muito quentes, o corpo ativa mecanismos para dissipar calor, como a vasodilatação e o aumento da sudorese. Esse processo pode levar à queda da pressão arterial e exigir maior esforço do coração para manter a circulação adequada. Em situações extremas, os efeitos incluem tontura, náusea, dor de cabeça, confusão mental e até perda de consciência.
De acordo com especialista do Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP), em dias muito quentes o corpo passa por uma série de adaptações fisiológicas que impactam diretamente o sistema cardiovascular. O calor excessivo também pode comprometer o funcionamento de órgãos vitais, como cérebro, rins, fígado e pulmões. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas — especialmente cardiovasculares — estão entre os grupos mais vulneráveis.
“Em
pessoas com doenças cardiovasculares, essas alterações podem agravar sintomas e
aumentar o risco de mal-estar, falta de ar, palpitações e, em situações
extremas, infarto ou AVC (Acidente vascular cerebral)”, explica Prof. Dr. Luiz
Aparecido Bortolotto, Diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do InCor.
Cuidados
essenciais nos dias mais quentes
Para minimizar os impactos do calor intenso, o InCor recomenda a adoção de medidas simples, mas eficazes:
- Reforce
a hidratação: beba água regularmente, mesmo sem sentir
sede
- Prefira
refeições leves: frutas, saladas e alimentos naturais ajudam
na regulação térmica
- Evite
atividades físicas nos horários mais quentes,
entre 10h e 16h
- Use
roupas leves e claras e dê preferência a
ambientes ventilados
- Mantenha
a casa mais fresca, abrindo janelas à noite e
reduzindo a incidência direta do sol durante o dia
- Fique atento aos sinais do corpo:
cansaço excessivo, tontura e sede intensa podem indicar desidratação ou
estresse térmico
O
Ministério da Saúde reforça que o calor extremo pode afetar toda a população,
mas representa risco maior para idosos, crianças, gestantes, pessoas com
doenças cardíacas, renais, respiratórias, diabéticos e população em situação de
vulnerabilidade social. “Diante de sintomas mais intensos ou mal-estar
persistente, é fundamental procurar uma unidade de saúde imediatamente”,
orienta Dr. Bortolotto.
InCor
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