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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Hanseníase: Janeiro Roxo alerta para sintomas, diagnóstico e tratamento

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Campanha nacional chama atenção para doença bacteriana que ainda afeta milhares de brasileiros e pode causar sequelas quando não tratada a tempo

 

O início do ano é marcado pelo Janeiro Roxo, campanha nacional dedicada à conscientização sobre a hanseníase. Apesar de ser uma doença conhecida e ter tratamento eficaz, ela ainda representa um desafio de saúde pública no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país concentra cerca de 90% dos novos casos registrados nas Américas e ocupa a segunda posição mundial em número de infecções, atrás apenas da Índia.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esses números não indicam um aumento recente da doença, mas refletem a persistência da hanseníase no país. Conhecida de forma pejorativa como “lepra”, a doença é causada por uma bactéria e afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, regiões próximas aos olhos e o trato nasal.

Para o dermatologista Pedro Trava, do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, da Rede D’Or, a alta incidência está diretamente relacionada às desigualdades sociais e às dificuldades de acesso aos serviços de saúde. “Além disso, a hanseníase tem um longo período de incubação, o que facilita a transmissão silenciosa da doença e dificulta o diagnóstico precoce”, explica.

Segundo o especialista, o atraso na identificação pode trazer consequências importantes. “A hanseníase não compromete apenas a pele. Quando não tratada a tempo, pode afetar o sistema nervoso, causando perda de sensibilidade, diminuição da força muscular e dificuldade para realizar movimentos finos, impactos que podem se tornar permanentes”, alerta.


Principais sintomas

Crianças, adultos e idosos que vivem em áreas de maior exposição devem ficar atentos aos sinais da doença, entre eles:

• Manchas na pele com alteração ou perda de sensibilidade;

• Dormência ou formigamento nas mãos e nos pés;

• Fraqueza muscular, especialmente nas extremidades.

“Esses sintomas estão relacionados ao chamado espessamento dos nervos, que, ao longo do tempo, pode gerar limitações importantes na rotina do paciente”, destaca Trava. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes.

Atualmente, o tratamento da hanseníase é feito por meio da poliquimioterapia, método seguro e altamente eficaz, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando seguido corretamente, o tratamento leva à cura. “Apesar dos avanços científicos, a hanseníase ainda é cercada por estigmas e preconceitos. Por isso, campanhas como o Janeiro Roxo são fundamentais para ampliar a informação e incentivar o diagnóstico precoce”, reforça o dermatologista.

Localizado em uma das regiões mais populosas da Grande São Paulo, o Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, da Rede D’Or, conta com ampla estrutura hospitalar, corpo clínico renomado, tecnologia de ponta e serviços de alta complexidade, reforçando seu compromisso com o cuidado integral à saúde da população.

 

Rede D’Or

 

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