Campanha nacional chama atenção para doença bacteriana
que ainda afeta milhares de brasileiros e pode causar sequelas quando não
tratada a tempo
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O
início do ano é marcado pelo Janeiro Roxo, campanha nacional dedicada à
conscientização sobre a hanseníase. Apesar de ser uma doença conhecida e ter tratamento
eficaz, ela ainda representa um desafio de saúde pública no Brasil. Segundo o
Ministério da Saúde, o país concentra cerca de 90% dos novos casos registrados
nas Américas e ocupa a segunda posição mundial em número de infecções, atrás
apenas da Índia.
De
acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esses números não
indicam um aumento recente da doença, mas refletem a persistência da hanseníase
no país. Conhecida de forma pejorativa como “lepra”, a doença é causada por uma
bactéria e afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, regiões próximas
aos olhos e o trato nasal.
Para
o dermatologista Pedro Trava, do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, da
Rede D’Or, a alta incidência está diretamente relacionada às desigualdades
sociais e às dificuldades de acesso aos serviços de saúde. “Além disso, a
hanseníase tem um longo período de incubação, o que facilita a transmissão
silenciosa da doença e dificulta o diagnóstico precoce”, explica.
Segundo
o especialista, o atraso na identificação pode trazer consequências
importantes. “A hanseníase não compromete apenas a pele. Quando não tratada a
tempo, pode afetar o sistema nervoso, causando perda de sensibilidade,
diminuição da força muscular e dificuldade para realizar movimentos finos, impactos
que podem se tornar permanentes”, alerta.
Principais sintomas
Crianças,
adultos e idosos que vivem em áreas de maior exposição devem ficar atentos aos
sinais da doença, entre eles:
• Manchas na pele com alteração ou perda de sensibilidade;
• Dormência ou formigamento nas mãos e nos pés;
• Fraqueza muscular, especialmente nas extremidades.
“Esses
sintomas estão relacionados ao chamado espessamento dos nervos, que, ao longo
do tempo, pode gerar limitações importantes na rotina do paciente”, destaca
Trava. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar atendimento médico
o quanto antes.
Atualmente,
o tratamento da hanseníase é feito por meio da poliquimioterapia, método seguro
e altamente eficaz, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Quando seguido corretamente, o tratamento leva à cura. “Apesar dos avanços
científicos, a hanseníase ainda é cercada por estigmas e preconceitos. Por
isso, campanhas como o Janeiro Roxo são fundamentais para ampliar a informação
e incentivar o diagnóstico precoce”, reforça o dermatologista.
Localizado
em uma das regiões mais populosas da Grande São Paulo, o Hospital e Maternidade
São Luiz Osasco, da Rede D’Or, conta com ampla estrutura hospitalar, corpo
clínico renomado, tecnologia de ponta e serviços de alta complexidade,
reforçando seu compromisso com o cuidado integral à saúde da população.
Rede
D’Or
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