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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Redução de preços de medicamentos para obesidade nos EUA reacende debate sobre acesso a tratamentos eficazes

Imagem: IA


 

Medida anunciada pelo governo Trump segue repercutindo internacionalmente e reforça atenção à obesidade no Brasil


O acordo firmado pelo governo dos Estados Unidos com as farmacêuticas Eli Lilly e Novo Nordisk para reduzir os preços de medicamentos voltados à perda de peso e ao tratamento do diabetes, como Wegovy e Zepbound, continua repercutindo no cenário internacional.

A iniciativa, inserida no programa TrumpRx, trouxe à tona discussões sobre acesso a terapias da classe GLP-1, consideradas um avanço no tratamento da obesidade, condição que também representa um desafio crescente para a saúde pública brasileira.


Redução de preços e acesso ampliado aos medicamentos

Pelos termos do acordo, os preços mensais de Wegovy e Zepbound, que anteriormente ultrapassavam US$ 1.000 nos Estados Unidos, poderão variar entre US$ 50 e US$ 350, a depender da cobertura do plano de saúde e da dosagem prescrita.

Além disso, medicamentos orais da classe GLP-1, atualmente em desenvolvimento, deverão ser comercializados por até US$ 149 por mês após aprovação regulatória. A medida tem potencial para reduzir barreiras financeiras e ampliar o acesso a terapias que demonstraram eficácia não apenas na perda de peso, mas também no controle de parâmetros metabólicos associados à obesidade.



O que são os medicamentos GLP-1 e por que ganharam protagonismo

Os agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, mas passaram a ganhar destaque no tratamento da obesidade por atuarem no controle do apetite, na saciedade e na melhora do metabolismo da glicose. O uso dessas terapias, no entanto, exige acompanhamento médico e integração com mudanças no estilo de vida.

“Os agonistas de GLP-1 representam uma ferramenta transformadora no tratamento da obesidade quando integrados a uma abordagem clínica ampla, que envolve alimentação adequada, atividade física, acompanhamento metabólico e avaliação individualizada,” afirma Dr. Adriano Faustino, médico nutrólogo, especialista em metabolismo e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO).



A obesidade no Brasil: dados oficiais e cenário atual

No Brasil, a obesidade já é considerada um dos principais desafios de saúde pública. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 60,3% da população adulta apresenta excesso de peso, e 25,9% é classificada como obesa, o que corresponde a mais de 41 milhões de adultos.

Informações mais recentes do Vigitel 2023, sistema de vigilância do Ministério da Saúde, indicam que 61,4% dos adultos brasileiros estão acima do peso e 24,3% são obesos, confirmando a manutenção de patamares elevados ao longo dos últimos anos. Esse cenário está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e outras condições crônicas, além de gerar impacto direto nos custos e na demanda do Sistema Único de Saúde.

“A obesidade no Brasil não é apenas um número estatístico; ela se traduz em custos reais para o sistema de saúde e em maior necessidade de acompanhamento contínuo,” destaca Dr. Faustino.



Conexão internacional e reflexões para o Brasil

A redução de preços nos Estados Unidos evidencia um movimento internacional em direção à ampliação do acesso a terapias eficazes contra a obesidade. Para especialistas, iniciativas desse tipo ajudam a impulsionar debates em outros países sobre políticas públicas, incorporação de novas tecnologias em saúde e estratégias sustentáveis de tratamento.

“Medicamentos da classe GLP-1 são ferramentas eficazes e bem estabelecidas quando corretamente indicadas, mas os melhores resultados acontecem quando fazem parte de um plano terapêutico estruturado, individualizado e com acompanhamento médico contínuo,” conclui Dr. Adriano Faustino. “Na prática clínica, o foco não é apenas a perda de peso, mas a melhora global da saúde metabólica, a prevenção de doenças associadas e a sustentabilidade do tratamento ao longo do tempo.”

Medida anunciada pelo governo Trump segue repercutindo internacionalmente e reforça atenção à obesidade no Brasil.

O acordo firmado pelo governo dos Estados Unidos com as farmacêuticas Eli Lilly e Novo Nordisk para reduzir os preços de medicamentos voltados à perda de peso e ao tratamento do diabetes, como Wegovy e Zepbound, continua repercutindo no cenário internacional.

A iniciativa, inserida no programa TrumpRx, trouxe à tona discussões sobre acesso a terapias da classe GLP-1, consideradas um avanço no tratamento da obesidade, condição que também representa um desafio crescente para a saúde pública brasileira. 

 

Dr. Adriano Faustino - - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); - Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); - Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim/MG; - Possui Formação em Geriatria, Nutrologia, Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; - Possui título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; - Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; - Foi Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); - Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; - Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.

 

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