Dados da Creditas, em parceria com a
Opinion Box, revelam a complexa interação entre psicologia e finanças no Brasil
Dados recentes da Creditas, principal fintech de crédito com garantia da América Latina, em parceria com a Opinion Box, mostram a complexa relação entre a saúde mental e as decisões financeiras dos brasileiros, revelando que fatores emocionais, sociais e geracionais desempenham um papel crucial na forma como as pessoas gerenciam seu dinheiro. A pesquisa, que entrevistou 1.347 trabalhadores CLT, destaca que a vida financeira vai muito além de planilhas e orçamentos.
Os resultados acendem um alerta para o impacto direto na saúde mental dos trabalhadores e na produtividade corporativa, especialmente no início do ano. Desde 2014, o Brasil registra a campanha Janeiro Branco, movimento nacional que convida a sociedade a refletir, dialogar e agir em prol do bem-estar emocional, reconhecida oficialmente desde 2023, pela Lei Federal n° 14.556/23.
“A gestão financeira pessoal hoje exige muito mais do que
conhecimento em matemática financeira. Entender as emoções, as pressões sociais
e até as influências geracionais que moldam nossas escolhas com o dinheiro é
fundamental para promover um bem-estar financeiro real”, afirma Guilherme
Casagrande, educador financeiro da Creditas.
Qual o impacto de problemas financeiros na saúde mental e na produtividade?
Casagrande ressalta que os problemas financeiros têm um efeito negativo na saúde mental e na produtividade dos trabalhadores. De encontro a isto, a pesquisa da Creditas revela que:
- 66% afirmam que problemas
financeiros impactam diretamente sua saúde mental, gerando estresse,
ansiedade e insônia.
- 50% sentem ansiedade constante
devido ao endividamento.
- 38% afirmam que não conseguem
dormir bem.
- 33% relatam sentir vergonha por
estarem endividados.
- 64% afirmaram não conseguir
cumprir horários de trabalho por conta do endividamento, atribuindo o
desânimo como principal fator.
- Em contrapartida, 71% das pessoas performam melhor quando estão com as contas em dia, gerando maior produtividade e menos horas extras.
“A ansiedade financeira atravessa todas as idades e gerações, não só pelo dinheiro em si, mas pelo que ele simboliza: segurança, poder e o sentimento de pertencimento que ele traz. Cada geração pode ser mais sensível a determinados aspectos, mas em todos os casos, a insegurança financeira pode gerar complicações significativas para a saúde mental”, complementa o especialista.
Em linha com as observações da pesquisa
sobre o impacto das finanças na saúde mental, o especialista destaca também a
forte influência da comparação social e da busca por recompensas imediatas. A
maioria das pessoas, especialmente as gerações mais jovens, não busca um
propósito de carreira, mas sim a conquista de bens materiais, como um novo
celular ou carro, impulsionadas pela constante exposição nas redes sociais.
“Vemos uma questão geracional de comparação, onde o desejo de pertencer a um
grupo e ter o que o outro tem se sobrepõe a objetivos de carreira ou estudo”,
explica Guilherme Casagrande.
Essa busca por gratificação instantânea
é reforçada pela compulsão. O especialista aponta que a necessidade de suprir
um vazio emocional, seja por ansiedade ou depressão, muitas vezes leva a gastos
excessivos ou à troca de uma compulsão por outra, como o jogo. As apostas, por
exemplo, oferecem um alto índice de dopamina e recompensas rápidas, tornando-se
um refúgio perigoso para quem busca alívio imediato.
Como as novas gerações lidam com dinheiro?
Casagrande também aborda o fenômeno da “Geração Sanduíche”, um
termo que descreve indivíduos que se veem na posição de cuidar simultaneamente
de seus filhos (descendentes) e de seus pais ou avós (ascendentes). Segundo
Casagrande, essa dupla responsabilidade impõe um peso financeiro e emocional
significativo, cujos desafios são amplamente corroborados pelos dados da
pesquisa da Creditas sobre ansiedade financeira e endividamento. “A preocupação
não é só com os filhos, mas também com os pais. Isso é uma decisão gigantesca
que afeta o planejamento financeiro e a saúde mental”, explica.
Segundo o profissional, historicamente,
as gerações mais antigas eram mais conservadoras e tinham medo de falar sobre
dinheiro, sexo e religião, temas que eram tabus. O medo da vergonha de estar
endividado levava muitos a aceitar créditos ruins. Embora as gerações mais
novas demonstram uma visão diferente do trabalho e um maior cuidado com as
finanças, a pressão de cuidar dos ascendentes, cujas aposentadorias muitas
vezes não são suficientes para cobrir os custos de vida e saúde, adiciona uma
camada extra de complexidade.
Como lidar com o endividamento?
Diante desse cenário, a demanda por
educação financeira é clara:
- 73% das pessoas afirmam que a
educação é a melhor forma de evoluir na gestão do próprio dinheiro.
- 92% acreditam que as empresas
devem oferecer educação financeira como um benefício, mas apenas 30%
tiveram algum tipo de contato com o tema no emprego atual.
- 75% atribuem ao RH a demanda de
oferta de conteúdo sobre educação financeira.
A Creditas se posiciona como um agente
fundamental na promoção da educação financeira e no acesso a um crédito mais
saudável no Brasil. A partir desta premissa, em parceria com a B3, a Bolsa do
Brasil, lançou o "Papo de Grana, um programa para sair do vermelho e
começar a investir". A iniciativa tem como objetivo impulsionar a saúde
financeira dos brasileiros e, para isso, oferece o conteúdo gratuito e digital,
liderado pelo especialista financeiro Guilherme Casagrande, com participação da
consultora financeira Veridiana Lopes (@averidianalopes), criadora da
metodologia “Economia Diária” e o educador financeiro e influenciador digital
Daniel Medeiros (@danctor).
Para capacitar o público no combate ao
endividamento e no início de investimentos, o conteúdo foi centralizado em uma landing
page exclusiva, com webseries, entrevistas e material dinâmico,
organizado em 20 vídeos, 16 quadros e quatro episódios. O projeto aborda temas
essenciais por meio de quadros fixos como o "Dim Dim por Tim Tim",
"Chama o VAR Financeiro" e "Dá o Papo com Gui Casagrande",
além de quadros volantes como "Isso ou Aquilo?", "Top 5
Investimentos" e "Dicas Financeiras Tier List". Os episódios
podem ser conferidos em: Papo de Grana: dicas para sair das
dívidas e investir
Creditas
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