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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Janeiro branco: Pesquisa mostra relação entre saúde mental e decisões financeiras dos brasileiros

Dados da Creditas, em parceria com a Opinion Box, revelam a complexa interação entre psicologia e finanças no Brasil 
 

Dados recentes da Creditas, principal fintech de crédito com garantia da América Latina, em parceria com a Opinion Box, mostram a complexa relação entre a saúde mental e as decisões financeiras dos brasileiros, revelando que fatores emocionais, sociais e geracionais desempenham um papel crucial na forma como as pessoas gerenciam seu dinheiro. A pesquisa, que entrevistou 1.347 trabalhadores CLT, destaca que a vida financeira vai muito além de planilhas e orçamentos. 

Os resultados acendem um alerta para o impacto direto na saúde mental dos trabalhadores e na produtividade corporativa, especialmente no início do ano. Desde 2014, o Brasil registra a campanha Janeiro Branco, movimento nacional que convida a sociedade a refletir, dialogar e agir em prol do bem-estar emocional, reconhecida oficialmente desde 2023, pela Lei Federal n° 14.556/23.

“A gestão financeira pessoal hoje exige muito mais do que conhecimento em matemática financeira. Entender as emoções, as pressões sociais e até as influências geracionais que moldam nossas escolhas com o dinheiro é fundamental para promover um bem-estar financeiro real”, afirma Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas.

 

Qual o impacto de problemas financeiros na saúde mental e na produtividade?  

Casagrande ressalta que os problemas financeiros têm um efeito negativo na saúde mental e na produtividade dos trabalhadores. De encontro a isto, a pesquisa da Creditas revela que: 

  • 66% afirmam que problemas financeiros impactam diretamente sua saúde mental, gerando estresse, ansiedade e insônia.
  • 50% sentem ansiedade constante devido ao endividamento.
  • 38% afirmam que não conseguem dormir bem.
  • 33% relatam sentir vergonha por estarem endividados.
  • 64% afirmaram não conseguir cumprir horários de trabalho por conta do endividamento, atribuindo o desânimo como principal fator.
  • Em contrapartida, 71% das pessoas performam melhor quando estão com as contas em dia, gerando maior produtividade e menos horas extras. 

“A ansiedade financeira atravessa todas as idades e gerações, não só pelo dinheiro em si, mas pelo que ele simboliza: segurança, poder e o sentimento de pertencimento que ele traz. Cada geração pode ser mais sensível a determinados aspectos, mas em todos os casos, a insegurança financeira pode gerar complicações significativas para a saúde mental”, complementa o especialista. 

Em linha com as observações da pesquisa sobre o impacto das finanças na saúde mental, o especialista destaca também a forte influência da comparação social e da busca por recompensas imediatas. A maioria das pessoas, especialmente as gerações mais jovens, não busca um propósito de carreira, mas sim a conquista de bens materiais, como um novo celular ou carro, impulsionadas pela constante exposição nas redes sociais. “Vemos uma questão geracional de comparação, onde o desejo de pertencer a um grupo e ter o que o outro tem se sobrepõe a objetivos de carreira ou estudo”, explica Guilherme Casagrande.

Essa busca por gratificação instantânea é reforçada pela compulsão. O especialista aponta que a necessidade de suprir um vazio emocional, seja por ansiedade ou depressão, muitas vezes leva a gastos excessivos ou à troca de uma compulsão por outra, como o jogo. As apostas, por exemplo, oferecem um alto índice de dopamina e recompensas rápidas, tornando-se um refúgio perigoso para quem busca alívio imediato.

 

Como as novas gerações lidam com dinheiro?  

Casagrande também aborda o fenômeno da “Geração Sanduíche”, um termo que descreve indivíduos que se veem na posição de cuidar simultaneamente de seus filhos (descendentes) e de seus pais ou avós (ascendentes). Segundo Casagrande, essa dupla responsabilidade impõe um peso financeiro e emocional significativo, cujos desafios são amplamente corroborados pelos dados da pesquisa da Creditas sobre ansiedade financeira e endividamento. “A preocupação não é só com os filhos, mas também com os pais. Isso é uma decisão gigantesca que afeta o planejamento financeiro e a saúde mental”, explica.

Segundo o profissional, historicamente, as gerações mais antigas eram mais conservadoras e tinham medo de falar sobre dinheiro, sexo e religião, temas que eram tabus. O medo da vergonha de estar endividado levava muitos a aceitar créditos ruins. Embora as gerações mais novas demonstram uma visão diferente do trabalho e um maior cuidado com as finanças, a pressão de cuidar dos ascendentes, cujas aposentadorias muitas vezes não são suficientes para cobrir os custos de vida e saúde, adiciona uma camada extra de complexidade.

 

Como lidar com o endividamento?  

Diante desse cenário, a demanda por educação financeira é clara:

  • 73% das pessoas afirmam que a educação é a melhor forma de evoluir na gestão do próprio dinheiro.
  • 92% acreditam que as empresas devem oferecer educação financeira como um benefício, mas apenas 30% tiveram algum tipo de contato com o tema no emprego atual.
  • 75% atribuem ao RH a demanda de oferta de conteúdo sobre educação financeira.

A Creditas se posiciona como um agente fundamental na promoção da educação financeira e no acesso a um crédito mais saudável no Brasil. A partir desta premissa, em parceria com a B3, a Bolsa do Brasil, lançou o "Papo de Grana, um programa para sair do vermelho e começar a investir". A iniciativa tem como objetivo impulsionar a saúde financeira dos brasileiros e, para isso, oferece o conteúdo gratuito e digital, liderado pelo especialista financeiro Guilherme Casagrande, com participação da consultora financeira Veridiana Lopes (@averidianalopes), criadora da metodologia “Economia Diária” e o educador financeiro e influenciador digital Daniel Medeiros (@danctor). 

Para capacitar o público no combate ao endividamento e no início de investimentos, o conteúdo foi centralizado em uma landing page exclusiva, com webseries, entrevistas e material dinâmico, organizado em 20 vídeos, 16 quadros e quatro episódios. O projeto aborda temas essenciais por meio de quadros fixos como o "Dim Dim por Tim Tim", "Chama o VAR Financeiro" e "Dá o Papo com Gui Casagrande", além de quadros volantes como "Isso ou Aquilo?", "Top 5 Investimentos" e "Dicas Financeiras Tier List". Os episódios podem ser conferidos em: Papo de Grana: dicas para sair das dívidas e investir 

 

Creditas


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