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domingo, 18 de janeiro de 2026

Otite canina aumenta no verão após praia e piscina e acende alerta entre veterinários


Calor, umidade e água acumulada nos ouvidos criam o cenário ideal para infecções em cães durante a estação mais quente do ano

 

Com a chegada do verão, os passeios à praia, os mergulhos na piscina e os banhos mais frequentes entram de vez na rotina dos cães. O que muitos tutores não imaginam é que esse combo típico da estação também impulsiona um problema comum nos consultórios veterinários: a otite canina, inflamação nas orelhas que pode causar dor intensa e comprometer o bem-estar dos pets quando não diagnosticada e tratada corretamente. 

O aumento dos casos nesta época do ano está diretamente ligado à combinação de calor e umidade. A presença constante de água no conduto auditivo — seja do mar, da piscina ou até do banho em casa — favorece a proliferação de fungos e bactérias, principalmente quando os ouvidos não estão devidamente secos após o contato com a água. “As altas temperaturas e a umidade são ambientes propícios para a proliferação de bactérias e fungos” explica Dra. Sibele Konno, diretora médica do Grupo Pet Care

 

Algumas raças exigem atenção redobrada:

Alguns cães apresentam maior predisposição ao desenvolvimento da otite. Raças com orelhas longas e caídas, como cocker spaniel, basset hound e golden retriever, têm menor ventilação na região, o que facilita a retenção de umidade. Já cães com orelhas muito peludas ou conduto auditivo estreito, como poodle, shih-tzu e lhasa apso, também costumam demandar cuidados extras ao longo do verão.

 

Animais que já possuem histórico de alergias, dermatites ou produção excessiva de cera entram no grupo de maior risco e devem ser acompanhados de perto durante a estação.

 

Fique atento aos sinais:

Os sintomas da otite nem sempre são percebidos logo no início e, muitas vezes, os tutores procuram ajuda quando o quadro já está mais avançado. Entre os principais sinais de alerta estão: 

●     Coceira frequente nas orelhas

●     Balançar excessivo da cabeça

●     Mau cheiro na região

●     Vermelhidão, inchaço ou sensibilidade ao toque

●     Presença de secreção escura ou amarelada 

Em casos mais graves, o cão pode apresentar perda de equilíbrio, apatia e até redução da capacidade auditiva.

 

Prevenção faz toda a diferença:

A boa notícia é que a otite pode ser evitada com cuidados simples no dia a dia. Secar bem os ouvidos após banhos, piscina ou praia é essencial, assim como utilizar apenas produtos indicados por médicos-veterinários. A limpeza excessiva ou o uso de hastes flexíveis deve ser evitado, já que pode empurrar a sujeira para dentro do ouvido e agravar o problema. 

Ao primeiro sinal de desconforto, a recomendação é buscar orientação profissional, a automedicação pode mascarar os sintomas e tornar o tratamento mais longo e complexo. “Observe se seu cão ou gato apresenta prurido (coceira) nas orelhas ou está chacoalhando demais a cabeça. O excesso de cerúmen, mudança na coloração e odor também são indícios da doença. Utilizar algodão parafinado ou hidrofóbico durante os banhos e atividades aquáticas ajudam a prevenir a entrada de água nas orelhas. A avaliação do médico veterinário é essencial para tratar da maneira mais eficiente e evitar que haja mais complicações como infecções/inflamações crônicas e as otites internas” finaliza Dra. Sibele.

Cuidar da saúde auditiva dos cães é um passo fundamental para que o verão seja lembrado apenas pelos momentos de diversão, e não por dor ou complicações evitáveis.


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