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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Férias não pausam o exame pré-natal: como viajar sem descuidar da gestação

Menos consultas no período de férias pode abrir espaço para riscos evitáveis; obstetra do Grupo Santa Joana explica como manter o acompanhamento em dia mesmo fora da rotina

 

O mês de janeiro chegou com malas prontas, estradas cheias e a rotina virada do avesso. Para gestantes, porém, há um lembrete importante: a gravidez continua evoluindo e o pré-natal não tira férias. Consultas, exames e vacinas seguem sendo essenciais para monitorar a saúde da mãe e do bebê, assim como ajuda a identificar precocemente qualquer sinal de alerta.

“A gestação continua evoluindo independentemente do calendário. O pré-natal é a principal ferramenta para monitorar a saúde materna e fetal e prevenir complicações. Mesmo em férias, é importante manter consultas e exames dentro do intervalo recomendado e organizar a rotina com antecedência”, afirma Dra. Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

O alerta ganha peso quando se olha para um dos desfechos que mais preocupam equipes de saúde e famílias: o parto prematuro. Uma análise brasileira baseada no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), no período de 2012 a 2019, identificou uma tendência geral de queda da prematuridade (de 10,87% para 9,95%, com menor valor em 2015: 9,77%), mas também mostrou que grupos em maior vulnerabilidade podem apresentar proporções bem mais elevadas como mulheres com 45 anos ou mais e apenas 4 a 6 consultas de pré-natal, com taxas entre 14,88% e 17,92%, em trajetória de crescimento no recorte analisado.

Segundo Dra. Karina, parte do risco aumenta justamente porque muitas gestantes sentem que podem “pausar” a rotina no período. “O movimento ideal é planejar. O recomendado é programar as consultas antes da viagem, checar se existe exame importante previsto para o período e ter um plano claro caso seja necessário buscar atendimento fora da cidade”, orienta.

Para facilitar, a especialista sugere um check-list simples que evita lacunas no acompanhamento. Manter carteira de pré-natal e resultados recentes sempre acessíveis (inclusive em versão digital), mapear previamente hospitais e serviços de urgência obstétrica no destino e reforçar cuidados típicos do verão como hidratação, pausas em viagens longas e atenção a sinais de queda de pressão fazem diferença.

“Sintomas como dor de cabeça intensa, alteração visual, dor abdominal forte, sangramento, febre, falta de ar ou redução de movimentos do bebê não devem ser normalizados: exigem avaliação. Além do cuidado clínico, manter o acompanhamento em dia também traz um ganho emocional importante durante as férias.



Hospital e Maternidade Santa Joana
www.santajoana.com.br


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