Especialista
da plataforma par, Talita Fagundes, explica como equilibrar tecnologia e
sensibilidade humana nas aulas, preservando a criatividade e o vínculo
pedagógico 
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O início de um novo ano letivo costuma vir acompanhado de expectativas e desafios e, para os educadores, da necessidade de um planejamento cuidadoso. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) surge como uma importante aliada dos professores em diferentes etapas do planejamento pedagógico. Hoje, existem ferramentas capazes de auxiliar na organização de planos de aula, no desenvolvimento de estratégias didáticas, na elaboração de atividades e até na adaptação de conteúdo para diferentes níveis e necessidades de aprendizagem, de acordo com o perfil de cada aluno e turma. No entanto, o uso da tecnologia exige equilíbrio, criticidade e formação adequada, para que a IA amplifique, e não substitua, o ato de lecionar.
De acordo com estudo da McKinsey, entre 20% e 40% das horas dos educadores são gastas em atividades que poderiam ser automatizadas usando tecnologia. Neste contexto, a gerente pedagógica da plataforma par, Talita Fagundes, indica que a IA pode contribuir significativamente para a economia de tempo, ao auxiliar em tarefas operacionais, como a criação de roteiros, listas de exercícios e propostas de intervenção pedagógica. “Com isso, o professor ganha mais tempo e espaço para refletir sobre sua prática, acompanhar os alunos de forma mais próxima e investir na qualidade das interações em sala de aula”, afirma.
Outro ponto relevante, segundo a especialista, é a possibilidade de personalização do ensino. A partir da análise de dados e padrões, a IA pode sugerir caminhos distintos para atender estudantes com ritmos, estilos e necessidades diferentes, apoiando práticas mais inclusivas e promovendo maior equidade no processo de aprendizagem.
Nesse sentido, equilibrar tecnologia e
criatividade significa utilizar a IA como ponto de partida, mantendo o
professor como autor e mediador das escolhas pedagógicas. Talita reforça que
cabe ao educador analisar criticamente as sugestões oferecidas pelas
ferramentas tecnológicas. “Quando utilizada com intencionalidade pedagógica, a
IA pode ampliar a criatividade docente, ao oferecer novas possibilidades de
abordagem, sem engessar o processo educativo”, exemplifica.
Capacitação para o
uso de IA em sala de aula
Apesar dos benefícios, o uso da IA
ainda pode gerar insegurança entre muitos professores. Esse receio, em geral,
não está ligado à resistência à inovação, mas à falta de formação específica e
de orientações pedagógicas claras, segundo explica a especialista. Para que os
educadores se sintam mais confiantes, Talita Fagundes destaca a importância de
investir em:
·
Formações continuadas, com foco prático, que apresentem exemplos
reais do uso da IA no planejamento e na sala de aula;
·
Discussões éticas, abordando temas como autoria, privacidade de
dados, uso responsável e limites da tecnologia;
·
Espaços colaborativos, nos quais professores possam trocar
experiências, testar ferramentas e refletir coletivamente sobre suas
práticas;
·
Orientações claras das redes e instituições de ensino, alinhando o
uso da IA aos objetivos educacionais e ao currículo. Mais do que dominar
ferramentas, é fundamental que o professor compreenda a finalidade pedagógica
do uso da tecnologia.
A inteligência
artificial como oportunidade de valorização docente
De acordo com Talita, quando bem integrada ao contexto educacional, a inteligência artificial pode contribuir para a valorização do trabalho docente, ao reduzir a sobrecarga burocrática e permitir maior foco no que é essencial: o processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento integral dos estudantes.
Por fim, a especialista destaca que o principal desafio do novo
ano letivo não está apenas na adoção de novas tecnologias, mas na construção de
uma relação consciente, ética e pedagógica com elas. “A IA, aliada à formação
docente e à sensibilidade humana, pode fortalecer práticas mais inovadoras,
inclusivas e significativas”, conclui.
plataforma par
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