Levantamento da Confederação mostra ainda que, de fevereiro a julho de 2025, 54% das empresas não buscaram contratar ou renovar crédito de longo prazo; foram 49% no caso do crédito de curto e médio prazos
Oito de cada dez empresas
industriais que tiveram dificuldade de obter crédito de curto ou médio prazo
citam os juros elevados como principal entrave para o acesso. Os dados constam
de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a
Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).
O nível dos juros é a razão
mais citada como entrave pelos respondentes, com 80% das menções. Em seguida,
aparecem a exigência de garantias reais, como bens móveis ou imóveis (32%) e a
falta de linhas de crédito adequadas à necessidade das empresas (17%).
No crédito de longo prazo,
acima de cinco anos, a ordem dos fatores percebidos como entraves é a mesma. Os
juros altos foram citados por 71% dos empresários industriais. A exigência de
garantias reais foi mencionada por 31%, e a falta de linhas de crédito
adequadas, por 17%.
A pesquisa ouviu 1.783 empresas
industriais, sendo 439 grandes, 637 médias e 713 pequenas, entre os dias 1º e
12 de agosto de 2025.
Demanda - Os dados do levantamento divulgados pela CNI mostram que, de
fevereiro a julho de 2025, 54% das empresas não buscaram contratar ou renovar
crédito de longo prazo. Só 17% fizeram contratações ou renovações.
No crédito de curto e médio
prazo, as proporções são de 49% e 26%, respectivamente, levando em conta o
mesmo período.
Quase um terço das empresas
industriais que procuraram contratar ou renovar crédito de longo prazo no
período analisado não teve sucesso, segundo a entidade. Quando considerado o
crédito de curto e médio prazo, aproximadamente 20% das empresas não conseguiu
contratar ou renovar.
A maior parte das empresas que
renovaram as linhas de crédito avaliou que as condições de acesso - juros,
número de parcelas, período de carência, exigência de garantias - nem
melhoraram, nem pioraram no período analisado. O porcentual é de 47% tanto para
o curto e médio prazo, quanto para as operações de longo prazo.
Também entre as empresas que
renovaram o crédito de curto ou médio prazo, 35% afirmaram que as condições de
acesso ficaram piores entre fevereiro e julho, e 14%, que ficaram melhores. No
longo prazo, a proporção dos que viram piora de condições foi de 33%, e dos que
viram melhora, de 12%.
Só 13% das empresas industriais
afirmaram já ter contratado alguma operação de risco sacado nos 12 meses
anteriores à pesquisa. Outras 5% pretendiam contratar nos 12 meses seguintes ao
levantamento. Por outro lado, 54% disseram não ter contratado e nem pretender
contratar esse tipo de operação, enquanto 29% não souberam ou não quiseram
responder.
Estadão Conteúdo
Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/cni-juro-alto-e-principal-entrave-para-a-industria-obter-credito

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