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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Verão, piscina e mar: por que as otites aumentam e como evitá-las, segundo especialistas

Com a combinação de calor intenso, umidade e mais horas dentro d’água, cresce o número de atendimentos por otite externa, a chamada otite de verão. Especialistas explicam sintomas, riscos e o que fazer para prevenir o problema que afeta principalmente crianças.

 

Com a chegada das temperaturas mais altas, praias e piscinas passam a fazer parte da rotina de adultos e crianças. Mas, junto com o lazer, cresce também a procura por atendimento médico por conta da chamada otite de verão, inflamação no canal auditivo que se torna mais comum nesta época.

“A água entra no ouvido, não seca totalmente e deixa a pele úmida por muito tempo. Isso favorece pequenas fissuras no canal auditivo que facilitam a entrada de bactérias e fungos”, explica a otorrinolaringologista Dra. Maura Neves, médica da USP.

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Roberta Pilla, membro da ABORL-CCF, a situação piora quando há trauma local provocado pela introdução de objetos.
“Muita gente coloca cotonete, palito ou até tampa de caneta para ‘coçar’. Isso machuca, remove a cera que é um mecanismo de proteção e aumenta muito o risco de infecção”, destaca.

Além disso, condições como eczema, alergias, psoríase e descamação do conduto auditivo também predispõem à otite externa.
 

Os sinais mais frequentes incluem:

  • Sensação de ouvido tampado
  • Redução da audição
  • Dor aguda
  • Zumbido
  • Tontura
  • Febre

“Em geral, a perda auditiva é temporária, mas, em quadros mais graves, pode ocorrer perfuração do tímpano, o que prolonga os sintomas”, alerta Dra. Maura.

O tratamento da otite externa deve ser feito sempre com um otorrinolaringologista, que prescreverá as medicações corretas. Em muitos casos, recomenda-se evitar mar e piscina por cerca de 10 dias.

Já a falta de tratamento adequado pode gerar complicações. “Pode ocorrer infecção mais profunda, comprometimento da cartilagem, dor intensa e até sequelas auditivas, como zumbido persistente”, afirma Dra. Roberta.

Segundo as especialistas, pequenas atitudes evitam a maioria dos casos:

  1. Seque suavemente a orelha com a ponta de uma toalha após nadar.
  2. Se sentir água presa, incline a cabeça para o lado e encoste a orelha na toalha.
  3. Se houver secreção escura ou amarelada, procure um otorrino imediatamente.
  4. Nunca use cotonete dentro do ouvido. Ele serve apenas para limpar a parte externa.
  5. Evite coçar o ouvido com objetos. Em crianças, redobre a atenção.
  6. Não use gotas caseiras. Apenas o médico pode indicar o tratamento correto.

 


Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista. Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF. Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP


Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022). 2019-2020: Presidente do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF. 2021- 2022: Secretaria Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF
. Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP/São Paulo).


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