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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

IA e hiperpersonalização em massa: a nova fronteira da Educação em 2026


O uso de tecnologia já é uma realidade consolidada no setor educacional brasileiro, e seu impacto será ainda mais profundo e estratégico em 2026. Se antes discutíamos a implementação de ferramentas digitais, agora o debate avança para a criação de ecossistemas de aprendizagem verdadeiramente inteligentes, capazes de integrar a gestão, a pedagogia e toda a jornada do estudante, de ponta a ponta. 

Esse movimento, mais integrado e orientado a dados, prepara os estudantes para as exigências de um mercado de trabalho em constante evolução e responde a uma sociedade que demanda flexibilidade e eficiência. Ao mesmo tempo, a transformação digital ainda apresenta seus desafios: a crescente competitividade, marcada por fusões e pela expansão de grandes redes, eleva a pressão por inovação e por modelos de negócio sustentáveis. Nesse contexto, a diferença entre as instituições que lideram a transformação e aquelas que apenas reagem a ela torna-se cada vez mais evidente. 

Para avançar, é essencial capacitar o corpo docente para extrair o máximo potencial das novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, e a necessidade de navegar em um ambiente regulatório complexo, com novas regras para a Educação à Distância (EaD) e os impactos da Reforma Tributária. Essas barreiras demandam planejamento e investimento estratégico. 

Apesar dos obstáculos, a evolução é inevitável e está em pleno curso. É fundamental que as instituições de ensino estejam atentas às inovações que definirão os próximos anos. Para 2026, três movimentos ganharão destaque no setor educacional:
 

IA: da automação à análise preditiva 

A Inteligência Artificial deverá deixar de ser uma promessa para se tornar um componente central tanto na gestão administrativa quanto na experiência pedagógica. Em 2026, devemos ver a IA, combinada com Learning Analytics e Business Intelligence (BI), sendo usada não apenas para automatizar tarefas, mas para gerar insights preditivos sobre o risco de evasão, identificar lacunas de aprendizagem em tempo real e personalizar as trilhas de conhecimento em escala. A tecnologia permitirá que gestores e coordenadores tomem decisões mais rápidas e assertivas, otimizando recursos e melhorando os indicadores de qualidade acadêmica.
 

A hiperpersonalização do ensino e da experiência do aluno 

O modelo de "tamanho único" está com os dias contados. A demanda por flexibilidade impulsionará a consolidação do ensino híbrido e a proliferação de microcertificações e cursos de curta duração. Nesse contexto, a Experiência do Aluno (CX) se torna o principal diferencial competitivo. Instituições de sucesso tendem a ser aquelas que utilizarão plataformas de CRM para mapear e gerenciar toda a jornada do estudante, desde a captação até a sua vida como egresso. A capacidade de oferecer currículos flexíveis, incluindo opções bilíngues e internacionais, e de comunicar esse valor por meio de um storytelling institucional coeso será decisiva para a captação e, principalmente, para a retenção de alunos.
 

Gestão integrada: o pilar para a sustentabilidade e o compliance 

Toda essa inovação na linha de frente exige uma retaguarda robusta e integrada. A complexidade crescente das operações e do cenário regulatório torna um sistema de gestão (ERP) especializado em educação mais vital do que nunca. Em 2026, será impossível competir sem uma plataforma que centralize a gestão acadêmica, financeira e administrativa, garantindo o compliance com as novas exigências do MEC e da Reforma Tributária. Além disso, a tecnologia deverá apoiar o desenvolvimento docente, integrando planos de formação e gestão de competências diretamente à gestão de pessoas e folha de pagamento, assegurando que o corpo docente esteja preparado para liderar a transformação digital em sala de aula. 

O setor educacional tem a missão de formar os profissionais e cidadãos do futuro. Para cumprir esse papel em um mundo em constante mudança, é preciso enxergar a tecnologia como aliada estratégica. As instituições que integrarem processos, fortalecerem a inteligência de dados e qualificarem suas equipes não apenas sobreviverão, como também tendem a liderar a nova era da educação no Brasil. 2026 tende a ser um marco nesse caminho.

 

Eduardo Pires - diretor de produtos para Educacional da TOTVS


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