Pesquisar no Blog

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Especialistas listam as principais tendências de IA para 2026

Especialistas mapeiam os pilares que vão definir o mercado em 2026, destacando a transição para sistemas independentes e o novo papel da liderança na supervisão de algoritmos 

 

Se os últimos anos foram marcados pelo deslumbramento com as capacidades generativas, o cenário para 2026 aponta para uma era de integração profunda. Segundo o Gartner, estima-se que mais de 80% das empresas utilizarão APIs ou modelos de IA generativa em seus ambientes de produção até o próximo ano, um salto gigantesco ante os 5% de 2023. Neste novo cenário, a tecnologia deixa de ser uma aposta para se tornar o sistema nervoso central das operações, impulsionando da hiperpersonalização à automação de decisões complexas.

No entanto, a onipresença da IA em 2026 impõe um paradoxo: quanto mais autônomos os sistemas se tornam, maior é o valor do discernimento humano.Não se trata mais apenas do que a IA pode fazer, mas de como a inteligência humana deve conduzi-la para gerar valor sustentável. O mercado passa a exigir não só eficiência técnica, mas respostas claras sobre ética, segurança e o papel das pessoas nesse novo ecossistema. Para desenhar esse panorama, convidamos especialistas para compartilhar as tendências que definirão o próximo ano.

Para Caroline Capitani, VP de estratégia e inovação da ilegra, 2026 marca a transição da Inteligência Artificial de assistentes de chat para uma era de ação autônoma. “O diferencial competitivo será dominar sistemas multi-agentes capazes não apenas de sugerir, mas de negociar e executar tarefas complexas de forma independente. Essa autonomia traz um novo imperativo estratégico: a confiança. A procedência digital deixa de ser apenas um recurso técnico e passa a ser um ativo central de marca. Vencerão as empresas que garantirem a integridade e a rastreabilidade de cada interação. Em um ecossistema de decisões automatizadas, a confiança não é mais um subproduto, mas o alicerce central da relação entre marcas e consumidores”, finaliza.

Já no setor de criação de conteúdo, Igor Coelho, CEO do Grupo Flow, projeta que o avanço da inteligência artificial não resultará em um abandono do que conhecemos, mas sim em uma “adaptação para o real”. Para ele, o mercado vive um ciclo de transformação onde a identidade humana não é substituída, mas sim ressignificada como o ativo central de confiança. “A característica mais valiosa para os criadores nos próximos anos será a autenticidade, impulsionada pelo grande volume de materiais sintéticos. Plataformas como o Youtube, por exemplo, já estabelecem regras criteriosas para restringir a monetização de conteúdos feitos por IA. Em 2026, o diferencial competitivo de um criador ou de uma marca será a profundidade da conexão humana que a IA, por definição, não consegue replicar”, comenta.

Na avaliação de René Abe, CEO da Tensec Brasil, em 2026, a inteligência artificial deixará de ser apenas protagonista tecnológica para se tornar um espelho corporativo. “Em meio à avalanche de ferramentas e promessas, muitas empresas se veem paralisadas pela abundância de escolhas. A vantagem competitiva não estará em adotar tudo, mas em decidir com clareza: definir um objetivo, escolher o que faz sentido e usar a IA como meio, não como fim. O algoritmo pode decidir, mas é a empresa que responde”, alerta.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados