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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Golpe da Falsa Venda é o mais aplicado contra clientes bancários no 1º semestre do ano

Levantamento mostra também que golpe da falsa central telefônica e do WhatsApp estão entre os mais relatados pelos clientes aos bancos associados

 

Vídeo com Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços e Segurança da Febraban, para download neste link 

 

O golpe da Falsa Venda é a abordagem mais comunicada por clientes no primeiro semestre de 2025 às instituições associadas e repassada à Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Neste golpe, criminosos criam páginas falsas que simulam e-commerce, enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e investem na criação de perfis falsos de lojas em redes sociais. No primeiro semestre deste ano, foram 174 mil ocorrências de clientes relatadas aos bancos associados da Febraban, aumento de 314% em relação ao primeiro semestre de 2024. 

“Sempre fique muito atento. O produto ofertado está com o preço muito abaixo do que é vendido no comércio em geral? O vendedor está te pressionando para fechar logo uma compra dizendo que ela pode ficar indisponível? O e-commerce é recém-criado em rede social. A chance de ser um golpe é grande”, alerta Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços e Segurança da Febraban. “É importante ter muito cuidado com este golpe nesta época do ano, já que se aproximam datas importantes para o comércio como a Black Friday e o Natal”, completa. 

Na segunda colocação ficou o golpe da falsa central/falso funcionário de banco com 139 mil relatos de clientes no primeiro semestre do ano, aumento de 195,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Na terceira colocação ficou o golpe do WhatsApp, com 73 mil ocorrências. Neste golpe, os registros feitos pelos clientes registraram queda de 9,9%. 

Completam o ranking de golpes do primeiro semestre de 2025: golpe do falso investimento, phishing, falso boleto, troca de cartão, devolução de empréstimo, golpe da mão fantasma e golpe do delivery. 

“O setor bancário tem várias ações concretas e permanentes para a prevenção e o enfrentamento a ilícitos, fraudes, golpes e práticas que atentam contra a saúde financeira do cliente. Os bancos investem anualmente cerca de R$ 5 bilhões em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança . Entretanto, é essencial criar uma forte cultura de proteção de dados no Brasil e ações de conscientização são fundamentais para fomentar a educação digital em nosso país”, diz Walter Faria. 

O diretor-adjunto reforça que a Febraban e seus bancos associados investem de maneira ininterrupta e massiva em campanhas de conscientização e esclarecimento com a população por meio de ações de marketing em TVs, rádios e redes sociais. Em outubro, por exemplo, lançou a segunda fase da campanha de conscientização da população sobre golpes e fraudes eletrônicas, que tem como tema principal “Se é golpe, tem contragolpe”. 

Ranking
1º semestre de 2025

Posição
1º semestre de 2024

1º Falsa Venda

2º Falsa Central

3º WhatsApp

4º Falso investimento

5º Phishing

6º Falso boleto

7º Troca de cartão

8º Devolução de empréstimo

9º Mão Fantasma

10º Golpe Delivery

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Saiba mais sobre os golpes mais aplicados no 1º semestre de 2025

 

1.Golpe da falsa venda
 

Como é: Criminosos criam páginas falsas que simulam e-commerce, enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e investem na criação de perfis falsos de lojas em redes sociais. 

 Como evitar: Sempre fique muito atento. O produto tem um preço médio no comércio de R$ 1.000,00, mas alguém está anunciando o mesmo item por R$ 300,00? Há fotos e vídeos de antes e depois de produtos com resultados mirabolantes? A loja oferece poucas opções de pagamento? O e-commerce é recém-criado em rede social? Pare, pense e desconfie. Pode ser golpe. Tome muito cuidado com links recebidos em e-mails e mensagens e dê preferência aos sites conhecidos para as compras.

 

2. Golpe da falsa central telefônica/falso funcionário 

Como é: O fraudador entra em contato com a vítima se passando por funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. O criminoso informa que há irregularidades na conta ou que os dados cadastrados estão incorretos. A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima e orienta que realize transferências alegando a necessidade de regularizar problemas na conta ou no cartão. 

Como evitar: O cliente deve sempre verificar a origem das ligações e mensagens recebidas contendo solicitações de dados. Os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos alegando estornos de transações. Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, e de outro telefone, deve entrar em contato com os canais oficiais de seu banco.

 

3. Golpe do WhatsApp 

Como é: O golpista descobre o número do celular e o nome da vítima de quem pretende clonar a conta de WhatsApp. Com essas informações, tenta cadastrar o WhatsApp da vítima em seu aparelho. Para concluir a operação, é preciso inserir o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo. Os fraudadores enviam uma mensagem pelo WhatsApp fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente de site de vendas ou de empresa que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, afirmando se tratar de uma atualização/protocolo, manutenção ou confirmação de cadastro. 

Como evitar: Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas”. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitadas em links recebidos.

 

4. Golpe do falso investimento 

Como é: Falsos grupos criam sites de empresas de fachada e perfis em redes sociais para atrair as vítimas e convencê-las a fazerem investimentos altamente lucrativos e rápidos. Usam vários artifícios para enganar os interessados: fornecem informações falsas da suposta empresa, mostram depoimentos inexistentes de pessoas que foram bem-sucedidas com o investimento, entre outros. Em alguns casos, para criar credibilidade, indicam que o usuário faça investimentos baixos no início e até chegam a pagar algum valor para a vítima. Posteriormente, induzem a vítima a fazer investimentos mais altos. Depois que conseguem tirar uma quantia alta da pessoa, somem.

 

5. Phishing (pescaria digital) 

Como é: O phishing, ou pescaria digital, é uma fraude eletrônica que visa obter dados pessoais do usuário. A forma mais comum de um ataque de phishing é por mensagens e e-mails falsos que induzem o usuário a clicar em links suspeitos. Também existem páginas falsas na internet que induzem a pessoa a revelar dados pessoais. 

 Como evitar: Nunca clique em links recebidos por mensagens. Mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados. Na dúvida, fale com seu banco.

 

6. Golpe do falso boleto 

Como é: Os criminosos apostam na desatenção dos pagadores para aplicar golpes, falsificam boletos e colocam seus dados bancários para que recebam o crédito do documento de pagamento. 

Como evitar: Confira com atenção os dados do beneficiário do boleto tais como CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento e valor. No momento do pagamento, independente do canal utilizado (caixa eletrônico, mobile bank, internet bank etc.), os dados do beneficiário (a empresa que receberá o dinheiro) serão mostrados, o que permite ao pagador realizar a conferência com os dados que constam do boleto físico que está em suas mãos. Se a conta em questão não pertencer ao beneficiário correto, o cliente não deve concluir a operação. Em caso de qualquer dúvida, o cliente deve entrar em contato com o SAC da empresa.

 

7. Golpe da troca de cartão 

Como é: Golpistas que trabalham como vendedores prestam atenção quando você digita sua senha na maquininha de compra e depois trocam o cartão na hora de devolvê-lo. Com seu cartão e senha, fazem compras usando o seu dinheiro. 

Como evitar: Quando você for fazer uma compra com seu cartão físico, lembre-se dos ‘Sempre’: sempre cheque o valor na tela da maquininha, sempre confira se o cartão que te devolveram é o seu mesmo e sempre passe você o cartão na maquininha. Não entregue cartões para ninguém

 

8. Golpe da devolução do empréstimo 

Como é: O golpista, de posse dos dados do cliente, realiza a contratação de um empréstimo em alguma instituição indicando a conta legítima do cliente para recebimento. Após a efetivação do empréstimo, os golpistas entram em contato com o cliente solicitando a devolução do dinheiro para que façam o cancelamento da operação. E indicam uma chave pix ou um boleto para a devolução. 

Como evitar: Se receber uma ligação ou mensagem desse tipo, entre em contato diretamente com o banco pelos canais oficiais (telefone, site ou aplicativo). Se o banco realmente precisar que você devolva um valor, o procedimento será feito por meio dos canais oficiais da instituição. Nunca transfira dinheiro para contas de pessoas ou empresas desconhecidas.

 

9. Golpe da mão fantasma 

Como é: criminoso entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco. Usa várias abordagens para enganar a vítima: informa que a conta foi invadida, clonada, que há movimentações suspeitas, entre outras artimanhas. E diz que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que irá solucionar o problema. Se o cliente instalar o aplicativo, o criminoso terá acesso a todos os dados que estão no celular. 

Como evitar: Se receber esse tipo de contato, desconfie na hora. Desligue e entre em contato com a instituição através dos canais oficiais e de um outro telefone para saber se algo aconteceu mesmo com sua conta.

 

10. Golpe do Delivery 

Como é: O cliente, ao receber o pedido, não consegue visualizar o preço na maquininha, devido a um visor quebrado ou outro defeito. Porém, faz o pagamento, que está com um valor maior. Só depois de algum tempo, ao consultar sua conta, por exemplo, percebe que foi enganado pelo entregador. 

Como evitar: Se não conseguir checar o preço, não digite a senha. Se possível, faça o pagamento via aplicativo e não no momento da entrega.


5 empresas que impulsionam o empreendedorismo feminino

De plataformas de networking a fundos de investimento social, essas iniciativas impulsionam uma nova geração de líderes empreendedoras

 

De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, o Brasil conta atualmente com 10,4 milhões de mulheres empreendedoras, crescimento de aproximadamente 42% no período de 2012 a 2024, um salto expressivo que reflete as iniciativas de apoio e as mudanças no ecossistema de inovação. 

 

Esse avanço também se manifesta nas posições de liderança corporativa, segundo o estudo realizado pela Bain & Company, a participação feminina em cargos de liderança no Brasil dobrou entre 2019 e 2024, passando de 3% para 6% entre as 250 maiores companhias do país. Pensando em fomentar ainda mais essa transformação, empresas e organizações têm atuado como catalisadoras, oferecendo mentorias, programas de aceleração, redes de networking e acesso facilitado ao crédito. São elas:

 

  1. Future Is Now: networking para líderes da nova economia

Fundado por Laís Macedo, o Future Is Now (FIN) é um hub de networking voltado a líderes que protagonizam a nova economia. Reunindo CEOs, fundadores e formadores de opinião, o grupo tem como propósito fortalecer o ecossistema empresarial brasileiro e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país. A plataforma oferece uma estrutura híbrida, que combina eventos presenciais e digitais, um concierge de relacionamento, clube de benefícios e grupos temáticos no WhatsApp. Com foco em conexões estratégicas e colaboração entre pares, o FIN se consolidou como um espaço de referência para mulheres em posições de liderança que buscam ampliar sua rede de contatos e potencializar seu impacto nos negócios.

 

2.          Potencia Ventures: investimento de impacto com foco em inclusão

Fundada em 2002 por Kelly Michel, a Potencia Ventures é um grupo global pioneiro em investimento de impacto que apoia fundos de venture capital e startups early stage. Com foco em negócios que melhoram a vida de pessoas de baixa renda, a organização prioriza setores como educação e empregabilidade. Desde o início, a Potencia tem desempenhado um papel fundamental na formação de um ecossistema de impacto com perspectiva de gênero, financiando e apoiando negócios que ampliam o acesso de mulheres a oportunidades de crescimento, liderança e investimento. No Brasil, a liderança está sob Itali Collini, que tem fortalecido a atuação local da Potencia. Em 2005, foi responsável por financiar a Artemisia, a primeira aceleradora de impacto do Brasil, e, em 2009, ajudou a catalisar o primeiro fundo de venture capital de impacto brasileiro, a Vox Capital.

 

3.          EBEM: Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino

Fundada por Tatyane Luncah, empresária com mais de 24 anos de experiência, a EBEM — Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino é um ecossistema dedicado ao desenvolvimento de negócios liderados por mulheres, por meio de mentorias, imersões, eventos e formação empresarial. Com o propósito de criar uma comunidade empreendedora que promova um mundo mais equânime, a EBEM vem fortalecendo o protagonismo feminino no ambiente corporativo e impulsionando o crescimento de empreendedoras em diferentes estágios de maturidade. Em 2025, a instituição realizou a 4ª edição do Conexão, o maior encontro para mulheres empresárias do Brasil, que reuniu mais de 30 palestrantes em uma programação voltada à inovação, liderança e impacto nos negócios.

 

4.          Arquiteto de Bolso: liderança feminina no setor imobiliário

Fundada pela arquiteta e empreendedora Márcia Monteiro, o Arquiteto de Bolso nasceu com o propósito de democratizar o acesso à arquitetura e ao design de interiores no Brasil. A empresa já foi reconhecida por mais de 17 prêmios e visa transformar 100 mil ambientes por arquitetos e designers nos próximos dois meses, superando a norte-americana Havenly e se tornando o maior player global do setor. Com mais de 25 anos de trajetória, Márcia deixou os escritórios de alto padrão para criar soluções acessíveis e humanas, acreditando que os espaços em que vivemos influenciam diretamente o bem-estar e desenvolvimento das pessoas. A empresa conecta-as a profissionais e tecnologias de design, tornando o processo mais acessível, sustentável e inclusivo. Além de liderar a startup, Márcia atua em iniciativas sociais como o Grupo Mulheres do Brasil, Rede Mulher Empreendedora, Amigos do Bem e Decor Social, reforçando seu compromisso com liderança feminina, propósito e impacto social.

 

5.          Pine: posicionando marcas de mulheres que lideram a inovação

Fundada por Helena Prado, a Pine é uma agência de comunicação especializada em PR e conteúdo estratégico para marcas inovadoras. A operação é estruturada em duas verticais complementares: Pine PR, agência especializada em assessoria de imprensa e PR para scale-ups, empresas inovadoras e grandes players de tecnologia, e Pine On, a única agência do mercado focada exclusivamente em conteúdo para serviços profissionais e negócios B2B. Atuando de forma 100% integrada, a Pine combina relacionamento com a imprensa, conteúdo estratégico e dados em tempo real para construir narrativas autênticas, fortalecer a autoridade das marcas e gerar resultados mensuráveis. Liderada por uma mulher, com predominância feminina no time e em cargos de liderança, a agência possui uma cultura fortemente marcada pela liderança. Seu portfólio inclui diversas empresas fundadas e comandadas por mulheres, reafirmando o compromisso de dar visibilidade a lideranças que estão transformando o mercado.

 

China: cinco ensinamentos da maior feira de comércio internacional

Sua empresa até pode ser muito bem estruturada e oferecer produtos qualificados, mas se não tiver um mindset voltado ao futuro, dificilmente conseguirá se destacar como uma referência no ramo. O mercado chinês é prova viva disso, cujas empresas constroem seu planejamento estratégico não apenas focando no que precisam hoje, mas aonde querem chegar lá na frente – e o que precisam fazer agora para atingir essa prosperidade e destaque competitivo. Uma mentalidade bem estratégica que traz ensinamentos valiosos a serem aprendidos pelo Brasil.

Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que a China é, atualmente, a 2ª maior economia global, com um PIB de, aproximadamente, US$ 19,4 trilhões. O que justifica tamanhos resultados? Por lá, tudo é planejado. O mercado está sempre antecipando tendências, preparando suas operações para o futuro e, consequentemente, garantindo uma vanguarda estratégica nas relações comerciais.

Sua referência crescente vem atraindo olhares ambiciosos de empresários ao redor do mundo, resultando, como exemplo, na criação de uma das feiras de negócios mais valiosas do mundo: a Cantonn Fair, incentivando a exportação chinesa a outros países que podem se beneficiar de suas mais recentes tecnologias e inovações.

Agora, o que toda essa mentalidade e visão de negócios da China pode ensinar ao mercado brasileiro? Veja cinco aprendizados que podem fazer toda a diferença por aqui:


#1 Visão à longo prazo: por mais que toda empresa deva se preocupar com o que precisa fazer para prosperar atualmente, também deve pensar quais medidas adotar agora, para que alcance as metas estipuladas no futuro. O mercado chinês preza por essa visão a longo prazo, se antecipando às tendências para construir o amanhã. Não à toa, possuem o seu “Vale do Silício” em termos de tecnologia. Aqui, enquanto isso, muitos negócios ainda são mais imediatistas, perdendo oportunidades inovadoras que os destaquem frente aos concorrentes.


#2 Velocidade de inovação: é impressionante a capacidade chinesa de revolucionar ideias em produtos de qualidade em tempo extremamente veloz. Uma tecnologia disruptiva que criam hoje, daqui um ano já pode ser ultrapassada. O ciclo entre conceito, protótipo e produção é muito curto, mostrando o valor da agilidade e da execução eficiente que deveriam ser inspiradas pelo mercado brasileiro.


#3 Integração, eficiência e automação tecnológica: a digitalização está presente em cada detalhe do cotidiano da população chinesa – dos pagamentos digitais, à coleta de dados ambientais – mostrando como é possível tornar a inovação invisível, porém essencial no dia a dia. Lá, processos automatizados não são exceção, mas uma regra que deveria, também, ser seguida pelas empresas brasileiras, inspirando-as a buscar automações inteligentes que otimizem recursos e reduzam desperdícios.


#4 Cultura de disciplina e propósito coletivo: a sociedade chinesa mostra que disciplina, foco e colaboração podem impulsionar um país inteiro – um exemplo poderoso de como o pensamento coletivo e a execução coordenada aceleram resultados. Suas empresas compartilham seus conhecimentos e aprendizados às outras, para que também possam crescer e prosperar.


#5 Abertura à novas parcerias: o contato direto com fabricantes e empreendedores locais possibilita à China novas conexões estratégicas, ampliando o acesso a tecnologias emergentes e fornecedores inovadores. Como exemplo disso, sua exposição a soluções de robótica e automação doméstica despertou ideias para novos modelos de serviço, como limpeza inteligente e gestão automatizada de espaços que, hoje, podem ser vistas em como suas cidades são cuidadas: sendo limpas, silenciosas e altamente conectadas. Isso reflete uma sinergia entre governo, tecnologia e sociedade, com foco em sustentabilidade e qualidade de vida.

O futuro não espera pelo imediatismo. A China, sendo uma das maiores potências econômicas globais atualmente, nos ensina que a verdadeira importação que precisamos fazer não se limita aos produtos, mas a esse mindset de visão à longo prazo. Isso é o que impulsionará nosso país ao patamar que merece, não apenas reagindo às tendências, mas se antecipando e construindo o futuro.

 

Manuel Vargas - fundador da Squair.


Squair
https://squair.io/


Senado aprova avanço de projeto para encerrar o shutdown; Câmara tem 36 horas para votar


Medida aprovada no Senado avança por 60 a 40, mas fim da paralisação depende da votação na Câmara — crise já provoca caos aéreo, atrasos em vistos e risco para investidores.


O shutdown — a paralisação parcial do governo federal dos Estados Unidos — entrou em nova fase nesta semana: na madrugada de 10 de novembro de 2025, o Senado aprovou por 60 votos a 40 uma medida que permitiria o financiamento do governo até 30 de janeiro de 2026.

O texto prevê pagamento retroativo de servidores, reversão de demissões ocorridas durante a paralisação e garantias temporárias para programas de assistência alimentar.

No entanto, o projeto ainda não encerra oficialmente a paralisação: o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, afirmou que pretende colocar o projeto em votação nas próximas 36 horas e dará um aviso formal aos membros para retorno e votação. Só após a aprovação pela Câmara e a sanção presidencial é que o governo poderá, de fato, retomar plenamente as atividades interrompidas desde 1º de outubro de 2025.

“O avanço no Senado é um passo importante, mas não significa fim imediato do shutdown. Há etapas institucionais necessárias ainda — por isso a incerteza persiste e continua afetando a rotina de empresas, imigrantes e viajantes”, diz o advogado Vinícius Bicalho, licenciado nos Estados Unidos, professor de pós-graduação de direito migratório e mestre pela Universidade do Sul da Califórnia.


Caos aéreo: cancelamentos, remarcações e impacto internacional

O efeito mais visível e urgente da paralisação tem sido o colapso no transporte aéreo. Segundo dados do último fim de semana, mais de 2.700 voos foram cancelados e cerca de 10.000 sofreram atrasos, reflexo da ausência de pagamento a profissionais essenciais — incluindo aproximadamente 13 mil controladores de tráfego aéreo e técnicos de manutenção que vêm trabalhando sem remuneração desde o início do shutdown em 1º de outubro.

Companhias como American Airlines, Delta, United e Latam anunciaram remarcações em massa e ajustes operacionais, prejudicando itinerários internacionais e afetando passageiros no Brasil. Em incidentes recentes, como o da sexta-feira, 7 de novembro, mais de 600 voos com origem ou destino em hubs como JFK (Nova York), ATL (Atlanta) e MIA (Miami) foram suspensos por falta de equipe, deixando milhares de viajantes em longas filas e com remarcações sucessivas.

“A falta de pagamento compromete a prestação de serviços essenciais. Cada cancelamento gera efeitos logísticos e econômicos que se multiplicam — desde passageiros retidos até empresas que dependem de agilidade operacional”, afirma o Dr. Bicalho.

Autoridades da Federal Aviation Administration (FAA) alertam que a normalização total das operações pode levar duas a três semanas após o fim oficial da paralisação, devido ao acúmulo de atrasos e à necessidade de reprogramação de escalas e manutenção.


Migração: atrasos em processos e orientação prática

Embora o USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA) continue operando — pois é majoritariamente financiado por taxas de requerentes — outros órgãos estratégicos estão com funcionamento reduzido. O Departamento do Trabalho (DOL) e o E-Verify, sistemas que emitem certificações e validam elegibilidade para trabalho, operam em ritmo limitado, impactando diretamente processos relacionados a H-1B, PERM e autorizações laborais.

“O shutdown não paralisa todo o sistema migratório, mas desacelera etapas cruciais, especialmente aquelas que dependem de certificações do Departamento do Trabalho. Isso gera incerteza em calendários de contratação e de deslocamento de equipes”, explica o Dr. Bicalho.


Recomendações práticas do especialista para quem tem processos em andamento:

• Verificar individualmente o status de cada petição junto aos órgãos competentes;

• Registrar todas as comunicações e protocolos;

• Reavaliar prazos contratuais e de relocação;

• Contar com assessoria jurídica para alternativas e documentação comprobatória de atrasos.


Investidores e empresas: riscos e decisões postergadas

A Bicalho Consultoria Legal, que assessora empresas e investidores brasileiros em processos de internacionalização e abertura de negócios nos EUA, observa que a instabilidade orçamentária tende a adiar decisões de investimentos e ampliar custos operacionais.

“Investidores buscam previsibilidade. Em um cenário de incerteza legislativa e operacional, projetos de expansão ou mudança temporizam decisões e reavaliam cronogramas, o que pode resultar em perda de oportunidades ou aumento de custos”, alerta Bicalho.


ObamaCare volta à pauta — voto marcado para dezembro

Como parte das negociações que avançaram no Senado, os parlamentares acordaram incluir a votação sobre a extensão dos subsídios da Affordable Care Act (ACA) — conhecida como ObamaCare — em um calendário posterior. Os subsídios ampliados, que aliviam prêmios de seguro para milhões de americanos, estão programados para expirar em 31 de dezembro de 2025 caso o Congresso não aprove a extensão. A votação sobre esse tema está estimada para meados de dezembro, conforme os acordos negociados no Senado.

“Trazer o ObamaCare de volta à discussão mostra que o impasse orçamentário inclui negociações sobre prioridades sociais. Para quem mora e trabalha nos EUA, isso altera o horizonte de planejamento financeiro e de política pública”, comenta o Dr. Bicalho.


O que esperar nas próximas 36 horas e orientações finais

• Câmara dos Representantes: o presidente da Casa, Mike Johnson, prometeu um aviso formal em até 36 horas para que os membros retornem e votem o projeto aprovado no Senado; o resultado dessa votação é determinante para encerrar formalmente o shutdown.

• Se aprovado na Câmara e sancionado: reabertura das atividades governamentais e início do processo de normalização, mas com prazos de recuperação operacional (principalmente na aviação) de semanas.

• Se não for aprovado: a paralisação pode se estender, ampliando os efeitos já observados em serviços públicos, imigração e transporte aéreo.

“A situação pede vigilância. Para famílias, estudantes, investidores e empresas, o melhor é agir com planejamento e apoio jurídico; a improvisação diante de prazos e exigências que mudam rapidamente tende a custar caro”, conclui o especialista.

 

Vinícius Bicalho - Advogado licenciado nos EUA, Brasil e Portugal; Sócio fundador da Bicalho Legal Consulting P.A.; Mestre em direito nos EUA pela University of Southern California; Mestre em direito no Brasil pela Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Membro da AILA – American Immigration Lawyers Association; Responsável pelo Guia de Imigração da AMCHAM; Professor de Pós-graduação em direito migratório; O único advogado brasileiro citado na lista de “profissionais confiáveis" dos principais jornais americanos, como The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post, USA Today e The Los Angeles Times.

 

Além da vigilância: como a IA transforma o monitoramento em inteligência operacional


Com a chegada da inteligência artificial, o tradicional monitoramento de vídeo está passando por uma mudança importante, deixando de ser apenas uma ferramenta reativa voltada exclusivamente para a segurança e passando a ser uma solução estratégica e proativa que promove a eficiência operacional. Isso está acontecendo porque a IA está melhorando a experiência do cliente e ao mesmo tempo do próprio negócio, com seu suporte nas previsões mais acertadas para a tomada de decisão. 

Ficou claro que o vídeo com Inteligência Artificial evoluiu para se tornar um novo ‘sensor’ estratégico, assim como qualquer outro sensor de IoT. O que há de diferente é que a IA conectada ao vídeo "compreende" e decifra contextos mais complicados, transformando imagens em ações automáticas, além das ferramentas adicionais como percepções e previsões. 

Hoje em dia, a IA passou a analisar, por exemplo, o comportamento dos consumidores dentro de uma loja. Com o recurso do people counting se faz a contagem de pessoas, quantificando o fluxo em diferentes lugares e horários. Deste modo é possível identificar quais produtos precisam receber mais atenção e necessitam de ações para reposicioná-los ou impulsioná-los. 

O tempo de permanência nas filas, agora registrado digitalmente, tornou-se um importante indicador de gargalos no atendimento e pode sugerir a realocação de funcionários. Naqueles picos de movimento no varejo, a IA tem a capacidade de alertar a equipe para abrir mais caixas, e desta forma diminuirá o tempo de espera e naturalmente vai melhorar a experiência do consumidor.

 

Processos produtivos 

Na indústria a manutenção preditiva e a segurança operacional conseguiram ganhos consideráveis para o seu dia a dia a partir do uso desse novo instrumental. Agora o sistema de vídeo com IA consegue identificar riscos operacionais, sinais sutis de desgaste e falhas que devem surgir em breve. Nos processos de produção será usual a detecção em tempo real de desvios ou anormalidades, o que reduzirá as perdas consideravelmente.

 A IA tem ainda a capacidade de analisar a coloração ou o formato de uma peça e avisar da necessidade de manutenção antes que ocorra uma falha deste componente. Isso evita paradas de produção não previstas. 

Na segurança operacional, a IA detecta também a presença de pessoas não autorizadas ou a permanência excessiva de alguém no local. Além disso, consegue fazer o reconhecimento do uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI), assegurando a conformidade com as normas de segurança contra acidentes de trabalho. 

Em empresas de logística e supply chain as soluções de TI vão elevar mais a eficiência das operações. As contribuições estão na agilização e saída de veículos, além de outras tarefas. No monitoramento das docas o giro de cargas será melhor e serão evitados congestionamentos. No rastreamento de pessoas e ativos, o controle de movimentações internas terá um aumento considerável. A vantagem será sobretudo na melhoria da precisão logística e na redução do tempo ocioso. 

Todas essas novidades só foram possíveis por meio da IA e pelos avanços na visão computacional em real time e emprego de dashboards analíticos integrados à operação. Haverá nesse conjunto de benefícios a redução de custos com sensores e hardwares, e a possibilidade de análise do vídeo com IA na borda (local mais próximo da fonte de dados ou do usuário, onde ocorre o processamento e o armazenamento de informações), sem depender de nuvem. O aumento da demanda por eficiência baseada em dados também ajudou na adoção desse recurso digital e na mudança do comportamento organizacional como um todo.

 

Desafios 

A IA em monitoramento de vídeo é muito promissora, mas terá pela frente o enfrentamento de vários desafios tecnológicos, operacionais e sobretudo éticos. O primeiro deles na área técnica é a necessidade de ter um “cenário” com boa iluminação, enquadramentos dos takes com ângulos adequados e imagens sem obstruções que prejudiquem a captação durante a gravação do vídeo. Será vital a integração entre plataformas para que todos os sistemas, especialmente aqueles predecessores, que se comuniquem satisfatoriamente, o que pode exigir investimentos em adaptações ou substituições.

A infraestrutura robusta é outro aspecto que não pode ser desconsiderado, porque o processamento em tempo real exige um hardware potente, principalmente quando utiliza arquiteturas híbridas como a borda (edge computing) mais a nuvem. Será um desafio manter também o desempenho à medida que cresce o número de câmeras e sensores. Se torna mais uma situação desafiadora a questão da latência baixa, ou seja, o tempo de atraso entre o envio de uma solicitação e o recebimento de uma resposta em uma rede ou aplicação. 

As novas questões de privacidade e ética vão ser desafiadoras. Será necessário observar e ponderar o excesso de vigilância para que não ocorra invasões de privacidade, principalmente em locais de trabalho e espaços públicos. Há o risco ainda do chamado viés algoritmo, quando os dados usados para treinar os modelos são enviesados e por isso o sistema acaba tomando decisões erradas, discriminatórias e até injustas. 

Um procedimento que nem sempre é adotado, mas que será imprescindível é atuar com consentimento e transparência. Vai ser preciso deixar claro como os dados são coletados, analisados e armazenados pelo sistema. 

Vai ser preciso cautela em algumas questões dentro dos desafios operacionais e humanísticos. A IA também erra e pode gerar alarmes improcedentes ou deixar passar eventos críticos. São os chamados casos falsos positivos/negativos, que precisam ser suprimidos devidamente. Portanto, será imperativa a capacitação de equipes profissionais, em que os operadores terão que entender melhor como interpretar os alertas gerados pela IA e como agir com base neles. 

Na realidade, há também organizações que ainda resistem à automação por considerar que certas atividades são atribuições de seres humanos ou também por desconfiança operacional. Sendo assim, será absolutamente necessária uma mudança da cultura da organização que pretende trocar sua tecnologia e avançar no seu modus operandi e modus vivendi. 

O futuro terá que reconhecer a convivência entre modelos híbridos, combinando o processamento local com a nuvem a fim de equilibrar a escalabilidade e velocidade. Todas as mudanças terão que ser regidas segundo as determinações de normas técnicas vigentes, visando a garantia da compatibilização entre todos os sistemas.  



Emerson Douglas Ferreira é administrador e especialista em inteligência de negócios e inovação com inteligência artificial, auxiliando empresas e executivos na tomada de decisão e transformação digital, atuando na área de TI desde 1989; É CEO e fundador da Meeting Soluções Estratégicas.
Mais informações eferreira@meeting.com.br


Conheça as principais moedas digitais disponíveis no Brasil e saiba como investir com segurança

Bitcoin, Ethereum, stablecoins e redes emergentes ganham espaço entre investidores brasileiros; país alcançou a 5ª posição mundial em adoção de criptoativos



O mercado de criptomoedas continua em forte expansão no país, impulsionado pela busca de diversificação de investimentos e pelo avanço da regulação. Entre os ativos digitais mais relevantes estão Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), stablecoins (como USDT e USDC) e redes emergentes como Solana, Polygon e Avalanche. Segundo Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, exchange brasileira focada em soluções de pagamento com ativos digitais, assessoria e educação financeira, conhecer as características de cada moeda é fundamental para reduzir riscos e tomar decisões conscientes.
 

O Bitcoin, lançado em 2009, é a primeira e mais conhecida criptomoeda do mundo. Baseado no mecanismo de consenso proof-of-work, possui emissão limitada a 21 milhões de unidades, o que reforça sua escassez. “O Bitcoin é considerado uma espécie de ‘ouro digital’, por sua descentralização e alta liquidez, mas enfrenta desafios importantes, como o consumo elevado de energia e a volatilidade de preço”, explica Pereira. 

Já o Ethereum, criado em 2015, é mais do que uma moeda: trata-se de uma plataforma que permite o desenvolvimento de contratos inteligentes e aplicativos descentralizados. Após migrar para o modelo proof-of-stake, reduziu drasticamente seu consumo energético. Consolidado entre investidores e desenvolvedores, o Ethereum ocupa posição estratégica em setores como finanças descentralizadas (DeFi), tokens não fungíveis (NFTs) e infraestrutura de aplicativos. 

As stablecoins, por sua vez, são ativos digitais atrelados a moedas fiduciárias, como o dólar americano, oferecendo maior previsibilidade em um mercado altamente volátil. “Esses ativos funcionam como uma ponte entre o mundo tradicional e o digital. Contudo, sua estabilidade depende da robustez das reservas que sustentam sua paridade”, afirma o especialista. 

No campo das redes emergentes, Solana, Polygon e Avalanche despontam como alternativas mais rápidas e com taxas menores que o Ethereum. Essas plataformas buscam maior escalabilidade e inovação, mas ainda não possuem o mesmo histórico de segurança ou ampla adoção institucional. “São projetos promissores, mas que exigem atenção redobrada do investidor, justamente por ainda estarem em processo de amadurecimento”, acrescenta Pereira.

 

Como investir com segurança 

De acordo com o especialista da OnilX, os investidores devem adotar uma estratégia de gestão de risco para navegar no mercado cripto. Isso inclui analisar aspectos como descentralização, liquidez, auditoria de código e conformidade regulatória. Também é essencial diversificar o portfólio, escolher exchanges confiáveis e definir a forma de custódia dos ativos. 

“Manter equilíbrio na carteira é crucial. Uma boa prática é combinar ativos consolidados, como Bitcoin e Ethereum, com stablecoins para estabilidade, e destinar apenas uma parcela reduzida a projetos emergentes”, orienta Pereira. 

No Brasil, os investidores ainda precisam ficar atentos às obrigações fiscais. A Receita Federal exige a declaração de criptoativos no imposto de renda e o Congresso discute propostas de regulamentação para stablecoins e corretoras digitais. “O país já avançou muito nesse tema, mas ainda estamos em fase de consolidação. É fundamental acompanhar a legislação para proteger o patrimônio e investir de forma consciente”, completa.

 

Mercado brasileiro 

Em 2025, o Brasil alcançou a 5ª posição mundial em adoção de criptoativos, segundo o relatório anual da Chainalysis, que avaliou 151 países. O levantamento considera não apenas o volume movimentado, mas também o impacto real das criptomoedas no cotidiano da população. O país aparece atrás apenas de Índia, Estados Unidos, Paquistão e Vietnã, superando mercados relevantes como Nigéria, Indonésia, Ucrânia e Reino Unido.

 

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