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segunda-feira, 23 de junho de 2025

O alto preço do continuismo irresponsável

 

Todos os presidentes do Brasil nas duas últimas décadas sabiam e sabem da necessidade de cortar despesas, reduzir a gastança do governo e o gigantismo da máquina pública para dispor de recursos destinados a investimentos inadiáveis, por exemplo, em educação em tempo integral, em melhoria da remuneração dos professores, em ampliação das coberturas do Sistema Único de Saúde (SUS), e em universalização dos serviços do saneamento básico, hoje uma das maiores vergonhas nacionais, com impacto direto na saúde pública e na qualidade de vida dos cidadãos. 

Tais medidas, entretanto, jamais foram implementadas. Essa necessidade, ainda que gritante, foi sempre sufocada pelos interesses eleitorais – especialmente a reeleição – visando à manutenção do poder, como se o país tivesse donatários em pleno século XXI. Para isso, nenhuma preocupação em fazer o combate efetivo à corrupção e enorme boa vontade com a concessão de privilégios, generosidade com disponibilização de recursos públicos para parte da mídia e para os influenciadores sociais, com destaque para a área da cultura. A caixa de bondades foi mantida aberta. 

O preço dessa desastrosa opção, que perdura desde a aprovação do instituto da reeleição, em 1997, tem sido muito elevado, prejudicando a prestação de serviços essenciais com precariedades alarmantes, além do brutal empobrecimento da população brasileira. 

Não é necessário muito esforço para a comprovação dos desastres causados por essas políticas governamentais que privilegiam poucos em detrimento da grande massa carente, a plutocracia tomando o lugar da democracia. Um bom exemplo são os gastos primários. 

Em 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, os gastos primários alcançaram o montante equivalente a 14,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Tesouro Nacional, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na sequência, ao final dos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2010) esses gastos foram expandidos e chegaram a 17,0% do PIB. Um aumento de 2,3 pontos percentuais, equivalentes hoje a R$ 269 bilhões/ano. 

A irresponsabilidade continuou durante os 5 anos e 7 meses dos governos da presidente Dilma Roussef e, com isso, os gastos primários atingiram um recorde de 19,5% do PIB, ou seja, mais R$ 292 bilhões/ano, em valores atualizados. 

No período seguinte, nos governos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro, houve recuo de 19,5% para 18% do PIB nesses gastos. Mas voltou a subir no biênio 2023/2024, já no terceiro governo de Lula, atingindo o nível de 20% do PIB. Significa dizer que o aumento entre 2002 até hoje custou mais para o país 5,3 pontos percentuais do PIB, ou R$ 622 bilhões/ano em valores de hoje. 

É preciso falar também sobre os privilégios concedidos ao setor privado, por meio de renúncias   fiscais – os chamados gastos tributários -, igualmente responsáveis por tornar o Brasil ainda mais desigual e injusto. 

Em 2001, os gastos tributários da União eram equivalentes a 1,47% do PIB, cerca de R$172 bilhões/ ano). Em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Lula, já era mais do que o dobro. Correspondia a 3,60% do PIB, ou aproximadamente R$ 420 bilhões/ano, em valores atualizados. A farra nos gastos públicos se repetiu com a concessão desses   privilégios no último ano da presidente Dilma, quando já tinha atingido o nível de 4,33% do PIB, ou, em valores de hoje, R$ 506 bilhões/ano. 

O problema permanece em 2024, ano que deve fechar no absurdo índice de 5,50% do PIB. Merece destaque a versão preliminar dos estudos da FGV, de novembro. Amparada nos dados oficiais da Secretaria da Receita Federal e das Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) dos estados brasileiros, essa versão sinaliza que no ano as renúncias fiscais do governo geral atingirão patamar ainda maior, de 6,9% do PIB, o corresponderia a R$ 807 bilhões/ano, ou seja, mais de 20% do total da carga tributária nacional. 

A dimensão da gravidade pode ser aferida por meio da comparação do excesso da gastança da máquina pública (12,8% do PIB) com a média dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de apenas 9,8 do PIB com a mesma despesa. 

Se somados as despesas com o gigantismo do setor público, com os gastos tributários, e com a corrupção do setor público (2,5% do PIB, segundo estimativa das instituições), a conclusão é a de de que todo esse desperdício que poderia ser evitado chega a 38% de toda a carga tributária nacional, já bastante pesada para as pessoas físicas e jurídicas. 

Não há defesa para essas priorizações equivocadas dos governos brasileiros pós-1997 quando se olha para os indicadores sociais e se constata sua degradação. Um exemplo é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido a partir das condições de educação, renda e bem-estar da população. Nesse índice, o Brasil caiu da 77ª posição em 2002 para a 88ª ou 89ª colocação mundial em 2024. 

No coeficiente Gini, que mede a distribuição de renda nas nações, o país está estagnado, nas últimas décadas, entre as 10 piores nações do planeta. 

Vergonhoso também é o desempenho brasileiro no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade Brasileira (IRBES), estacionado na última posição entre os 30 países de maior expressão econômica e com maior carga tributária. Traduzindo: o Brasil cobra muitos impostos de seus cidadãos, porém devolve a eles muito pouco em qualidade de vida. 

Também não há nada a comemorar quando a questão é o combate à corrupção porquê da 69ª posição mundial em 2002 caímos em 2024 para a 104ª colocação, de acordo com levantamento da Transparência Internacional. 

A educação é outro exemplo do fracasso administrativo das últimas décadas. Entre 56 países – os 38 membros da OCDE e mais 18 nações convidadas pela instituição, o Brasil ficou na desonrosa 44° posição em 2024. E como se não bastasse, o cidadão brasileiro vive com medo: o país é recordista mundial em número absoluto de homicídios intencionais, índice que retrata bem a situação da segurança urbana. 

Durante décadas, o discurso do governo foi de que não se via a necessidade de corte de gastos, de que a pressão por essa medida era resultado da insensibilidade dos super-ricos que não querem pagar impostos sobre seus ganhos, e outros argumentos do gênero. 

Agora no início de dezembro, com atraso injustificável, o governo apresentou medidas para o corte de R$ 327 bilhões, nos próximos seis anos, sendo de R$ 70 bilhões no biênio 2025/2026. O mercado reagiu mal porque foi uma decisão tardia, mal explicada e insuficiente. Afinal, se tais medidas tivessem sido anunciadas há nove meses, em março, a taxa de juros Selic não estaria nos níveis de hoje (11,25%), com possibilidade de chegar a 11,75% ou 12,00% até o final do ano e atingir até 13,5% em maio de 2025, conforme admitiu o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Com anúncio mais cedo, tampouco o país teria inflação superior a 4,7% ao ano, acima do teto da meta. Isso porque, em março de 2024, o Brasil tinha taxa Selic de 10,50% a.a. e a dívida pública do governo geral (União, Estados e Municípios) não ultrapassava R$ 8,3 trilhões. A demora provocou desconfiança e a escalada dos juros.

 Será um preço alto a ser pago pelo povo brasileiro por culpa da teimosia e da arrogância dos governantes. Isso porque, admitindo-se a taxa média prevista pelo futuro presidente do Banco Central, o controle da inflação levará a taxa Selic ao patamar entre 13,00% a 13,50% a.a. Com isso, a dívida pública chegará a R$ 9,1 trilhões no fechamento de 2024.  A conta final será da ordem de R$ 199,33 bilhões (juros adicionais), valor bem superior ao corte anunciado para 2025 e 2026, cuja soma é estimada em R$ 70 bilhões. Tudo o que foi anunciado com pompa e circunstância, portanto, terá efeito prático nulo. 

Para quem acredita que não haveria outra saída, basta lembrar que o governo poderia fazer cortes no excesso de gasto com o funcionalismo público, hoje consumindo R$ 351 bilhões por ano, ou 3% do PIB. Poderia ainda reduzir os gastos tributários, atualmente de R$ 646 bilhões/ano, que correspondem a 5,50% do PIB. Ou atacar a corrupção, responsável por desvio de 2,5% do PIB que, se reduzido a 1,5%, representaria cerca de R$ 175 bilhões. Somente com essas três frentes a economia seria de R$ 1,17 trilhão por ano. 

Cabe ao governo entender que melhor forma de governar e administrar é prEver e não prOver. Uma simples troca de vogal mudaria a ação do Estado brasileiro porque significaria a diferença entre planejar e buscar alternativa a uma UTI ou recorrer ao Corpo de Bombeiros. Medidas emergenciais nunca serão capazes de superar os resultados de bom planejamento. 

Gastança gera déficit, que por sua vez produz dívidas. E essas dívidas implicam em pagamentos adicionais de juros. Esse círculo vicioso vai sangrando o Tesouro, o que significa a redução dos recursos necessários no investimento em serviços essenciais. Os reflexos são inevitáveis: queda na qualidade de vida e empobrecimento da população, que parece condenada a pagar pelos equívocos dos governantes. 

Definitivamente, o corte anunciado passou longe de ser um bom presente de Natal para o sofrido povo brasileiro, ou ao menos uma perspectiva otimista para o Ano Novo. O desejo colocado no topo da lista do Papai Noel por toda a nação, acredito, sem dúvida é o de que os governos e governantes parem de insistir na divisão dos brasileiros, demonizando ricos e elegendo como vilões os empresários, os super-ricos, os banqueiros da Faria Lima e os gestores altamente capazes do BACEN. 

O Brasil precisa de todos os cidadãos, independentemente de suas condições financeiras e de seu nível de escolaridade. E é necessário fazermos uma reflexão sobre a responsabilidade de todos os 212,6 milhões de brasileiros, (IBGE-29/08/2024) que elegeram democraticamente todos os governantes pelo voto popular, porque respondemos por nossas escolhas e decisões. 

Fica o ensinamento de que nas próximas eleições temos que votar com mais consciência e não apenas na base da simpatia ou das promessas do candidato. Afinal, como afirmava corretamente o pensador, orador e líder político norte-americano do século XIX Robert G. Ingersoll, “não há no mundo nem recompensa, nem castigo, o que há são consequências”.   

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


5 dicas para se destacar em idiomas no Enem

Com base em temas mais cobrados dos últimos anos, especialista do CNA+ orienta estudantes sobre como se preparar para o principal exame do País

 

Com o término das inscrições para o Enem 2025 e a aproximação do exame, muitos estudantes ainda têm dúvidas sobre qual idioma escolher na prova de língua estrangeira, que tem inglês ou espanhol como opções, e como se preparar da melhor forma. Segundo levantamento da SAS Educação, os temas de maior incidência nas provas de inglês e espanhol entre 2009 e 2024 estão ligados à leitura e interpretação de textos, como interpretação de poemas e canções, charges e tirinhas e a identificação da função do texto, que representam cerca de 50% das questões em ambos os idiomas. Outros assuntos recorrentes incluem semântica (o sentido das frases) e domínio lexical (vocabulário). 

Para Marcelo Barros, diretor de Educação do CNA+, compreender como as questões são estruturadas ajuda o estudante a direcionar melhor os estudos. “A prova de língua estrangeira no Enem vai muito além da gramática, o foco está sobretudo na compreensão de textos autênticos. Por isso, o estudante precisa treinar o olhar interpretativo e ampliar o vocabulário. Não se trata apenas de traduzir, mas de entender contextos, inferir significados e reconhecer intenções”, afirma. 

Pensando nisso, o especialista preparou um guia com dicas práticas baseadas nos assuntos mais cobrados no exame nos últimos anos. “O mais importante é se sentir confortável com a língua escolhida”, acrescenta.
 

1. Exercite leitura com foco interpretativo

A maior parte das questões de língua estrangeira no Enem exige que o estudante interprete textos de diferentes gêneros e identifique ideias centrais, reconheça intenções do autor e faça inferências. “Nesses casos, é fundamental praticar a leitura com atenção ao contexto, ao tom do texto e às pistas linguísticas. Isso vai ajudar a compreender mesmo vocabulário desconhecido”, comenta Barros.
 

2. Amplie o vocabulário por temas

O repertório no idioma é outro ponto chave na prova. Para isso, vale estudar palavras e expressões relacionadas a temas recorrentes no Enem, como educação, meio ambiente, tecnologia, consumo, saúde e comportamento.
 

3. Acesse conteúdos originais no idioma escolhido

Músicas, notícias, podcasts, vídeos curtos, quadrinhos e até perfis nas redes sociais são excelentes formas de estar exposto ao idioma de forma natural e contextualizada, criando um hábito diário. “Ao ter contato com esses materiais, o estudante desenvolve não só a leitura, mas também a compreensão auditiva e o reconhecimento de estruturas típicas da língua, o que ajuda na hora da prova”, diz o diretor.
 

4. Pratique com provas anteriores

Fazer simulados e resolver questões de provas passadas pode ajudar a entender o estilo de questões do Enem, que costuma apresentar enunciados longos e contextualizados. Ao conhecê-los, vale observar como as perguntas são feitas e tentar identificar padrões: que tipo de informação é cobrada, como os textos são apresentados e quais estratégias funcionaram melhor para você.
 

5. Foque nos gêneros textuais mais cobrados

Segundo a análise da SAS Educação, gêneros como tirinhas, charges, anúncios publicitários, letras de música e poemas estão entre os mais utilizados nas provas de inglês e espanhol. Estude as características desses formatos, que costumam conter linguagem informal, ironia, metáforas e recursos visuais. É aconselhável praticar a leitura com atenção a esses elementos, que muitas vezes são decisivos para entender a mensagem principal.


 

Exemplos de questões que caíram nos últimos anos:
 

Enem 2023

Ishaan Awashi es un niño de 8 años cuyo mundo está plagado de maravillas que nadie más parece apreciar: colores, peces, perros y cometas, que simplemente no son importantes en la vida de los adultos, que parecen más interesados en cosas como los deberes, las notas o la limpieza. E Ishaan parece no poder hacer nada bien en clase. Cuando los problemas que ocasiona superan a sus padres, es internado en un colegio para que le disciplinen. Las cosas no mejoran en el nuevo colegio, donde Ishaan tiene además que aceptar estar lejos de sus padres. Hasta que un día, el nuevo profesor de arte, Ram Shankar Nikumbh, entra en escena, se interesa por el pequeño Ishaan y todo cambia. O filme Como estrellas en la tierra aborda o tema da dislexia.
 

Relacionando o cartaz do filme com a sinopse, constata-se que o(a)

a. olhar diferenciado para com o outro gera mudanças.

b. estudante com dislexia apresenta um tom questionador.

c. abordagem para lidar com a dislexia é pautada na disciplina.

d. contato com os pais prejudica o acompanhamento da dislexia.

e. mudança de interesses ocorre na transição da infância para a vida adulta

A prova de linguagens é uma das mais importantes no Enem e pode fazer grande diferença na nota final. Preparar-se com base em situações concretas e com orientação de especialistas pode aumentar a confiança dos estudantes nessa reta final.


 

Enem 2018

Lava Mae: Creating Showers on Wheels for the Homeless

San Francisco, according to recent city numbers, has 4,300 people living on the streets. Among the many problems the homeless face is little or no access to showers. San Francisco only has about 16 to 20 shower stalls to accommodate them.

But Doniece Sandoval has made it her mission to change that. The 51-year-old former marketing executive started Lava Mae, a sort of showers on wheels, a new project that aims to turn decommissioned city buses into shower stations for the homeless. Each bus will have two shower stations and Sandoval expects that they’ll be able to provide 2,000 showers a week.

ANDREANO, C. Disponível em: abcnews.go.com. Acesso: 26 jun. 2015 (adaptado).
 

A relação dos vocábulos shower, bus e homeless, no texto, refere-se a

a) empregar moradores de rua em lava a jatos para ônibus.

b) criar acesso a banhos gratuitos para moradores de rua.

c) comissionar sem-teto para dirigir os ônibus da cidade.

d) exigir das autoridades que os ônibus municipais tenham banheiros.

e) abrigar dois mil moradores de rua em ônibus que foram adaptados.



CNA+

 

Do escambo ao e-commerce: como o fator humano ainda move o varejo no século XXI


Desde as primeiras trocas entre civilizações antigas até os complexos ecossistemas do comércio eletrônico atual, o varejo sempre ocupou um papel central na economia mundial. Ainda que tenha passado por revoluções tecnológicas e transformações profundas, sua essência permanece inalterada: conectar pessoas por meio de bens, serviços e experiências.

Num passado distante, o caixeiro-viajante e o mascate percorriam grandes distâncias para levar produtos e novidades a lugares remotos. Essa conexão direta entre produtor e consumidor não apenas movimentava a economia, mas também criava laços sociais e culturais que ainda ecoam nas relações de consumo atuais.

Durante o século XX, o varejo físico ganhou força com o surgimento de lojas de departamento, supermercados e shoppings centers. A competição se dava pela variedade de produtos, localização estratégica e preços competitivos. Esse modelo dominou até a virada do século, quando a internet alterou profundamente a dinâmica do consumo.

Hoje, o comércio eletrônico é uma realidade consolidada. As projeções indicam que as vendas on-line podem ultrapassar US$ 7 trilhões até o fim de 2025 — e, no Brasil, o setor deve fechar o ano com um faturamento acima de R$ 200 bilhões. A pandemia de covid-19 acelerou essa transformação, tornando as compras on-line não apenas uma conveniência, mas uma necessidade.

Neste novo cenário, o varejo vive a era do "figital" — a fusão entre físico e digital. O consumidor moderno espera uma jornada fluida entre os canais: comprar on-line e retirar na loja, receber ofertas personalizadas com base em seus hábitos e encontrar o mesmo padrão de atendimento em qualquer plataforma. A experiência tornou-se central.

Atualmente, o consumidor busca mais do que produtos. Ele quer histórias, conexões e vivências memoráveis. O ponto de venda deixa de ser apenas um local de compra para se tornar um espaço de convivência, aprendizado e entretenimento. Workshops, eventos e experiências sensoriais ganham protagonismo nas lojas físicas.

A personalização é outro pilar dessa nova fase. Marcas investem em inteligência artificial para entender preferências, sugerir produtos e criar ofertas exclusivas. No entanto, mesmo com todo o avanço tecnológico, algo se destaca como insubstituível: o calor humano.

Durante uma recente viagem que fiz à Ásia, um detalhe simples revelou uma grande verdade: o sorriso ainda é o maior diferencial do varejo. O atendimento caloroso e a amabilidade nos hotéis, shoppings centers  e até nos mercados de Bangkok, a feira no trilho do trem ou o comércio fluvial, proporcionam uma experiência sensorial e emocional única.

É nessa autenticidade que a experiência se torna inesquecível. A cordialidade genuína, a gratidão espontânea e o contato olho no olho criam uma conexão que nenhum algoritmo pode replicar. Em um mundo cada vez mais automatizado, ser gentil é uma vantagem competitiva poderosa.

No fim das contas, mesmo com todas as inovações, o varejo continua sendo uma atividade essencialmente humana. As marcas que entenderem esse equilíbrio entre tecnologia e empatia estarão mais bem preparadas para enfrentar os desafios do mercado.

Ao concluir essa reflexão, surge um contraste inevitável com situações em que o atendimento frio e impessoal compromete a experiência do consumidor. Embora o direito ao silêncio e à reserva de cada indivíduo deva ser respeitado, é preciso reconhecer que nem todas as profissões combinam com todos os perfis. Essa transformação está alinhada com os traços da nova geração, nascida em um período recente, que prioriza a autenticidade, o propósito e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Crescendo em meio à tecnologia, esses jovens são nativos digitais, flexíveis, práticos e valorizam ambientes que respeitam sua identidade e individualidade. No entanto, esse desejo por sentido e coerência no trabalho pode entrar em choque com as exigências do mercado, que ainda nem sempre está pronto para acompanhar essas novas expectativas. Talvez, para quem prefere evitar o contato direto com o público, funções em home office sejam mais adequadas.

No fim das contas, o sorriso simples, autêntico e gratuito pode ser a chave para transformar uma transação em um momento memorável. E, no varejo, momentos assim são os que constroem fidelidade.

  

Cida Oliveira - diretora de Marketing do Grupo Tacla Shopping

 

Como a IA apoia a agenda ESG?

 

ESG não é mais uma tendência. É um vetor inegociável de crescimento, competitividade e acesso a mercados. O que antes era uma pauta reputacional, hoje é critério decisório para investidores, clientes, talentos e conselhos. No Brasil, como exemplo, segundo o estudo “A Maturidade ESG nas Empresas Brasileiras: Avanços e Desafios 2024”, conduzido pela Beon ESG e Aberje, 64% das empresas já reconhecem o ESG como prioridade estratégica. Entretanto, uma constatação precisa ser feita: priorizar na estratégia não significa, necessariamente, executar na prática.

O desafio real não está mais em entender a importância do ESG, e sim em operacionalizar esse compromisso dentro dos processos, da governança e do modelo de negócios, e é aqui que Inteligência Artificial (IA) deixa de ser tendência tecnológica e passa a ser infraestrutura crítica para destravar, acelerar e sustentar essa transformação.

Empresas que dominam a convergência, “ESG + IA” não apenas cumprem sua agenda de sustentabilidade. Elas se tornam mais eficientes, mais rentáveis e mais resilientes, isso porque o ESG, apoiado por IA, não é sobre compliance. É sobre construir empresas que crescem, se perpetuam e geram valor no longo prazo.

Embora não seja uma tecnologia nova, a IA, cada vez mais, tem se mostrado uma importante aliada nas operações. A partir do seu uso, as organizações passam a obter ganhos desde maior eficiência, automatização de tarefas, redução de custos, previsibilidade, análises em tempo real, e controle, entre tantas outras vantagens que podem ser comprovadas através dos resultados conquistados. E, em se tratando do ESG, o recurso ganha ainda mais relevância, visto que pode apoiar a organização nos três pilares que formam o conceito.

O pilar Environmental (ambiental) deixou de ser apenas uma pauta de sustentabilidade e passou a ser uma agenda de sobrevivência empresarial, competitividade e expansão de mercados. Líderes que entendem isso sabem que não se trata apenas de reduzir emissões de carbono, mas de operar modelos produtivos mais eficientes, inteligentes e responsáveis e a Inteligência Artificial entra como protagonista nesse cenário.

Por meio da coleta, processamento e análise massiva de dados ambientais, a IA permite identificar padrões de consumo, prever impactos, otimizar recursos e gerar insights acionáveis que transformam operações de ponta a ponta, em sistemas mais sustentáveis e eficientes e com o aprendizado de máquina se adequar e se corrigir a cada etapa, mas sempre lembrando que onde há impacto ambiental, há, inevitavelmente, impacto social.

As empresas que reduzem desperdícios, controlam emissões e operam com eficiência não apenas cuidam do planeta, cuidam das pessoas, promovem ambientes de trabalho mais seguros, mais éticos e mais alinhados às demandas sociais contemporâneas e fortalecem a relação com colaboradores, comunidades e consumidores, que cada vez mais valorizam empresas comprometidas não só com o meio ambiente, mas com o coletivo.

Já o pilar social não pode mais ser tratado de forma isolada. Ele está diretamente conectado às práticas ambientais (E) e de governança (G), formando uma rede interdependente que define a resiliência, a reputação e a sustentabilidade das empresas, hoje, promover inclusão, saúde, segurança e bem-estar não é apenas uma responsabilidade ética, é uma estratégia de crescimento, retenção de talentos e fortalecimento da cultura organizacional e a Inteligência Artificial se torna uma aliada indispensável nessa construção.

A IA aplicada ao Social significa transformar dados em ações concretas para pessoas, permitindo desde a análise preditiva de segurança no ambiente de trabalho até a construção de programas de desenvolvimento personalizados, que se adaptam às competências, desafios e realidades de cada time, unidade ou operação, indo além, a IA conecta o Social ao Environmental, quando promove ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e eficientes, alinhados com práticas de redução de impacto ambiental e conecta à Governança, assegurando que políticas de diversidade, inclusão, segurança e desenvolvimento humano não fiquem no papel, mas sejam monitoradas, mensuradas e continuamente aprimoradas por meio de dados e inteligência em tempo real.

A governança, que visa garantir transparência, ética, compliance e responsabilidade com a gestão de riscos, é mais um ponto que a IA pode ajudar. Isso porque o recurso tem a capacidade de monitorar e garantir que as operações estejam ocorrendo em conformidade com leis e regulamentos, além de, através da automatização, conseguir analisar dados financeiro e identificar padrões suspeitos de fraudes e/ou atividades ilícitas.

Os exemplos aplicados em cada um dos itens que formam o conceito da agenda ESG são um demonstrativo da flexibilidade e adaptação que a IA possui. Sua atuação em diversos campos tem levado organizações no mundo todo a darem um salto importante na sua gestão. No entanto, para que sua aplicação seja efetiva, é primordial que haja o envolvimento de toda equipe, incluindo a alta gestão.

Isso é, de nada adianta ter um recurso altamente eficaz em mãos, sem que o time esteja preparado para utilizá-lo. Ademais, a liderança tem como um grande desafio desmistificar a ideia equivocada de que a tecnologia irá eliminar a mão de obra, quando, na verdade, ela vem para apoiar e simplificar a jornada de trabalho.

Esse direcionamento que deve ser adotado pelos líderes vem ao encontro do conceito da agenda ESG que visa unir os pilares que precisam ser tratados com prioridades pelas empresas. Afinal, é preciso cuidar do meio ambiente, das pessoas e, sobretudo, ter boas práticas de governança para assegurar resultados.

Contudo, junto com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. Embora a IA seja uma ferramenta eficaz, sua utilização requer cuidados desde a real compreensão do objetivo do seu uso até aspectos éticos, os quais envolvem o controle das informações compartilhadas e obtidas até a capacitação dos profissionais, orientando a extração e análise dos dados.

A Inteligência Artificial tem o potencial de deixar a agenda ESG ainda mais eficiente, assertiva e sustentável. Com o seu uso, sem dúvidas, as empresas podem melhorar o seu desempenho e, consequentemente, obter vantagem competitiva no mercado, bem como atrair investimentos, considerando que a organização passa a ser melhor posicionada frente às demais.

Não há como negar que estamos vivendo uma nova era, e a IA segue como protagonista. Deste modo, o quanto antes as organizações integrarem essa tecnologia no dia a dia, melhores serão seus resultados e preparação para cumprir seus deveres, incluindo os três pilares do ESG.  




Diego Bortolucci - responsável pela área de SAP S/4HANA da SPS Group.

Quatro em cada dez profissionais brasileiros já sofreram etarismo, revela pesquisa global Michael Page

Percentual de 41% é superior à média global (36%) e América Latina (35%)

 

A construção de ambientes mais inclusivos e diversos segue como um dos principais desafios para as organizações em todo o mundo. De acordo com o estudo global Talent Trends 2025, realizado pela Michael Page, uma das principais consultorias de recrutamento executivo do mundo, 41% dos profissionais brasileiros afirmam já ter sofrido etarismo ao longo da carreira. O índice é superior à média global (36%) e à média da América Latina (35%). 

“A discriminação por idade, além de injusta, compromete o potencial das organizações. Quando profissionais são desvalorizados por sua faixa etária, o impacto vai muito além do indivíduo: afeta a produtividade, o engajamento e a capacidade de reter talentos com experiência. O etarismo, muitas vezes silencioso, exige um olhar atento da liderança e uma cultura verdadeiramente inclusiva para ser superado”, afirma Isabel Pires, gerente-executiva da Michael Page. 

Os dados fazem parte da pesquisa global Talent Trends 2025, um dos estudos mais abrangentes sobre profissionais e o mercado de trabalho, realizado em novembro e dezembro de 2024, em 36 países. Ele conta com a participação de aproximadamente 50 mil profissionais em todo o mundo, que atuam em empresas de diferentes segmentos e portes. O objetivo desse levantamento é alinhar as diferentes expectativas de profissionais (salários competitivos, flexibilidade e aspectos da cultura organizacional) e empresas (que sofrem pressões externas de um mercado de trabalho dinâmico).  

 

Discriminação no ambiente de trabalho: abalos emocionais e reputacionais 

A intensidade com que se pratica discriminação nas empresas é alarmante. O estudo revelou, por meio de questão de múltipla escolha, que 25% já foram marginalizados por sua condição socioeconômica. Na sequência apareceram 15% por religião e outros 10% por etnia. Somaram 9% por gênero, 6% por gravidez ou maternidade, 5% por estado civil e 4% por orientação sexual, enquanto 3% por deficiência. Além disso, 39% relataram ter sofrido outros tipos de discriminação e 9% não souberam ou preferiram não responder. 

A discriminação no ambiente de trabalho deixa feridas profundas e reflexos emocionais, impactando não apenas os indivíduos, mas também a produtividade, o engajamento e a retenção de talentos. Entre os que relataram ter sido discriminados, 67% sentiram-se chateados, 60% passaram a se sentir menos satisfeitos no trabalho, 59% desvalorizados e 55% menos motivados ou produtivos. Sensações de estresse ou esgotamento afetaram 52%, enquanto 47% afirmaram ter considerado deixar o cargo. A discriminação também comprometeu o senso de segurança (37%) e os relacionamentos interpessoais (36%). Para 29% dos profissionais, a experiência os impediu de receber um aumento ou promoção. 

“Ambientes tóxicos só servem para repelir e afastar talentos. A nossa pesquisa revelou que um em cada três funcionários sentem-se autênticos no ambiente de trabalho. Quem não se sente acolhido, não se sente parte do todo, causando uma enorme sensação de desconforto, insegurança e de quebra de confiança. Quem não acolhe, perde um talento. Empresas que promovem a inclusão de forma intencional colhem ganhos tangíveis em clima organizacional, produtividade e reputação. A inclusão não pode ser tratada como um projeto paralelo — ela deve estar no centro da estratégia de gestão de pessoas”, diz Isabel. 

A pesquisa apontou que 6% dos respondentes brasileiros já foram discriminados ou marginalizados em seu cargo atual, ficando atrás das médias global (12%) e da América Latina (8%). Ainda de acordo com o levantamento, 26% dos respondentes do Brasil enxergam a inclusão em suas organizações atuais, ficando à frente das médias global e da América Latina (24%).

 

Escolas de SP abrirão as portas durante as férias para oferecer almoço para alun

 

As escolas da rede estadual de São Paulo recebem, até a próxima sexta-feira (27), as inscrições para o almoço nas férias, que será ofertado em 3.700 unidades de ensino durante o recesso do mês de julho. Para que os estudantes recebam as refeições, os responsáveis pelos estudantes devem manifestar interesse por meio da Secretaria Escolar Digital (SED) ou diretamente nas escolas de seus filhos.

As férias do meio do ano ocorrem entre os dias 3 e 22 de julho e, neste período, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) vai abrir as unidades que ofertam a alimentação escolar de forma centralizada, ou seja, com contratos de cozinheiras e compras de insumos diretamente pela pasta, para alimentação destinada aos alunos da rede. 

Nas outras cerca de 1.300 escolas estaduais, a alimentação é fornecida pelas prefeituras, por meio de convênio com a Educação. Neste caso, a decisão de oferecer a alimentação nas férias fica a critério dos municípios.

Durante o recesso escolar, nos dias de semana, o almoço será servido entre as 11h e 13h30. A equipe de nutricionistas da Seduc-SP prepara sugestões de cardápio, visando manter a oferta de refeições balanceadas também durante o mês de julho. 

É preciso que cada escola tenha conhecimento dos interessados na alimentação escolar com antecedência, para que o almoço seja preparado de acordo com a demanda, evitando desperdício de alimentos, por isso pais e responsáveis devem registrar interesse nas refeições até a próxima sexta-feira (27).

 

Kantar BrandZ: 71% do valor das marcas mais valiosas dos últimos 20 anos veio de marcas disruptivas

Segundo o ranking da Kantar, isso representa um acréscimo de US$ 6,6 trilhões entre 2006 e 2025

 

As marcas que se reinventaram ou revolucionaram suas categorias foram responsáveis pela maior parte do valor agregado às marcas mais valiosas do mundo nos últimos 20 anos. Isso é o que mostra o ranking Kantar BrandZ Global, que em 2025 mostrou um Top 100 muito diferente do de 2006. 

A análise entre os dois rankings revela que mais de US$ 9,3 trilhões foram adicionados de 2006 a 2025. Mais de US$ 6,6 trilhões, ou 71%, do valor incremental ganho veio de marcas disruptivas: Facebook, Tesla, Uniqlo, Mercado Libre, entre outras. 

Ao longo desses anos, muitas marcas desapareceram completamente, pois sua oferta já não atendia às necessidades dos consumidores. Algumas foram substituídas por outras mais inovadoras que redefiniram o que a categoria pode oferecer. As mais bem-sucedidas, como Amazon, Google, Apple e Microsoft, se reinventaram e se expandiram muito além de suas bases de produtos originais. 

“A inovação é evidente em todas as categorias e origina-se de todas as partes do mundo. Fundamentalmente, a inovação bem-feita trata de criar valor para os consumidores e entregar valor para os negócios”, afirma Milton Souza, CEO da divisão Insights da Kantar Brasil. 

O relatório do Kantar BrandZ também conclui que a Diferença Significativa, que é parte do modelo de avaliação de Brand Equity proprietário da empresa, é o motor de crescimento das marcas. “Não é preciso ir além da Apple para entender o poder das marcas quando elas são Significativamente Diferentes: ela teve maior taxa de crescimento em 20 anos, é a primeira marca a ser avaliada em mais de 1 trilhão de dólares e a mais valiosa pelo quarto ano consecutivo”, diz Souza. 

Outro diferencial das marcas disruptivas e de tecnologia é que elas constroem confiança por meio de uma experiência de qualidade, o que, por sua vez, gera retenção. Souza explica que a frustração com falhas tecnológicas é proporcional às coisas incríveis que essas marcas prometem. Portanto, promover uma experiência sem atritos e consistente para os usuários é essencial.  

 

ChatGPT e Chipotle são exemplos de disrupção

Duas marcas de setores bastante distintos são exemplos de como a disrupção pode ajudar no crescimento de marca. Primeiro, e talvez o mais previsto, está ChatGPT. Desenvolvido pela OpenAI, foi lançado em novembro de 2022 e rapidamente ganhou popularidade, alcançando 100 milhões de usuários em dois meses. 

Construída com base nos modelos de linguagem de grande porte fundamentais da OpenAI, a marca começou com o GPT-1 em 2018, que demonstrou o poder do aprendizado não supervisionado em tarefas de "compreensão de linguagem", transformou setores como atendimento ao cliente e educação, fornecendo suporte instantâneo e aprendizado personalizado.

 

Sua capacidade de compreender e gerar textos com aparência humana tornou o

ChatGPT em uma ferramenta valiosa para diversas aplicações, incluindo programação, escrita criativa e análise de dados. “O compromisso da OpenAI em avançar a IA de uma forma que beneficie a humanidade tem sido uma força motriz por trás do sucesso do ChatGPT como uma marca Significativamente Diferente”, explica Souza. Todos esses elementos fizeram com que ela estreasse em 60º lugar, avaliada em US$ 43,5 bilhões. 

Já o segundo exemplo, vem da rede americana de restaurantes Chipotle. Em 86º lugar e avaliada em US$ 26,1 bilhões, ela entrou Top 100 pela primeira vez neste ano, aumentando seu valor em cinco vezes desde que entrou pela primeira vez no ranking da categoria de alimentação em 2013. Na década de 2010, a Chipotle revolucionou a indústria de fast food com seu conceito "fast casual". Por um pequeno custo adicional, as pessoas podiam desfrutar de comida com ingredientes frescos e de melhor procedência. Em resposta, muitas marcas tradicionais aprimoraram suas práticas de abastecimento e sustentabilidade e experimentaram opções mais "gourmet".

Segundo Souza, a Chipotle manteve seu senso de diferenciação e obteve sucesso contínuo com sua forte expansão nacional e internacional; investindo em tecnologia, tanto nas cozinhas quanto para aprimorar a experiência do cliente em pedidos e entregas; fortalecendo sua comunicação com o uso eficaz de mídias sociais, incluindo o TikTok; e inovando no cardápio, mesclando opções personalizáveis ​​com promoções sazonais e por tempo limitado



Kantar BrandZ
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Kantar
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Estações da CPTM recebem ação do CIEE para cadastro de vagas de estágio e aprendizagem

O atendimento acontece nesta segunda (23), na Luz; terça (24) no Brás e sexta (27), no Tatuapé, das 11h às 15h

 

Jovens que passarem pelas estações da Luz, Brás e Tatuapé poderão participar da ação realizada em parceria com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). Durante a atividade, serão ofertados serviços como cadastramento em vagas de estágio e cursos de aprendizagem. 

Na segunda-feira (23/06), a ação será realizada na estação da Luz. Na terça (24/06), será a vez da estação Brás. Já na sexta-feira (27/06), a estação Tatuapé receberá o atendimento. Em todos os dias, o cadastramento acontecerá das 11h às 15h. 

As oportunidades são voltadas aos estudantes entre 14 e 24 anos, matriculados no ensino médio, técnico ou superior, que podem se inscrever e concorrer a vagas, conforme o perfil. 

Durante o evento, haverá divulgação de cursos online, orientações e atendimento pelos profissionais do CIEE, que prestam apoio a quem está à procura de vagas de estágio e auxiliam na solução de dúvidas em relação ao mundo do trabalho.

 

Ações de Cidadania

 Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

 

Serviço

CIEE: cadastramento para estágio e aprendizagem

 

Local: Estação da Luz, que atende as Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto

Data: segunda-feira (23/06)

Horário: das 11h às 15h

 

Local: Estação Brás, que atende as Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, além do Expresso Aeroporto

Data: terça-feira (24/06)

Horário: das 11h às 15h

 

Local: Estação Tatuapé, que atende as Linhas 11-Coral e 12-Safira

Data: sexta-feira (27/06)

Horário: das 11h às 15h

 

CIEE abre 17,5 mil vagas de estágio no Brasil

No estado de São Paulo, são 9.482 oportunidades, 3.534 na capital 

       As principais oportunidades são para as áreas de Direito,                    Pedagogia e Administração

 

O período de junho e julho representa um momento de descanso para grande parte dos estudantes brasileiros. Mas, aos que buscam uma inserção no mundo do trabalho, o momento é oportuno porque muitos contratos de estágio chegam ao fim e muitos estudantes se formam em seus cursos e precisam encerrar suas atividades. 

Dentro deste cenário, o Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE, maior ONG de inclusão social e empregabilidade da América Latina, projeta a abertura de cerca de 17,5 mil vagas de estágio em todo o País. Somente no estado de São Paulo são 9.482 oportunidades de estágio, 3.534 delas na capital. A região Nordeste é a segunda maior em número de oportunidades, contabilizando 4.031 vagas de estágio, seguida da região Norte com 1.383. No período de junho e julho, o Centro-Oeste contará com 954 oportunidades e o Distrito Federal com 1.043. O CIEE/ES traz 353 oportunidades de estágio no período. 

As milhares de vagas abrangem as mais variadas áreas de estudo e os cursos com maior número de oportunidades de estágio em ensino superior são Direito, Pedagogia e Administração.  

Para estagiar é preciso estar matriculado em um curso de ensino médio, técnico ou superior e o valor de bolsa-auxílio não é determinado pelo salário mínimo, mas sim, regida pelas práticas estabelecidas nas empresas e atrelada à média regional e semestre da graduação. Os benefícios também variam de acordo com cada empresa ou órgão público e podem incluir Convênio Médico, Vale Refeição, Seguro de Vida, entre outros. 

A superintendente Nacional de Operações e Atendimento do CIEE, Mônica Vargas, reforça a importância do período: “As férias do meio do ano representam uma janela de oportunidades super relevante aos que buscam se inserir no mercado de trabalho. O estágio é a porta de entrada que permite aos estudantes vivenciar na prática o que absorvem de conteúdo teórico em sala”, aponta. 

Para se candidatar às vagas e processos seletivos, é preciso se cadastrar no Portal CIEE através do endereço ciee.online. Importante se atentar a todos os campos de preenchimento das informações, como curso de formação, CEP, e-mail e número de contato. Na plataforma, o usuário conta ainda com ferramentas de aprimoramento do currículo, como vídeo de apresentação e redação online. Todas as ferramentas são disponibilizadas gratuitamente.

 

CIEE
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Como usar gatilhos comportamentais para elevar as vendas?


Vender nunca é uma ciência exata, cada consumidor tem seus próprios desejos, necessidades e vontades no que esperam das marcas, o que torna a estratégia de relacionamento cada dia mais personalizada. Apesar desta ser, de fato, uma tarefa desafiadora para as empresas, há uma forma de identificar esses anseios e saber como usá-los, positivamente, para captar a atenção do potencial cliente e converter essa venda com resultados bastante positivos: através dos gatilhos comportamentais.

Esses gatilhos nada mais são do que expressões que cada um de nós demonstramos a respeito do que almejamos e esperamos na relação com uma marca. Estímulos que mexem com o inconsciente do nosso cérebro, influenciando no processo de decisão de compra – os quais, quando são compreendidos e analisados pelas empresas, podem ser favoravelmente convertidos em comunicações personalizadas que atraiam sua atenção e gerem experiências mais positivas e individualizadas entre as partes.

Segundo um estudo da Opinion Box, 41% dos consumidores afirmam que serem atendidos de forma personalizada é importante para sua experiência, o que reforça a necessidade de as empresas estruturarem uma estratégia de comunicação eficiente que não foque apenas em ter um maior lucro, como, acima de tudo, agregue valor real à jornada de compra de cada consumidor.

Mas, o que fará, na prática, que cada cliente se sinta satisfeito nesse sentido? Afinal, a percepção do que é caro ou barato ou, ainda, de um produto ou serviço de qualidade, pode variar bastante para cada um. É justamente nesse sentido que entram os gatilhos comportamentais, sobre a orientação e exigências individuais do quanto cada consumidor está percebendo que o valor investido em cada compra está sendo revertido em experiências e sentimentos positivos, em suas visões.

Muitos mecanismos de captação dessas preferências já são utilizados hoje em dia, como os famosos cookies online ou os próprios bots de atendimento, os quais conseguem reunir o histórico de compras e navegação de cada usuário para, a partir disso, direcionar as empresas no que faz sentido ou não oferecer para eles.

A diferença está em saber como analisar essas informações com inteligência para transformá-las em gatilhos atraentes que tragam a melhor oferta para cada cliente. Entender como tiveram seu primeiro contato com a marca, qual seu perfil de consumo, e de que forma seus produtos ou serviços podem suprir uma necessidade atual ou futura daquela pessoa, mesmo que não seja algo de extrema necessidade atualmente.

Uma estratégia bastante utilizada nesse sentido envolve o senso de urgência ou escassez, compartilhando com o usuário algum produto que possa ter interesse e reforçando, como exemplo, que o estoque está acabando, ou alguma oferta promocional válida por pouco tempo. Algo que lhe chame a atenção e desperte a necessidade de compra pela percepção de algo que não estará mais disponível em um curto espaço de tempo.

Essa é uma dinâmica que não deve seguir uma receita de bolo replicada para todas as situações. Não há como seguir um script se quiser conquistar vendas cada vez mais assertivas. A eficácia dessa captação depende de uma escuta ativa por parte das empresas, ouvindo as dores e necessidades de seus clientes para que saibam como atender essas necessidades da melhor forma, prezando sempre pela sua satisfação e qualidade em tudo que for entregue.

Essa proatividade pelas empresas já é esperado pelo consumidor moderno, o que exige delas uma análise profunda de todos os dados capturados para que traga respostas aderentes ao seu público-alvo no dia a dia. Observar as recorrências de cada usuário e trazer, antecipadamente, soluções práticas através de trilhas fluídas e humanizadas que façam com que se sintam valorizados e especiais ao longo do atendimento.

Por mais que a tecnologia seja um recurso que, certamente, deva ser investida para otimizar e auxiliar este processo, nenhuma ferramenta faz o que o ser humano consegue: a interação pessoal. Muitos detalhes são percebidos apenas na troca de conversas, mergulhando fundo nessas percepções para que, depois, saibam como transformar esses gatilhos em ações práticas e eficazes.

Transporte essas estratégias para a maior quantidade possível de canais de comunicação que façam sentido para seu público-alvo, garantindo que possam conduzir o atendimento em seu meio preferido. Com esse olhar humanizado, com certeza, as empresas terão mais chances de identificarem esses gatilhos comportamentais de seus clientes e se anteciparem no atendimento às suas demandas, reforçando sua imagem como uma marca que preza pela satisfação de seus clientes e, com isso, obtendo elevação nos resultados de vendas.

 


Luiz Correia é Head Comercial na Pontaltech.
Pontaltech


Detran-SP e Cetesb lançam cartilha do desmonte consciente

Armazenamento de resíduos perigosos, destinação de peças não-reutilizáveis e controle de poluentes são alguns dos itens do guia de 5 páginas para o desmanche sustentável


O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) desenvolveram um guia para o desmonte consciente de autopeças. Com cinco páginas de textos curtos e de fácil compreensão, a cartilha fornece instruções para o manuseio e descarte de autopeças conforme as normas para preservação ambiental e para a segurança no trânsito. O material será distribuído em formato digital entre as cerca de 900 empresas credenciadas pelo Detran-SP para o desmanche de veículos. 

O conteúdo reúne orientações sobre seis tópicos: o armazenamento adequado de resíduos perigosos; a separação e destinação de peças não-reutilizáveis ou não-recondicionáveis; o sistema de contenção de vazamentos e lavagem de peças; o controle de emissão de poluentes e descarte irregular; a importância do licenciamento ambiental e os meios de denúncia e fiscalização.  

A cartilha é mais um capítulo da parceria entre Detran-SP e Cetesb, que no início de junho fizeram uma fiscalização conjunta de 79 desmontes, na Semana Mundial do Meio Ambiente, período dedicado à conscientização e à promoção de ações sustentáveis. A operação teve o duplo objetivo de coibir práticas ilegais, como o comércio das chamadas “peças de sangue” – obtidas pelo roubo e furto de veículos –, e promover a consciência pela proteção ao meio ambiente. Com apoio da Polícia Militar (PM), a ação levou à autuação de 48 estabelecimentos flagrados com peças irregulares, motor com numeração raspada, falta de nota fiscal e ausência de etiquetas de rastreabilidade. Além disso, 43 desmontes estavam com o parecer técnico da Cetesb vencido.  

De acordo com a Lei 12.977/14 e na Resolução Contran 611/16, empresas de desmonte veicular e comércio de autopeças devem seguir orientações como: 

- fazer o destino correto das peças que serão usadas para reposição, sucata ou outra destinação final após a desmontagem 

- fazer a descontaminação de veículo e estoque de partes e peças, todas com piso impermeável 

- ter área de descontaminação isolada com caixa separadora de água e óleo e canaletas para contenção de fluidos 

- ser limitado a se dedicar exclusivamente a esse tipo de prestação de serviço, não podendo exercer outras atividades conjuntas 

- ter a unidade de desmontagem dos veículos isolada, fisicamente, de qualquer outra atividade do nicho 

- ter alvará, registro e documentos exigidos pelas autoridades competentes em dia

 

Denuncie 

Caso o cidadão desconfie de algum local ou prática irregular, é possível denunciar ocorrências desse tipo no Disque Denúncia 181. O serviço é da Secretaria de Estado da Segurança Pública e o sigilo é absoluto. Os cidadãos podem também acessar o FALA SP, canal de comunicação do governo do estado, selecionar o Detran-SP e a opção "Denúncia".


Fraudes no e-commerce durante o período junino podem superar R$ 29 milhões no Nordeste

Estudo exclusivo da ClearSale prevê mais de 1,5 milhão de pedidos entre os dias 1º e 30 de junho

 

A ClearSale, empresa parte da Serasa Experian e referência em prevenção a fraudes, projeta que as tentativas de golpes no e-commerce durante as festas juninas devem alcançar 3,08% das transações na região Nordeste. O ticket médio estimado de tentativas fraudulentas é de R$ 1.148.

As festas juninas movimentam intensamente a economia local, com celebrações ao longo de todo o mês. De acordo com o estudo “Como o São João transforma o Nordeste?”, publicado pela Globo Gente em junho de 2024, 85% dos consumidores nordestinos afirmam gastar mais no São João do que no Carnaval, evidenciando o impacto da data no varejo regional.

Esse aumento no consumo inclui a compra de roupas típicas, acessórios, produtos de beleza, alimentos para receitas tradicionais e itens de decoração. Esse cenário aquecido também atrai a atenção de fraudadores, que se aproveitam a alta demanda para aplicar golpes.

Entre as categorias de varejo mais visadas durante o período no ano de 2024, destacam-se os setores de beleza, com 2,49% das tentativas de fraude e ticket médio de R$ 478; calçados, com 1,80% e ticket de R$ 476; alimentação, com 1,60% e média de R$ 258; e vestuário, com 1,03% e ticket médio de R$ 475.

“As festas juninas no Nordeste celebram tradições culturais que tornam a região única. É também uma oportunidade para comerciantes locais impulsionarem seus negócios. Nosso compromisso é apoiar o pequeno empreendedor com soluções que garantam segurança e previnam fraudes durante esse período de alta movimentação”, explica Matheus Manssur, superintendente comercial da empresa.

A estimativa da ClearSale considera apenas pedidos realizados em lojas de e-commerce 100% monitoradas pela empresa. São classificadas como tentativas de fraude todas as transações identificadas como suspeitas ou confirmadas.

 

Franquia é negócio e não uma aposta: reflexões antes de investir


O mercado de franquias segue em expansão no Brasil, impulsionado pela força das redes, pela inovação dos modelos de negócio e pelo crescente interesse de quem deseja empreender com mais segurança. A ABF Franchising Expo, entre 25 e 28 de junho, em São Paulo, é um retrato fiel desse cenário: milhares de visitantes em busca de oportunidades e centenas de marcas apresentando seus diferenciais e vantagens. 

Ao longo da minha trajetória no setor, tenho acompanhado de perto o entusiasmo de quem chega ao sistema de franquias, muitas vezes motivado por promessas de retorno rápido ou pelo apelo de marcas conhecidas. No entanto, escolher a franquia certa exige muito mais do que vontade: é preciso análise, autoconhecimento e uma visão realista sobre o que significa operar um negócio. 

Aqui, trago alguns pontos que considero fundamentais para orientar essa decisão, pensados para quem quer investir com responsabilidade, consistência e visão de longo prazo.
 

1. Entenda seu perfil antes de olhar para um negócio

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, franquia não é sinônimo de renda passiva. Tempo e disposição são fundamentais para operar o negócio, liderar equipes e comandar a rotina de uma operação, mesmo que num modelo mais enxuto. Tem afinidade com o segmento da franquia que te interessa? Seu estilo de vida e rotina atual permitem essa dedicação?
 

2. Avalie a solidez da marca

Nem toda franquia com muitos seguidores nas redes sociais ou associada a influenciadores tem, de fato, estrutura para crescer de forma sustentável. Procure conhecer o histórico da rede, o tempo de atuação no mercado e, principalmente, o nível de satisfação dos franqueados. Mais do que o treinamento inicial, é essencial entender o suporte contínuo que a franqueadora oferece no dia a dia da operação.
 

3. Faça as contas com realismo

É fundamental analisar os dados financeiros fornecidos pela franqueadora com olhar crítico. Rentabilidade, prazo de retorno e capital de giro são os grandes pontos que merecem atenção. Porém, tão importante quanto isso é entender a sua própria capacidade de investimento e o que está disposto a arriscar. Se possível, conte com a ajuda de um consultor especializado.
 

4. Converse com outros franqueados

Essa é, talvez, uma das etapas mais valiosas da avaliação de uma rede de franquias: falar com quem já opera uma unidade. Você terá uma visão mais concreta da operação, dos desafios e das oportunidades. Pergunte sobre o dia a dia, o relacionamento com a franqueadora, o suporte técnico e de marketing, e o desempenho financeiro.
 

5. Olhe para o longo prazo

Negócio bom é aquele que tem potencial de gerar valor no futuro. Avalie se o modelo está alinhado com as tendências do setor e do segmento de atuação e se há espaço para inovação. A franquia deve ser um caminho de construção permanente de um negócio.
 

6. O quanto a rede está conectada? 

Em um mercado cada vez mais competitivo, a tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser obrigação. Busque franquias que já integrem soluções modernas, como sistemas de gestão em nuvem, plataformas de delivery e CRM, marketing digital estruturado, automações operacionais e a inteligência artificial aplicada à experiência do cliente. A tecnologia certa melhora a eficiência, reduz custos e amplia a escalabilidade do negócio.


 

Ricardo José Alves - CEO da Halipar, holding que administra as redes Griletto, Montana Grill, Jin Jin e Croasonho, somando cerca de 400 unidades.



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