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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Empresas com risco alto de encerrar atividades podem gerar perda potencial de R$190 milhões ao mercado, mesmo com Score PJ alto, de acordo com a Serasa Experian

 ·      Levantamento foi realizado cruzando dados sobre a probabilidade de continuidade dos negócios e o novo modelo de Score PJ 4.0

 

·      Quase 20% das empresas com Score PJ acima de 700 e grandes chances de encerrar suas atividades, de fato, fecham seus negócios 

·      Combinação do Score PJ e Longevidade, traz recomendação sobre estratégias para parcelamento dos pagamentos, além de reduzir perdas com inadimplência   



A Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, realizou um estudo inédito que mostra que mesmo empresas que possuem o score de crédito alto, acima de 700, podem ter a chance de encerrar suas atividades nos próximos 12 meses, da mesma forma que negócios com pontuação baixa, até 400. Segundo os dados levantados, 19,8% dos CNPJs com risco de crédito baixo tem alto risco de encerrar suas atividades, o que acarretaria uma inadimplência potencial de mais de R$195 milhões.

O estudo foi realizado a partir do cruzamento do novo indicador de Longevidade e do novo modelo de Score PJ 4.0 da Serasa Experian usando uma base Brasil de empresas ativas. O índice de Longevidade é uma novidade no mercado que, de forma inovadora, atende uma dor das empresas ao negociar com fornecedores e clientes: entender se há chances de encerramento das atividades e possível inadimplência nos próximos 12 meses. Já o novo modelo de Score traz técnicas de modelagem mais avanças e informações mais acuradas, com a inclusão do mais novo Score PF 4.0 para apuração de score dos sócios, dados do Cadastro Positivo de Telcos e Utilities, entre outros.

“Cada vez mais as empresas demandam por camadas de informações complementares para sua tomada de decisão. Variáveis como apetite a risco de cada empresa, valores negociados e prazos de pagamento impactam no tipo de informação necessária para a estratégia. O Score PJ traz a probabilidade uma empresa ficar inadimplente nos próximos 6 meses, o que é importante para o credor, mas pode não ser suficiente a depender do modelo de negócio e considerando que, no Brasil, mais de 2 milhões de CNPJs encerram suas atividades todos os anos. Para quase 17% das empresas analisadas, possuir score de crédito alto não é sinal de que ela continuará com as portas abertas a longo prazo. Sendo assim, tão importante quanto saber se o cliente tem condições de pagar uma dívida, é saber se ele continuará em atividade por tempo suficiente para o pagamento de seus compromissos financeiros”, explica Giresse Contini, diretor de Serviços de Crédito da Serasa Experian.

O estudo demonstra ainda que, das empresas que possuem Serasa Score PJ abaixo de 400 – ou seja, que apresentam alto risco de inadimplência –, 28% apresentam baixos índices de longevidade, ou seja, essas empresas correm maior risco de encerramento das atividades nos próximos 12 meses, o que também demanda atenção por parte de credores em relação às suas negociações.

O cruzamento das informações provenientes do índice de Longevidade combinadas com os novos modelos de Score também geram, ainda, recomendações acerca do prazo de pagamento de cada negociação de acordo com o risco de inadimplência ou encerramento das atividades. Para o público com uma alta pontuação de Score, há diferenciação no que é indicado em condições de pagamento. Para empresas que, mesmo com alto Score, possuem uma grande probabilidade de fechamento, pagamento a médio prazo podem ser a melhor opção. Já olhando para as demais empresas, são recomendados pagamentos a longo prazo, por exemplo.
 

 




“Quanto mais informação sobre o cliente uma empresa tem, mais precisa e menos arriscada se torna a tomada de decisão. Em modelos de negócio em que o apetite ao risco é alto, os valores movimentados são expressivos e os prazos são longos, acrescentar camadas de dados se torna essencial. Esse é o nosso objetivo: oferecer ao mercado, cada vez mais, informações precisas que trazem transparência e segurança nos processos de concessão de crédito, na seleção de fornecedores e na definição dos prazos de pagamento ao projetar as chances dessas empresas seguirem na ativa”, finaliza Giresse Contini, diretor de Serviços de Crédito da Serasa Experian.



Metodologia

O estudo foi realizado cruzando os dados do Score PJ 4.0 e o Índice de Longevidade da Serasa Experian, com uma base de dois milhões de CNPJs ativos e extrapolado para uma base Brasil de empresas ativas. Os valores financeiros divulgados foram calculados usando a média das informações no Cadastro Positivo.
 



Experian
experianplc.com


Violência contra pessoas idosas no Brasil aumentou mais de 22% e a maioria são mulheres

 Cursos na área de saúde do Senac EAD priorizam os cuidados com o público enfermos ou em recuperação de questões de saúde

 

O Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa é celebrado em 15 de junho e foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2011. A iniciativa tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre as agressões sofridas por esse público. 

De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), em 2024 foi registrado um crescimento de 22,6%, na comparação com o período anterior. Em números, isso significa que 4,3 milhões de pessoas idosas sofreram algum tipo de violência, contudo, o relatório aponta que as mulheres foram maioria, com 58,6% das ocorrências registradas. 

É importante esclarecer que a maioria das agressões são cometidas por familiares, ou seja, filhos e filhas. Os tipos de violações mais efetuados são negligência em relação a segurança, seguido por tortura psíquica e integridade física com exposição de risco à saúde. 

Nesse sentido, vale ressaltar que a longevidade dos cidadãos brasileiros cresceu expressivamente nos últimos anos. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que a expectativa de vida dos idosos quase duplicou em duas décadas: em 2020 o percentual era de 8,7% e cresceu 15,6% em 2023. 

Portanto, o país tem a grande responsabilidade de criar políticas públicas que atendam as necessidades de cidadãos que aos 60 anos são economicamente ativos, saudáveis e produtivos. O enfrentamento imediato está ligado ao etarismo, situação de discriminação por idade, frequentemente verificada no ambiente empresarial. 

O Senac EAD se comprometeu com a sociedade ao oferecer uma pós-graduação específica para profissionais de saúde que atendem o público idoso. A especialização lato sensu em Gerontologia tem 12 meses de duração e prepara os estudantes para atenderem diversos tipos de serviços interdisciplinares de atenção e cuidado aos idosos. 

Com abordagem humanizada, prática e sistema, o participante aperfeiçoará seus conhecimentos, a fim de identificar e aplicar instrumentos de avaliação, programas e políticas de atendimento a idosos em diversas modalidades de saúde e assistência. 

Ficou interessado? Então clique no link do portal Senac EAD e confira mais detalhes do curso. Aproveite para conferir a política de descontos e efetivar a matrícula para a próxima turma. As inscrições estão abertas e terminam em 27 de julho. 

Acesse aqui a programação completa de cursos do Senac EAD.

 

Amor no ar e pés no chão: o que casais apaixonados precisam saber antes de dizer “sim”

Nesta quinta-feira, 12 de junho, Dia dos Namorados, especialista em Direito de Família destaca a importância de pactos nupciais e acordos legais para garantir segurança, clareza e tranquilidade na vida a dois
 

O Dia dos Namorados chega trazendo flores, jantares românticos e promessas de um futuro a dois. Mas, em meio ao clima apaixonado, vale também abrir espaço para conversas práticas, daquelas que ajudam a construir uma relação sólida e sem surpresas. Para quem planeja casar em 2025, esse pode ser o melhor momento para colocar o amor no papel, e no contrato. 

Segundo Ariadne Maranhão, advogada especialista em Direito de Família e Sucessões, o planejamento patrimonial, sucessório ou matrimonial são formas mais conscientes de demonstrar cuidado com a relação e com o parceiro. “Quando um casal decide formalizar a união, ele também precisa decidir como será a gestão da vida em comum. E isso inclui temas como divisão de bens, pacto antenupcial, testamento e até acordos sobre pensão ou guarda de filhos e pets, em caso de separação”, explica. 

Ainda é comum que esses assuntos sejam evitados por parecerem frios ou pessimistas, mas a especialista reforça que abordar esses temas com franqueza é um ato de responsabilidade e respeito mútuo. A escolha do regime de bens, como comunhão parcial, separação total ou comunhão universal, por exemplo, determina como o patrimônio será compartilhado e administrado ao longo do casamento e em caso de divórcio. “Muitos casais acabam assumindo o regime padrão por falta de orientação, sem entender os impactos legais disso no futuro”, pontua. 

Já o pacto antenupcial é uma ferramenta jurídica pouco explorada, mas extremamente eficiente para definir regras específicas sobre a administração dos bens do casal, responsabilidades financeiras e critérios de separação. “O pacto pode ser personalizado conforme a realidade e os interesses de cada casal. É um documento que ajuda a evitar litígios e facilita acordos, caso a união chegue ao fim”, afirma Ariadne. 

Outro aspecto essencial é a proteção de bens anteriores ao casamento, sobretudo em contextos em que um dos cônjuges já possui patrimônio consolidado. Formalizar esses limites e registrar as informações com clareza pode evitar longas disputas judiciais e preservar os direitos individuais de cada parte. 

Além disso, planejar o futuro também envolve considerar a sucessão patrimonial. A elaboração de um testamento ou a revisão de documentos pode garantir que os desejos do casal sejam respeitados em caso de falecimento e que não haja conflitos entre herdeiros, especialmente em famílias com filhos de casamentos anteriores. 

Para Ariadne, esses cuidados não anulam o romantismo, pelo contrário, fortalecem a base da relação. “Planejar juridicamente é um ato de amor. É garantir que, mesmo nos momentos difíceis, haja respeito, segurança e clareza sobre os direitos e deveres de cada um. Quando o casal se alinha desde o início, consegue viver o presente com mais leveza e projetar o futuro com mais confiança”, conclui. 



Ariadne Maranhão - advogada especialista em Direito das Famílias e Sucessões com uma trajetória de mais de 20 anos de atuação na área. Formada em Direito pela Universidade Gama Filho (UGF) em 1999, é membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ) desde 2000. Ao longo de sua carreira, especializou-se em temas fundamentais para a gestão de patrimônios e litígios familiares, destacando-se como uma referência em Planejamento Patrimonial e Sucessório, Mediação Familiar e Direito das Sucessões. Além de sua carreira jurídica, Ariadne é uma mulher multifacetada: atleta de ultramaratona, vegetariana estrita e defensora incansável dos direitos dos animais. Seguindo os princípios do Espiritismo Cristão, ela é comprometida com causas sociais e humanitárias.


Linguagem complexa e desconfiança: o que distancia os brasileiros de questões ambientais

iStock
Pesquisa da Bulbe Energia ainda mostra que a sustentabilidade ocupa o último lugar no ranking de leitura entre os principais temas de interesse nacional

 

Com a COP30 marcada para acontecer no Brasil em 2025, o país se prepara para ocupar o centro das discussões globais sobre o futuro do planeta. Mas, internamente, o cenário revela um paradoxo: em pleno Junho Verde, mês dedicado à consciência ambiental, temas ligados ao meio ambiente seguem à margem do interesse popular. 

De acordo com uma pesquisa da Bulbe Energia, que desvendou os tópicos mais consumidos e discutidos nacionalmente em 2025, pautas ambientais ocupam a última posição entre os dez temas mais buscados ativamente no país — mesmo com a produção de mais de 18 milhões de conteúdos sobre “sustentabilidade” no Google Brasil, ao longo do último ano. 

A pesquisa, realizada com centenas de entrevistados de todas as regiões, investigou o grau de atenção dos envolvidos em relação a temas ambientais, compreendendo qual lugar assuntos sobre sustentabilidade ocupam na rotina do brasileiro. Os dados mostram que, no atual momento, menos da metade dos participantes (42,6%) consome regularmente conteúdos sobre meio ambiente e sustentabilidade — o menor percentual de adesão entre os dez temas avaliados. 

A diferença de engajamento fica ainda mais evidente quando comparado a outras áreas de informação. Saúde e bem-estar lideram o ranking, com 70,2% de adesão, seguidos por finanças pessoais (66%) e esportes (65,4%). A sustentabilidade ambiental, apesar de sua relevância, segue à margem do consumo espontâneo de notícias e conteúdos nas redes sociais, jornais e demais meios de comunicação. 

 


Esse baixo engajamento da população em temas ambientais não acontece por acaso. Entre os principais obstáculos para o consumo contínuo desses conteúdos, 27,6% dos entrevistados indicam que informações sobre meio ambiente “circulam pouco no dia a dia” ou são difíceis de encontrar. Já quase 19% apontam que, no geral, as fontes são consideradas pouco confiáveis ou contraditórias.  

O formato e a linguagem também afastam parte do público: 16% classificam conteúdos voltados ao ambiental como longos, densos ou pouco objetivos, enquanto 12,2% reclamam da ausência de exemplos práticos ou recursos visuais que facilitem a compreensão.


Interesse reativo. 

De acordo com a pesquisa, um em cada quatro brasileiros entrevistados se consideram mal-informados sobre meio ambiente — incluindo os que se classificam como nada, pouco ou razoavelmente informados. Essa percepção ajuda a explicar por que a pauta ambiental ainda ocupa um espaço tão restrito no repertório informativo da população. 

Na prática, conforme comprovam as experiências dos entrevistados, o interesse sobre questões ambientais tende a surgir principalmente em momentos de crise, como desastres naturais ou impactos diretos no dia a dia das pessoas. 

Fora essas situações, o contato com o tema costuma aparecer de forma passageira e superficial, muitas vezes por meio do consumo de filmes, séries ou conteúdos virais nas redes sociais — formatos que até atraem a atenção momentânea, mas raramente promovem um engajamento contínuo ou aprofundado.

 

A lacuna ambiental na formação dos brasileiros 

Olhando de perto certos termos-chave quando o assunto é sustentabilidade, temas como pegada de carbono, ciclo da água, combustíveis fósseis, entre outros, apresentam baixa presença no “repertório ambiental” dos brasileiros, aponta a pesquisa. Embora esses conceitos sejam parte do ensino básico, a maior parte da população não os lembra com clareza atualmente. 

Um possível motivo está no contato limitado com essas questões durante a formação escolar: 43% dos entrevistados afirmaram ter tido pouco ou nenhum contato com temas ambientais na época da escola, seja por abordagens superficiais ou ausência total no currículo. Na vida adulta, o aprendizado sobre o tema ocorre principalmente por meio da mídia, redes sociais e experiências cotidianas, enquanto a educação formal representa uma parcela menor desse conhecimento. 

Para André Mendonça, Diretor de Operações da Bulbe, isso ajuda a explicar por que tantos brasileiros ainda têm dificuldade de compreender a gravidade da crise climática. 

“Muitos desses conceitos são complexos e pouco contextualizados no cotidiano das pessoas, o que dificulta o entendimento e, consequentemente, a percepção dos impactos reais dessas questões no planeta. Essa falta de familiaridade contribui para que a urgência das mudanças climáticas não seja plenamente compreendida pela população”, completa.

 

METODOLOGIA 

Entre os dias 26 e 27 de maio de 2025, a Bulbe Energia ouviu 500 pessoas de diversos segmentos produtivos, faixas etárias, classes sociais e regiões do país. Mulheres e homens foram entrevistados individualmente, respondendo às perguntas por meio de questionário estruturado em formato online


Modelo de negócio adaptável: conheça as diferenças de empreender home office ou com loja física no setor de turismo

 Há 14 anos no mercado, a franquia Encontre Sua Viagem mostra as diferenças para quem quer empreender de casa ou abrir um espaço físico em um setor que movimenta R$ 1 trilhão por ano

 

 

Viajar pelo país é o sonho de 61% dos brasileiros. Pé na areia, água de coco e a leveza das férias são desejos da maioria da população, segundo pesquisa do Sebrae em 2022. Não por acaso cerca de 53% dos brasileiros movimentam R$ 1 trilhão por ano com viagens. Em uma disputa acirrada, o sonho de conhecer diferentes pontos turísticos está páreo a páreo com a meta de empreender, objetivo de 60% dos entrevistados da pesquisa. Com alto potencial de lucros, empreender em viagens é a escolha ideal para aqueles que almejam unir dois sonhos: iniciar um negócio próprio e fomentar o turismo nacional. 

 

O turismo, somente em 2024, contribuiu com R$ 880 bilhões do PIB do país, de acordo com pesquisa de impacto econômico da Oxford Economics, o que revela o potencial de investimentos neste segmento.  

 

Entre os sonhos de viajar e empreender, a franquia Encontre Sua Viagem, empresa especializada em turismo, se torna uma opção lucrativa para investidores apaixonados por viagens. Fundada em 2011 por Henrique Mol e Joelma Lima, é uma rede que oferece bom custo-benefício para investidores no setor de turismo. Com mais de 500 franqueados, a rede se encaixa no segmento de microfranquias com investimento inicial a partir de R$ 13 mil, no modelo home office, e rentabilidade que pode chegar aos R$ 500 mil mensal, a depender do porte e alcance da agência. 

 

“O turismo é uma paixão que mudou minha vida. Em 2011, conheci o Henrique Mol e juntamos nossas habilidades e competências para construir um sonho em comum — a Encontre Sua Viagem, que estava apenas começando. De lá para cá, viemos escrevendo nossa história, enfrentando desafios e comemorando conquistas”, destaca Joelma Lima, co-founder e CEO da Encontre Sua Viagem. 

A ESV se destaca por oferecer ampla gama de pacotes turísticos, com direito a passagens aéreas e terrestres, hospedagem, cruzeiros, locação de veículos e seguros de viagem. São mais de 1.500 parcerias com empresas do setor que facilitam todos os trâmites de viagens.  

A franquia se destaca por oferecer modelos de negócios adaptáveis que atendem as necessidades de diferentes perfis de empreendedores. Com opções que vão desde o home office até lojas físicas em formato store in store, a rede proporciona uma experiência única tanto para os empreendedores quanto para os clientes. 

 

Como escolher o modelo ideal

 

A proposta da franquia ESV é clara: permitir que cada franqueado escolha o modelo que melhor se adequa ao seu perfil, à sua cidade e às suas condições financeiras. Ideal para ser implementado em cidades a partir de 50 mil habitantes, o porte da franquia é adaptável ao perfil do investidor.

Para aqueles que buscam operar com custos reduzidos, o modelo home office se apresenta como a solução ideal. Com a possibilidade de operar de casa, os franqueados podem aproveitar a tecnologia para oferecer um atendimento de qualidade, sem a necessidade de um espaço físico. Essa opção é ideal para quem busca um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de permitir uma entrada mais acessível no mercado de turismo e operar com baixo custo, considerando que não há gastos com equipe sequer despesas de um ponto fixo. 

Com valor total do investimento (incluindo taxa de franquia e capital de giro) a partir de R$ 13 mil, com possibilidade de parcelamento da taxa de franquia, o modelo home office representa 85% das franquias da Encontre Sua Viagem– resultado da acessibilidade financeira, flexibilidade operacional e rápido retorno que o modelo oferece. Por mês, o negócio pode faturar entre R$ 5 mil a R$ 100 mil, considerando a abrangência do empreendimento e o empenho do franqueado.

Por outro lado, para os empreendimentos robustos, a marca oferece o modelo de negócio de loja física, ideal para aqueles que querem se posicionar como referência local de turismo. Essa abordagem permite que os franqueados criem uma experiência única e personalizada para clientes, fortalecendo o relacionamento e proporcionando um serviço diferenciado.

Visando pontos comerciais estratégicos, em ruas de grande fluxo de pessoas, shoppings ou galerias, o investimento inicial, incluindo taxa de franquia, capital de giro e custo de instalação, é de R$ 54 mil, podendo alcançar de R$ 70 mil a R$ 500 mil de faturamento mensal, a depender do desempenho do negócio. 

Seja qual for o modelo de franquia explorado, os investidores que desejam lucrar com turismo e viver, literalmente, de viagens, têm a chance de investirem em um segmento que não para de crescer com a segurança de uma marca consolidada no mercado.  

 

Pessoas visionárias têm o perfil empreendedor


 

Para a CEO da Encontre Sua Viagem, não basta gostar de viagens para ser um investidor de sucesso no setor de turismo. Caráter proativo e resiliência são aspectos essenciais para empreendedores em potencial. 

 

Para alcançar o sucesso, é fundamental que o franqueado seja criativo, engajado e focado em criar relacionamentos de confiança com os clientes”, declara Joelma. Para ela, pessoas que almejam construir um legado no turismo regional devem vender mais do que pacotes de viagens, mas auxiliar os clientes a conquistarem sonhos e terem experiências marcantes.

Na franquia ESV o perfil de investidor é amplo e se destina àqueles que desejam retorno financeiro sem abrir mão da flexibilidade de horários e mais tempo livre. Empreendedores iniciantes, que querem conquistar a independência financeira, e experientes, que buscam diversificar fontes de renda com baixo custo operacional, recebem completo know-how para progredir com segurança. O suporte contínuo com capacitações se diferencia do mercado, com foco em preparar os franqueados para as novas tendências em turismo.

“Com uma rede que ultrapassa 500 franqueados, nossa empresa investe em estrutura, equipe qualificada e tecnologia para garantir que cada empreendedor receba o apoio necessário para alcançar o sucesso”, aponta a CEO. 

Mulheres, em sua maioria mães, maiores de 40 anos em busca de recolocação no mercado e renda extra que permita qualidade de vida e tempo para a família são a maior parte dos investidores da marca. A diversidade de perfis empreendedores, porém, transforma a rede ESV em um ambiente plural, em que as pessoas buscam além de autonomia financeira, a realização pessoal. 

 

Encontre Sua Viagem


A Encontre Sua Viagem nasceu no final de 2011, em Belo Horizonte (MG) e é especializada em turismo, com mais de mil parceiros, contemplando 150 mil opções de hotéis e cerca de 95% de todas as companhias aéreas do mundo. Tem atuação por todo o Brasil por meio de mais de 500 franqueados. Com dois modelos de negócio, loja física e home office, a franquia oferece desde passagens aéreas, a pacotes de viagens e locação de veículos. O negócio se encaixa no modelo de microfranquias com investimento a partir de R$ 13 mil e prazo de retorno estimado entre 3 a 24 meses. https://franquia.encontresuaviagem.com.br/


 

Aproveite as férias escolares para conseguir seu primeiro emprego: Veja dicas

As férias são um momento estratégico
para formação profissional.
 Envato

Com o crescimento de setores como serviços, tecnologia e beleza, jovens têm mais chances de ingresso no mercado; Especialista do CEBRAC dá dicas para se preparar ainda nas férias
  

  

Com a chegada das férias escolares de julho, surge uma excelente oportunidade para quem quer dar um passo importante rumo ao mercado de trabalho. O segundo semestre de 2025 promete aquecimento em áreas estratégicas da economia, como tecnologia, comércio, serviços e beleza, especialmente em posições que demandam capacitação rápida. Para quem busca o primeiro emprego, o momento é ideal para se qualificar e chegar preparado às oportunidades que devem surgir até o final do ano. 

De acordo com os dados do Novo CAGED, o Brasil gerou 257.528 vagas formais em abril de 2025, o melhor desempenho para esse mês desde o início do Novo CAGED em 2020; no acumulado de janeiro a abril, o saldo foi de +922.362 postos. O setor de serviços foi o principal destaque, com 136.109 novas vagas em abril, seguido pelo comércio com 48.040, indústria com 35.068 e construção com 34.295. 

“As férias são um momento estratégico para formação profissional. Quem se dedica agora chega melhor em agosto para os processos seletivos. Qualificações em vendas, informática e beleza aumentam consideravelmente as chances de contratação. Investir em qualificação durante as férias escolares é a chave do sucesso”, segundo Lissandro Falkowiski, Gerente de Educação do CEBRAC. 

Com base nas tendências de mercado e na análise do CEBRAC, quatro áreas se destacam como promissoras para o segundo semestre de 2025. O setor de vendas tende a crescer com a proximidade de datas como a Black Friday e o Natal, e o curso de Vendas do CEBRAC prepara os alunos com técnicas de negociação, abordagem ao cliente e atendimento, fundamentais para conquistar uma vaga. Já a área administrativa permanece aquecida e o curso de Auxiliar Administrativo oferece conhecimentos sobre rotinas de escritório, organização, comunicação e atendimento, habilidades muito procuradas por empresas de diferentes segmentos. 

“A transformação digital também impulsiona a busca por profissionais com conhecimentos em informática. O curso de Informática do CEBRAC aborda o Pacote Office, segurança digital e navegação eficiente na internet, competências básicas exigidas por muitos empregadores. Já o setor de beleza e bem-estar continua em expansão, com crescente demanda por profissionais capacitados”, finaliza o Gerente. 

Pensando nisso, Lissandro Falkowiski lista dicas que fazem a diferença para a conquista do primeiro emprego:

  1. Currículo atrativo: inclua os cursos realizados, sejam presenciais ou online, e liste habilidades adquiridas;
     
  2. Experiência prática: estágios, voluntariado ou projetos nas férias enriquecem o currículo e demonstram iniciativa;
     
  3. Perfil profissional: pontualidade, responsabilidade e boa comunicação emocional são fundamentais no trabalho;
     
  4. Rede profissional ativa: mantenha perfis atualizados no LinkedIn e participe de eventos para aumentar a visibilidade.

Durante as férias, o tempo livre e a ausência de pressões escolares permitem que o jovem se dedique com mais foco ao desenvolvimento de novas habilidades. Além disso, diversos cursos oferecem turmas intensivas neste período, permitindo uma formação rápida e direcionada. Ao final das férias, os alunos já estão prontos para concorrer às vagas que surgem no segundo semestre, um diferencial competitivo importante, principalmente para quem está em busca do primeiro emprego e ainda precisa construir sua experiência profissional.  



CEBRAC
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Corpus Christi deve movimentar R$ 5,9 bi e atrair 3,2 milhões de turistas em SP

 

Igreja Matriz, tapete e procissão de Corpus Christi no Centro Histórico de Santana de Parnaíba

(foto: Márcio Koch)


Quarto superferiado do semestre terá alta de 10,3% na circulação de

pessoas em relação a 2024

 

Um dos feriados religiosos mais tradicionais do país, o Corpus Christi, celebrado neste 19 de junho, promete movimentar financeiramente R$ 5,9 bilhões no Estado de São Paulo, conforme estimativas do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP). Para o quarto superferiado do ano, são esperados 3,2 milhões de pessoas circulando pelo estado, o que representa aumento de 10,3% em relação a 2024. 

A data é expõe a força do turismo religioso e cultural, impulsionando a economia local, o comércio, a gastronomia e o setor de eventos. Em muitos municípios paulistas, a data é marcada pela montagem de extensos tapetes coloridos pelas ruas, tradição de origem portuguesa que ganhou expressiva dimensão no Brasil. 

Em diversas partes do estado há manifestações desta tradição. Por isso, a Setur-SP listou alguns dos inúmeros destinos que estão prontos para a celebração. Confira. 

 

Matão 

A 303 km da capital paulista, o município de Matão realiza o Corpus Christi há 77 anos, com milhares de voluntários e visitantes. O tema de 2025 é “Eucaristia nos faz peregrinos de esperança”. A programação inclui missas, feira de artesanato, exposições e shows. Tapetes coloridos ocupam o centro da cidade com imagens e mensagens religiosas.

 

Ibitinga 

Distante a 343 km da capital paulista, e famosa por seu setor têxtil, Ibitinga transforma suas ruas em verdadeiros bordados: lençóis, colchas e edredons formam tapetes exclusivos, que depois são vendidos. A cidade é conhecida como a Capital Nacional dos Bordados e une fé, tradição e economia criativa.

 

Santana de Parnaíba 

Outro conhecido destino por promover e preservar a cultura religiosa, distante a 38 km da capital paulista, Santa de Parnaíba celebra o feriado com cerca de 850 metros de tapetes de serragem, o evento ocupa o Centro Histórico da cidade, repleto de casarões coloniais. Além da programação religiosa, há feira de artesanato, alimentação e apresentações culturais.

 

Paraguaçu Paulista 

Os tapetes de Paraguaçu Paulista, a 465 km da capital, também são tradicionais nesta época do ano. A cidade prepara tapetes com o apoio do artista capixaba Geraldo Vinco. O tema de 2025 é “Os Sacramentos da Igreja”. Missas, procissões e encenação da Paixão de Cristo completam a programação.

 

Santa Isabel 

A apenas 60 km da capital, o Município Turístico de Santa Isabel mantém a tradição de tapetes confeccionados por escolas e comunidades locais na Avenida República. Feitos com serragem, cal e flores, simbolizam o caminho para a Eucaristia. A tradição é forte e atrai moradores e turistas.

 

Embu das Artes 

Ainda mais próximo da capital paulista, a 28 km da capital, Embu das Artes, famosa pela feira de arte e artesanato, terá os tapetes feitos com ráfia, cal, tinta e cola branca por diversas paróquias. A celebração atrai milhares de pessoas e reforça o perfil artístico do município.

 

Pirapora do Bom Jesus 

Comemorando o terceiro século do encontro da imagem do Senhor Bom Jesus, Pirapora do Bom Jesus, a festividade contará com 51 tapetes sobre a história do município, distribuídos entre o Santuário do Senhor Bom Jesus, escolas municipais, secretarias, ONG’s e Associações. A programação inclui missas e procissão no Santuário, ponto central da celebração. Organizado pelo Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus, com o apoio da Prefeitura, o evento está marcado para 19 de junho, com missa solene às 10h e 16h no Santuário, seguida de procissão pelas ruas do centro da cidade. 

 

Feriados prolongados  

O turismo no Estado segue aquecido. Os três primeiros feriados prolongados do semestre (Carnaval, Páscoa, Dia do Trabalho) somam juntos, R$ 12,5 bilhões em movimentação financeira, além de 5,6 milhões de turistas. 

 

Estimativas para o turismo de SP 

Em 2025, 51 milhões de turistas devem visitar o estado, de acordo com cálculos do CIET. Deste total, 48,5 milhões nacionais e 2,5 milhões de estrangeiros. O PIB do turismo paulista alcance deve alcançar 9,7%, movimentando R$ 340 bilhões.

 

Dia dos Namorados deve movimentar 93 milhões de consumidores, mas exige atenção às finanças

 

Com inflação elevada, juros altos e milhões de brasileiros endividados, Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP® e especialista em finanças comportamentais, alerta para os riscos de exageros na data. Criatividade e diálogo são as melhores estratégias para celebrar sem comprometer o bolso.

 

Com a chegada do Dia dos Namorados, o comércio brasileiro se prepara para receber cerca de 93 milhões de consumidores, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas. Apesar do número expressivo, a estimativa representa uma queda de 2,9 milhões em relação ao ano passado. 

De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados pretendem presentear na data, com destaque para os cônjuges — esposos e esposas lideram o ranking com 58% das intenções, seguidos por namorados(as), com 34%. Por outro lado, entre os que não devem comprar presentes, 51% alegam não ter um parceiro(a), enquanto 12% vão priorizar o pagamento de dívidas e 11% afirmam simplesmente não ter dinheiro. Ainda segundo a pesquisa, a maioria (61%) planeja comprar um único presente, com uma média geral de 1,4 itens por consumidor. 

Diante desse cenário de consumo, o planejador financeiro CFP® e especialista em finanças comportamentais, Jeff Patzlaff, alerta para os riscos de desequilíbrio financeiro que costumam acompanhar datas comemorativas. “O Dia dos Namorados é uma das datas mais importantes para o comércio, mas pode se tornar um pesadelo financeiro se não houver planejamento”, afirma. Com uma inflação acumulada de 5,53% nos últimos 12 meses e a taxa básica de juros (Selic) mantida em elevados 14,75% ao ano, o consumo consciente torna-se não só recomendável, mas essencial. 

Atualmente, o Brasil contabiliza mais de 76,6 milhões de inadimplentes, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa. E os principais vilões são velhos conhecidos: o uso descontrolado do cartão de crédito e os parcelamentos mal planejados. Por isso, para Patzlaff, a primeira atitude sensata é traçar um orçamento realista. “Definir o quanto você pode gastar sem comprometer contas fixas ou criar dívidas futuras desnecessárias é o ponto de partida. Não deixe que a emoção da data fale mais alto que o seu planejamento”, aconselha. 

Mesmo com o orçamento apertado, é possível encantar o par sem gastar muito. Para Patzlaff, criatividade e intenção valem mais do que o valor do presente. “Um jantar feito em casa, uma carta escrita à mão ou uma playlist personalizada podem ser mais significativos do que um presente caro. O importante é alinhar expectativas para evitar decepções e demonstrar carinho de forma autêntica”, diz. 

A pressa também é inimiga do bom planejamento. Embora promoções relâmpago possam parecer vantajosas, deixar para comprar o presente na última hora pode resultar em frustrações, atrasos e até golpes — especialmente em compras online. O especialista orienta: “Verifique a reputação da loja, o prazo de entrega e desconfie de promoções que parecem boas demais para ser verdade. Golpistas aproveitam essas datas para aplicar fraudes.”

Outro ponto de atenção é o parcelamento. A tentação de dar um presente mais caro e parcelar em várias vezes pode parecer inofensiva, mas pode prejudicar o orçamento dos próximos meses. “Com os juros altos, cada parcela compromete o futuro financeiro. Se o parcelamento for inevitável, certifique- se que ele caiba no seu planejamento e não tenha juros embutidos. E lembre-se: se não dá para pagar à vista, talvez esse presente não seja para você”, afirma Patzlaff. “Nunca tome decisões olhando apenas o valor da parcela mensal. Isso é armadilha.” 

As redes sociais, segundo o especialista, também desempenham um papel perigoso nessa época do ano. A constante comparação com casais que exibem presentes caros ou experiências luxuosas pode gerar frustração e induzir ao consumo por impulso. “É fundamental blindar-se dessa pressão. Um relacionamento saudável não se constrói com base em presentes caros, mas sim com afeto, respeito e diálogo”, pontua. 

Para além do romantismo, o Dia dos Namorados pode ser uma excelente oportunidade para conversar sobre dinheiro e alinhar expectativas financeiras no relacionamento. “Falar sobre planos futuros, finanças e até dividir os custos da comemoração fortalece a relação. A falta de diálogo sobre dinheiro é uma das principais causas de separações hoje”, explica Patzlaff. Dados do IBGE de 2025 mostram que 2,8% dos casais se separam por ano, sendo os desentendimentos financeiros a principal causa — superando até mesmo as traições. “O empoderamento feminino e a liberdade financeira têm permitido escolhas que antes eram impensáveis. Cada vez mais, as pessoas optam por sair de relações insustentáveis, inclusive no aspecto financeiro”. 

Evitar os erros mais comuns — como gastar sem planejamento, cair no rotativo do cartão ou tentar “compensar” o presente recebido — exige maturidade e consciência. “A chave está no equilíbrio. Gastar com responsabilidade e carinho é possível. Afinal, o verdadeiro presente é construir juntos uma relação saudável, inclusive financeiramente”, conclui Patzlaff.


Reforma Tributária muda regra e exige respaldo sindical para crédito fiscal sobre benefícios trabalhistas

 Mesmo entrando em vigor a partir de 2026, especialista alerta para revisão urgente de políticas interna ainda este ano



A Reforma Tributária, já em fase de regulamentação no Congresso Nacional, trará mudanças significativas para as empresas que oferecem benefícios aos seus funcionários. De acordo com a nova proposta, a liberação de créditos tributários relacionados a benefícios como vale-alimentação e plano de saúde só será permitida se esses estiverem formalmente previstos em acordo coletivo com o sindicato da categoria. A medida passa a valer a partir de 2026. 

Segundo a contadora e especialista em estratégia financeira, Karol Dapousa, isso muda a lógica atual, em que muitas empresas concediam benefícios de forma voluntária e conseguiam gerar abatimentos fiscais. “A partir da Reforma Tributária, os benefícios como vale-alimentação e plano de saúde só vão gerar economia tributária (créditos) para as empresas se estiverem previstos em acordo coletivo com o sindicato da categoria”, afirma. “Antes, isso era possível mesmo sem respaldo sindical. Agora, isso só será possível com base legal via convenção ou acordo coletivo”, completa. 

A exigência de acordo coletivo tem como objetivo evitar o uso dos benefícios apenas como mecanismo de planejamento tributário. “A nova regra visa garantir que os benefícios não sejam usados apenas como forma de redução de carga tributária. Com isso, a legislação passa a exigir o respaldo de um acordo coletivo, o que fortalece a participação dos sindicatos e garante que os benefícios sejam realmente de interesse coletivo dos trabalhadores”, explica Karol. “Sem esse respaldo, a empresa não poderá se creditar.” 

Com a nova exigência, as empresas devem se antecipar para evitar prejuízos financeiros. Karol recomenda uma série de medidas práticas: “As empresas precisam mapear todos os benefícios concedidos atualmente, negociar com o sindicato para incluir esses benefícios nos acordos coletivos, atualizar políticas internas e contratos de trabalho e contar com apoio jurídico e contábil para adequação às novas exigências.” Segundo ela, essa adaptação deve ser feita ainda em 2025, pois o novo sistema passa a valer já em 2026. 

Caso não se adequem, as empresas podem enfrentar sérios riscos e impactos financeiros. “A perda do direito aos créditos tributários sobre esses benefícios pode aumentar consideravelmente a carga tributária. Além disso, há maior custo com folha de pagamento e encargos se não houver planejamento, risco de autuações fiscais e até prejuízo na competitividade frente a empresas que se adequarem corretamente”, alerta a contadora. 

Essas mudanças estão dentro do escopo da unificação dos tributos no novo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que engloba a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, de competência estadual e municipal). A ideia do governo é garantir mais transparência, segurança jurídica e isonomia na concessão de créditos tributários. 

A Reforma Tributária ainda está sendo discutida no Legislativo, mas as empresas já devem se preparar para as novas regras. Para Karol Dapousa, o tempo de adaptação é curto, e o planejamento é essencial. “Quem se preparar desde já sai na frente e evita prejuízos futuros”, finaliza.

  

Anna Karolina Dapousa Pinto - formada em Ciências Contábeis pela Universidade Metropolitana de Santos em 2009, especializada em Perícia Judicial e Extrajudicial em 2011 e Mestre em Administração Empresarial com foco em Controladoria em 2019. Possui vasto conhecimento na área financeira, administrativa e RH.


Médicos Sem Fronteiras denuncia casos de violência sexual na República Democrática do Cong

Números são alarmantes: no estado do Kivu do Norte, organização atendeu quase 40 mil vítimas no ano passado

 

Em 2025, o número de sobreviventes de violência sexual atendidos pelas equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) no leste da República Democrática do Congo (RDC) continua em níveis alarmantes. A crise é particularmente grave no Kivu do Norte, onde as equipes da organização trataram um número sem precedentes de vítimas: quase 40 mil em 2024.

Essa tendência preocupante persiste neste ano. Desde janeiro, profissionais de MSF ofereceram tratamento a um número estarrecedor de casos nas instalações que apoiam no Kivu do Norte e do Sul. "O contexto nesta região mudou, mas o problema da violência sexual – que afeta desproporcionalmente as mulheres – não mudou. A violência sexual continua sendo uma emergência médica que exige ação imediata", explica François Calas, coordenador do projeto de MSF no Kivu do Norte.

MSF apela a todas as partes envolvidas no conflito para que melhorem a segurança dos civis e garantam o acesso a cuidados médicos para todos. A organização médico humanitária também convoca a comunidade internacional a manter o atendimento aos sobreviventes como prioridade, apesar dos atuais cortes de financiamento.


A crise de violência sexual

Durante anos, equipes de MSF alertaram repetidas vezes sobre o grave problema. O número de vítimas tratadas pela organização aumentou significativamente nos últimos três anos, desde a retomada dos combates entre o exército congolês, o grupo armado M23/AFC e seus respectivos aliados.

Os acampamentos para deslocados internos em Goma, que abrigavam mais de 650 mil pessoas, foram desmantelados em fevereiro de 2025, após a tomada da cidade pelo grupo armado M23/AFC. Depois do episódio, as equipes de MSF continuaram a tratar novas vítimas de violência sexual diariamente em instalações dentro e ao redor da cidade, totalizando quase 7.400 pacientes entre janeiro e abril de 2025. A vinte quilômetros a oeste de Goma, na pequena cidade de Saké, mais de 2.400 sobreviventes foram tratadas no mesmo período.

Desde que os acampamentos foram destruídos, muitas mulheres deslocadas não puderam ou não quiseram retornar às suas aldeias. Muitas vezes, elas são deixadas sozinhas com seus filhos e buscam lugares de refúgio como podem. "Recebemos muitas mulheres que foram abusadas nas casas das famílias anfitriãs ou nos centros comunitários onde estão", afirma Calas. "Por vezes, elas são coagidas a atos sexuais em troca de acomodação. Onde quer que estejam, não parecem estar seguras em lugar nenhum."

Como acontece há anos, a maioria das agressões relatadas pelas vítimas em 2025 foi cometida sob ameaça ou à força por indivíduos armados que não puderam ser identificados devido ao grande número de pessoas armadas — tanto civis quanto militares.

“Em Goma, muitas pacientes relatam que são estupradas à noite, quando a insegurança é maior, ou durante assaltos que, muitas vezes, são acompanhados por sequestro ou até mesmo o assassinato de seus maridos”, diz Calas. “Mas, em alguns bairros, esses ataques são cometidos até mesmo durante o dia.”

“Homens armados entraram em nossa casa por volta das 22h30”, explica Nasha*, uma mulher que construiu um abrigo no pátio de uma escola após ser deslocada. “Alguns homens foram mortos e algumas mulheres, inclusive eu, foram estupradas. Três homens queriam me estuprar na frente do meu marido e dos meus oito filhos. Meu marido resistiu... eles o mataram.”

Nos arredores de Goma e Saké, muitas vítimas relatam ter sido atacadas nas estradas ou nos campos. "Eles me pediram para escolher entre entregar meu corpo ou ser morta", diz Rika*, moradora de uma aldeia a cerca de 40 quilômetros a oeste de Goma. "Eles me estupraram, um após o outro."

Em Kivu do Sul, a situação também é preocupante. Nos territórios de Kalehe e Uvira, equipes de MSF trataram quase 700 sobreviventes de violência sexual desde o início de 2025. A maioria dos relatos coletados descreve atos cometidos sob a mira de armas. "Sofremos nos acampamentos onde nos refugiamos", diz uma mulher de uma aldeia nas colinas ao redor de Kamanyola, em Kivu do Sul. "Os homens armados não nos deixaram atravessar as aldeias. Algumas mulheres foram até estupradas quando tentaram atravessar para chegar às unidades de saúde."

“Os números são subestimados porque existem muitos obstáculos ao acesso a cuidados: medo de represálias, estigma, distância geográfica e falta de capacidade de tratamento nas instalações”, explica Luders Leriche, coordenador médico de MSF em Kivu do Sul. O número maior ou menor de casos em certas áreas reflete a capacidade de tratamento disponível e não a escala do problema naquela região.


Serviços essenciais ameaçados

O impacto da violência sexual — que afeta principalmente mulheres, incluindo crianças — é conhecido e documentado há muito tempo. O número de homens vítimas, embora muito menor, também é motivo de preocupação. Além do impacto na saúde física e mental, as consequências sociais são devastadoras: rejeição por parte de familiares e da comunidade, estigma, divórcio, pensamentos suicidas e a imensa dificuldade para continuar a viver nos locais onde aconteceu a agressão.

A situação é ainda mais preocupante porque o acesso a serviços de saúde está se tornando cada vez mais difícil. Várias unidades de médicas nas províncias de Kivu do Norte e do Sul já ficaram sem medicamentos e kits necessários para o tratamento de sobreviventes de violência sexual. "Além da interrupção nas cadeias de suprimentos e da entrega de medicamentos devido ao conflito, os cortes globais no financiamento humanitário estão levantando sérias preocupações sobre o futuro", diz Calas. "Apesar dos desafios atuais, não devemos abandonar essas mulheres e crianças. Seu cuidado deve ser uma prioridade absoluta."

Além de apoiar o atendimento às vítimas e sobreviventes, MSF também apela a todas as partes em conflito para que façam o máximo para garantir proteção aos civis e acesso à saúde.


Atuação de Médicos Sem Fronteiras à sobreviventes de violência sexual

As equipes de MSF oferecem atendimento médico e psicológico abrangente a sobreviventes de violência sexual em Goma, Rutshuru, Masisi e Walikale, no Kivu do Norte, e Kalehe e Uvira, no Kivu do Sul. O atendimento médico inclui apoio médico e psicológico, tratamento preventivo contra infecções sexualmente transmissíveis, contracepção de emergência, vacinas e aborto seguro. Os casos mais graves são encaminhados para hospitais especializados.

*Os nomes foram alterados para proteger as pacientes.

 

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