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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Apertem os cintos que a nova temporada de mentiras vem aí

             Pode parecer precoce tratar deste assunto porque ainda estamos a 17 meses das eleições gerais de 2026. Em outubro do próximo ano, 158 milhões de eleitores serão convocados a cumprir suas obrigações cívico-eleitorais votando para eleger o presidente da República, o vice-presidente, os 27 governadores (e seus vices) dos estados e do Distrito Federal, 81 senadores, 162 suplentes de senador, 513 deputados – ou 527, se aprovado no Congresso o projeto em tramitação para o aumento de cadeiras -, e 1.059 deputados estaduais. 

            Nesse imenso colégio eleitoral brasileiro, destaca-se o fato de que em apenas quatro estados – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia – concentra-se quase metade (48,5%) do total de eleitores do país. Nas 10 capitais mais populosas vivem 16,5% dos eleitores. No pleito de 2022, foi registrado o maior índice de abstenção desde 1998, com 32.770.982 de eleitores que não compareceram às urnas. Somados aos votos brancos e nulos, 37.180.000 eleitores deixaram de escolher candidato no primeiro turno, o equivalente a 25,36% dos cidadãos com direito a voto. O cenário se repetiu no segundo turno, quando não compareceram, votaram em branco ou anularam o voto 37,9 milhões de eleitores. Mais de um quarto dos eleitores rejeitaram os candidatos ao não comparecerem as urnas ou anularem seus votos, o resultado do 2º turno de 50,90% versus 49,10% é o retrato da divisão do país e da insatisfação dos eleitores com os candidatos e a classe politica. 

            Temos ainda quase um ano e meio pela frente até o próximo pleito, mas é inevitável notar que já está se iniciando o período de massificação da propaganda e publicidade dos governos, com inserção na televisão e demais mídias de peças mostrando realizações – nem sempre verdadeiras – e abrindo a ‘caixa de bondades’ – com medidas muitas vezes repetidas e, não raro, requentadas porque não cumpridas. 

            Essa propaganda disfarçada de prestação de contas, altamente custosas e pagas com o dinheiro dos contribuintes, retratam o Brasil quase como um paraíso, um país em que gostaríamos de viver, porém muito distante da realidade da nação onde habitamos, marcada por corrupção, violência – somos o país recordista em homicídios – e profundas desigualdades regionais, sociais, raciais e educacionais. 

            Para melhorar a imagem do governo, escalam-se as estatais, conforme mostrou o jornal Folha de S. Paulo, edição de 25 de maio de 2025. As seis maiores empresas públicas do país – Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Correios e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - destinaram quase R$ 1 bilhão para patrocínios em 2024, valor que deverá ser superado quando fechar o ano de 2025. A título de comparação, esse montante seria suficiente para custear a inclusão de 7.200 novas familias nos benefícios do Bolsa-Família durante um ano. Não obstante tudo isso e os expressivos valores despendidos, as pesquisas do último dia 30 de maio (Atlas-Intel/Bloomberg) mostraram o nível de reprovação de 53,7% (e pior, crescente) do presidente e do seu governo, revelando também que o brasileiro vê a corrupção como o maior problema nacional. 

            É ainda mais estarrecedor constatar que algumas dessas empresas registraram prejuízos expressivos ou grave redução nos lucros. Tem-se, portanto, evidente desrespeito com o dinheiro dos tributos e verdadeiro escárnio à sociedade, em especial, aos 31,8% de brasileiros que sobrevivem com renda inferior a R$ 469,00/mês, em situação de pobreza e extrema pobreza. 

            Assistimos, já a partir de agora, todo tipo de esforço dos candidatos vitoriosos no pleito passado em busca da reeleição (o maior câncer do sistema político brasileiro) para atrair os votos dos 158 milhões de eleitores com promessas novas ou requentadas, e muito cuidado para esconder o que foi proposto e não cumprido. 

            O jornalista e escritor Ivan Lessa (1935-2012) dizia que “de 15 em 15 anos o Brasil esquece do que aconteceu nos últimos 15 anos”. Estava certo, mas poderia também ter dito que de 4 em 4 anos o eleitor esquece o que aconteceu nos últimos 4 anos. Em 2022, por exemplo, a candidatura vencedora prometeu na campanha priorizar a união de todos os brasileiros; fazer um governo de unificação e pacificação nacional, e governar para todos os cidadãos. Passada mais da metade do mandato, o que se vê é o Brasil ainda dividido, com os gabinetes do ódio ativos como nunca. O país vive uma censura disfarçada, mas ainda censura, de liberdade política e de expressão, com encarcerados que se assemelham muito a presos políticos. 

            Permeia na sociedade o medo de divergir publicamente dos poderosos, e com isso a alegria tão característica do brasileiro vai aos poucos se esvaindo. A sensação cada vez mais nítida é a de que não vivemos no Brasil que queremos e merecemos. 

            A mesma campanha vitoriosa à presidência da República em 2022 afirmou aos eleitores que não aumentaria a carga tributária nem criaria novos impostos. Ficou tudo na promessa. Foi feita a reforma tributária, alardeada como a mais importante medida saneadora das últimas décadas, elogiada e aplaudida, cujo efeito, já se sabe, foi a produção da tributação diferenciada por classes. Os setores que atuaram com lobbies mais eficientes terão significativa redução na tributação. Já outras classes, sem o mesmo poder de influência, pagarão tributos muito mais elevados. 

            Trocando em miúdos: para os não aquinhoados com privilégios a tributação sobre consumo terá alíquota geral da ordem de 27% a 28,5% do valor do bem ou mercadoria. É a maior alíquota do mundo, e bem diferente do que foi prometido. 

            Além disso, a reforma tributária criou um novo imposto, seletivo, a incidir sobre tudo o que for nocivo à saúde e ao meio ambiente. Para ser mais palatável à sociedade, ganhou o simpático apelido de “Imposto do Bem”. E como se não bastasse, também foi criado um Imposto de Renda de 15% sobre os lucros obtidos nas empresas offshores, independentemente da pessoa jurídica ter ou não distribuído seus lucros aos cotistas ou acionistas. Assim, passaram a taxar não mais as empresas (como acontece internamente), mas sim, os seus acionistas, ou cotistas, pessoas físicas (o que não acontece aqui no Brasil). 

            O apetite arrecadatório, entretanto, ainda não foi saciado. Para tapar o buraco dos déficits governamentais e, sobretudo, para gerar um colchão de R$ 40 bilhões/ano para 2026, visando custear benesses em ano eleitoral, acaba de ser elevado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), gerando aumento de custos das empresas e mais ônus para as pessoas físicas. Esse aumento provavelmente substituirá uma nova elevação da taxa Selic do Banco Central, porém não com um aumento de 0,25 p.p. ou 0,50 pp, mas sim de 3,00% ou até 5,00%. 

            Nada justifica esse aumento, pois o IOF sempre teve caráter regulatório e não arrecadatório, daí não necessitar de aprovação do Congresso Nacional nem respeitar o princípio da anterioridade anual, e por isso sua utilização deve ser sempre comedida para fazer política fiscal, pois entra em vigor no dia seguinte de sua publicação. Ainda precisa ser ressaltado que a União silencia sobre a disponibilidade que terá da ordem de R$ 10 a R$ 15 bilhões de receita relativa aos leilões do pré-sal, previstos para o segundo semestre, reforçando o colchão para gastança eleitoral. Em curto prazo, as incidências poderão ainda ser ampliadas e, quem sabe, fazer do IOF o herdeiro da malfadada CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que o Congresso enterrou em 2007, contra a vontade do governo. 

            Também foi extinto o Regime de Lucro Presumido e o resultado deverá ser o aumento expressivo de tributos incidentes sobre serviços profissionais e venda de lotes populares, encarecendo a compra da casa própria, sonho de grande parte da população. Os números não mentem: a carga tributária já aumentou muito em apenas dois anos e deverá se aproximar de 34% a 35% do Produto Interno Bruto (PIB), um nível absurdo. 

            A promessa (repetida) foi a de acabar com a miséria e a pobreza e de reduzir as inaceitáveis desigualdades sociais e, no entanto, temos 9,5 milhões de brasileiros – ou 4,4% da população nacional – ainda vivendo na pobreza absoluta, com renda mensal inferior a R$ 209,00 (US$ 1,20/dia), apenas 14% do salário-mínimo. E outros 59 milhões de pessoas permanecem na pobreza - o correspondente a 27,5% dos habitantes da nação -, com renda de R$ 469,00 por mês (US$ 2,80/dia), ou seja, 30% do salário-mínimo. É muito grave termos quase um terço (31,80%) de brasileiros em lares onde reina a pobreza. 

            É fato que houve redução do nível de pobreza, graças a programas de transferência de renda como o Bolsa-Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e ao aumento do número de empregos formais. Incoerentemente, porém, o governo não corrigiu o valor dos benefícios desses programas pelo índice inflacionário.  Como a inflação em 2024 foi de 4,84%, os beneficiários deixaram de receber R$ 40,00 por mês a mais, o que significa menos comida na mesa. Não é exagero imaginar que o reajuste somente acontecerá no ano eleitoral, prática corriqueira que precisa ser banida do país. 

            A propaganda do governo é forte e esconde também outra maldade praticada contra os brasileiros mais necessitados por meio da alteração da fórmula de cálculo de reajuste do salário-mínimo, introduzida pela lei 15.077 de 27.12.2024, no apagar das luzes quando todos estavam em suas comemorações de final de ano. Pela fórmula anterior, o salário-mínimo seria de R$ 1.530,88 em 2025, mas com a mudança acabou fixado em R$ 1.518,00. Ou seja, R$ 12,88 a menos, o que significa perda de R$ 167,44 ao ano. Para 2026, a previsão é de que o salário-mínimo seja fixado em R$ 1.637,00 em razão da nova fórmula. Pelo cálculo antigo, seria de R$ 1.665,23. Isto é, o trabalhador deixará de ganhar R$ 28,37 ao mês, ou R$ 368,81 no ano. 

            A alteração da fórmula do reajuste também acarretará perda de R$ 12,88 ao mês no BPC, em 2025. No ano, serão R$ 154,56 a menos. Em 2026, a perda será de R$ 28,37 ao mês, ou R$ 340,44 de prejuízo anual do beneficiário. Tem passado despercebido, mas vai corroendo o poder de compra dos menos favorecidos. A prometida picanha não veio e ainda retiraram da mesa dos trabalhadores vários quilos de arroz e feijão. Quanta maldade! Tudo pra manter intocados os privilégios e penduricalhos dos donatários modernos que lembram as capitanias hereditárias do século XXI. 

Neste ano de 2025, o governo federal, com essa alteração da fórmula de cálculo do aumento real do salário-mínimo, estará retirando do bolso de 27 milhões de aposentados e pensionistas o montante de R$ 4,52 bilhões. Em 2026, esse número chegará a R$ 9,96 bilhões. E os 4,7 milhões de beneficiários do BPC perderão R$ 730 milhões em 2025 e R$ 1,61 bilhão em 2026. De igual forma, a não correção do Bolsa-Família pelo índice inflacionário levará seus 21 milhões de beneficiários a perderem R$ 40,00/mês por família, garantindo para o governo uma economia de R$ 10,08 bilhões em 2025. Isso tudo sem falar no dano causado aos mais de 35 milhões de brasileiros trabalhadores do setor privado, que têm remuneracão de um salário-mínimo e também perderão R$ 12,88/mês em 2025, e R$ 28,37 ao mês em 2026. Para viabilizar a economia e cumprir o arcabouço fiscal, o governo ainda prejudicará e reduzirá os vencimentos de 35 milhões de brasileiros do setor privado. 

Esse pacote de maldades retira de quem nada tem para economizar R$ 13 bilhões em 2025. Em 2026 o valor será menor - R$ 11,26 bilhões - pois, como é prática no Brasil, o Bolsa-Família será reajustado em ano eleitoral. Some-se a isso os já citados R$ 40 bilhões resultantes do malfadado IOF, e o governo terá reserva de mais de R$ 50 bilhões para o ano eleitoral.

 Tudo isso quando o país tem à disposição um instrumento para fazer justiça fiscal através de projeto de lei que desde 2023 aguarda liberação da relatoria da Comissão de Finanças e Tributação. O PL 3.203/2021 impõe a redução dos Gastos Tributários da União, que hoje montam 4,87% do PIB, para, no máximo, 2,00% do PIB ao final de 8 anos, com uma redução mínima equivalente a 0,48% do PIB já no primeiro ano. Isso significaria que o governo poderia dispor de aproximadamente R$ 57 bilhões logo no ano seguinte à vigência da lei. Esse montante seria superior a toda a economia gerada pelas medidas prejudiciais a quem ganha salário-mínimo ou é beneficiário do Bolsa-Família e do BPC, e ainda, dispensando o iníquo aumento do IOF. 

Dinheiro existe e há opções disponíveis, porém ao governo parece mais fácil tirar de quem nada tem, nem mesmo força física pra protestar: os idosos, aposentados e pensionistas que já deram sua contribuição ao país.    

            Crueldade pior só o roubo do INSS, esquema de descontos irregulares de milhares de aposentados e pensionistas, recentemente descoberto, que pode chegar a R$ 6,2 bilhões, valor superior ao do escândalo do Mensalão, um marco da corrupção nacional. Ao tratar dessa fraude gigantesca, o governo morde e assopra. Assegura que todos os lesados serão reembolsados, mas trabalha para impedir a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso, criando dessa forma enorme obstáculo para a investigação do caso e a punição dos responsáveis. 

            Diante da triste realidade nacional, vale lembrar um pensamento do filósofo grego Platão: “O castigo dos bons que não gostam de política é ser governado pelos maus”. Não há dúvidas de que o Brasil seria um país muito melhor se os governantes seguissem o que prega o velho Testamento: “Prometer pouco e cumprir muito”. Sempre gosto de lembrar do dito popular preferido de meu pai: “o mentiroso é um ladrão; o ladrão da verdade”. 

            E assim, com a sistemática renovação de promessas que jamais serão cumpridas, vão sendo roubadas as esperanças do povo brasileiro. 

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


Golpes românticos crescem com o uso de Inteligência Artificial e falhas em apps de namoro

ESET alerta para o aumento das fraudes emocionais no ambiente digital e orienta usuários sobre como proteger dados pessoais e localização em aplicativos de relacionamento 

 

Na semana do Dia dos Namorados, a ESET, multinacional especializada em detecção proativa de ameaças, alerta para a sofisticação dos chamados golpes românticos, ou seja, fraudes emocionais que exploram sentimentos em troca de dinheiro, dados ou imagens íntimas. Além de perfis falsos e promessas de relacionamentos, criminosos estão utilizando Inteligência Artificial para criar deepfakes em videoconferências e se aproveitam de falhas em apps de namoro para rastrear a localização exata das vítimas. 

Embora os golpes românticos não sejam novidade, a tecnologia os tornou mais convincentes e perigosos. Criminosos criam perfis falsos em aplicativos e redes sociais, desenvolvem vínculos emocionais com as vítimas e, com o tempo, solicitam dinheiro sob pretextos como emergências, investimentos ou envio de presentes. Em alguns casos, utilizam vídeos manipulados por Inteligência Artificial (deepfakes) para simular chamadas em tempo real, dificultando a percepção do engano. 

Segundo Daniel Barbosa, pesquisador de segurança na ESET Brasil, as consequências emocionais e financeiras para as vítimas pode ser bastante graves: “Muitos desses golpes se sustentam por semanas ou meses. O vínculo emocional criado pelos golpistas dificulta a identificação do risco e aumenta o impacto quando a vítima percebe que tudo era uma farsa”. 

Para se proteger dos golpes que circulam nos apps de relacionamento, a ESET orienta que os usuários redobrem a atenção a certos comportamentos suspeitos. Um dos primeiros sinais de alerta é a criação de um vínculo emocional muito rápido. Criminosos costumam declarar amor em poucos dias, dizendo que encontraram “a alma gêmea” e que desejam levar o relacionamento adiante, mesmo sem nunca terem se visto pessoalmente. Esse é o começo clássico de um golpe conhecido como “golpe do amor” ou “romance scam”. Em um dos casos recentes analisados pela empresa, o golpista dizia estar trabalhando em uma plataforma de petróleo e pedia dinheiro para custear a volta ao país e finalmente encontrar a vítima. 

Outra prática comum é a tentativa de migrar rapidamente a conversa para fora do aplicativo, geralmente para o WhatsApp ou e-mail. Isso é feito para escapar dos mecanismos de moderação das plataformas e deixar a vítima mais vulnerável. Uma vez fora, o criminoso pode iniciar pedidos de ajuda financeira. Em alguns casos, a desculpa envolve emergências médicas, passagens aéreas ou problemas com vistos. Mesmo que a história pareça convincente, é fundamental desconfiar de qualquer solicitação de dinheiro — não importa quão “urgente” ou dramática ela pareça ser. 

Além das consequências emocionais, há também riscos à privacidade física. Uma recente pesquisa da universidade belga KU Leuven revelou que pelo menos seis aplicativos de relacionamento permitiam, por meio da triangulação de dados de distância, identificar a localização exata dos usuários. A vulnerabilidade, que já foi corrigida, permitia que qualquer pessoa com acesso ao app rastreasse alvos em tempo real. 

“Embora os aplicativos tenham feito correções, a técnica pode ser aplicada a qualquer serviço que use localização precisa. A recomendação da ESET é desabilitar a função de localização exata e revisar todas as permissões concedidas a apps, eliminando todas aquelas que não exijam esse nível de precisão”, reforça Barbosa. 

Outra dica importante é verificar os perfis com atenção. Golpistas costumam usar fotos falsas, muitas vezes geradas por inteligência artificial ou copiadas de redes sociais de terceiros. É possível fazer uma busca reversa dessas imagens em ferramentas como o Google Imagens ou o TinEye. Se a foto estiver associada a diferentes nomes ou for encontrada em sites de banco de imagens, é sinal de alerta. 

Além disso, perfis com poucas informações, fotos muito produzidas ou que parecem “perfeitos demais” também devem ser vistos com desconfiança. 

Por fim, a empresa recomenda ficar atento até mesmo em chamadas de vídeo. Com o avanço das tecnologias de deepfake, já há registros de criminosos usando vídeos manipulados por IA para fingir ser alguém que não são. Alguns sinais de que há algo errado incluem movimentos de boca desconectados da fala, ausência de reação em tempo real e falhas na imagem.
  


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Profissional ou pessoal? Quando os limites se misturam e o impacto chega na carreira



Tem dias que a gente respira fundo antes de entrar numa reunião, não por causa do trabalho, mas por tudo o que está pesando fora dele. Outras vezes, é o contrário: a sobrecarga do trabalho chega em casa como se fosse uma mochila impossível de tirar.

A verdade é que, por mais que a gente tente separar vida pessoal e profissional, os limites não são tão claros assim. E tudo bem. Somos uma coisa só, e ignorar isso só torna tudo mais difícil.

1. A ilusão da separação total

Quantas vezes você já ouviu (ou falou) “deixa os problemas de casa do lado de fora”? Parece lógico, mas é humanamente impossível.

📌 Um problema pessoal mal resolvido pode gerar distração, irritação ou queda de produtividade.

📌 Já um ambiente tóxico de trabalho pode refletir em ansiedade, insônia e até crises emocionais fora do expediente.

O impacto da vida pessoal na carreira, e vice-versa, é real. O que muda é como a gente lida com isso.

2. Quando o emocional desestabiliza a performance

Nem sempre quem está com dificuldade de entregar é “improdutiva”. Muitas vezes, é alguém lidando com pressões invisíveis.

Relacionamentos abusivos, autocrítica intensa, solidão, doenças na família, luto, burnout... Tudo isso mexe com o emocional e, por consequência, com o profissional.

E aí a gente se cobra ainda mais: “Eu deveria estar dando conta”. Mas como dar conta de tudo quando nem você está sendo cuidada?

3. Reconhecer o que te atravessa é profissionalismo também

A ideia de que vulnerabilidade não tem espaço no trabalho está ultrapassada.

Profissionalismo não é sobre ignorar o que você sente. É sobre saber reconhecer o que te afeta, ter clareza do que precisa ser ajustado e procurar apoio quando necessário.

E sim, isso também é uma habilidade profissional: autoconhecimento.

4. Relações tóxicas também atravessam o crachá

Nem todo ambiente tóxico está dentro da empresa. Um parceiro que desvaloriza sua carreira, uma amizade que critica suas ambições ou uma rotina familiar que sabota seu descanso, tudo isso impacta sua autoestima, sua energia e sua visão de futuro.

O que está ao seu redor fora do trabalho alimenta ou enfraquece sua trajetória profissional?

5. O que fazer quando tudo se mistura

✔️ Estabeleça limites claros de tempo e energia.

✔️ Converse com alguém de confiança (mentor, colega, terapeuta).

✔️ Reavalie sua rotina com honestidade: o que está te nutrindo e o que está te drenando?

✔️ Lembre-se: pedir ajuda também é competência.

Você não é só um crachá, uma entrega ou uma assinatura de e-mail. Você é uma pessoa inteira. E, quando algo não vai bem em uma área da vida, é natural que isso reflita na outra.

Reconhecer isso não é fraqueza. É maturidade. E pode ser o primeiro passo para recuperar o equilíbrio que você merece, por inteiro.


Paula Olaf - Fundadora e Diretora na Fábrica de SDR e Fábrica de BDR I Treinei + de 5.000 Mulheres I Telemarketing Automotivo com a Pink Sua Vida I Palestrante. Ajudo Mulheres em Situação de Vulnerabilidade a se recolocarem.

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/profissional-ou-pessoal-quando-os-limites-se-misturam-paula-olaf-rt4tf/


Investidores podem chegar ao Green Card com menos de um sexto dos US$ 5 milhões exigidos por Trump

O EB-5 é uma categoria de visto imigratório criada para conceder residência permanente (Green Card) a estrangeiros que realizam um investimento significativo nos Estados Unidos

 

O Green Card, ainda tão sonhado por investidores mundo afora, pode custar muito menos do que os US$ 5 milhões (R$ 28 milhões) anunciados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no lançamento do que ele batizou de Gold Card, modalidade de concessão da residência permanente nos EUA mediante desembolso da bolada, no mês passado. Há uma modalidade de visto voltado para o mesmo público (o EB-5) cujo investimento sai a 16,5% do montante: US$ 800 mil (R$ 4,5 milhões), como alerta o CEO da D4U Immigration, Wagner Pontes, empresa responsável por 4 de cada 10 Green Cards obtidos por brasileiros a cada ano. 

O EB-5 é uma categoria de visto imigratório criada para conceder residência permanente (Green Card) a estrangeiros que realizam um investimento significativo nos Estados Unidos. Para se qualificar, é necessário investir a partir de US$ 800 mil em um projeto previamente aprovado — geralmente voltado à geração de empregos em áreas designadas pelo governo americano. O aplicante também deve comprovar que o investimento resultará na criação de pelo menos 10 empregos em tempo integral para trabalhadores americanos e que os recursos aplicados têm origem lícita. 

“É muito mais em conta e seguro aplicar para o visto EB-5. Sem dúvida, US$ 800 mil é um valor representativo, mas perto dos R$ 28 milhões que devem ser exigidos pelo governo americano, estamos falando de uma economia de mais de 80%”, informou Pontes.  

O Gold Card foi anunciado por Trump em fevereiro como uma opção para estrangeiros ricos que desejam obter cidadania e o direito de viver e trabalhar legalmente nos EUA. No início deste mês, Elon Musk, braço-direito do presidente norte-americano, disse que o visto para milionários ainda está em fase de testes.

Segundo Wagner Pontes, que também é fundador da D4U, empresa líder de mercado no ramo de imigração do Brasil, o principal atrativo do EB-5 é a perspectiva de retorno financeiro do valor investido. Por se tratar da maior economia do mundo, os EUA são terreno seguro para grandes investidores. 

Em vigor desde a década de 90, o programa concede o Green Card para o investidor e seus familiares, que podem morar, trabalhar e estudar em solo americano. "Enquanto o Gold Card ainda é cercado de incertezas e regras indefinidas, o EB-5 é um programa consolidado, com histórico de sucesso para quem deseja empreender e viver legalmente nos Estados Unidos", concluiu ele. 

Desde que Trump tomou posse, no início do ano, o governo americano intensificou as ações de combate à migração ilegal. O rigor de tais ações, contudo, não desacelerou a procura de brasileiros interessados em trilhar o caminho legal e seguro para viver nos Estados Unidos. O setor segue aquecido, sobretudo por haver alternativas para diferentes perfis financeiros e profissionais. 

Para quem não atua como investidor, mas é um profissional altamente qualificado, a opção pode ser o visto EB-1. Já o EB-2 é indicado para quem tem curso superior com mestrado ou doutorado e recebeu uma oferta de emprego no país. “Os vistos EB-1 e EB-2, também têm atraído profissionais porque oferecem caminhos ainda mais acessíveis. Eles custam bem menos e permitem solicitar a cidadania após cinco anos”, afirmou Pontes.

 

O que as IAs dizem sobre você? A nova fronteira da reputação digital já começou

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O uso dos buscadores tradicionais, como o Google, poderá ser reduzido em até 25% até 2026, segundo a Gartner. Especialista analisa a tendência e indica previsões


Novas tecnologias vêm redefinindo a maneira como interagimos com a informação e construímos percepções online. De acordo com Renan Bulgueroni, CEO da Hawkz, empresa especializada em reputação digital no Brasil e Espanha, a forma como as reputações são construídas e percebidas na web vem passando por uma mudança importante, principalmente com a ascensão das inteligências artificiais generativas, assistentes de voz e mecanismos de busca cada vez mais inteligentes.
 

reputação digital — antes limitada ao que aparecia nas primeiras páginas do Google — agora é processada, interpretada e entregue em tempo real por algoritmos conversacionais, diretamente em sua sala, no carro ou até no relógio. 

“Essas tecnologias não apenas moldam a nossa percepção, mas respondem à essência do comportamento humano: buscar segurança, sentido e clareza nas relações. Se antes usávamos o Google como um oráculo moderno, hoje o oráculo responde em tempo real, com contexto e linguagem natural”, avalia Renan Bulgueroni.

 

A neurociência por trás do “dar um Google”


O que parece um costume moldado pela modernidade, na verdade — de acordo com o especialista — é um comportamento ancestral com raízes neurocientíficas. A busca por previsibilidade e segurança, aliada às facilidades das buscas digitais, se tornou um filtro essencial nas decisões pessoais e profissionais.

Diante da alta competitividade do mercado, os usuários buscam tomar decisões mais confiáveis, e a pesquisa ajuda a validar percepções e evitar surpresas, seja ao buscar um médico, um advogado, uma empresa ou pessoa com quem queria se relacionar. Todos querem estar certos de que estão escolhendo a melhor opção, e a reputação digital entra como uma ferramenta de confirmação.

“O LinkedIn, por exemplo, mostra o que o candidato quer exibir. Já o Google mostra tudo: processos judiciais, redes sociais, menções, reportagens. A busca se tornou parte essencial desta triagem para os RHs das empresas. Inclusive, esse comportamento se aplica também na vida social. Após conhecer alguém, é normal fazer uma busca rápida pelo nome da pessoa”, completa Bulgueroni.

 

Da digitação aos comandos de voz

Segundo uma previsão divulgada pela consultoria Gartner, até 2026, o uso dos buscadores tradicionais poderá ser reduzido em até 25%, sendo progressivamente substituídos por agentes com inteligência artificial, impulsionados por assistentes de voz e chatbots. 

Segundo Renan, essa projeção deve ser interpretada com cautela, já que o impacto real dependerá do ritmo de adoção pelos usuários e da capacidade das grandes plataformas de reinventarem suas experiências de busca — como é o caso do Google, que já avança nesse caminho com o AI Overview, sistema que fornece respostas no primeiro resultado com base em IA generativa.

 

O novo ecossistema da reputação

Siri, Alexa e Google Assistente estão passando por uma reinvenção. Antes limitados, agora contam com integração com IAs generativas:


• Siri está sendo reformulada com IA (projeto Apple Intelligence).

• Alexa está sendo integrada com LLMs mais potentes, como Claude e modelos proprietários.

• O Google Assistente já está em fusão com o Gemini.

 

Esse novo ecossistema se conecta da seguinte forma: 

1.   Comando de voz

2.   IA generativa

3.   Mecanismo de busca

4.   Resposta contextualizada

 

Esse é o novo fluxo: 

1.   O assistente de voz recebe o comando (ex: “Pesquisar sobre fulano”).

2.   Ele ativa um modelo de IA (GPT-4, Gemini etc.).

3.   O modelo busca em fontes da web (Google, Bing).

4.   A IA interpreta e responde com base em contexto e relevância. 

Após detalhar a nova dinâmica, o CEO indica que essas integrações mostram que, para garantir uma boa reputação digital, não basta "estar bem" no Google. É preciso gerenciar a sua presença online como um ativo estratégico — porque agora ela será lida e interpretada por algoritmos conversacionais, além de ser consultada em metabuscadores.

 

O esforço mínimo, a recompensa máxima

Do ponto de vista comportamental e neurocientífico, quanto menor o esforço para obter uma informação, maior a chance de o comportamento se repetir — é assim que os seres humanos criam o famoso hábito. Sendo assim, o comportamento automático foca exatamente nesta facilidade de buscar e encontrar informações sobre alguém.

“Se antes era preciso ir ao computador, depois ao celular, agora basta falar — e a resposta vem embalada em linguagem natural. A imagem de pessoas e empresas está sendo lida, interpretada e distribuída por robôs, em escala, com base no que eles encontram (ou não). A reputação não é apenas um reflexo de quem você é, e sim a percepção que os algoritmos têm sobre você”, finaliza ele.

 

Renan Bulgueroni - CEO da Hawkz, empresa pioneira em reputação digital no Brasil. Especialista em neurociência do comportamento, gestão de crise e reputação digital, atua há mais de 20 anos com mecanismos de busca, marketing digital e empreendedorismo.


Copa do Mundo na terra do Tio Sam: Os EUA ainda querem turistas?

"Claro que todos são bem-vindos para vir assistir a esse evento incrível. Mas quando acabar, terão que voltar para casa", declarou o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance 

 

Daqui a um ano, em junho de 2026, terá início a maior das 23 edições da Copa do Mundo de futebol. O evento vai contar com 48 seleções nacionais, um recorde. Serão 104 jogos, distribuídos por 16 cidades-sede de três países, Canadá, México e Estados Unidos. A final vai acontecer em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com a decisão do terceiro lugar acontecendo na véspera, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Mas, em maio de 2025, autoridades americanas já deixaram claro sua indisposição para receber os esperados 2 milhões de visitantes. “Claro que todos são bem-vindos para vir assistir a esse evento incrível. Mas quando acabar, terão que voltar para casa. Caso contrário, vão ter que conversar com a secretária Noem”, declarou o vice-presidente, J.D. Vance, referindo-se à secretária de Segurança Interna Kristi Noem, responsável por liderar a repressão à imigração no governo Trump.

O secretário de transportes reforçou a orientação. “Se você está vindo ver um pouco de futebol, faça uma viagem de carro, conheça os Estados Unidos. Mas não ultrapasse seu visto. Não fique tempo demais”.

Afinal de contas, os Estados Unidos ainda querem receber turistas? Se mesmo diante de um evento do porte da uma Copa do Mundo de futebol os alertas se voltam para evitar que visitantes tentem permanecer mais do que o autorizado, o que esperar de um estrangeiro que pretende simplesmente visitar pontos turísticos do país?

De acordo com o levantamento anual do Escritório Nacional de Turismo e Viagens dos Estados Unidos, desde 2022 o número de visitantes brasileiros segue aumentando, de 1,22 milhão em 2022 para 1,62 milhão em 2023, e 2 milhões em 2024. A perspectiva, para 2025, seguia positiva.

“O importante é solicitar o visto com antecedência e, mais do que nunca, respeitar a legislação local. Também ajuda quando a pessoa mantém perfis em redes sociais, abertos, e que apontem o quanto a pessoa está acostumada viajar, inclusive para outros locais que não apenas o território americano”, recomenda Felipe Alexandre. “Assim, as autoridades identificam que a pessoa não tem interesse em permanecer no país além do acordado, nem corre o risco de utilizar o visto de turista para tentar permanecer ilegalmente”.

Nascido no Brasil, criado pela família nos Estados Unidos, Felipe Alexandre é especialista no tema e se dedica a garantir o acesso ao país. “Mesmo em situações difíceis como a atual, as leis continuam valendo e os brasileiros podem contar com o nosso apoio para visitar o país e aproveitar tudo o que os Estados Unidos têm a oferecer”.

 



Dr. Felipe Alexandre - advogado especialista em imigração americana. Fundador da ALFA - Alexandre Law Firm & Associates e referência em vistos humanitários. Possui BAR (Licença Americana) em dois estados - Washington, DC e Nova York, o que lhe autoriza a exercer a atividade em todo o território americano, além de nove licenças que lhe concedem o direito de ir até a Suprema Corte em defesa de imigrantes. Premiado nos últimos cinco anos como um dos Top 10 Advogados de Imigração de Nova York pelo American Institute of Legal Counsel e com classificação “Excelente” no Avvo; Também é considerado, um dos 10 principais advogados da Califórnia, em votação pela revista jurídica “Attorney & Practice Magazine”, e reconhecido pela “Super Lawyers (Thomas Reuters)” como referência no campo das leis imigratórias dos EUA. https://alexandrelaw.com/


Finanças sem DR: 3 dicas para casais organizarem o orçamento juntos

Desde a divisão de responsabilidades na rotina até os investimentos, especialista compartilha estratégias para gerenciar o dinheiro a dois

 

Com o Dia dos Namorados se aproximando, muitos casais aproveitam a ocasião para fazer planos, não só pensando no dia a dia, mas também no futuro; e organizar o orçamento é um deles. Embora seja desafiador, é uma etapa significativa para qualquer relacionamento, e garante a estabilidade para alcançar objetivos conjuntos. Seja economizar para a casa nova, a viagem dos sonhos ou a chegada de um filho, o planejamento financeiro é o caminho para os sonhos, mas exige comunicação e disciplina. 

 

“Para os casais que sonham com uma vida conjunta tranquila, é extremamente importante ter em mente que a organização financeira deve ser o principal pilar dessa construção. Somente com ela é possível alcançar objetivos compartilhados e garantir uma base sólida para o futuro, sem precisar passar por problemas ou sofrer com imprevistos. Ela fortalece a parceria”, destaca Ana Paula Oliveira, executiva de negócios da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.

A seguir, a executiva compartilha algumas dicas para ajudar os casais a gerenciarem seu orçamento:

 

1. Definir objetivos comuns


Seja a curto, médio ou longo prazo, ter metas compartilhadas ajuda a manter o foco e a motivação. Isso pode incluir comprar uma casa, economizar para a aposentadoria ou planejar férias anuais. A colaboração nesse processo é fundamental para alinhar as expectativas e garantir que todos estejam comprometidos com as metas estabelecidas. Objetivos financeiros bem definidos proporcionam um senso de direção e propósito, permitindo que os casais façam escolhas mais conscientes e planejadas em relação ao uso desses recursos. 

 

2. Criar um orçamento a dois detalhado


Ao categorizar as despesas do casal, fica mais fácil identificar áreas onde é possível economizar. Por exemplo, gastos com lazer e compras podem ser reduzidos sem comprometer a qualidade de vida, permitindo que os recursos economizados sejam direcionados para objetivos prioritários, como poupança conjunta, investimentos ou pagamento de dívidas compartilhadas. Esta abordagem sistemática não só proporciona uma visão clara da situação financeira atual, mas também facilita a tomada de decisões sobre como alocar os recursos de forma mais eficaz para alcançar as metas juntos.

 

3. Dividir responsabilidades financeiras


Distribuir as responsabilidades de forma equilibrada, como quem será responsável pelo pagamento das contas, monitoramento do orçamento e controle dos investimentos, é uma forma de manter a organização e a transparência do casal. 

Com cada parceiro ciente de suas responsabilidades específicas, é possível planejar melhor o uso dos recursos, garantindo que todas as obrigações sejam cumpridas em tempo hábil e que haja um acompanhamento contínuo do orçamento e dos investimentos, promovendo uma parceria financeira saudável.

 

Simplic
https://www.simplic.com.br/


Cresce o número de ações judiciais por erro em serviços de saúde no Brasil

Muitas famílias perdem milhões porque a seguradora conseguiu comprovar que havia uma condição anterior não informada 

 

Até que ponto o erro médico deve ser tolerado? Como provar que algo errado aconteceu em uma clínica ou hospital?  Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), houve aumento de 506% nos processos por “erro médico” entre 2023 e 2024: subiram de 12.268 para 74.358 ações.. Em média foram registrados 203 novos processos por dia no período. No sistema público, foram 10.881 casos de danos morais e 5.854 de danos materiais no começo de 2024. No setor privado, já foram 40.851 por danos morais e 16.772 por danos materiais.

Com esse cenário, cresce a demanda por assistentes técnico-médico-legais para assessorar advogados a comprovar a necessidade de procedimentos, cobertura contratual, omissão ou falha de atendimento — inclusive com consequências criminais. 

“Tem sido muito frequente a necessidade de comprovar, por meio de parecer técnico, que o procedimento era necessário e estava previsto na cobertura contratual. Também atuamos quando há suspeita de omissão ou falha no atendimento, o que pode gerar processos até na esfera criminal”, explica Dr. Amauri Giovelli,assessor médico-legal especialista em perícias médicas.

Outro ponto delicado é a análise de doenças pré-existentes em casos de seguros de vida, que muitas vezes são negados por supostas omissões de informação que podem levar à perda de indenizações significativas. “Já vi famílias perderem milhões porque a seguradora conseguiu comprovar que havia uma condição anterior não informada” reforça Dr. Giovelli.



Dr. Amauri Giovelli – CRM-PR: 28757Assistência - Técnica Médico-Legal
Cardiologista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, com residência em Medicina de Família e Comunidade, Dr. Amauri Giovelli possui pós-graduação em Medicina Legal e Perícias Médicas pelo Instituto IFH e Faculdade Unimed. Atua como assistente técnico médico-legal em todo o Brasil, contribuindo com advogados e clientes em ações cíveis, trabalhistas e previdenciárias.


Dr. Amauri Giovelli
Assessoria Médico Legal
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@dr.amauriagj
📧 periciamedica.dramauri@hotmail.com
🌐 giovellipericiasmedicas.com.br
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A maneira inteligente de utilizar a Inteligência Artificial para o seu negócio


Após duas semanas participando de diferentes eventos, não é surpresa que a Inteligência Artificial (IA) tenha sido o centro de todas as discussões. O tema foi o destaque tanto no Web Summit Vancouver, um dos maiores eventos tech do mundo; quanto no Unqork Create, encontro promovido pela empresa pioneira em aplicações regenerativas. Posso dizer que 70% das apresentações no Web Summit foram sobre o impacto negativo e como a IA pode ser prejudicial. Os outros 30% estavam explorando o lado positivo e casos de uso muito legais. 

Esse cenário me lembra dos anos 90 e 2000, quando todos tinham medo de computadores e da internet. No entanto, aqueles que os usaram primeiro tiraram grande vantagem disso. Acredito que a solução para escolher o melhor caminho a seguir esteja em entender primeiramente o porquê, como, onde e para que a Inteligência Artificial deve ser usada. 

Para debater esse tema, vou fazer uma análise separando a utilização da Inteligência Artificial para uso pessoais e para fins comerciais. No primeiro caso, imagino que a maior parte da aplicação seja em pesquisas, como fazíamos com o Google. No entanto, precisamos ter em mente que a IA não é o nosso médico, personal trainer, terapeuta, consultor financeiro ou qualquer outro profissional que você normalmente pede conselhos ou consulta. 

Isso vai nos permitir ter acesso a informações mais confiáveis, de forma rápida e acessível, nos permitindo ter condições de aprofundar o debate com esses profissionais, buscando atingir uma melhor qualidade daquele serviço oferecido, fazendo questionamentos mais bem embasados, por exemplo. Em resumo, meu conselho é ‘aproveite a IA, mas não a use como seu consultor final’. 

Já para fins comerciais, não acho que devemos usar a Inteligência Artificial para substituir pessoas! Como líderes, acredito que precisamos parar de falar sobre isso e começar a debater sobre como melhorar a qualidade do trabalho e a produtividade, devolvendo tempo livre para desenvolver novas iniciativas. Precisamos utilizá-la para situações que não eram possíveis antes ou em casos em que custariam milhares de dólares e não havia investimento ou tempo para fazê-lo. 

Por outro lado, o uso da Inteligência Artificial traz riscos, como alucinações e preconceitos e muitos outros tipos de manipulação que podem acontecer. Por exemplo, no nosso caso específico, antes de um desenvolvedor codificar algo e pedir uma revisão por pares, há uma validação final do teste. 

Então, se você estiver gerando código usando IA, precisa lembrar que será responsável também por validar, testar e fazer a revisão por pares. Você é o responsável final pelo código que gerou usando Inteligência Artificial. Se algo der errado ao final do processo, não pode simplesmente colocar a culpa na máquina. O mesmo vale para geração de conteúdo (texto, vídeo e áudio) ou qualquer outra área em que você esteja usando IA para apoiá-lo. Nós, como líderes e usuários, somos os validadores do resultado. 

O fato é que o uso da Inteligência Artificial está mudando a maneira como vivemos e trabalhamos, assim como aconteceu com os computadores pessoais, a internet, os smartphones e as mídias sociais. Claro, cada um à sua maneira, com cronograma e custo de adoção diferentes. 

Agora, se você me perguntar qual é a minha conclusão, vou simplesmente dizer: ‘use!’ Seja curioso, mas sempre se questione: ‘estou usando da maneira certa?’; ‘isso está me dando tempo livre de volta?’; quais os benefícios?’. O exercício ao contrário também é válido: ‘estou ficando viciado nisso?’ – uma pergunta válida, já que muitos de nós agora somos viciados em smartphones, mídias sociais e assim por diante. 

E, finalmente, independentemente de qual ferramenta de IA esteja usando, você não sabe que tipo e nível de alucinações e preconceitos ela pode ter. Então, você é responsável pelo resultado que será gerado, não a máquina! Por isso, como eu não pedi a nenhuma ferramenta de Inteligência Artificial para revisar e melhorar este conteúdo, sinceramente espero que tenha gostado!

 

Rafael Rodrigues - General Manager Latam do InsureMO

 

Dia Mundial dos Oceanos alerta sobre a importância desta fonte de biodiversidade

A vida marinha está sob ameaça de mudanças climáticas, poluição, sobrepesca e outras atividades humanas. 

 

Celebrado anualmente em 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos foi instaurado durante a Rio-92, uma conferência das Nações Unidas voltada ao meio ambiente e ao desenvolvimento. Apesar de o Dia Mundial dos Oceanos ser celebrado desde que houve a conferência, a ONU só oficializou a data em 2008. 

Os oceanos cobrem cerca de três quartos da superfície da Terra. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de três bilhões de pessoas no planeta dependem desta fonte imensa de biodiversidade. 

Durante a 46ª edição do Fórum Econômico Mundial de Davo, na Suíça, foi apresentado um estudo sobre o impacto do lixo à vida marinha. De acordo com o documento, até 2050 os oceanos abrigarão mais detritos plásticos do que peixes. 

Os recifes de corais abrigam mais de 25% da vida marinha e têm papel de extrema importância na proteção da orla contra eventos climáticos. Eles funcionam como uma barreira natural, protegendo as praias do impacto de ondas e tempestades. 

Considerados um dos mais antigos e ricos ecossistemas do planeta, os Recifes de Corais estão sob ameaça, até mesmo os que se encontram mais isolados, principalmente por causa de alterações causadas por atividades humanas.  

“Alguns estudos apontam o desaparecimento total dos recifes de corais até 2100, caso não haja uma mudança de comportamento. Uma das principais causas são as mudanças climáticas, que, somadas a outros impactos, como a presença de poluentes no mar, podem agravar esse quadro”, salienta Vininha F. Carvalho, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios. 

O biólogo João Alberto dos Santos explica que o aquecimento dos oceanos provoca uma espécie de estresse nos corais, que acabam expelindo as algas que os habitam e, consequentemente, causando o branqueamento da espécie. O branqueamento fragiliza sua estrutura, podendo levá-los à morte. 

“Todos os anos, milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos. Seja por sacos plásticos ou canudos plásticos esta poluição se transforma em grandes quantidades de resíduos que provocam um impacto nos ecossistemas oceânicos e favorecem as mudanças climáticas agravando os eventos meteorológicos”, finaliza Vininha F. Carvalho.


"Temporário ou freela?": pesquisa traça paralelos entre amor e trabalho — e revela que a maioria dos relacionamentos no Brasil é do tipo "CLT

 

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Constatação é da Onlinecurriculo, que, em celebração ao Dia dos Namorados, propôs um exercício lúdico aos entrevistados: pensar em suas experiências amorosas com jargões corporativos


Se a sua relação fosse um tipo de contrato profissional, qual seria? Provando que amor e trabalho tem muito mais em comum do que parece, às vésperas do Dia dos Namorados, 56% dos brasileiros ouvidos pela Onlinecurriculo admitiram: diferentemente de quem ainda está “estagiando” no amor, se veem em relacionamentos do tipo “CLT” — acordos estáveis, com benefícios em dia e regras bem definidas… até que a temida “rescisão” os separe.

Os dados fazem parte de uma proposta lúdica da especialista em currículos automatizados, que convidou cerca de 500 brasileiros a refletirem sobre seus vínculos afetivos com base em termos do universo profissional — explorando conceitos como estabilidade, liberdade, entrega e encerramentos. O resultado? Para 94% dos participantes, a vida amorosa e a rotina corporativa seguem uma lógica parecida.

Na prática, isso quer dizer que, ao olharem para os próprios relacionamentos, o que não faltam são experiências que se encaixam em tais analogias. Entre vínculos profissionais como “temporário” e “terceirizado”, por exemplo, 17% dos brasileiros compararam seus relacionamentos ao modelo PJ, com mais autonomia, menos obrigações e acordos flexíveis. Já 7,4%, por outro lado, revelaram ainda se sentir verdadeiros “estagiários” na arte de amar… entregando muito, recebendo pouco e tentando provar seu valor constantemente.

Somente uma parcela pequena, de 6%, afirmaram já ter alcançado um vínculo afetivo sólido e duradouro, exatamente como o tão sonhado concurso público — aquele que exige esforço para conquistar, mas oferece uma vaga praticamente vitalícia no coração de alguém.

 


Já quando o assunto são os benefícios presentes nos diferentes “modelos de contratação”, os brasileiros destacaram o apoio emocional (51%) e a companhia para dividir a rotina (52,4%) como os aspectos mais importantes — reforçando que, assim como no trabalho, é a parceria que faz tudo valer a pena.


Liberdade para ser quem se é, estabilidade no dia a dia e trocas justas também apareceram entre as principais prioridades, o que mostra como o amor, no fim das contas, funciona melhor quando os dois lados colaboram.

Primeiro encontro… ou entrevista de emprego?


Assim como em uma entrevista de emprego, o começo de um relacionamento é um momento de apresentação e avaliação mútua. A pesquisa revelou que 32% dos entrevistados valorizam clareza logo de início: querem entender bem onde estão entrando, como quem busca uma vaga com descrição objetiva e expectativas bem definidas. Mas, na prática, a maioria ainda adota estratégias mais cautelosas (ou mesmo improvisadas) para se apresentar.

De acordo com 36,2% dos participantes, a preferência nos primeiros encontros é destacar o que têm de melhor, mas sem se aprofundar demais — apresentando as qualidades essenciais, mas guardando detalhes para as próximas fases do processo. Há também aqueles que admitem “dar uma valorizada” nas qualidades para impressionar (21,4%), numa tentativa de se destacar como o candidato ideal.


Já, 18,6% dizem que preferem se adaptar ao clima do momento e ao perfil da outra pessoa, moldando sua apresentação conforme o contexto — uma espécie de currículo personalizado para cada “vaga”. No entanto, por outro lado, 8,2% dos entrevistados não têm nenhuma estratégia: contam tudo, até o que não precisavam.

Até que a rescisão nos separe

Se, para muitas pessoas, conquistar um coração se assemelha a ser contratado, o término pode ser visto como a rescisão — prezando por maturidade, respeito e decisões mútuas mesmo quando um dos “pombinhos” é dispensado da sua função.


Quando indagados sobre como terminam seus “contratos amorosos”, o levantamento descobriu que, para os brasileiros, o cenário mais comum é o de encerramento por consenso: 55,4% afirmam que, na maioria dos casos, conversam, resolvem as pendências e seguem em frente sem mágoas. Sim, uma espécie de “acordo amigável”, em que ambas as partes encerram a relação com clareza e maturidade.

Há ainda, cabe dizer, quem prefira sair voluntariamente: 26,6% costumam se “autodemitir” ao perceberem que o relacionamento não faz mais sentido e vão em busca de novas experiências.

Mas nem todo fim é tão bem conduzido. Para 14,6%, seus vínculos românticos tendem a ser marcados por idas e vindas, discussões e assuntos mal resolvidos, como uma demissão turbulenta, cheia de ruídos e pendências emocionais. É o completo oposto de 12,6%, cujos relacionamentos terminam de forma abrupta, sem qualquer explicação — o famoso “ghosting”.





No fim das contas, seja CLT ou freelancer, com estabilidade ou mais liberdade, o que define a força de um relacionamento talvez não seja o modelo de “contratação”, mas a disposição mútua para crescer junto, enfrentar crises e, quando necessário, saber encerrar o ciclo com respeito. Como no mercado de trabalho, o amor também exige atualização constante, escuta ativa e vontade de construir algo em conjunto — seja por tempo determinado ou indeterminado.



METODOLOGIA

Entre os dias 19 e 23 de maio de 2025, a Onlinecurriculo ouviu 500 pessoas de diversos segmentos produtivos, faixas etárias, classes sociais e regiões do país. Mulheres e homens foram entrevistados individualmente, respondendo às perguntas por meio de questionário estruturado em formato online.

  

https://onlinecurriculo.com.br/


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