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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Exposição sobre o protagonismo da produção científica, intelectual e artística das mulheres ocupa o Sesc Interlago



“Nós — Arte e Ciência por Mulheres” apresenta a história e o trabalho de artistas e cientistas brasileiras e estrangeiras  

 

O Sesc Interlagos recebe a exposição “Nós — Arte e Ciência por Mulheres”, sobre a trajetória da produção científica, intelectual e artística das mulheres como produtoras e mantenedoras de conhecimento. A mostra apresenta um panorama que valoriza sua contribuição e, ao mesmo tempo, as diversas camadas pelas quais historicamente foram invisibilizadas de suas atuações na sociedade.

 

A realização é do Sesc São Paulo, com concepção do Estúdio M’Baraká e cocuradoria de Isabel Seixas, Letícia Stallone, Gisele Vargas e Diogo Rezende, além da consultoria realizada pela pesquisadora Magali Romero Sá, especializada em História da Ciência. São apresentadas cerca de 300 obras a partir da apresentação de personagens, de iconografia histórica e científica e com os trabalhos de artistas contemporâneas como Berna Reale, Laura Gorski e Ana Teixeira.

 

Contemplando cenários históricos que vão desde a sabedoria ancestral até a crescente presença feminina nas instituições científicas, a narrativa da exposição propõe uma reflexão e um contraponto sob a perspectiva do feminino com dados históricos e contribuições. A mostra ilustra como, por meio de conhecimento, posturas e narrativas afirmativas, as mulheres atravessaram séculos de um pensamento hegemônico de opressão.

 

Nós, mulheres, sempre criamos, curamos, catalogamos, inventamos, analisamos e, sobretudo, lutamos. ‘Nós — Arte e Ciência por Mulheres’ traz para a linguagem de exposição uma narrativa que busca dar visibilidade à contribuição das mulheres ao longo dos tempos, e faz isso através da arte, buscando informar e sensibilizar para mudanças em curso, mas que seguem urgentes para a emancipação das mulheres", ressalta Isabel Seixas, da equipe curatorial. 

 

 

A EXPOSIÇÃO

 

A mostra, que teve uma itinerância anterior no Paço das Artes, em São Paulo, fica em cartaz de 22 de agosto até março de 2025, e ocupa grande parte da unidade do Sesc Interlagos, que possui cerca de 500 mil m2 de área verde preservada. “Nós Arte e Ciência por Mulheres” faz um recorte e apresenta cerca de 60 cientistas de diferentes épocas, como a alquimista e profetisa grega Maria; as químicas Marie e Irene Curie; a bióloga Bertha Lutz; e a paleontóloga Carlotta Joaquina Maury. Entre as artistas contemporâneas estão Arissana Pataxó, Berna Reale, Efe Godoy, Thatiana Cardoso, Marcela Cantuária, Paty Wolff e duas peças do Acervo Sesc de Arte assinadas por Laura Gorski.

 

O percurso proposto para a exposição começa com um resgate dos tempos medievais e destaca como a sabedoria e autonomia femininas, muitas vezes na figura de parteiras, curandeiras e benzedeiras, por exemplo, enfrentaram e enfrentam até hoje a lógica patriarcal de opressão, apagamento e submissão da mulher perante seu código moral.

 

Também é abordada a ideia de construção social de gênero e seus impactos na produção de uma sociedade e de uma ciência majoritariamente androcêntricas, apresentando mulheres que têm relevância não só na produção científica como também no debate sobre igualdade e representatividade de gênero. Algumas das mulheres em destaque são: da educação, a escritora Nísia Floresta (1810-1885), considerada a primeira feminista do país e a fundadora do Colégio Augusto, no Rio de Janeiro, que viria a ser um marco na história da educação feminina brasileira; da saúde, a médica Maria Odília Teixeira (1884-1970), primeira mulher negra do Brasil a se formar no curso de medicina e autora de um estudo pioneiro sobre a cirrose alcoólica em uma época de forte estigmatização de pacientes da doença; e das ciências humanas, a filósofa Sueli Carneiro, fundadora e atual diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra, a primeira organização negra e feminista independente de São Paulo.

 

Uma frase que norteia a linha mestra da mostra é “A revolução será feminista, ou não será!”, ilustrando e costurando narrativas que revelam a contínua luta das mulheres por uma sociedade mais igualitária, onde todos tenham pleno acesso a direitos políticos, econômicos e sociais. O trabalho doméstico também ganha destaque, visto que no Brasil, principalmente em jornadas duplas, a dedicação da mulher é enorme, e muitas precisam largar seus estudos ou trabalhos para dedicar-se exclusivamente ao fazer doméstico.

 

Dentre nomes importantes nas áreas da ciência e tecnologia estão a médica brasileira Beatriz Grinsztejn, primeira mulher latino-americana eleita como presidente da International AIDS Society para a gestão 2024-2026, com o desafio de enfrentar as iniquidades que persistem na resposta global à epidemia de AIDS; a geneticista Mayana Zatz, pioneira ao localizar genes novos ligados a doenças neuromusculares e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano; a cientista da computação Nina da Hora, que atualmente integra o Conselho de Segurança da rede social TikTok e se considera uma hacker antirracista dedicada a pensar de forma crítica a inteligência artificial; e Jaqueline Goes, biomédica que participou da equipe que sequenciou o genoma do vírus Zika, e destacou-se por coordenar a equipe que conseguiu sequenciar o genoma do vírus SARS-CoV-2 apenas 48 horas após o registro do primeiro caso de covid-19 no Brasil. 

 

 

RECURSOS DE ACESSIBILIDADE

 

Além de um projeto expográfico com recursos de acessibilidade, a exposição conta com roteiros de audiodescrição para o público com deficiência visual e roteiro de vídeo-libras para as pessoas surdas. Esses roteiros podem ser acessados gratuitamente por QR codes. Os textos da exposição também serão disponibilizados via QR codes de forma acessível para softwares de leitura de pessoas com deficiência visual. Vídeos no espaço expositivo contam com legendas em português e legendas descritivas. Há também vídeos que contam com recurso de audiodescrição ou Libras. Foi realizada uma seleção de objetos sensoriais que são destinados às visitas mediadas realizadas pela equipe educativa, que também passou por formação em acessibilidade para poder receber todos os perfis de público com equiparação de oportunidades. O Sesc Interlagos possui rampa de acesso para espaço expositivo e banheiro acessível para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência física.

 

A exposição “Nós Arte e Ciência por Mulheres” é uma realização do Sesc São Paulo com concepção do Estúdio M'Baraká, além de apoio de acervo do Museu de Zoologia da USP, Museu do Índio (FUNAI), Museu de Ciências da Terra / CPRM, Instituto Butantan e documentação de instituições como Fiocruz, Museu Nacional, Sitio Roberto Burle Marx, Biblioteca Nacional entre outros.

 

 

SERVIÇO

 

Nós – Arte e Ciência por Mulheres

Visitação: até 30 de março de 2025

Horário: de quarta-feira a domingo e feriados, das 10h às 16h30

Local: Sesc Interlagos 

Endereço: Av. Manuel Alves Soares, 1100 - Parque Colonial, São Paulo - SP

Telefone: (11) 5662-9500

Grátis

Agendamento de grupos:

https://www.sescsp.org.br/agendamento-de-grupos-sesc-interlagos/

 

“A EXTENSÃO ATRAVÉS DO OLHAR” - ARTE, PROPÓSITO E PERSPECTIVA POR QUATRO MULHERES

Exposição coletiva, com parte da renda revertida para a ONG TEN YAD, apresenta cerca de cinquenta obras das artistas Flávia Matalon, Greicy Kafif, Michelle Rosset e Taly Cohen


Numa exposição coletiva, com parte da renda revertida para o TEN YAD, (instituição beneficente que há 30 anos leva alimentos e dignidade a pessoas em situação de vulnerabilidade) e com curadoria e produção executiva da NATA ART&DESIGN, das sócias Ariela Mansur e Natasha Szaniecki, as artistas Flávia Matalon, Greicy Kafif, Michelle Rosset e Taly Cohen apresentam a exposição “A extensão através do olhar”.
 

Temos aqui quatro artistas que produzem trabalhos com características e técnicas próprias, mas que carregam similaridade quando todas tem como objetivo mostrar os encantos da estética, porém, não sem antes questionar, interrogar e promover o debate.
 


Um evento como esse, com quatro artistas e duas produtoras executivas, todas mulheres e da comunidade judaica se reunindo numa exposição em que parte da renda será revertida para o combate à fome através do TEN YAD, mostra a força das mulheres, artistas, empreendedoras que dedicam seu tempo e esforço para o bem do próximo”, diz o Rabino Berel Weitman, do TEN YAD.

 


Por meio da aquarela, Flávia Matalon procura através de seu trabalho, expressar leveza e humor, trazendo emoções que tocam em sua memória. “Enalteço com muita alegria e contentamento minhas raízes e meu passado. Minhas conexões com o judaísmo são aqui honradas e podem ser alegres e divertidas”, diz ela, que tem como ponto de partida a relação do tempo, a permanência e a mudança.
 

 

Enquanto isso, Greicy Kafif utiliza em suas criações diferentes materiais como papel, chapas de acrílico, madeira, plástico bolha recebem significados, em que ao invés de protegerem objetos frágeis, passam a ser protagonistas através de sua própria fragilidade. “Em muitos trabalhos aplico diversas camadas de tinta, colagens e sobreposições de informações. Ao longo desses processos o que eu chamo de erros começam a acontecer, passando a compor o trabalho como substrato fundamental para a próxima etapa do seu desenvolvimento”.
 


Diferentemente, Michelle Rosset, ao explorar a pintura, a escultura e o vídeo, observa o espaço em duas frentes, tanto na distância física entre as pessoas, como nas formas de comunicação. “Quero questionar assuntos do cotidiano como a distância, a repetição e as inúmeras possibilidades de composições. Com um ponto de partida de apenas um objeto procuro transformar através do corte, da dobra ou da sobreposição as múltiplas”.

Taly Cohen funde cores e formas lisérgicas com minimalismo para criar um equilíbrio que reflete a essência da resistência humana. “Essa combinação de contrastes conta a história da minha herança, dos meus avós durante o Holocausto, promovendo uma reflexão sobre nossa capacidade de se superar e nos reinventar. Através do meu trabalho, celebro a força do espírito humano diante dos desafios, realçando a beleza e o significado presentes no cotidiano”.

 

Vernissage: 25/08, das 11h às 17h

Local: Rua Newton Prado, 76, Bom Retiro

A exposição fica em cartaz de 25/08 a 29/08

Parte da renda será revertida para a instituição beneficente TEN YAD

Para mais informações: Sergio Poroger - 11 99976-9850 / Marcell Moraes - 11 99479-7025


Estação Guarulhos-CECAP da CPTM terá ação do Agosto Lilás

divulgação


A ação acontece no Domingo (25/08), com orientações para o combate à violência contra a mulher e cuidados com a saúde


 
Quem passar pela Estação Guarulhos-CECAP da CPTM no domingo (25/08) terá a oportunidade de participar de uma importante ação em apoio ao Agosto Lilás, mês dedicado ao combate da violência contra a mulher. 

Em parceria com a Grau Técnico, uma escola de ensino técnico, professores e alunos oferecerão diversos serviços de saúde gratuitos, como aferição de pressão arterial e teste de glicemia, além de orientações a respeito da campanha. 

Os atendimentos, que visam o bem-estar dos passageiros, serão realizados por estudantes dos cursos da área de saúde e estarão disponíveis na estação das 9h às 15h.
 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

 Serviço

Ação em prol a campanha de Agosto Lilás
Data: Domingo, 25 de agosto
Horário: 9h às 15h
Local: Estação Guarulhos-CECAP, que atende a Linha 13-Jade

 

Queimadas na Amazônia: ASBAI alerta e orienta sobre os cuidados com a saúde


Cerca de 28 milhões de habitantes na Região Amazônia, que representam 13% da população brasileira, estão sendo afetados pelas altas concentrações de material particulado e de outros poluentes atmosféricos, causados pelas queimadas, o que resulta em graves impactos à saúde.  

Com 20.221 focos de calor registrados de 01 de janeiro a 24 de julho de 2024, os registros de fogo na Amazônia nos sete primeiros meses do ano já são o maior para o período desde 2005, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

Vários fatores contribuíram para o aumento do fogo na Amazônia em 2024: a região está mais seca, o que está intimamente relacionado às mudanças climáticas e foi potencializada pelo fenômeno El Niño. “Acabamos de passar pelo ano mais quente já registrado nos últimos 100 mil anos e em junho completamos 13 meses consecutivos de temperaturas recordes mensalmente. Quanto maior a temperatura, mais vulnerável a floresta e mais sujeita a queimadas ela está”, comenta Dr. Raphael Coelho, membro da Comissão De Biodiversidade, Poluição e Clima da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). 

Dr. Raphael aponta algumas orientações para as pessoas que residem em áreas afetadas pelas queimadas: 

·         Fique dentro de casa com portas e janelas fechadas;

·         Procure abrigo em outro lugar se não tiver ar condicionado e estiver muito quente para ficar dentro de casa com as janelas fechadas;

·         Não aumente a poluição do ar interior. Não acenda velas nem use fogões a gás, propano ou lenha, lareiras ou sprays aerossóis. Não frite e nem asse carne, não fume produtos de tabaco nem use aspirador de pó. Todas estas atividades podem aumentar a poluição do ar interior;

·         Tenha comida e medicamentos suficientes à mão para vários dias, para não ter de sair à procura de mantimentos. Se precisar sair, evite horários do dia em que há mais fumaça;

·         Não confie em lenços para se proteger da fumaça. Se você precisar ficar ao ar livre quando houver fumaça, use mascara N95, que cobrem o nariz e a boca, se ajustam perfeitamente ao rosto e podem filtrar partículas de fumaça ou cinzas antes de inalá-las.

·         As crianças não devem ajudar nos trabalhos de limpeza e não devem brincar nas cinzas;

·         Limpe as cinzas de todos os brinquedos infantis antes de usá-los;

·         Mantenha os animais de estimação longe de locais contaminados.

·         Pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares, incluindo asma, idosos, crianças e mulheres grávidas devem tomar precauções especiais com as cinzas.

·         Vista-se adequadamente. Use luvas, camisas de mangas compridas, calças compridas, sapatos e meias para evitar contato com a pele. Usar óculos de proteção também é uma boa ideia. Troque os sapatos e as roupas antes de sair do local a ser limpo para não pegar cinzas e carregá-las para o carro ou outros locais;

·         Não beba e nem use água da torneira até que as autoridades de emergência lhe digam que possa fazê-lo. Os sistemas de abastecimento de água e os poços podem ser danificados e contaminados durante os incêndios florestais.

·         Lave todos os alimentos que tenham sido expostos ao calor, fumaça, inundações ou cinzas.

 

 Amazônia - Com sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas, ela é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do mundo, tendo papel fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos. Também cheia de contradições, a região apresenta 7 das 10 cidades mais poluentes do Brasil, sendo São Félix do Xingu (PA) a mais poluente e detentora do maior rebanho bovino do mundo. 

Segundo o IBGE, a Amazônia ocupa aproximadamente 49,29% do território brasileiro, abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins, e apresenta 772 municípios. Com uma população de mais de 28 milhões de habitantes, representa aproximadamente 13% do contingente brasileiro. 


Historicamente, é esperado um alto índice de desmatamento e queimadas na Amazônia entre julho e outubro, época em que a maioria dos estados passa pelo chamado “verão amazônico”, caracterizado pela diminuição da chuva e da umidade relativa do ar e do aumento da temperatura, o que deixa a vegetação mais seca e sujeita ao fogo. 




ASBAI - A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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Dia da infância

 Freepik 
Cuidado ocular deve ser redobrado na primeira infância, diz especialista


Com a visão em desenvolvimento, crianças não conseguem perceber problemas oftalmológicos e exigem maior atenção dos pais


No próximo dia 24 de agosto é comemorado o Dia da Infância. A data visa refletir sobre as condições em que as crianças vivem no mundo inteiro, destacando o acesso à educação e à saúde. “É necessário que os pais tenham o hábito de levar periodicamente os filhos para realizar check-ups, especialmente oculares”, comenta a Dra. Marcia Ferrari, gestora da oftalmopediatria do H.Olhos - Hospital de Olhos. 

“O desenvolvimento da visão infantil ocorre em etapas distintas, necessitando de avaliação contínua por um oftalmologista. Assim como um bebê aprende a falar, os olhos também aprendem a enxergar e desenvolver algumas funções, como controlar o movimento ocular”, completa Ferrari. 

O especialista exprime que, como a visão está se desenvolvendo, algumas doenças oculares podem passar despercebidas, pois a criança não percebe anormalidades na visão. “Quando nascemos, adaptamo-nos às condições fisiológicas que recebemos. Na primeira infância, é comum não ter percepção sobre a quantidade de visão que deveríamos ter, por isso, é necessário um acompanhamento oftalmológico para verificar se a saúde ocular está dentro da normalidade”, diz Dra. Marcia. 

“Algumas doenças necessitam de um cuidado maior, como o retinoblastoma, um câncer ocular que afeta a retina e, em grande parte dos casos, costuma ser comum em crianças. Alguns sintomas podem ser percebidos pelos pais: geralmente, uma criança que enxergava perfeitamente começa a esbarrar em móveis da casa, o que pode ser um indicativo de algum problema na visão”, explica a médica. 

A seguir, a Dra. Marcia Ferrari detalha como funciona o desenvolvimento ocular infantil:

 

Nascimento

Até os 3 meses de vida, o bebê tem dificuldade para centralizar objetos além de 20-30 centímetros da sua visão.

 

4 a 8 meses

A partir dessa faixa etária, o bebê começa a desenvolver a coordenação entre os dois olhos. Aproximadamente no 5° mês, a percepção de profundidade, visão em 3D, e a visão colorida são notoriamente satisfatórias.
 

9 meses a 1 ano

Nessa fase, conforme a criança engatinha, ocorre um aumento na coordenação entre olhos e mãos. No primeiro ano de vida, a criança já alcança objetos com maior precisão.

 

1 a 2 anos

Por fim, nesta idade, a criança já consegue diferenciar objetos coloridos e começa a explorar o mundo. 

A Dra. Marcia reforça que a visão está anatomicamente completa somente até os 10 anos de idade. Por isso, os pais precisam redobrar os cuidados oculares com seus filhos e, diante de qualquer suspeita, é necessário procurar um oftalmologista.


Como manter seu metabolismo saudável e ativo?

Divulgação
Herbalife
Médico dá dicas sobre o que pode ajudar ou atrapalhar no bom funcionamento do seu metabolismo


O metabolismo é o conjunto de reações químicas pelas quais o corpo transforma os alimentos em energia, que é utilizada em todos os processos fisiológicos como respiração, circulação sanguínea, regulação da temperatura, contração muscular, digestão de alimentos e nutrientes, eliminação de resíduos, funcionamento dos diferentes órgãos, reparação e regeneração de tecidos. 

O médico especialista em Medicina do Esporte e Atividade Física Dr. Carlos Ulloa, membro do Conselho Consultivo de Nutricionistas da Herbalife, explica que vários fatores que podem influenciar na taxa metabólica basal, ou seja, na quantidade de calorias utilizadas pelo corpo para manter suas funções vitais, entre elas, estão “sexo, idade, composição corporal, atividade física e genética, que fazem com que cada indivíduo tenha um metabolismo diferente”, cita o especialista.
 

É possível elevar o metabolismo basal?

Aumentar o metabolismo basal, ou seja, o gasto energético em repouso pode ser benéfico para aquelas pessoas que buscam controlar o peso. Uma forma eficaz disso acontecer é desenvolver mais massa muscular. “O músculo é um tecido que consome mais energia do que a gordura. Portanto, ao diminuir a gordura corporal e aumentar a massa muscular, serão consumidas mais calorias em repouso. Isso pode ser alcançado por meio de exercícios físicos de resistência que ajudam a desenvolver os músculos”, explica Ulloa. Além disso, o especialista apresenta algumas recomendações que contribuem manter o metabolismo saudável:

  1. Nutrição adequada: Fornecer os nutrientes necessários em qualidade, frequência e quantidade para que o corpo possa realizar adequadamente as funções de cada órgão.
  2. Hidratação: Manter uma boa hidratação com o consumo de água e eletrólitos para garantir um bom funcionamento corporal.
  3. Exercícios: Praticar atividade física, seja recreativa, competitiva ou de bem-estar, para sair do repouso e do sedentarismo.
  4. Evitar substâncias nocivas: Reduzir o consumo de substâncias que podem prejudicar o organismo, como o álcool e as gorduras saturadas.
  5. Descanso: Dormir de 6 a 8 horas por noite para permitir que o corpo realize os processos de reparação e recuperação dos tecidos.
  6. Bem-estar emocional: Manter uma atitude positiva e evitar situações que gerem estresse prolongado, uma vez que isso provoca a liberação de cortisol, hormônio que pode impactar no metabolismo e promover o armazenamento de gordura.

Segundo Ulloa, ao implementar esses hábitos, você não só ajuda a manter um metabolismo ativo, mas também contribui para uma melhor qualidade de vida e saúde geral. Também lembre-se de consultar seu médico de confiança para ter uma orientação personalizada.

 

Herbalife
Herbalife.com

 

Forma grave da COVID-19 pode ter dois perfis: inflamação pulmonar exacerbada ou alta replicação viral

Na autopsia de tecido pulmonar infectado por SARS-CoV-2
foi possível visualizar células endoteliais (vermelho),
o inflamassoma ativo (verde) e o RNA do SARS-CoV-2 (rosa), um
 indicativo de que o vírus estava se replicando
imagem: Keyla de Sá

Conclusão apresentada por grupo da USP na revista PLOS Pathogens se baseia em dados de autópsias de 47 pessoas vitimadas pela cepa ancestral do SARS-CoV-2. Resultados podem orientar o tratamento de casos críticos

 

Estudo publicado na revista PLOS Pathogens revela que pacientes com a forma grave da COVID-19 podem ser divididos em dois grupos bem distintos: os que apresentam alta carga viral e pouca inflamação e aqueles que desenvolvem complicações inflamatórias mesmo após a completa eliminação do vírus do organismo.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram autópsias de 47 pulmões de pessoas vitimadas pela doença e examinaram dados referentes ao perfil inflamatório, à carga viral e ao grau de ativação do sistema imune. Todas as amostras são de pacientes infectados na primeira fase da pandemia, quando ainda circulava a cepa ancestral do SARS-CoV-2, originária de Wuhan (China), e não havia vacina disponível. A investigação foi conduzida com apoio da FAPESP por meio de três projetos (13/08216-219/11342-6 e 20/04964-8).

“Hoje muita coisa mudou. Há novas variantes e a resposta imune dos vacinados é infinitamente superior à dos não imunizados. Portanto, estudar essas amostras [de pacientes vitimados pela cepa ancestral na fase pré-vacina] é muito importante para a compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos nos casos letais de COVID-19”, explica à Agência FAPESP Dario Zamboni, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e coordenador da pesquisa.

Segundo Zamboni, o trabalho ajuda a compreender por que a forma grave da COVID-19 abrange variações clínicas tão grandes e quais fatores, em nível molecular, podem levar a doença a seguir um desses dois caminhos descritos no artigo. Além disso, os resultados podem orientar a tomada de decisão no que concerne ao tratamento dos casos críticos.


Inflamação exacerbada

Foi possível identificar por meio das análises que o perfil “baixa carga viral e inflamação exacerbada” está associado a uma ativação excessiva do inflamassoma, que é um complexo proteico existente no interior das células de defesa. Quando essa maquinaria celular é acionada, moléculas pró-inflamatórias conhecidas como citocinas passam a ser produzidas para avisar o sistema imune sobre a necessidade de enviar mais células de defesa ao local da infecção. Dessa forma, esse complexo proteico contribui para desencadear a chamada “tempestade de citocinas”, ou seja, uma resposta imunológica exacerbada e lesiva aos tecidos.

“O inflamassoma é uma das primeiras respostas que temos contra uma infecção. Em linhas gerais, quando os macrófagos [células da linha de frente do sistema imune] fagocitam o patógeno, eles ativam o inflamassoma na tentativa de eliminar o sítio da infecção. O problema é que vários vírus, incluindo o SARS-CoV-2, de maneira ainda não conhecida, conseguem ‘enganar’ o sistema imune e, assim, se replicam bem apesar da ativação do inflamassoma. Com isso, o inflamassoma permanece ativo, promovendo mais inflamação e agravando o quadro clínico”, explica Keyla Sá, bolsista de doutorado da FAPESP e primeira autora do artigo.

A partir dessa constatação, os pesquisadores realizaram experimentos com camundongos geneticamente modificados para expressar a proteína ACE2, que nos humanos é usada como um receptor ao qual o vírus se liga para entrar na célula. Em parte dos animais também foi ‘desligado’ o gene principal do inflamassoma, ou seja, nesse grupo a maquinaria celular responsável por desencadear a produção de citocinas inflamatórias não era ativada diante da infecção pelo SARS-CoV-2.

“Observamos que, quando retiramos o inflamassoma dos camundongos infectados, eles ficaram menos doentes e sobreviveram muito mais à infecção. Portanto, essa capacidade de enganar o sistema imune pode contribuir para a grande variação que verificamos nos pacientes com COVID-19 grave. O achado pode, no futuro, tornar o inflamassoma e fatores a ele associados alvos importantes para novos tratamentos”, avalia Sá.


Disfunções vasculares

Já no caso de pacientes que morreram com alta carga viral e baixo perfil inflamatório, o quadro se apresenta de maneira completamente diferente. Os pesquisadores identificaram trombose pulmonar e coagulação intravascular disseminada, levando a crer que as disfunções vasculares que culminaram em um processo trombótico tiveram impacto significativo no desfecho da doença.

“Essa sistematização abre várias questões que devem ser investigadas no futuro. Identificamos dois tipos de pacientes que, apesar de terem a mesma doença, morreram por causas diferentes. Enquanto o grupo formado por casos de eliminação do vírus e inflamação exacerbada no pulmão [incluindo fibrose pulmonar] morreu de causa pulmonar, os pacientes com alta carga viral apresentavam boa função nesse órgão, estavam se recuperando e morreram por outros motivos, provavelmente disfunções vasculares”, relata Sá.

Quando se comparou o tempo de evolução da doença (entre a infecção e o óbito), também foi observada uma diferença significativa entre os dois grupos. Enquanto os pacientes com alta carga viral morreram de forma mais rápida, aqueles com inflamação exacerbada passaram dias internados em terapia intensiva, com necessidade de ventilação mecânica.

“A descoberta desses dois caminhos contribui para a compreensão da fisiopatologia da doença e pode ajudar nas decisões entre terapias imunomediadas ou antivirais para o tratamento de casos críticos de COVID-19”, avalia Zamboni.

O artigo Pulmonary inflammation and viral replication define distinct clinical outcomes in fatal cases of COVID-19 pode ser lido em: https://journals.plos.org/plospathogens/article?id=10.1371/journal.ppat.1012222.
 



Maria Fernanda Ziegler
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/forma-grave-da-covid-19-pode-ter-dois-perfis-inflamacao-pulmonar-exacerbada-ou-alta-replicacao-viral/52566

 

Dislexia: novo teste identifica sinais do transtorno em crianças e adolescentes

Avaliação facilita o diagnóstico precoce entre os 7 e 11 anos; principal proposta é identificar os sinais de desempenho escolar e neuro cognitivos


Conhecida como uma condição de origem neurobiológica, a Dislexia é um transtorno que impacta a aprendizagem da leitura. Manifesta-se na dificuldade em reconhecer palavras, bem como na compreensão de textos e velocidade de leitura. Com a finalidade de facilitar o diagnóstico em crianças e adolescentes, a Vetor Editora, referência em materiais e tecnologia para avaliação psicológica, lança o primeiro Teste para Identificação de Sinais de Dislexia (TISD).
 

O Instituto ABCD, especializado em dislexia, aponta que 4% da população brasileira possui o transtorno que se revela principalmente na fase de alfabetização. “Sabemos da importância de oferecer apoio aos profissionais que atuam na linha de frente da promoção da saúde infantojuvenil. Por isso, agora contamos com esse instrumento que avalia o conjunto de habilidades frequentemente afetadas em jovens com dislexia, possibilitando encaminhamentos precoces, que são extremamente importantes para o tratamento”, explica o autor do teste Rauni Jandé Roama Alves.
 

De uso exclusivo para profissionais de psicologia, o TISD pode ser administrado a crianças e adolescentes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. A principal proposta é favorecer uma avaliação inter e multidisciplinar em indivíduos com risco para a dislexia, sendo um instrumento de triagem que busca medir os sinais de desempenho escolar e neurocognitivos da condição. Dividido em oito subtestes, o teste abrange a leitura, escrita, atenção visual, cálculo, habilidades motoras, consciência fonológica, nomeação rápida e memória de curto prazo.
 

"Precisamos de medidas que tornem o diagnóstico mais acessível e o nosso lançamento reflete isso. Queremos que cada vez mais as pessoas disléxicas tenham uma educação mais inclusiva que potencialize sua capacidade de aprender desde cedo. A falta de conhecimento a respeito desses transtornos de aprendizagem também é uma barreira a ser vencida, já que a falta de informação pode gerar conflitos e até mesmo preconceito. Mais do que oferecer insumos para o tratamento, também devemos levar informação”, conclui o profissional.

 

Vetor Editora


Sistema de Saúde deve se preparar para enfrentar uma epidemia de jogos patológicos, alerta especialista

Para professor de Psiquiatria do Centro Universitário São Camilo, campanhas de educação e conscientização não devem ser deixadas em segundo plano

 

O Brasil se consolidou como líder mundial em apostas on-line, com impressionantes 3,19 bilhões de acessos, representando 22,78% do total de acessos globais. Esse cenário acende um alerta sobre possível epidemia de vício em jogos on-line, especialmente com a previsão de regulamentação das apostas até 2025. O prognóstico pode se agravar, impactando a renda familiar e levando ao aumento significativo dos casos de depressão e ansiedade entre jogadores patológicos.

O professor de Psiquiatria do Centro Universitário São Camilo, Alfredo Simonetti, destaca que a dependência em jogos de apostas, sejam eles on-line ou não, é um distúrbio comportamental grave.

 

A patologia é caracterizada pela incapacidade de o indivíduo resistir à compulsão por jogar, mesmo diante de perdas financeiras, problemas nos relacionamentos e queda no desempenho profissional ou acadêmico. Simonetti enfatiza a importância da criação de políticas públicas voltadas à educação e conscientização da população sobre os riscos dessa dependência para a saúde mental, financeira e pessoal. 


"O dependente de jogos on-line precisa de apoio e tratamento, assim como aqueles que apostam em cassinos, corridas de cavalos ou até em aplicações de alto risco no mercado financeiro", explica o professor. Ele descreve o fenômeno como motivado pela liberação de adrenalina e dopamina no cérebro, substâncias que proporcionam sensação de bem-estar e euforia.

 

Diversos fatores psicológicos e sociais contribuem para o vício em jogos on-line. A busca por reconhecimento, a necessidade de escapar de problemas cotidianos e a sensação de realização ao completar desafios no jogo são alguns dos motivos que levam as pessoas a se envolver nesse comportamento. Simonetti se refere a esses indivíduos como "Caçadores de Emoções", que encontram prazer em situações de risco, quando é possível ganhar ou perder.


Outro aspecto preocupante, segundo o professor, é o fenômeno da abstinência. Assim como em outros vícios, os dependentes de jogos enfrentam uma série de reações físicas e emocionais durante o processo de interrupção do hábito, como má alimentação, sedentarismo, ansiedade e depressão. "Identificamos um dependente quando ele organiza sua vida em função do jogo", alerta Simonetti, ressaltando que as consequências do vício se estendem a todas as áreas da vida, afetando as relações interpessoais, a produtividade profissional e até o desempenho acadêmico.

 

Simonetti defende a preparação dos profissionais de Saúde para lidar com essa nova realidade, propondo a abordagem multifacetada que inclua educação, prevenção e tratamento. "Os gestores da área de Saúde precisam focar na formação de uma estrutura capaz de minimizar os impactos negativos e promover o uso saudável e equilibrado dos jogos", conclui. 


O Brasil está atualmente em processo de discussão sobre a regulamentação das empresas de jogos de azar e apostas, incluindo as populares apostas esportivas, conhecidas como bets, e os caça-níqueis, como o jogo Fortune Tiger ou Jogo do Tigrinho. No entanto, o debate tem se concentrado principalmente nos aspectos financeiros e fiscais, como arrecadação de impostos e exploração comercial das plataformas, deixando em segundo plano a capacidade do País de lidar com o aumento do vício em jogos. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que, entre 2018 e 2023, o número de pessoas atendidas por jogo patológico no SUS aumentou de 108 para 1,2 mil, embora especialistas alertem para a possível subnotificação desses casos.

 

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