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quinta-feira, 27 de maio de 2021

COVID19 e suas sequelas silenciosas (nem tão silenciosas)

Alguns pacientes da Covid19 dizem que ficaram com ouvidos barulhentos 



A essa altura, você já leu muita coisa sobre coronavírus, certo?

Também ficou confuso e com medo após tantas previsões contraditórias, né?

Aos poucos vamos separando o joio do trigo, o ruído do sinal, mas o Covid19 ainda está apresentando algumas sequelas que estão sendo estudadas por médicos e cientistas ao redor do planeta.

Recentemente em artigo no The New York Time os cientistas apresentaram algumas pesquisas sobre uma possível ligação do COVID com o Zumbido. O start para estas pesquisas foi o suicídio do empresário Kent Taylor, fundador e executivo-chefe da rede de restaurantes Texas Roadhouse, e chamou a atenção para uma possível ligação entre Covid-19 e o zumbido. Taylor sofreu de uma variedade de sintomas após sua doença, incluindo zumbido severo, disse sua família em um comunicado, acrescentando que seu sofrimento se tornou "insuportável".

Se o zumbido está relacionado ao Covid19 e, em caso afirmativo, com que frequência ele ocorre ainda é uma questão sem resposta.

Nem a Organização Mundial da Saúde nem os Centros de Controle e Prevenção de Doenças descrevem o zumbido como um sintoma, embora os problemas auditivos sejam comuns em outras infecções virais.

Mas o zumbido está na lista longa de sintomas do Covid publicada pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, junto com fadiga, falta de ar, tontura e outros. E alguns estudos e relatos de casos recentes sugeriram uma ligação potencial.
Também há evidências de que o Covid19 pode agravar os sintomas entre pessoas que tinham zumbido antes de contrair a doença. Um estudo publicado no final do ano passado na revista Frontiers in Public Health pesquisou 3.100 pessoas com zumbido e descobriu que 40% dos 237 entrevistados que contraíram Covid19 relataram que seus sintomas foram “significativamente exacerbados” após a infecção.

“Existem muitos vírus que afetam os ouvidos, incluindo sarampo, caxumba e rubéola”, disse o Dr. Eldre Beukes, o audiologista da Anglia Ruskin University, na Inglaterra, que liderou o estudo. “Também pode ser o caso de que os medicamentos tomados para combater a Covid estejam piorando o zumbido. E há uma ligação bem conhecida entre zumbido e estresse.

O estudo citou uma variedade de fatores que aumentaram o estresse para quase todas as pessoas na pandemia, incluindo o medo de pegar o coronavírus e as regras de distanciamento social que aumentaram o isolamento e a solidão.


A educação em casa também aumentou os níveis de estresse, assim como o consumo maior de café e álcool, acrescentou Beukes.

Exatamente por que o zumbido afeta certas pessoas ainda é um mistério. Existe cerca de 200 causas para a doença, incluindo exposição a ruídos altos, estresse, má alimentação, perda de audição e tímpano perfurado.


Afinal o que é o zumbido? Conhecido como uma ilusão sonora, o zumbido, é a sensação de ouvir som de apito, chiado, cigarra, sirene, motor ou panela.

O problema, que acomete cerca 15% da população mundial e mais de 28 milhões de brasileiros, independente do sexo ou da idade, é considerado invisível porque nem mesmo exames avançados não conseguem detectar a presença do zumbido, a não ser que o próprio paciente o revele e se queixe do incômodo.

As consequências do zumbido pela COVID19 tem sido tema de muitos debates, pois pode comprometer a qualidade de vida de maneira significativa. Considerando que o estresse é uma das causas universais de zumbido, com relação ao COVID19 acredita-se tratar de uma neuropatia, como a perda do olfato e paladar, mas tudo ainda esta em fase de estudos.




Dra. Tanit Ganz Sanchez http://www.institutoganzsanchez.com.br - Diretora-presidente do Instituto Ganz Sanchez, entidade especializada no tratamento de zumbido em São Paulo, relata que 15% de seus pacientes passaram a ter o problema após contrair o COVID19, aliado ao estresse. Em outros 40%, o zumbido é motivado pelo estresse aliado a outras causas como problemas de audição, circulação, músculos do pescoço, mandíbula, entre outros.





Sobre o Zumbido:

Apesar de muitas pessoas pensarem que não existe tratamento para o Zumbido, já existem técnicas apropriadas e vários pacientes já obtiveram melhora no sintoma, e ainda, alguns alcançaram a cura. Mas, para que seja iniciado o tratamento, é preciso uma análise minuciosa do paciente que englobe a rotina de trabalho, os hábitos alimentares – a ingestão de gorduras, cafeína e doces – se toma alguma medicação de uso contínuo e qual o volume e a intensidade que o paciente escuta música, dentre outros. Só com esse perfil traçado será possível tratar o paciente de forma adequada, sejam com medicamentos, terapias complementares ou com a reeducação para algum hábito ruim.



Há esperança para pessoas que sofrem com Zumbido

“Há anos estudamos pessoas com sintomas pouco valorizados pela Medicina, como o Zumbido. Ver pessoas que sofrem e não sabem o que fazer, nem onde procurar ajuda, mexe com a gente! Por isso criamos algumas medidas que podem ser feitas por todos independentes de morar perto ou longe de um centro avançado” ressalta a especialista.

“Com o passar do tempo, temos CERTEZA de que o ZUMBIDO será um problema mais conhecido, mais investigado e tratado com mais sucesso!”, declara Dra. Tanit Ganz Sanchez.





Matéria do The New York Time: https://www.nytimes.com/2021/03/23/health/coronavirus-tinnitus.html?smid=url-share



No Dia Internacional de luta pela Saúde da Mulher, um alerta: Câncer de Mama já é a doença oncológica que mais afeta a população global

Estudo da OMS também aponta para descoberta de tumores em estágio avançado como "herança" da COVID-19; Consultas de rotina e exames periódicos são essenciais para a descoberta precoce de tumores malignos, chave para a cura em mais de 90% dos casos



Enquanto os olhos do mundo ainda seguem voltados para o combate ao Coronavírus, em 2021, o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, celebrado neste 28 de maio, serve também para reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer, assim como a sua prevenção, que mesmo em tempos de Covid-19 devem ser lembrados como as melhores ‘armas’ de combate à doença.

Um alerta especial se refere à incidência do câncer de mama, cuja ocorrência em mulheres corresponde a 99% de todos os casos registrados mundialmente. A preocupação é ainda justificada por dados do GLOBOCAN 2020, que alertam para a necessidade de um olhar de lupa para o assunto. O estudo, divulgado em fevereiro de 2021 pela Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC, da sigla em inglês) - entidade intergovernamental que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) - e pela Sociedade Norte-Americana de Câncer (ACS), mostra que cenário da oncologia está mudando, com aceleração em todo planeta nos índices de incidência de neoplasias malignas e trazendo o câncer de mama para o topo da lista entre os mais diagnosticados em todo o mundo, superando pela primeira vez neste ranking os tumores de pulmão.

Para o oncologista Max Mano, líder de tumores de mama do Grupo Oncoclínicas, este cenário é reflexo, em grande parte, de aspectos inerentes ao desenvolvimento sócio-econômico e cultural dos diferentes países. "O contínuo aumento global na incidência do câncer de mama se deve a um conjunto de fatores que incluem mudanças no estilo de vida - tais como a epidemia de obesidade, uso de hormônios, menarca precoce/menopausa tardia, menor (e mais tardia) paridade/amamentação, maior consumo de álcool, sedentarismo -, demográficas, relativas ao envelhecimento da população, e, possivelmente, uma maior capacidade dos países ricos de fazerem diagnósticos", destaca.

Ele frisa que, apesar do câncer de mama ainda apresentar taxas menores de letalidade em comparação aos tumores de pulmão, os dados apresentados pela OMS acendem um sinal vermelho sobre a atenção às políticas públicas de incentivo à detecção precoce da doença em países emergentes, caso do Brasil. Por aqui, o câncer de mama é responsável por cerca de 30% de todos os casos da doença entre o gênero feminino.

"Apesar da incidência crescente, em geral, a mortalidade por muitos tipos de câncer, especialmente o de mama, vem diminuindo nos últimos anos. A má notícia é que isso só tem ocorrido, ao menos de maneira consistente, nos chamados países desenvolvidos. Por causa da ocorrência de diagnósticos em estágio mais avançado e do menor acesso a tratamentos, a letalidade por câncer é maior em países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos, um fato cruel que foi acertadamente captado pelo estudo GLOBOCAN 2020", aponta Max Mano.

Isso exigirá esforços contínuos no sentido de aumentar a taxa de cobertura da mamografia de rastreamento populacional, assim como o nível de alerta das mulheres para alterações na mama, requerendo atenção dos especialistas para que o câncer de mama seja diagnosticado da forma mais precoce possível.

"O baixo investimento em medidas de prevenção e diagnóstico precoce e da menor oferta de tratamentos oportunos e eficazes pode condenar os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento a anos de atraso nas políticas de combate ao câncer em relação aos seus pares mais afortunados", diz o oncologista da Oncoclínicas.

No Brasil, o câncer de mama responde por cerca de 67 mil novos diagnósticos de câncer todos os anos, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). De forma geral, a mamografia é o principal exame preventivo para identificação de tumores de mama. Ela deve ser realizada anualmente por todas as mulheres acima dos 40 anos e a decisão por adiar ou não esse exame só deve ser tomada mediante o aconselhamento médico.

As chances de cura chegam a 95% ou mais quando o tumor é descoberto no início, sendo o tratamento menos invasivo, o que melhora, em muito, a qualidade de vida durante e após o tratamento da doença.


Covid-19 trará consequências na luta contra o Câncer

A descoberta tardia pelo atraso na realização de exames de rastreamento e a falta de acesso a tratamentos, especialmente em países em desenvolvimento, estão entre os aspectos ressaltados pela OMS como efeitos que afetam diretamente os cuidados oncológicos. A organização informou que nas duas últimas décadas o número total de pessoas com câncer quase dobrou, saltando de 10 milhões estimados em 2000 para 19.3 milhões em 2020.

As projeções indicam ainda que nos próximos anos há uma tendência de elevação dos índices de detecção do câncer, chegando ao patamar de quase 50% a mais em 2040 em comparação ao panorama atual, quando o mundo deve então registrar algo em torno de 28.4 milhões de casos de câncer. Isso significa que a cada 5 pessoas, uma terá câncer em alguma fase da vida. Nos países mais pobres, a incidência da doença deve ter um crescimento superior a 80%.

O número de mortes por câncer, por sua vez, subiu de 6,2 milhões em 2000 para 10 milhões em 2020 - uma equação que aponta que a cada seis mortes no mundo uma acontece em decorrência do câncer. E a tendência é que haja aumento nesse triste ranking, já que a OMS também indica que a pandemia trará como consequência mais casos de pacientes com câncer em estágio avançado por conta dos atrasos na descoberta e tratamentos de tumores malignos.

Em 2020, primeiro ano dos protocolos contra o Novo Coronavírus, o Brasil, por dia vez, teve uma grande queda na busca pelo diagnóstico. A mamografia de rastreamento, exame indicado como parte da rotina de cuidados para mulheres a partir de 40 anos, apresentou queda de 49,81%. Outros exames fundamentais para a saúde da mulher, como o citopatológico cérvico vaginal (papanicolau), tanto para diagnóstico, como para rastreamento de câncer do colo do útero, também apresentaram queda: a redução foi de mais de 50%.

"Os reflexos do adiamento nos acompanhamentos médicos de rotina por medo de exposição ao novo coronavírus podem a curto e médio prazos, de fato, desencadear um aumento global nos índices de tumores descobertos em fase mais avançada. Isso vai impactar na sobrevida dos pacientes oncológicos, como uma das heranças perversas da pandemia para a saúde como um todo", afirma Max Mano.

As biópsias também tiveram uma redução de 39,11% no Brasil, segundo o INCA, quando comparados os meses de março a dezembro de 2019 e 2020. Em 2019 foram realizados 737.804 desses procedimentos e, em 2020, um total de 449.275. As maiores quedas ocorreram nos meses de abril (-63,3%) e maio (-62,6%), período de pico da primeira onda de Covid no País e, de acordo com especialistas, a diminuição das biópsias para diagnóstico de câncer repercutem de maneira grave na mortalidade dos pacientes com câncer, já que muitas pessoas não estão sendo diagnosticadas, nem tratadas durante a pandemia, o que permite que o tumor se desenvolva.

O oncologista do Grupo Oncoclínicas, Max Mano, reforça que "o câncer não espera". A condição faz parte do rol de doenças estabelecido pelo Ministério da Saúde, cujo tratamento não pode ser considerado eletivo. Atualmente, ainda de acordo com os dados do GLOBOCAN, mais de 1,5 milhão de brasileiros têm tumores malignos, sendo que em 2020 foram diagnosticados 592.212 novos casos e registrados 259.949 óbitos em decorrência de neoplasias malignas. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que são esperados ao menos outros 625 mil diagnósticos de câncer até o final de 2021.

 

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Dia Nacional da Mata Atlântica (27/5)

Trilhas são opção para explorar um dos principais biomas do planeta

Alguns dos percursos estão na Grande Reserva Mata Atlântica, principal remanescente contínuo do bioma no país, localizada nos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina


“Muitas pessoas não sabem, mas a Mata Atlântica possui uma riqueza imensurável e muitos recursos para serem descobertos. Só para termos uma ideia da dimensão, um hectare de Mata Atlântica possui muito mais variedade de espécies do que um hectare da Amazônia”, informa a professora titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Márcia Marques.

A Mata Atlântica é um dos biomas mais importantes para o país e para o mundo devido à sua rica biodiversidade e um dos mais ameaçados do planeta. Atualmente, possui apenas 12,4% de sua área original, sendo que apenas 7% encontram-se em bom estado de conservação. Instituído em 1999, o dia 27 de maio foi escolhido para marcar o Dia Nacional da Mata Atlântica e reforçar a importância de sua preservação.

O bioma passa por 17 estados brasileiros e cerca de 125 milhões de pessoas vivem na sua área de abrangência, onde também estão concentrados aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Atualmente, a Mata Atlântica possui 32 milhões de hectares cobertos com vegetação nativa. O maior remanescente contínuo da floresta é a Grande Reserva Mata Atlântica (GRMA), localizado nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Para conhecer melhor a Mata Atlântica, confira algumas sugestões de trilhas e turismo ecológico na região. Todas estão operando com rígidos protocolos de segurança sanitária, podendo também fazer parte de passeios no pós-pandemia. Agendamentos podem ser feitos no portal da Grande Reserva Mata Atlântica (https://reservas.grandereservamataatlantica.com.br/).

“A experiência na natureza traz benefícios para a saúde e o bem-estar. O contato com áreas verdes é revigorante, reduz os níveis de estresse, melhora a imunidade, a qualidade do sono e estimula a criatividade”, afirma a gerente de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Marion Silva.

Ekôa Park

O parque ecológico Ekôa Park, localizado em Morretes (PR), é uma opção de experiências imersivas de turismo ecológico, com trilhas interativas e atividades de aventura, como tirolesa, arvorismo, bolha humana e balão. Abriga o primeiro Centro de Informações da Grande Reserva Mata Atlântica, que orienta os visitantes para as atividades de turismo sustentável disponíveis na região. O parque está localizado no quilômetro 18,5 da Estrada da Graciosa (por si só uma atração) e está aberto para visitação, mediante reserva antecipada, de quinta a domingo e em feriados, das 9 às 17 horas.

Reserva Natural Salto Morato

A Reserva Natural Salto Morato, localizada em Guaraqueçaba (PR) e mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, possui duas trilhas abertas ao público: a do Salto Morato e a da Figueira. Ambas são autoguiadas e possuem facilidades, como pontos de descanso, bebedouros, lixeiras e placas interpretativas sobre a fauna e flora locais. A primeira leva à cachoeira Salto Morato, com quase 100 metros de altura, e inclui no percurso o aquário natural, onde é permitido banho de rio. Já a trilha da Figueira conduz à figueira gigante do Rio do Engenho – uma árvore centenária que abriga diversas espécies associadas de plantas e animais e forma uma ponte natural sobre o rio. Os visitantes também podem fazer a travessia do rio por cabos de aço, conhecida como Falsa Baiana.

Salto Morato é uma atração também para os birders, com suas trilhas especiais para observação de pássaros. Lá, foram registradas a ocorrência de mais de 320 espécies, como o tangará, o jaó-do-sul e o gavião-pombo-pequeno. Pelo novo protocolo de visitação de Salto Morato, todos os visitantes e colaboradores terão a temperatura aferida na entrada da reserva, o uso de máscara é obrigatório e o número de visitantes por dia é limitado. A reserva fica aberta de quinta a domingo e em feriados, das 8h30 às 16 horas. Há necessidade de agendamento.

Volta Velha

Em Itapoá (SC), a Reserva Ecológica Volta Velha é formada por duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) localizadas em uma mesma propriedade. Juntas, somam 875 hectares de áreas protegidas de Florestas Atlânticas de Terras Baixas. Distante cerca de 140 quilômetros de Curitiba e 80 quilômetros de Joinville, seus atrativos permitem ao visitante a oportunidade de caminhar na mata, conhecendo a diversidade da fauna e da flora local, passear de canoa, tomar banho de rio e ainda aprender sobre a cultura indígena do Xingu, presente no local. A visita precisa ser agendada pelo site da reserva.

Campos do Quiriri

Parte de uma Área de Proteção Ambiental, o Campos do Quiriri, na Serra do Quriri (SC), é indicado para quem gosta de montanhas, caminhadas ao ar livre e aventura. É preciso agendar o passeio com antecedência, pois as fazendas estão em propriedades particulares, e o ideal é que o caminho seja feito com a ajuda de guias especializados, já que as trilhas têm grau elevado de dificuldade e apenas veículos de tração 4x4 conseguem chegar aos pontos mais altos. O conjunto de montanhas possui cerca de 30 cumes, com alturas que variam de 1.300 a 1.580 metros. Dessas elevações é possível enxergar o mar e algumas cidades do norte do estado, como Joinville, Garuva, Itapoá e São Francisco do Sul, além das montanhas da Serra Dona Francisca e da Baía da Babitonga.

Legado das Águas

No Vale do Ribeira, interior de São Paulo, o Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, retomou as atividades de ecoturismo mediante compra antecipada e operando com 25% da capacidade total. As opções de atrativos disponíveis para o retorno, entre trilhas, canoagem, banho de rio e cachoeiras, possibilitam aos turistas contato imersivo com a floresta, aventura ou mesmo um passeio relaxante em contato com a natureza. Na Trilha da Copaíba-Prainha, são 8 quilômetros de trilha terrestre e 3 quilômetros aquática, que pode ser percorrida de caiaque ou barco, serpenteando diversas paisagens diferentes, que finaliza com banho no Rio Juquiá. A Trilha Copaíba - Mirante do Sinal passa por diversos córregos e contempla um mirante natural a 700 metros de altitude com vista de 360° da Mata Atlântica. A Trilha Cachoeira Dezembro, além de um visual deslumbrante, dentro da floresta, finaliza em uma cachoeira com piscinas naturais, ideais para banhos. Todas as opções estão disponíveis em https://loja.legadodasaguas.com.br/.

Encontre outras trilhas

Propostas de roteiros e experiências que aliam conservação, turismo responsável e fortalecimento de comunidades locais estão atraindo cada vez mais o interesse dos viajantes. Em busca de soluções para incentivar o turismo de natureza e promover a proteção do meio ambiente, a Fundação Grupo Boticário selecionou, em 2020, projetos inovadores para receber apoio financeiro e serem desenvolvidos a partir deste ano. Um deles foi o eTrilhas, uma plataforma digital que permite a conexão entre três vetores das trilhas ecológicas: as unidades de conservação, o visitante e a cadeia produtiva do entorno, potencializando uma relação de consumo sustentável entre eles. A ferramenta pode ser customizada para diferentes áreas geográficas e unidades de conservação e seu gerenciamento é realizado de forma descentralizada, garantindo escalabilidade global à solução. Nessa linha, a plataforma espera engajar o público na visitação de trilhas ecológicas em todo o Brasil e conscientizar os praticantes sobre a importância da preservação. Ao dar mais visibilidade para a prática, o eTrilhas também ampliará o alcance dos prestadores de serviços locais, criando um ciclo virtuoso de preservação ambiental e geração de renda.

 

Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN)

www.fundacaogrupoboticario.org.br

 

Prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda encerra na próxima segunda-feira

Especialista da Fecomércio MG orienta que os contribuintes não devem deixar para declarar nos momentos finais; quem perder o prazo pagará multa de R$165,74 a 20% do valor devido

 

Na próxima segunda-feira (31/05) encerra o prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2021, ano-base 2020. Apesar da prorrogação do prazo, em virtude a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), cerca de 10 milhões de contribuintes ainda não enviaram a sua declaração. De acordo com a tabela, devem declarar o IR os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2020. 

A gerente executiva contábil e financeira da Fecomércio MG, Luciene Franco, reforça a importância de separar todos os documentos antes de iniciar o preenchimento e orienta enviar a declaração no prazo estipulado. “Apesar da prorrogação do prazo de entrega, muitos contribuintes acabam deixando para a última hora, o que é um grande risco. Nos momentos finais da entrega, é comum a sobrecarga do sistema. Por isso, orientamos a quem não tenha feito a entrega, que procure realizá-la o mais rápido possível”, destaca. 

O contribuinte que entregar fora do prazo ou não fizer a declaração estará sujeito a multa de no mínimo R$ 165,74 e no máximo de 20%, de acordo com valor do imposto devido. Apesar do adiamento da data final, o cronograma de pagamento das restituições permanece igual. Elas começam a ser pagas no próximo dia 31 de maio e seguem até 30 de setembro. 

Uma das novidades em 2021 é a ampliação do número de contribuintes aptos a usar a declaração pré-preenchida. Esse tipo de declaração possibilita a inclusão de diversos dados prestadas à Receita Federal por meio de outras fontes. Mas, apesar da vantagem, é preciso que o contribuinte verifique, corrija ou complemente os dados. 

Além disso, os beneficiários do auxílio emergencial são obrigados a declarar o IR caso tenham recebido, junto com o auxílio, outros rendimentos tributáveis em valor anual superior a R$ 22.847,76. Nessa situação, o contribuinte também deverá devolver as parcelas recebidas do auxílio emergencial.

 

Quem deve declarar 

Confira as situações em que é necessário declarar o IR à Receita: 

• Recebeu mais de R$ 28.559,70 de renda tributável em 2020 (incluindo salário, aposentadoria ou aluguéis). O valor é o mesmo da declaração do Imposto de Renda no ano passado;

• Recebeu mais de R$ 142.798,50 em atividade rural em 2020;

• Ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano (como indenização trabalhista ou rendimento de poupança);

• Teve posse ou propriedade de bens de mais de R$ 300 mil;

• Obteve renda com a venda de bens (casa, lote, entre outros);

• Comprou ou vendeu ações na Bolsa de Valores;

• Passou a morar no Brasil em qualquer mês de 2020 e ficou aqui até 31 de dezembro;

• Vendeu um imóvel e comprou outro em um prazo de 180 dias, usando a isenção de IRPF no momento da venda, ou;

• Recebeu o auxílio emergencial em 2020 e teve rendimentos tributáveis acima de R$ 22.847,76.


Indústrias paranaenses aderem a projeto de logística reversa que auxilia meio ambiente e apoia cooperativas de catadores

Ação reaproveita resíduos pós-consumo para inserção em novos ciclos de produção; quase 7 mil trabalhadores da reciclagem devem ser beneficiados com recursos do programa

 

Embaladas pela crescente discussão sobre temas como sustentabilidade, ESG e otimização de recursos, indústrias brasileiras têm buscado, com uma força ainda maior durante a pandemia, alinhar suas operações e valores para que o respeito à natureza seja um dos grandes pilares em suas rotinas. Muitas delas, inclusive, têm arranjado formas de compensar o meio ambiente por meio de iniciativas da logística reversa, sistema que visa reinserir os resíduos sólidos pós-consumo em novos ciclos de produção. A ação busca reaproveitar, descartar apropriadamente os resíduos gerados em suas fábricas e, até mesmo, compensar a sociedade pelo uso de materiais renováveis. 

No Paraná, empresas e indústrias locais têm se associado ao Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), que fornece a todas as companhias parceiras o selo de excelência InPAR, que estampa nas embalagens dos produtos participantes a garantia de boas práticas de logística reversa. Cerca de 40 empresas já possuem a certificação ‘Reciclar é Preciso - Empresa Amiga do Meio Ambiente’. “Buscamos, por meio desse selo, chamar a atenção dos consumidores, para incentivar o consumo com indústrias que estejam engajadas na defesa do meio ambiente”, afirma o executivo do InPAR, Gustavo Fanaya.

Entre as ações, os associados do InPAR buscam atingir a meta do Ministério do Meio Ambiente, firmado pelo Acordo de Embalagens em Geral, em 2015, de recuperação de, no mínimo, 22% do volume equivalente às embalagens pós-consumo inseridas no mercado. Ou seja, a cada 100 embalagens de papel produzidas, as empresas parceiras do InPAR precisam ‘compensar’ a sociedade com quantias equivalentes a 22 unidades. Isso pode ser feito a partir de investimentos em organizações como associações e cooperativas de trabalhadores de reciclagem, que realizam a operação de logística reversa nos mercados em que ocorre a comercialização final dos produtos.

Em 2020, a instituição efetuou investimentos no programa Reciclar pelo Brasil, gerenciado pela ANCAT (Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis). Esse é o principal projeto apoiado pelo movimento Coalizão Embalagens, organização formada por 14 entidades empresariais nacionais. Cerca de 563 associações ou cooperativas de reciclagem são beneficiadas pelo programa. “A proposta é garantir em médio prazo a elevação sustentada e perene da remuneração dos trabalhadores do segmento de triagem de material reciclável advindo das embalagens pós-consumo”, explica Fanaya. 


Exemplo na indústria

Uma das participantes da iniciativa é a Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal. Em sua produção de itens de trigo, leite e proteína animal, a Unium utiliza cerca de 80% de embalagens plásticas e 20% em papel. No ano passado, os resíduos da marca totalizaram 1.027 toneladas, ou 12,79% do volume total das embalagens entregues ao InPAR. “Fazemos parte do projeto de logística reversa desde 2017. Nós pagamos, com muita satisfação, uma anuidade e uma contribuição para o financiamento de atividades dessas instituições”, avalia o coordenador industrial do Moinho Herança Holandesa, Emanoel Eber Rodrigues. “Esse projeto tem muita importância para a Unium, pois está sensivelmente alinhado com nossos valores de preservação do meio ambiente e de sustentabilidade de operações”, acrescenta.

Alguns dos investimentos para auxiliar os trabalhadores servem para a compra de kits de EPIs, treinamentos de colaboradores, assessoramento técnico e adequação de instalações. A estimativa é de que, com os recursos arrecadados pelas empresas participantes, 6.750 trabalhadores de material reciclável sejam beneficiados com as atividades em todo o Brasil em 2021. 

 


Unium

http://unium.coop.br/


Cinco dicas para incorporar criptomoedas ao seu pequeno ou médio negócio

Moedas virtuais já podem fazer parte da rotina dos empreendedores. A Ding, maior operadora de recargas de celular do mundo, aponta as boas práticas na inovação

 

O mercado de criptomoedas tem se mostrado cada vez mais relevante. Em 2020, mais de R$19,8 bilhões foram movimentados no Brasil na mais famosa moeda virtual, o Bitcoin. Além disso, os recentes movimentos de instituições financeiras e Bancos Centrais - o Banco Central do Brasil está analisando a possibilidade de liberar a integração das criptomoedas com as contas bancárias tradicionais - têm apontado que as moedas digitais vieram para ficar.

 

A tendência empurra esse grande mercado - ainda pouco dominado ou mesmo conhecido pelo investidor comum brasileiro - para um momento de consolidação e regulação. Não é absurdo imaginar que, em poucos anos, todo micro investidor também terá em seu portfólio sua dose de moedas virtuais.

 

Porém, pouco se fala sobre como as criptomoedas entrarão na rotina das pessoas jurídicas. As empresas passarão a considerar a oportunidade em seus investimentos e, porque não, na gestão de seus fluxos de caixa? Será possível pagar fornecedores em Bitcoin e vender o produto final em reais? Uma recente parceria da Paxful, plataforma de compra e venda de moedas digitais com mais de 6 milhões de clientes, com a Ding, maior operadora de recargas para telefonia móvel do mundo, mostra que a oportunidade de incorporar a nova modalidade aos negócios está muito mais próxima do que se imagina.

 

Por meio do acordo, pequenos e médios empresários - hoje já participantes da cadeia de compra e venda de créditos pré-pagos para celular - podem adquirir as recargas por meio de moedas digitais, assim como fazem normalmente em reais. Segundo a Ding GPI, pesquisa realizada em 2020, 78% das contas de celular dos brasileiros são telefones pré-pagos. Assim, o mercado se revela uma grande oportunidade desse novo tempo.

 

Contudo, a volatilidade e até mesmo a desinformação sobre o assunto ainda pedem alguns cuidados para quem deseja incorporar as criptomoedas na gestão de seu negócio de compra e venda de créditos pré-pagos para celular:

 

1.   Cuidado com golpistas: procure plataformas de compra e venda de moedas virtuais com boa reputação. Verifique se há registro de vazamento de dados de clientes, ou períodos em que clientes ficaram impossibilitados de resgatar valores, e desconfie de qualquer proposta que pareça muito boa para ser verdade.

 

2.           Estude: como em qualquer mercado, existem riscos. O revendedor de créditos pré-pagos deve ficar atento aos movimentos do mercado para aproveitar os bons momentos e se proteger de possíveis perdas. Não existe lucro sem risco.

 

3.           Diversifique sua carteira: apesar da grande oportunidade que a novidade traz, una as diferentes modalidades de investimentos para mitigar os riscos. Incorpore o uso das moedas virtuais ao seu negócio de forma gradual.

 

4.           Fique atento à segurança digital: recargas de celular, assim como operações com moedas virtuais, podem ser realizadas em poucos cliques. O segredo é utilizar somente plataformas certificadas e manter suas operações em ambiente seguro.

 

5.           Cuidado com a pressa: ganhos e perdas fazem parte do mercado e uma atitude afobada pode colocar em risco o seu negócio. Planeje suas ações e as mudanças de direção necessárias para diferentes cenários, deixando a emoção de fora.

 

 

DingConnect

 

 

Paxful


Como integrar novos funcionários em tempos de pandemia e home office

Uma experiência positiva de integração pode aumentar a retenção de novos contratados em 82%, de acordo com guia recente da Udemy

 

Quem nunca teve um primeiro dia de trabalho estressante? É difícil encontrar quem não tenha uma história como as seguintes para contar: saiu de casa mais cedo do que o necessário para estar no escritório no horário e ainda assim se atrasou porque não conhecia bem o trajeto, pegou chuva no caminho e chegou no trabalho com a roupa toda molhada ou precisou esperar horas para ter um computador e uma mesa para usar.

A boa notícia para os profissionais que estão trabalhando em home office durante a pandemia (e para os muitos que devem continuar assim mesmo quando ela acabar) é que situações constrangedoras como essas não vão mais acontecer tão cedo.

De acordo com o relatório “The Portrait of a Pandemic at Work” (em português, “O Retrato da Pandemia no Trabalho”), divulgado no segundo semestre de 2020 pela Udemy, o maior destino do mundo para cursos online, 48% dos profissionais americanos considerariam deixar os seus empregos se as empresas nas quais trabalham não oferecessem opções de trabalho flexíveis.

Além disso, uma experiência positiva de integração pode aumentar a retenção de novos contratados em 82% e elevar a produtividade em mais de 70% – segundo o “The Definitive Virtual Onboarding Guide for Distributed Teams” (em português, “O Guia Definitivo para Integração de Times Distanciados”), produzido pela Udemy no começo deste ano. Por isso, inclusive para os profissionais em home office, a experiência de integração é fundamental.

Mas como fazer isso bem de forma remota? O guia da Udemy diz que as empresas e os seus times de RH devem considerar três pontos ao adaptarem para o home office a integração de novos funcionários.

São eles: 1) incentivar os novos contratados a estabelecerem conexões sociais na empresa e também a tirarem períodos de tempo para se desconectar, com o objetivo de não se sentirem isolados nem esgotados; 2) ajudar os funcionários a conhecerem a cultura da empresa e 3) criar documentos claros e atribuir tarefas corretamente para que os funcionários otimizem o próprio tempo e confiem na empresa.

A instrutora de RH na Udemy e na Udemy for Business Ana Cristina Moraes dá uma dica prática para integrar novos funcionários nos tempos de pandemia e home office que estamos vivendo: enviar para a casa do contratado um kit de boas-vindas (por exemplo, uma caixa de café da tarde com o logotipo da empresa) para ser consumido durante a reunião de integração, que deve incluir colegas e chefes com quem a pessoa conviverá no dia a dia.

Outras dicas da instrutora são designar um “padrinho” ou uma “madrinha” para acompanhar o novo contratado durante os seus primeiros 90 dias na empresa, enviar para o recém-chegado um material com as informações principais sobre a empresa e a área e oferecer treinamentos rápidos sobre temas com os quais ele irá se deparar no novo cargo, tanto ministrados por pares e colegas de áreas relacionadas como oferecidos por plataformas de cursos online, como a Udemy.

Por fim, Ana Cristina enfatiza a importância da empatia no trato com os funcionários (novos e antigos) nos tempos atuais. “Ela reforça a marca empregadora, diminui ruídos na comunicação interna e ajuda na manutenção da cultura organizacional”, afirma ela. “Todos nós estamos passando por momentos de incerteza atualmente e contar com o apoio da empresa em que trabalhamos é muito bom.”

 

Para mais dicas sobre integração remota, veja os seguintes materiais da Udemy: “The Definitive Virtual Onboarding Guide for Distributed Teams” e “11 Steps to Onboarding New Employees Remotely” (em português, “11 Passos para Integrar Novos Funcionários Remotamente”)

 


Udemy


Últimos dias para declarar o imposto de renda: veja dicas de especialista

31 de maio é o último dia para entrega da declaração do imposto de renda. Brasileiros devem se atentar ao prazo para evitar pagamento de multa, que pode chegar a 20% sobre o IR devido


A próxima segunda-feira, 31 de maio, é o último dia para declarar o imposto de renda. Mesmo com o período estendido, muitos ainda estão na corrida contra o tempo por não saber se devem declarar ou até mesmo como declarar. A não apresentação ou apresentação fora do prazo pode gerar uma multa de, no mínimo, R$165,74 para o contribuinte, podendo chegar ao equivalente de 20% sobre o IR devido. Pensando em facilitar o processo, o especialista em renda variável e analista CNPI da Me Poupe!, Eduardo Mira, preparou algumas dicas essenciais para auxiliar quem deixou pra última hora.


 

Quem precisa declarar? 

 

De acordo com o site da Receita Federal, em 2021 deve declarar quem no ano anterior: recebeu mais de R$ 28.559,70 de renda tributável no ano (salário, aposentadoria ou aluguéis, por exemplo); Ganhou mais de R$40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano (como indenização trabalhista ou rendimento de poupança); Recebeu mais de R$142.798,50 em atividade rural (agricultura, por exemplo) ou tem prejuízo rural a ser compensado no ano-calendário de 2020 ou nos próximos anos; Era dono de bens de mais de R$300 mil; Passou a morar no Brasil em 2020 e ficou no país até 31 de dezembro; Vendeu um imóvel e comprou outro num prazo de 180 dias, usando a isenção de IR no momento da venda; Teve ganho com a venda de bens (casa, por exemplo) ou comprou e vendeu ações na Bolsa, incluindo criptomoedas - novidade para o ano; Quem recebeu auxílio emergencial para enfrentar a pandemia, mas também ganhou outros rendimentos tributáveis, que, na soma de tudo, chegou a um valor acima de R$22.847,76.


 

O que é preciso para declarar?

 

Os documentos necessários para a declaração são CPF, título de eleitor e comprovante residencial. Também será obrigatório denominar profissão. Caso tenha dependentes também devem ser consideradas as informações de cada um deles. Os informes de rendimento (da sua empresa ou do INSS) precisam estar em mãos. Lá terá tudo o que recebeu e pagou de imposto/INSS no ano, além de outros pontos, como gastos com o plano de saúde ou aplicações no plano de previdência. No caso dos investimentos, a instituição financeira (banco, corretora ou administradora) responsável pelo pagamento deverá disponibilizar uma carta com todos os detalhes. Ela poderá ser entregue em sua casa ou, em caso de não recebimento, solicitada via canais oficiais da organização. Todos os dados devem ser preenchidos no programa oficial de preenchimento do IR 2021, basta acessar o site da Receita Federal para baixar ou instalar.


 

O que deve constar na minha declaração?

 

Tudo o que tiver valor pessoal, sejam obras de arte, casas, carros, terrenos ou até mesmo dinheiro guardado em casa devem constar na declaração. Também é necessário mencionar todas as dívidas ativas, considerando tudo o que foi pago e o saldo devedor no ano base (2020), além daquilo que foi recebido: salário, 13º, comissões e bonificações. É preciso informar tudo que foi movimentado no mercado financeiro, em compras ou venda de ações, fundos imobiliários, aplicações com resgates e lucro de cada um, independente do valor. Por fim, gastos como escola, plano de saúde, consultas e atividades particulares em hospitais, financiamentos e aluguéis.


 

Onde meus investimentos se enquadram?

 

Sabemos que esta pode ser uma dúvida de muitos investidores que estão em renda fixa, além da variável. LCI, LCA, CRA e CRI, assim como a caderneta de poupança, se enquadram como rendimentos isentos, não tributáveis. Já o CDB, LC e outros fundos de renda fixa, entram em tributados exclusivamente na fonte. Em renda variável, qualquer operação na bolsa de valores deve constar, sejam ações propriamente ditas, fundos imobiliários ou ETFs: se gerou lucro ou prejuízo, é obrigatória a apresentação na declaração do imposto de renda. Nesta categoria também entram as criptomoedas, que este ano passaram a estar disponíveis, na opção 81 - que deve ser selecionada na hora do preenchimento. Lembre-se: todos os dados solicitados para preenchimento estarão na declaração fornecida pelo seu banco ou fonte pagadora.


As consequências da má declaração do imposto de renda


Todo ano, as pessoas portadoras do cadastro de pessoa física têm que realizar a declaração de ajuste de imposto de renda. Por meio dele, é informado à Receita Federal todos os ganhos e rendimentos obtidos no ano anterior pelos portadores. 

No preenchimento da declaração, é possível a dedução de gastos com escola, plano de saúde, consultas médicas, dentre outros pagamentos, principalmente com  relação a dependentes. Todos os descontos e ganhos devem ser amparados por documentos,  já que após o encaminhamento do documento à Receita Federal, o contribuinte pode ser chamado a qualquer momento para demonstrar o que foi declarado.

Caso alguma das informações colocadas da declaração não tenha lastro documental ou se consiga verificar a sua falsidade, o contribuinte pode responder por sonegação fiscal, que, além de levar a uma multa alta, será determinada uma investigação perante a Polícia Federal e um provável processo criminal. 

A Lei 8137/90 prevê os crimes de omissão ou declaração falsa e inserção de dados inexatos. Transcreve-se para informação.

Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:                (Vide Lei nº 9.964, de 10.4.2000)

I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;

II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;

A pena inicia com dois anos de reclusão e pode chegar a cinco anos para cada uma das condutas dependendo do entendimento do magistrado que conduz o processo criminal. Assim, pode-se afirmar com segurança que se o juiz aplicar o máximo das penas para cada conduta,o contribuinte que declara errado o imposto de renda pode pegar até dez anos de reclusão. 

Desse modo, não vale o risco de pagar menos tributo quando uma pena de dez anos pode ser aplicada. Mesmo para aqueles que não foram penalizados com a pena máxima, o constrangimento, a pressão de comparecer à Receita Federal, depois à Polícia Federal e, se configurado o crime, responder a um processo criminal com a possibilidade de condenação, pode ser bastante embaraçoso.

Apesar de existirem muitos estudos e profissionais capacitados para planejamentos tributários agressivos, que podem envolver redução de tributos por meio de interpretações mais arrojadas, sempre é importante colocar na balança o que pode acontecer, visto que existem estudos que demonstram que é melhor pagar o tributo do que enfrentar todo o processo de  sonegação e a possibilidade de prisão.

 

Dr. Marcelo Campelo - OAB 31366 - Advogado Especialista em Direito Criminal

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Antes que seja tarde


Mais de um ano de isolamento social, sem grandes perspectivas de uma volta à normalidade e com uma terceira onda de contágio pela Covid-19 a caminho. Imagine como está a cabeça das nossas crianças e adolescentes, que deveriam estar levando uma vida mais livre, de convivência com os amigos, da proximidade tão natural à infância, de descobertas e no auge de seus questionamentos em grupo. 

A fase que engloba o desenvolvimento dos 5 aos 17 anos é delicada, e a adolescência é ainda mais complexa, pois é quando os pequenos – quase grandes – passam a não se identificar mais com o universo infantil, mas também ainda não são adultos, e precisam da coletividade, da troca, para buscar suas referências no sentido de definir a própria identidade. Com o isolamento, esse processo está interrompido ou, no mínimo, dificultado. A falta de interação e o consequente sentimento de solidão são fatores de risco importantes para a depressão.  

Uma pesquisa recém publicada pelo Instituto de Psiquiatria da USP, mostrou que, num universo de quase 7 mil crianças e adolescentes (com idade entre 5 e 17 anos), 26% apresentam sintomas clínicos de ansiedade e depressão, ou seja, há uma necessidade premente de atenção a esta situação e a consideração, por parte de familiares e educadores, por buscar atendimento especializado. Os resultados prévios do trabalho, que teve início em meio à pandemia, em junho do ano passado, indicaram que 13% dos jovens se sentem solitários, 23% dormem depois da uma hora da manhã, 48% não se exercitam e 37% estão sem uma rotina definida.   

Segundo a OPAS/OMS (Organização Pan-Americana de Saúde, braço da OMS na região), as condições de saúde mental são responsáveis por 16% da carga global de doenças e lesões em pessoas com idade entre 10 e 19 anos. Além disso, os dados apontam que metade de todas as condições que refletem na saúde mental começam aos 14 anos de idade, mas a maioria dos casos não é detectada nem tratada.   

A OMS aponta ainda que, em todo o mundo, a depressão é uma das principais causas de doença e incapacidade entre adolescentes, sendo o suicídio a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos.  

É necessário, assim, um esforço da sociedade, juntamente com uma parceria família-escola, para promover um trabalho com foco na saúde mental dos adolescentes para ajudá-los a superar o período de pandemia e garantir uma vida saudável, produtiva e que seja próspera. Estamos falando do futuro da humanidade, então não dá para ignorarmos este fato e não ajudarmos nossas crianças agora.   

Um fator importante a ser considerado, além do estado de pandemia, é que os problemas relacionados à depressão e ansiedade em adolescentes não é de hoje. Outro estudo, realizado pelo Instituto Ayrton Senna e que ouviu, em novembro de 2019 – antes da pandemia, portanto, 110 mil estudantes, do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, revelou que 29,72% dos alunos disseram ter sofrido zombarias, intimidações ou humilhações nos 30 dias que antecederam o estudo. Isso reforça que um trabalho de atenção socioemocional a indivíduos nessa faixa etária exige também um planejamento das escolas no sentido de promover a aceitação, inclusão e capacidades socioemocionais nas crianças, sempre em parceria com a sociedade e a família.  

Sabemos que muitas questões afetam esse grupo de diferentes maneiras, que economicamente falando não se trata de um grupo homogêneo, então é importante levarmos em consideração as vivências e realidades de cada criança. Algumas perderam familiares, ou mesmo o pai ou a mãe. Outras passam por dificuldades financeiras. O adolescente oriundo de família de baixa renda, por exemplo, com certeza não teve o direito ao isolamento e muitos estão assumindo a responsabilidade de ajudar no sustento da família ou na casa. Qual é o impacto disso a longo prazo? Infelizmente, para muitos jovens, adolescer significa se tornar responsável pelos irmãos menores. Por isso, olhar individualmente para cada um deles faz toda a diferença neste momento.  

Por outro lado, posso afirmar que um ponto todos têm em comum: o impacto da falta de socialização nesta fase crucial de desenvolvimento na formação da identidade. Todos vão sair desse período de pandemia com dificuldades maiores do que teriam normalmente. A vida em si já é um desafio, mas o que testemunhamos agora não tem precedentes. Todas as questões de autonomia e desenvolvimento do senso de si serão prejudicadas. E nosso papel, como profissionais da saúde, pais e responsáveis, é de estarmos alertas e agirmos de forma rápida se necessário.  

Sei que não é um momento fácil para ninguém. Todos estamos muito ansiosos com o futuro e temos as nossas próprias questões a resolver. Mas é fundamental olharmos de verdade para os nossos filhos e criarmos espaços de diálogo. Antes que seja tarde demais.  

 

 

Ana Cristina Ribeiro Zollner - bioeticista, pediatra e professora do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro – Unisa  


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