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terça-feira, 10 de abril de 2018

Idosos têm orientação sobre sintomas da Doença de Parkinson em ambulatório estadual


Iniciativa acontece no Dia Mundial da Conscientização da Doença de Parkinson


No dia 11 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Parkinson. Pensando nisso, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Idoso Sudeste, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, gerenciada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), promoverá uma campanha para conscientização sobre o tema. O objetivo é discutir alternativas de tratamento com pacientes e seus parentes, abordando as principais perdas de funcionalidade de quem sofre com a doença.

O Parkinson é uma doença neurológica progressiva que atinge o sistema nervoso central, provocando a degeneração de células de uma região do cérebro que produz dopamina. São atendidos de 40 a 60 casos da Doença de Parkinson por mês na unidade.

Profissionais do AME Idoso Sudeste irão prestar esclarecimentos no mês de abril a grupos de pacientes agendados e distribuir folhetos explicativos, com orientações específicas de fonoaudiologia, fisioterapia e musicoterapia, atividades importantes que fazem parte do tratamento não medicamentoso e são realizadas por equipe interdisciplinar multiprofissional.

"A fisioterapia, por exemplo, tem como objetivo proporcionar independência ao idoso nas suas atividades diárias e promover maior qualidade de vida. Já a musicoterapia é uma nova abordagem para a Doença de Parkinson e ajuda a melhorar a marcha, o controle motor, a linguagem e a cognição", explica Marcia Maiumi Fukujima, diretora do AME.

    "A fonoaudiologia terá como estratégia a utilização de técnicas e procedimentos que visam trabalhar as áreas de comunicação, expressão corporal e facial e deglutição" esclarece Eliana Tiemi Hayama, gestora da gerontologia da unidade.

Todo o material da campanha foi elaborado pelos próprios profissionais do Ambulatório, incluindo fonoaudióloga, fisioterapeutas e especialistas em gerontologia e neurologia. A campanha conta ainda com o apoio da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.


Parkinson no Brasil e no Mundo

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 1% da população mundial acima dos 65 anos é portadora da Doença de Parkinson. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que 200 mil pessoas sofram da doença.

“A doença pode afetar qualquer um, mas estatísticas mostram que quanto maior a faixa etária, maior a incidência. Em geral, surge a partir dos 60 anos de idade e a prevalência aumenta a partir dos 70 anos”, afirma a diretora do AME. 

Não existe cura para o Parkinson na maioria dos casos, mas quanto antes acontecer o diagnóstico, maiores são as chances de retardar o progresso dos sintomas. Confira abaixo os sintomas da doença, especificados pelo diretor clínico do AME Idoso Sudeste, Eduardo Canteiro Cruz:

- Tremores de repouso (que acontece quando nenhum movimento está sendo executado).

- Rigidez muscular.
 
- Dificuldade e lentidão em realizar movimentos.

- Comprometimento cognitivo.

- Disfunção do sistema nervoso autônomo, como hipotensão ortostática (tontura ao mudar de posição), alteração da voz, engasgos com tosse ao engolir, constipação intestinal e impotência sexual.  

- Transtornos de sono e depressão.
 
- Alterações sensoriais, como dor e dormência nos membros.




Avaliação médica: do início ao fim


A busca por um médico pode ser urgente no primeiro momento.
Mas, nem todos retornam ao consultório para concluir a avaliação

Sintomas, doenças, mal-estar e até mesmo check-up. Etapas fundamentais para a busca de um médico, agendamento de horário, ida ao consultório, ida ao laboratório para a realização de exames solicitados, e, para algumas pessoas, está concluído o ciclo. Pode parecer bobagem, mas muitos pacientes não retornam ao consultório para concluir a investigação do motivo da consulta inicial, que necessariamente inclui a interpretação adequada dos exames, possíveis recomendações e demais análises.
“Os exames de laboratório possuem uma margem de limite mínimo e máximo para o que é considerado normal numa determinada população e geralmente vêm numa legenda ao lado do próprio resultado e isso faz com que muitos pacientes leiam sozinhos esses números, interpretem-nos com a ajuda do Google, compartilhem nos grupos de discussão nas redes sociais, peçam opinião aos colegas e vizinhos e concluam por conta própria os próximos passos a seguir. A leitura descontextualizada pode colocar muitos pacientes em um estado de pânico desnecessário”, explica a endocrinologista Suzana Vieira.
E nem todos os exames podem ser interpretados unitariamente, sem criar um conjunto de informações e análises profundas. “No caso da especialidade de endocrinologia, por exemplo, a leitura dos exames será feita considerando fatores individuais, influência de outras condições de saúde, interferência de outros hormônios, e também de medicamentos que o paciente esteja utilizando, pois é um conjunto de itens que fará com que o médico chegue a um possível diagnóstico ou à exclusão de alguma doença  isto é, vários são os pontos que precisam ser considerados, sempre em conjunto”, reforça.
A Dra. Suzana também destaca o quanto é comum o conforto do paciente ao ler os exames dentro do estipulado como normal e o quanto isso dificulta o retorno do paciente ao consultório para concluir todas as etapas do seguimento médico. “Resultados de exames complementares satisfatórios devem ser registrados em prontuário. Ir ao retorno com os exames em mãos permite ao médico verificar possíveis tendências dos resultados, servir como base para futuras comparações e, no mínimo, para traçar estratégias para determinar a periodicidade de consultas. As etapas de consulta inicial com retorno para avaliação de exames complementares encerram um primeiro ciclo”, destaca Suzana.
Cada médico solicita exames de acordo com uma sequência lógica, e de acordo com uma suspeita clínica ou rastreamento de uma doença. “Um ginecologista pode solicitar os mesmos exames que um endocrinologista e nem por isso as interpretações serão iguais. Cada um fará a sua avaliação de acordo com a sua experiência clínica e diretrizes de sua especialidade, seguindo o que deve ser avaliado e considerado em cada caso”, afirma.




Dra. Suzana Vieira - graduada pela Faculdade de Medicina da UFPE possui Residência Médica e Doutorado em Endocrinologia pela USP.  Atua como endocrinologista no SUS e na Clínica Holus, onde também é diretora médica. É membro ativa da Endocrine Society, apoia iniciativas de Slow Medicine Brasil e Choosing Wisely. Para saber mais sobre o seu trabalho, acesse drasuzanavieira.med.br e a página da @drasuzanavieira no Facebook.

Falta de Vitamina D pode interferir na fertilidade dos casais


Estudo mostra que quanto mais baixos os índices de vitamina D menores são as taxas de gravidez nos tratamentos de fertilização in-vitro


Com a chegada dos meses mais frios do ano, o tempo de exposição ao sol costuma diminuir e a consequência mais danosa para o organismo é a redução nas taxas de colecalciferol, ou vitamina D - como é mais conhecido. O processo de formação da vitamina D ocorre na pele e é dependente dos raios solares do tipo UVA e UVB - 90% da produção de toda a vitamina D que circula em nosso corpo ocorre nesse processo.

Mesmo em países com alta incidência de exposição solar, como é o caso do Brasil, uma parcela cada vez maior da população encontra-se com níveis insuficientes ou deficientes de vitamina D, o que faz com que toda a comunidade médica tenha que ficar atenta. "O crescente déficit dessa molécula na população pode levar ao descontrole e/ou surgimento de uma série de patologias", afirma o ginecologista e especialista em reprodução humana, Dr. Roberto de Azevedo Antunes, Diretor-médico do Centro de Reprodução Humana Fertipraxis.

A vitamina D é uma molécula que apresenta ação hormonal em diversos processos do nosso organismo. Sua ação mais conhecida se dá na regulação dos níveis de cálcio e fósforo, e sua deficiência ocasiona, entre outros problemas, fragilidade óssea e fraqueza muscular. 

A vitamina D atua ainda no controle da proliferação de células cancerígenas, na modulação da função cardíaca, na regulação do sistema imune e até no desempenho reprodutivo dos casais. "A influência da vitamina D na fertilidade humana, apesar de cada vez mais estudada, ainda não é bem elucidada. Estudos em modelos animais evidenciaram que ela possui um enorme efeito sobre a capacidade de gravidez e sua evolução. No entanto, em humanos, ainda há espaço para discussão", explica o médico.

Pesquisas recentes identificaram que déficits dos níveis sanguíneos de vitamina D foram observados em condições que dificultam a gravidez, como na endometriose e na síndrome dos ovários policísticos. Além disso, várias publicações mostraram que homens com níveis mais baixos da vitamina D apresentam piores parâmetros de qualidade seminal e maior dificuldade em engravidar suas parceiras. 

Um outro estudo recente mostrou que baixos níveis de vitamina D estão relacionados a menores taxas de gravidez em tratamentos de fertilização in vitro. "Quando avaliamos o desempenho de gestações em curso, baixos níveis de vitamina D parecem também estar ligados a piores resultados obstétricos. Dentre eles destacam-se maiores taxas de abortamentos e de doença hipertensiva ligada a gravidez", acrescenta. 

Diferentemente do que ocorre com a prevenção de fraturas e da saúde óssea, onde a reposição de vitamina D é comprovadamente eficaz, ainda não é claro se a reposição de vitamina D auxilia na prevenção de problemas na gravidez ou na melhora dos resultados de tratamentos de fertilidade. 

A grande pergunta que a comunidade médico-científica segue tentando responder é se a reposição de vitamina D nessas situações é válida ou não. Até o momento as principais sociedades de obstetrícia e medicina reprodutiva não recomendam reposições altas de colecalciferol para mulheres em idade fértil, mesmo durante a gestação. "Essa é uma área de muito debate e com muitos estudos sendo realizados, de modo que, a qualquer momento, essa posição pode ser revista", conclui o  Dr. Roberto de Azevedo Antunes.





FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana


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