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domingo, 18 de março de 2018

Os diferentes tipos de passageiros para cada signo









5 ferramentas que toda mulher deve ter em casa

Os reparos de casa parecem muito mais assustadores do que ouvimos por aí, chegou a hora de desmistificar um pouco esse universo



O estigma criado em cima do uso de ferramentas manuais é tão grande que faz com que muitas mulheres desistam da ideia antes mesmo de tentar. Tudo bem que existem prestadores de serviços que podem te ajudar com problemas mais complicados mas vamos pensar de maneira prática: Chamar um profissional para cada contratempo que pode ocorrer gera um custo periódico, por outro lado montar um kit de ferramentas e utensílios é um gasto de uma só vez (apenas alguns materiais tem que ser repostos com mais frequência como por exemplo: pregos, parafusos e fitas).


Em casa, são muitas as coisas que podem precisar de manutenções urgentes mas nem todas são tão difíceis assim de resolver. Além de economizar você ainda pode descobrir um novo hobby. As ferramentas que vamos citar podem ser usadas para manutenção de problemas cotidianos, ajudar na hora da decoração e até aquele DIY que você sempre quis tentar.

Às vezes esquecemos que todo mundo começou de alguma forma e tudo já parece automático, mas não é bem assim, a única característica necessária para começar a tomar as rédeas da situação é a sua vontade. Então, primeiro de tudo, vamos esquecer aquela ideia de que tudo necessita de força ou é super complicado de aprender. Em sua maioria, cada ferramenta tem um ‘’jeitinho’’ de ser usada e conforme você vai praticando, tudo fica mais fácil. Pensando nisso, preparamos uma lista de ferramentas/utensílios que não podem faltar na maleta de um iniciante.

Kit de chaves de fenda e philips


Dentre os diversos tipos de chave, dois tipos de ponta são os mais utilizados:




Chave de fenda e chave de fenda cruzada. Caso ainda não tenha reparado existem padrões tanto de chave quanto de parafusos, o ideal é ter uma chave de cada um desses dois tipos pois uma não consegue suprir a falta da outra. Outro ponto importante é o tamanho. Quanto menor, mais firmeza você vai ter mas às vezes o parafuso se encontra em uma posição muito desconfortável e é aí que entram as chaves mais longas.
Martelo
Apesar de ser uma ferramenta bem clichê que todos acham que não precisam de dicas para o uso, alguns pontos precisam ser falados. O martelo é indispensável para fixação de pequenos enfeites e objetos na parede, mas, além disso temos algumas dicas práticas:
- Deve-se atentar ao peso do martelo; os menores talvez não sejam tão eficientes.
- Ao segurar, temos tendência a pegar na parte de cima próximo a cabeça do martelo, sendo que o ideal é na parte de baixo para dar firmeza e direcionamento.
- Dica de segurança: Ao invés de segurar o prego com os dedos, utilize um pente para evitar acidentes.




Durepox
Esse é um item muito útil e vai complementar as manutenções do dia a dia. O durepoxi é um tipo de massa epóxi que funciona como adesivo. Como a sua aplicação é super simples (pode ser usado em superfícies lisas, porosas ou irregulares) essa massinha vai te ajudar na hora de vedar, fixar ou tampar aquele buraquinho que não pode ficar sem um reparo. Além disso, ele também endurece até debaixo d’água, ideal para vedar a parte inferior do box ou uma caneca que será molhada constantemente depois do reparo. É bem simples também de preparar:
-Misture em partes iguais até formar uma massa cinza homogênea
-Aplique em seguida
-Nivele a massa com os dedos ou ferramenta umedecidos
-Espere 12h para dar acabamento com tinta e/ou verniz, serra ou lixa
-Lave as mãos imediatamente após o uso


Alicate universal
Assim como as chaves já citadas, existem diversos tipos de alicate. O mais utilizado para reparos em geral é o universal. Com ele você pode cortar ou apertar, sendo ideal para dobrar fios. Ele pode ser encontrado em diversos tamanhos e formatos, o mais comum é a versão com cabo isolado que melhora a empunhadura da ferramenta.

Serra manual
Com essa ferramenta você vai conseguir cortar madeiras, aços e canos. É ideal para aqueles DIY’s que vemos no youtube que ensinam a fazer quadros, vasos de plantas e enfeites. Junto das outras que já falamos nesta lista, você vai conseguir deixar o ambiente ainda mais com a sua cara! Ah, vale lembrar, quando for utilizá-la mantenha a área sempre limpa e iluminada para ter precisão no corte e de quebra evitar acidentes.


Dicas de segurança e manutenção

Apesar de agora você já saber como cada um desses itens funcionam, vamos a algumas dicas indispensáveis para dar tudo super certo. Mesmo com experiência no assunto, às vezes deixamos de seguir as instruções mais simples e é aí que o problema aparece.

-Não utilize a ferramenta para uma função a qual não foi designada. Martelar um prego com alicate ou até soltar um parafuso com uma ponta de faca pode ser muito perigoso, além de danificar os materiais.
-É recomendado manter as ferramentas em locais secos, evitando a ferrugem e prolongando sua vida útil
-A poeira também é um inimigo. Em equipamentos com mecanismos (como o alicate) ela pode fazer com que fiquem duros e difíceis de usar
-Nunca ande com ferramentas no bolso enquanto estiver utilizando-as, sempre tenha uma caixa própria para isso
-Compre luvas emborrachadas para a sua segurança, ao manusear a serra ou usar o durepoxi é melhor prevenir acidentes e alergias

Agora não tem mais desculpa, em qualquer loja de ferramentas você encontra todo o material que acabamos de mostrar! E caso queira incrementar ainda mais seu novo kit, compre também alguns itens como fita isolante, tesoura, fita veda rosca, estilete, pregos e parafusos de diversos tamanhos, trena, fita dupla face e muitos outros que também são super acessíveis e fáceis de usar. 

sábado, 17 de março de 2018

A nova onda tecnológica


 Buckminster Fuller, visionário e cientista multifacetado, costumava chamar a atenção para a diferença entre o cérebro e a mente. Ele dizia que o cérebro vê os objetos tangíveis, mas só a mente pode enxergar o que não é tangível nem perceptível aos olhos. Porém, para enxergar o que não é tangível e compreender suas propriedades, há complexidades científicas e técnicas que exigem uma mente treinada na educação, na pesquisa e no conhecimento. Um dos objetos não tangíveis é o futuro e tudo que ele trará, especialmente a nova onda tecnológica.

Não é fácil saber para o onde o futuro conduzirá a humanidade, mas dá para imaginar certas ocorrências que serão inevitáveis, sobretudo porque muitas são consequências de fatos e situações do presente. Tanto no plano individual como no social, há um turbilhão de mudanças em ebulição que vão explodir de forma irremediável, e afetarão nosso modo de produção, trabalho e bem-estar. Quem deseja participar da nova onda precisa estar preparado, primeiro para enxergá-la e, segundo, para compreender o que é e quais suas consequências. A partir daí, fica mais fácil traçar o plano de carreira e sobrevivência.

Fuller dizia que “você não pode se desviar de coisas que não vê movendo em sua direção”, e dava como exemplo a substituição do cavalo pelo automóvel. Leonardo da Vinci – para mim, o maior gênio que já passou pelo planeta – projetou um triciclo em 1478, movido a corda, como um relógio, mas coube a dois engenheiros alemães, Karl Benz e Gottlieb Daimler, já perto de 1900, a viabilização do automóvel de combustão interna. Na época, muitos acreditavam que o automóvel seria uma novidade passageira, uma coisa de ricos.

Simultaneamente, surgiu a indústria do petróleo, e o automóvel substituiu o cavalo como transporte de massa e foi a tecnologia que fez a transição do transporte da Era Agrária (o cavalo) para o transporte da Era Industrial (o carro com motor). A consequência – uma onda que a maioria não viu – foi uma montanha de prejuízos à criação de cavalos, que perderam valor de mercado. Se naqueles anos o automóvel foi resultado de uma longa e lenta evolução, hoje as mudanças são rápidas e profundas.

Há muito modismo por aí, e muitas inovações vão dar em nada, especialmente nessa febre de disrupção – ou disruptura, como querem alguns, já que esse substantivo vem do verbo “derruir”, que significa desmoronar, destruir. Entretanto, o que vai sobrar de novas tecnologias, novos inventos e inovações será suficiente para balançar os alicerces de empresas, processos, funções, trabalho e emprego.

Até há pouco tempo, as grandes mudanças tecnológicas e as inovações se davam precipuamente nas atividades produtoras de bens físicos e tangíveis, sobretudo na agricultura e na indústria. Agora, a nova onda que está se formando e vindo em nossa direção vai atingir amplos setores que produzem serviços intangíveis. Educação, saúde, lazer, telecomunicações, segurança, justiça e mais uma lista de serviços não escaparão da revolução tecnológica e das inovações prestes a explodir e inundar o mercado.

Tentar fugir ou retornar ao nacionalismo xenófobo é um erro de graves proporções, que talvez nem os mais atrasados esquerdistas vão defender, como fizeram nos anos 70 apoiando a trágica lei de reserva de mercado da informática brasileira; esta proibia a importação de computadores e qualquer equipamento contendo componentes eletrônicos, vetava a compra de tecnologia internacional e não permitia que produtores estrangeiros viessem produzir suas máquinas no Brasil. Não havendo espaço para esse tipo de política, é melhor que governos, empresas e trabalhadores se preparem para enfrentar as mudanças. Antes, porém, é preciso conhecê-las, estudá-las e saber como se ajusta a elas.






José Pio Martins - economista, é reitor da Universidade Positivo.


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