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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Minha sogra veio morar em casa. E agora?



60% dos conflitos familiares são entre noras e sogras e apenas 15% entre genros e sogras


Em um país em que a expectativa de vida da população aumentou e que os idosos já são mais de 20 milhões, é comum encontrar famílias que precisam se reestruturar para receber em casa novos integrantes, como os pais ou ainda os sogros. Mas, como lidar com essa mudança sem afetar a relação do casal?
 
Segundo Denise Miranda de Figueiredo e Marina Simas de Lima, ambas psicólogas, terapeutas de casal e fundadoras do Instituto do Casal, trata-se de um enorme desafio, como também uma prova de maturidade e empatia. “Nessa situação é preciso se colocar no lugar de quem precisa de abrigo, assim como no lugar do filho ou da filha. É um momento de colocar a empatia e a solidariedade em prática. Como filho ou filha é a hora de retribuir tudo o que os pais já fizeram por nós. Isso pode ajudar a lidar muito melhor com a mudança”, afirmam.
 
Por outro lado, essa compreensão nem sempre pode ser tão fácil para genros e noras. Segundo um estudo da psicóloga Terri Apter, 60% das noras e 15% dos genros têm problemas com as sogras. O estudo virou um livro “What Do You Want From Me?” (O Que Você Quer de Mim”). Entre os principais problemas da rivalidade entre noras e sogras estão os cuidados com as crianças e o trabalho doméstico.

 
Como resolver esse dilema?

“O casal precisa sentar e conversar para chegar a um acordo. Precisa fazer um planejamento para decidir todos os detalhes, como reorganização do espaço físico, contas, logística de médicos, pagamentos, etc. Depois, é importante comunicar os filhos. O processo de adaptação pode ser longo e é preciso paciência e flexibilidade para dar certo”, diz Denise.
 
Veja agora, segundo o Instituto do Casal, algumas dicas para ajudar na transição:
  • Regras da casa: Mostre desde o começo qual é a rotina da casa, assim como os horários das crianças, atividades, etc. Peça para que esses limites sejam respeitados.
  • Resolução de conflitos: Procure resolver o problema diretamente com a sogra ou o sogro. Isso porque quando há conflitos o (a) parceiro (a) fica no meio do fogo cruzado, sem saber qual lado escolher. E o fato é que em um relacionamento saudável não é preciso fazer nenhuma escolha. Pelo contrário, o ideal é somar esforços para o bem de todos. 
  • Relação amigável: Certamente antes de casar você fazia um esforço para agradar os sogros, por que não continuaria agora? Então, procure manter uma boa relação para o bem-estar da família e claro da relação a dois.
  • Preserve a sua intimidade: O casal deve procurar preservar a intimidade, reservar momentos para o namoro, o sexo, como fazia antes. E neste caso, o (a) sogro (a) precisa respeitar esses momentos.
  • Inclusão: É importante que o (a) sogro (a) seja incluído nos programas familiares, pense que agora a família tem um novo membro. Se a condição de saúde permitir, deixe que ele (ela) participe das atividades da casa, como regar plantas, lavar louça, atender ao telefone, etc. Assim, ele (ela) pode construir um papel dentro da família para não se sentir apenas um hóspede de passagem, mas sim fazer parte desse novo sistema familiar.
“Talvez essa seja uma das questões familiares mais complexas para se administrar. O desafio é passar por esta situação da melhor forma possível e de uma maneira suave. É preciso ajudar a família nuclear e a família de origem a se adaptarem a esse novo contexto, que deve ser desenhado conjuntamente, com combinados claros e preestabelecidos por meio do diálogo franco. A relação a dois tende a ganhar novos significados, se fortalecer em função vivência da lealdade e dos cuidados com os pais e irá ao mesmo tempo ensinar aos filhos um modelo relacional afetivo melhor enquanto membro dessa família”, concluem as especialistas.






Como distrair os pets que ficam sozinhos em casa?



A correria da vida moderna faz com que muitos pets fiquem mais tempo sozinhos em casa, o que pode ocasionar latidos exagerados e outros transtornos de ansiedade. A especialista da Hercosul Alimentos, Dra. Esther Reinheimer, dá algumas dicas para manter seu amigo distraído o maior tempo possível.

 Levar os filhos ao colégio, ir para o trabalho e fazer as compras da casa são apenas algumas das tarefas dos adultos. O excesso de demandas e o tempo curto fazem com que muitos donos de animais tenham que deixá-los mais tempo sozinhos.
A veterinária da Hercosul Alimentos, Dra. Esther Reinheimer, dá algumas dicas de como deixar o pet entretido e confortável nos dias corridos. "Com a vida moderna e a necessidade de correr atrás do tempo, os cães e gatos acabam mais sozinhos do que gostariam. Porém, algumas dicas podem fazer com que eles não sintam tanto a falta do dono", diz.
Os problemas comportamentais desenvolvidos pela solidão são inúmeros e prevenir isso é responsabilidade do tutor, que deve garantir o bem-estar do bichinho. "A ansiedade pode ser motivo para uma série de atitudes indesejadas como xixi fora do lugar, latidos exagerados, arranhões nos móveis, falta de apetite, além de tristeza e depressão", explica.
O primeiro passo é oferecer distração ao animal, visto que ele precisa gastar energia para ficar saudável. Um bom exemplo de brincadeira que dá certo é colocar petiscos em garrafas pets e fazer furinhos no plástico, conforme explica a especialista. "Fazer com que o pet tente pegar a comida brincando é uma forma divertida de passar o tempo e entretê-lo por algumas horas", aconselha.
Outra dica importante é espalhar os brinquedos pela casa, variando os objetos todos os dias. "Isso vai causar curiosidade e atrair o animal para que procure seus brinquedos pela casa. Inserir itens novos também faz parte da estratégica", explica.
Meias, caixas de papelão, tocas e tudo mais que a criatividade inventar pode ajudar a distrair cães e gatos sozinhos em casa. "Eles não fazem questão de brinquedos caros ou cheios de tecnologia. Uma bola de meia, por exemplo, é um prato cheio para passar um bom tempo brincando, principalmente se alguns petiscos estiverem dentro do novo brinquedo", conta.
Levar o animal para passear antes e depois é fundamental. "Se sair de casa às 8h da manhã, leve seu pet para um passeio e tente variar os trajetos. Ele vai ficar cansado nas primeiras horas e tirar uma soneca durante grande parte da manhã", revela.
“Na hora da saída é muito importante que as despedidas não sejam extensas, evitando que os animais sintam mais ansiedade do que o habitual. Converse com o seu companheiro e diga que volta ao final do dia", indica.

Se for possível, mesmo que não seja todos os dias, contrate um dog walker para passear com seu cão ou uma cat sitter para visitar seu gatinho. "Esses profissionais não cobram caro e se dividir com mais vizinhos fica ainda mais em conta contratar o serviço. Os gatos ficam satisfeitos com uma visitinha no meio da tarde, por exemplo, e existem profissionais de confiança e capacitados para essas funções", completa.




Jéssica Gonçalves


Doença do refluxo: o que é e como tratar



Tendo como principal sintoma a sensação de queimação, a doença do refluxo gastroesofágico não “olha” a idade; podendo manifestar-se em crianças, adultos e idosos


A doença do refluxo gastroensofágico (DRGE), popularmente chamada de ‘doença do refluxo’, é uma disfunção digestiva, no qual os ácidos presentes no estômago voltam para o esôfago ao invés de seguir seu fluxo normal. Esse movimento gera uma irritação nas paredes do esôfago, o que faz com que a pessoa tenha uma sensação de queimação. Além deste sintoma, azia, dificuldade para engolir, náusea após as refeições, tosse seca e inchaço na garganta são alguns indícios característicos da doença. 

Dr. Mauro Lúcio Jácome, médico especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia, esclarece que o refluxo é comum em bebês de até um ano de idade, entretanto, pode atingir todas as faixas etárias. “A incidência em recém-nascidos é comum pois o sistema digestivo ainda está em desenvolvimento. Inclusive é por isto que a criança deve ficar na posição vertical logo após mamar. Todavia, se os sintomas persistirem após o primeiro ano de vida ou começar a se manifestar em outros períodos da vida, é necessário procurar um especialista para dar início ao tratamento o quanto antes”, explica.  

Algumas condições aumentam as chances do indivíduo de contrair o refluxo. São elas: a obesidade, a diabetes, a gravidez, a hérnia hiatal e o tabagismo. “Quando uma pessoa come, o alimento percorre o esôfago até chegar ao estômago. Lá, o esfíncter esofágico inferior é o músculo responsável por impedir a volta do conteúdo para o esôfago. Se ele não estiver funcionando bem, acontecerá o refluxo. Os exames para detectar ao certo o que o paciente tem variam desde a anamnese, até raio-X, endoscopia e a pHmetria. Lembrando que cada caso é um caso”, afirma Mauro. 

Os tratamentos para a DRGE, ou doença do refluxo gastroesofágico, pode ser através de medicamentos ou até cirurgia, variando de acordo com cada caso. Se o grau do refluxo do paciente for leve, somente a prescrição de alguns remédios em conjunto com a mudança de hábitos alimentares são suficientes. No entanto, caso o grau da doença do paciente esteja mais avançado e com sintomas mais intensos, o ideal é submetê-lo a um procedimento cirúrgico e, assim como nos casos mais leves, a uma readequação alimentar. 





Clínica Cronos Diagnósticos
Rua Joaquim de Figueiredo, 157 – Barreiro
Telefone: (31) 3384-6375
Mauro Lucio Jácome
Crm 28114




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