Pesquisar no Blog

domingo, 6 de agosto de 2017

AS DATAS DE NOSSAS VIDAS



Já vem mais uma ali no horizonte feita para alegrar alguns, vender – e também para entristecer muita gente que não tem mais aquilo para comemorar. É Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia disso, Dia daquilo. Mas você bem sabe: cada um de nós tem a sua data particular para as coisas que importam, em nosso próprio e surpreendente calendário, nossa folhinha.


Dá até frio na barriga quando elas, sorrateiras, mais de um mês antes, começam a se aproximar, as mais reconhecidas, comerciais. Você já vê aquela onda vindo, nas vitrines, nas ofertas, nos spots de rádio, comerciais de tevê (e que a cada dia estão mais complexos tentando acompanhar o progresso e comportamento da sociedade), no aumento de preços dos produtos que possam vir a ser os preferidos. Se não entrar no clima, acaba engolfado. Agora é Dia dos Pais, e será o primeiro que passarei sem o meu.



Não, nada muda, que ele também nunca foi ligado nisso de data, a não ser por ano a ano ficar bem feliz em ganhar uma comida especial, que - olha - meu pai adorava comer. Esse era o seu melhor presente, e se acompanhado de uma boa pinguinha, uma batida, um doce de sobremesa, não precisava de mais nada. Isso tudo em casa, comigo e meu irmão, porque ele não era chegado a restaurantes, a não ser que se acenasse com uma caneca de chopp. Mamãe também não era ligada, à exceção de Dia das Crianças: até o fim de vida ela sempre inventava e me dava alguma bobagem neste dia. Uma brincadeira nossa.



Mas a questão é que nessas datas tentam de qualquer forma nos emocionar para valer, para comprar, fazer virar obrigação. Não dá para se proteger disso, só virando eremita. Então tudo lembra o quanto é legal ter pai, ter mãe, ter namorado, um amor, ter família. Sempre imaginei o sofrimento que isso pode trazer à enésima potência. Pais perdidos, desconhecidos, adotivos, amores e paixões desfeitas, o emocional fica em frangalhos.



Tudo isso para que?- se cada um de nós se lembra de outros dias e datas – essas, sim, particulares, expressivas, marcantes, únicas, tristes e alegres, exclusivas, importantes, mas também umas completamente soltas, até bobas. Que a gente tem de cor na cabeça ou que marca no calendário com caneta vermelha, ou bolinha em volta do dia. Hábito que até já me causou problema. Na época da ditadura dancei e fiquei detida por mais tempo do que devia numa dessas roubadas daquele período só porque havia destacado na minha apreendida  agenda daquele ano que já vai bem longe o 9 de outubro, dia da morte de Che Guevara. Ícone, ídolo idealista e bárbaro de adolescentes até hoje, até que se descubra aquele outro lado de Cuba e se relembre a importância da Liberdade. E pra se explicar com os “homi”?



Teve tempo que marcava com um coração as visitas de um grande amor, esperando sempre poder marcar novamente em outra data mais para frente, muitas vezes. Os dias passavam mais esperançosos assim. Uma sucessão de esperas, encontros e despedidas.



Uma coisa engraçada para marcar também, e que pode ser útil, é assinalar conjunções astrais de nossos signos astrológicos. Por aqui, todo dia 1 é dia de procurar o horóscopo mensal, tanto o feito pela Barbara Abramo, como o da americana Susan Miller, que acompanho antes de ser tão badalada como anda. Elas falam em datas ou períodos próximos que isso ou aquilo pode acontecer; dias em que será melhor ter mais cuidado ou, por exemplo, não comprar eletrônicos, ou não fazer qualquer tratamento ou mudança estética sob o risco de se arrepender depois. Boas conselheiras, em geral aproveitam para nos dar esperança de ganhos financeiros ao mesmo tempo em que alertam para possibilidades de maiores gastos aparecerem.  Dias de Lua. Dias de eclipses solares e lunares.



E você? Quais são suas datas? As datas que assinala, as datas que lembra mesmo quando o que mais queria era esquecer?  As datas que podem até não ter sido importantes para a outra pessoa, mas recordar acelera o coração?





Marli Gonçalves - jornalista - Sim, não dá para pular este mês. E nele, para mim, o dia 25 marca uma grande perda há 24 anos, a de meu melhor amigo. Para piorar, o dia 20 vai marcar a ida para a Espanha do casal que adotei como se família, de sangue, fossem. Indo para muito longe de mim e desse Brasil que não dá mais oportunidades.
SP, agosto, 2017
                                                                                    www.chumbogordo.com.br




Futuros cães-guia de Balneário Camboriú (SC) precisam de socializadores



Interessados em participar do treinamento de cães que emprestam seus olhos para quem não pode ver deverão se inscrever através do site da Escola de Cães-Guias Helen Keller. Instituição também abre concurso para que a comunidade ajude na escolha dos nomes dos filhotes


Nove filhotes da Escola de Cães-Guias Helen Keller, nascidos no mês de junho, estão à espera de socializadores para iniciar seu treinamento como cães-guia aprendizes. Interessados em participar do projeto deverão se inscrever através do site da Helen Keller.

“Mais uma vez contamos com a comunidade para nos ajudar a formar cães que darão mais autonomia e independência aos deficientes visuais inscritos na lista de espera da escola. Hoje temos cerca de 2 mil pessoas cadastradas aguardando a oportunidade de contar com o auxílio de um cão-guia”, diz o presidente da Escola de Cães-Guias Helen Keller Enio Gomes.

“Não existe um perfil ideal de socializador, pedimos apenas para que a pessoa que queira participar do processo de seleção dos voluntários resida na região de Balneário Camboriú. Isso é necessário para que o corpo técnico da escola faça o acompanhamento e dê as orientações durante o período de socialização”, explica o presidente da Escola de Cães-Guias Helen Keller Enio Gomes.

Os socializadores são os responsáveis por apresentar aos futuros cães-guia diferentes ambientes e situações, que é o primeiro passo para a formação de um cão-guia. O processo dura cerca de dezoito meses e a escola se responsabiliza pelas despesas com saúde e alimentação do animal, além de orientar os voluntários sobre os comandos básicos e às boas maneiras a serem ensinadas durante esse período. Depois da socialização os cães voltam à escola, onde recebem o treinamento específico de guia. Se não apresentarem nenhum problema de saúde ou comportamental são graduados e entregues a um deficiente visual de forma gratuita.


Comunidade poderá escolher os nomes da nova ninhada

Para batizar os filhotes a instituição pede ajuda da comunidade com sugestões de nomes para os pequenos labradores que futuramente se tornarão cães-guia de deficientes visuais. Quem quiser colaborar pode enviar as sugestões para o e-mail contato@caoguia.org.br até quarta, 9.

Como essa é a terceira ninhada nascida dentro da entidade é imprescindível que os nomes comecem com a letra C (correspondente ao número três no alfabeto). São 2 machos e 7 fêmeas. Os nomes precisam ser curtos, de fácil entendimento e não devem ser nomes de pessoas para evitar problemas durante o trabalho dos cães futuramente.

A divulgação dos nomes escolhidos será realizada na página do facebook da Helen Keller até o dia 19 de agosto. Os vencedores, além de ganhar um certificado, poderão ir até a escola tirar uma foto com o filhote. Para isso é necessário no e-mail em que for enviada a sugestão colocar o nome e o número de telefone do participante.





Sobre a Escola Helen Keller
A escola é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, sediada em Balneário Camboriú, SC, e a primeira escola da América Latina ligada à Federação Internacional de Cães-Guia. Desde a sua fundação em 1993 já foram entregues 23 cães-guia. Em julho de 2016 foi inaugurada a primeira sede própria e a expectativa é de que com a nova estrutura sejam entregues cerca de 30 cães-guia por ano. Os deficientes visuais recebem o cão-guia gratuitamente. Para poder continuar com os treinamentos a escola depende de patrocínios e doações.
Mais informações: http://www.caoguia.org.br/ ou pelo telefone 47-99712-0986




sábado, 5 de agosto de 2017

Como enfrentar seus medos?



  Psicólogo afirma que é preciso agir com cautela e sair da zona de conforto.
 
A fobia é o medo intenso de alguma situação ou objeto. Todos temos medo, mas a palavra é utilizada de maneira errada diversas vezes. Por exemplo, você não tem medo de não pegar um voo, você tem medo de que o a visão caia ou de que algo perigoso aconteça. Caso você perca o voo, você ficaria chateado ou irritado, mas a expressão: “tenho medo de perder o voo”, emocionalmente está errada. Assim, é importante que se compreenda que para existir medo, é preciso haver um perigo, uma ameaça ou uma possibilidade de algum dano. É um sentimento natural e necessário ao homem, porém, passa a ser um problema quando limita a vida da pessoa. Afinal, quem vive no medo permanece paralisado.

De acordo com João Alexandre Borba, essa fraqueza pessoal deve ser fragmentada. “Para enfrentar um medo, é preciso ir avançando aos poucos para que o problema seja resolvido. Um exemplo clássico é aquela pessoa que, quando criança, tinha medo de falar em público e ia mal nas apresentações, sendo motivo de chacota pelas outras crianças. Com uma dedicação para melhorar essa habilidade, ela pode se tornar uma palestrante de sucesso”, afirma.

Segundo o especialista, o medo pode trazer um comodismo para a pessoa. “Quem sofre com algum medo ou angústia geralmente tem uma conivência de quem vive ao redor. E esses parentes e amigos fazem de todo o possível para que essa emoção não atrapalhe em nada no decorrer do dia a dia, por isso a pessoa acaba ficando acomodada com esse sentimento”, explica.


Sem pressa

Para que o medo seja superado e esse processo aconteça de forma correta, é preciso ir gerando forças aos poucos para que a pessoa supere o medo de uma vez. “Muita gente acha e sugere que a solução para quem tem medo de aranhas é você colocar uma aranha na frente da pessoa, confrontando-a, quando na verdade as chances dessa solução ser concretamente realizada são poucas. Na verdade, o aconselhável é não fazer isso, pois pode trazer um trauma muito maior para o indivíduo”, revela.

Contudo, Borba ressalta que é preciso determinação e muita força de vontade para superar essas sensações.  “Nessas horas, o primeiro passo é a parte mais difícil. Não existe uma fórmula exata para lidar com os medos e inseguranças, mas, força de vontade, autoanálise, treino e coragem são atitudes necessárias para passar por cima desses medos. Aprenda a não se proteger de si mesmo: enfrente as suas inseguranças com firmeza”.

Dessa forma, a questão que deve ser pensada é a seguinte: sentir medo é normal, porém, o que diferencia uma pessoa das outras é a forma como ela administra essas sensações. “O problema é quando o medo é exagerado e traz consigo outros fatores como a insegurança, baixa auto-estima e depressão. É importante estar verificando se o que está acontecendo é realmente uma ameaça ou apenas uma fantasia”, conclui.





João Alexandre Borba - Master Coach Trainer e Psicólogo




Posts mais acessados