Pressão 12×8, pré-diabetes e colesterol moderado já exigem acompanhamento. As condições foram responsáveis pelo óbito de mais de 180 mil pessoas no Brasil no primeiro semestre de 2026, o equivalente a 30% do total, e registram uma mortalidade duas vezes maior que todos os cânceres somados
Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
registraram mais de 180 mil óbitos por doenças cardiovasculares no
Brasil entre janeiro e junho de 2026. O infarto do miocárdio é a primeira causa
isolada de mortes no país. O AVC, a segunda. O que a maioria das pessoas desconhece
é que esses eventos agudos raramente surgem do nada. Um outro estudo
internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com
dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e 6.803 indivíduos nos
Estados Unidos, identificou um padrão que em mais de 99% dos casos, havia ao
menos um fator de risco prévio ao primeiro evento cardiovascular. Entre 93% e
97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.
O coração e os vasos sanguíneos enviam sinais ao longo de anos. De acordo com a Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins, clínica referência em medicina vascular de alta performance, o problema é que esses sinais, muitas vezes, não incomodam. “Pressão arterial que marca 12×8 – valor considerado normal-alto pela medicina – não causa dor de cabeça. Glicemia em estágio de pré-diabetes não provoca sede excessiva. Colesterol moderadamente elevado não produz sintoma algum. No entanto, a combinação silenciosa desses três fatores, mantida por uma década, constrói o terreno perfeito para o infarto ou o AVC”, afirma a profissional. As doenças cardiovasculares matam duas vezes mais que todos os tipos de câncer somados e três vezes mais que as doenças respiratórias. A cada ano, cerca de 350 mil pessoas morrem no Brasil por essas condições, segundo a instituição.
A hipertensão arterial não controlada merece
atenção especial. De acordo com outros dados da SBC, o simples fato de manter a
pressão elevada ao longo dos anos pode reduzir em mais de uma década a
expectativa de vida. O impacto não é imediato, o que torna o controle um
desafio diário. Pacientes abandonam a medicação porque se sentem bem. Retornam
ao consultório apenas depois do primeiro susto – quando o coração já sofreu
alguma lesão ou o cérebro já registrou um pequeno derrame.
A Dra. Haila explica que a lógica da prevenção
vascular precisa ser invertida na cabeça das pessoas. "Não se
espera o infarto para depois cuidar da pressão. O cuidado começa quando os
números estão apenas no limite superior da normalidade. Pressão 12×8,
colesterol total próximo de 190, glicemia de jejum entre 100 e 125. Esses
valores já são um sinal amarelo", alerta a especialista.
Segundo a médica, o grande erro é tratar o exame de rotina como um teste de
aprovação ou reprovação. "O paciente olha para o resultado e vê que não está
vermelho, não tem asterisco de 'alterado'. E acha que está tudo bem. Só que a
doença cardiovascular não se instala do dia para a noite. Ela avança durante
anos nessa faixa cinzenta que a medicina chama de risco intermediário”,
analisa a Dra Haila.
Outro estudo recente, publicado no Journal of the
American College of Cardiology reforça quais condições estavam presentes antes
do primeiro infarto, AVC, diagnóstico de doença arterial coronariana ou
insuficiência cardíaca. A conclusão foi que o risco não identificado ou não
tratado é o grande vilão. Alterações discretas, quando negligenciadas, se somam
ao longo do tempo. Um paciente com pressão normal-alta, sobrepeso leve e
histórico familiar de infarto tem uma combinação muito mais perigosa do que imagina.
A Dra. Haila recomenda que adultos a partir dos 30
anos façam um check-up vascular anual, com medição de pressão, perfil
lipídico completo, glicemia de jejum e avaliação do índice tornozelo-braço,
exame que detecta precocemente obstruções arteriais. Para pessoas com histórico
familiar de infarto ou AVC antes dos 60 anos, a especialista orienta iniciar o
monitoramento ainda mais cedo, por volta dos 25 anos. "A prevenção
vascular não é para idosos. As placas de gordura nas artérias começam a se
formar na adolescência. O que difere é a velocidade de progressão. Quanto mais
cedo se intervém, mais anos de vida com qualidade se ganha",
finaliza a profissional.
Os sinais de alerta para um evento iminente incluem cansaço incomum aos esforços que antes eram tolerados, falta de ar, dor no peito que aparece aos esforços e desaparece no repouso, inchaço nas pernas que piora ao longo do dia e palpitações sem causa aparente. Qualquer um desses sintomas, mesmo que leve ou passageiro, merece avaliação médica.
Dra. Haila Almeida - Médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser. É fundadora e líder do Instituto Alphaveins, clínica reconhecida por seu padrão de excelência em medicina vascular de alta performance. Com sólida formação e vivência prática, alia conhecimento técnico, gestão estratégica e experiência humana para ir além do tratamento, promovendo também o autocuidado, longevidade e autoestima, com foco em resultados reais, segurança e uma experiência verdadeiramente memorável. Empresária e mentora de outros profissionais da área da saúde, conduz uma abordagem inovadora na formação de médicos empreendedores, apoiando o desenvolvimento de carreiras conceituadas, éticas e bem-posicionadas. À frente do Alphaveins, coordena uma equipe multidisciplinar, desenvolve protocolos exclusivos e mantém-se atualizada com as mais recentes tecnologias no campo da cirurgia vascular. Reconhecida por sua liderança inspiradora e conhecimento prático, mantém atuação ativa também como comunicadora nas redes sociais, promovendo informação acessível e conscientização sobre cuidados vasculares. Mais informações: https://www.instagram.com/hailaalmeidaa/
Instituto Alphaveins
www.alphaveins.com.br
https://www.instagram.com/alphaveins/


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