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| Divulgação Cetaphil |
Com a chegada do frio, dermatologista alerta para o agravamento de sintomas como ressecamento e coceira
A chegada do inverno acende um sinal de alerta para quem convive com doenças
crônicas de pele, como a dermatite atópica e o prurigo nodular. O clima seco e
as temperaturas mais baixas, característicos desta estação, funcionam como
gatilhos que comprometem a barreira protetora da pele, intensificando sintomas
como o ressecamento extremo e a coceira incessante.
Para explicar por que isso acontece, a
dermatologista Analia Viana (CRM-RJ 52906654/RQE 22779), membro da Sociedade
Brasileira de Dermatologia (SBD), esclarece que, embora sejam distintas, ambas
as doenças compartilham uma vulnerabilidade central. "Tanto a dermatite
atópica, quanto o prurigo nodular são condições inflamatórias que apresentam
uma barreira cutânea alterada. Isso as torna particularmente sensíveis às
agressões externas, como as variações climáticas", adianta a médica.
A dermatite
atópica é considerada uma doença inflamatória que afeta mais de 230 milhões de
pessoas no mundo1,2, com
coceira persistente e lesões cutâneas avermelhadas recorrentes2-4. Já o prurigo nodular, uma condição neuroimune
mais debilitante, é marcado por uma coceira intensa que leva à formação de
lesões cutâneas espessas que cobrem grandes áreas do corpo5-7, sendo mais comum na faixa dos 50 aos 69 anos8,9.
Segundo
Dra. Analia, o grande desafio no frio é justamente compensar essa fragilidade
da pele. “No inverno, a umidade do ar diminui, o que acelera a perda de água
transepidérmica – ou seja, a evaporação natural de água através das camadas da
pele. Para um paciente cuja barreira cutânea já é comprometida, isso resulta em
um ressecamento grave que alimenta o ciclo vicioso de coceira e inflamação. Por
isso, a hidratação e a proteção da pele não são apenas um cuidado estético, mas
uma parte crucial do manejo dessas condições”, afirma a dermatologista.
Nesse
cenário, a adoção de uma rotina de cuidados diários se torna indispensável.
Pequenos ajustes podem fazer uma grande diferença para ajudar aqueles que vivem
com essas condições a atravessar o frio com mais conforto e menos crises.
Limpeza suave
A
atenção deve começar já no banho. A recomendação é que ele seja rápido e com
água morna. É importante também utilizar sabonetes de limpeza suaves (syndets),
com pH neutro e sem fragrâncias.
“Muitos
pacientes não se dão conta de que o sabonete comum pode ser um dos maiores
problemas no inverno. Ele age removendo a camada lipídica que protege a pele e
deixando-a vulnerável. A troca por um sabonete adequado é um passo simples que
preserva essa defesa natural e previne o início de uma crise”, explica a Dra.
Analia.
Hidratação da pele
O
passo seguinte, considerado o mais importante segundo a dermatologista, é a
hidratação, que deve ser feita logo após o banho, com a pele ainda ligeiramente
úmida. A escolha deve ser por cremes emolientes e hipoalergênicos, sem perfume,
álcool ou corantes, que ajudam a restaurar a barreira de proteção da pele.
“Uma
recomendação que costumo dar aos meus pacientes é aplicar o creme na pele ainda
úmida. Isso porque a umidade na superfície da pele otimiza a absorção dos
componentes do creme, potencializando sua ação. Um hidratante eficaz é aquele
que vai umectar a pele e, ao mesmo tempo, repor os componentes da sua barreira,
que são fundamentais para a reestruturação da proteção danificada”, explica Dra.
Analia.
Atenção em hábitos do cotidiano
Os
cuidados se estendem ao dia a dia: preferência por roupas de algodão, uso de
umidificadores de ar e ingestão constante de água.
“O
cuidado não termina com o creme – ele deve ser holístico. Um tecido sintético,
uma etiqueta que arranha ou um ambiente com ar-condicionado muito seco podem
desfazer todo o bom trabalho da hidratação. O paciente precisa estar atento ao
seu próprio conforto, ajustando o entorno para proteger sua pele de forma
proativa, sempre com a orientação de um dermatologista para indicar o melhor
caminho”, finaliza a Dra. Analia.
Vale
ressaltar que antes de usar qualquer produto é importante consultar um
dermatologista.
Galderma
www.galderma.com/br-pt/brasil
Referências
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al. Psoriasis: a brief overview. Clin Med (Lond). 2021;21(3):170-173. doi:
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doi:10.1016/j.jaad.2020.07.025

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