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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Doenças de pele: dermatite atópica e prurigo nodular podem se manifestar com maior frequência no invern

Divulgação 
 
Cetaphil

Com a chegada do frio, dermatologista alerta para o agravamento de sintomas como ressecamento e coceira  


A chegada do inverno acende um sinal de alerta para quem convive com doenças crônicas de pele, como a dermatite atópica e o prurigo nodular. O clima seco e as temperaturas mais baixas, característicos desta estação, funcionam como gatilhos que comprometem a barreira protetora da pele, intensificando sintomas como o ressecamento extremo e a coceira incessante.  

Para explicar por que isso acontece, a dermatologista Analia Viana (CRM-RJ 52906654/RQE 22779), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esclarece que, embora sejam distintas, ambas as doenças compartilham uma vulnerabilidade central. "Tanto a dermatite atópica, quanto o prurigo nodular são condições inflamatórias que apresentam uma barreira cutânea alterada. Isso as torna particularmente sensíveis às agressões externas, como as variações climáticas", adianta a médica.

A dermatite atópica é considerada uma doença inflamatória que afeta mais de 230 milhões de pessoas no mundo1,2, com coceira persistente e lesões cutâneas avermelhadas recorrentes2-4. Já o prurigo nodular, uma condição neuroimune mais debilitante, é marcado por uma coceira intensa que leva à formação de lesões cutâneas espessas que cobrem grandes áreas do corpo5-7, sendo mais comum na faixa dos 50 aos 69 anos8,9.

Segundo Dra. Analia, o grande desafio no frio é justamente compensar essa fragilidade da pele. “No inverno, a umidade do ar diminui, o que acelera a perda de água transepidérmica – ou seja, a evaporação natural de água através das camadas da pele. Para um paciente cuja barreira cutânea já é comprometida, isso resulta em um ressecamento grave que alimenta o ciclo vicioso de coceira e inflamação. Por isso, a hidratação e a proteção da pele não são apenas um cuidado estético, mas uma parte crucial do manejo dessas condições”, afirma a dermatologista.

Nesse cenário, a adoção de uma rotina de cuidados diários se torna indispensável. Pequenos ajustes podem fazer uma grande diferença para ajudar aqueles que vivem com essas condições a atravessar o frio com mais conforto e menos crises.



Limpeza suave

A atenção deve começar já no banho. A recomendação é que ele seja rápido e com água morna. É importante também utilizar sabonetes de limpeza suaves (syndets), com pH neutro e sem fragrâncias.

“Muitos pacientes não se dão conta de que o sabonete comum pode ser um dos maiores problemas no inverno. Ele age removendo a camada lipídica que protege a pele e deixando-a vulnerável. A troca por um sabonete adequado é um passo simples que preserva essa defesa natural e previne o início de uma crise”, explica a Dra. Analia.



Hidratação da pele

O passo seguinte, considerado o mais importante segundo a dermatologista, é a hidratação, que deve ser feita logo após o banho, com a pele ainda ligeiramente úmida. A escolha deve ser por cremes emolientes e hipoalergênicos, sem perfume, álcool ou corantes, que ajudam a restaurar a barreira de proteção da pele.

“Uma recomendação que costumo dar aos meus pacientes é aplicar o creme na pele ainda úmida. Isso porque a umidade na superfície da pele otimiza a absorção dos componentes do creme, potencializando sua ação. Um hidratante eficaz é aquele que vai umectar a pele e, ao mesmo tempo, repor os componentes da sua barreira, que são fundamentais para a reestruturação da proteção danificada”, explica Dra. Analia.



Atenção em hábitos do cotidiano

Os cuidados se estendem ao dia a dia: preferência por roupas de algodão, uso de umidificadores de ar e ingestão constante de água.

“O cuidado não termina com o creme – ele deve ser holístico. Um tecido sintético, uma etiqueta que arranha ou um ambiente com ar-condicionado muito seco podem desfazer todo o bom trabalho da hidratação. O paciente precisa estar atento ao seu próprio conforto, ajustando o entorno para proteger sua pele de forma proativa, sempre com a orientação de um dermatologista para indicar o melhor caminho”, finaliza a Dra. Analia.

Vale ressaltar que antes de usar qualquer produto é importante consultar um dermatologista.

 

 Galderma 
www.galderma.com/br-pt/brasil


Referências 

1. Raharja A, et al. Psoriasis: a brief overview. Clin Med (Lond). 2021;21(3):170-173. doi: 10.7861/clinmed.2021-0257
2. Langan SM, Irvine AD, Weidinger S. Atopic dermatitis [published correction appears in Lancet. 2020;396(10253):758]. Lancet. 2020;396(10247):345-360. doi: 10.1016/S0140- 6736(20)31286-1
3. Yang G, et al. Skin Barrier Abnormalities and Immune Dysfunction in Atopic Dermatitis. Int J Mol Sci. 2020;21(8):2867. doi: https://doi.org/10.3390/ ijms21082867
4. Ständer S. Atopic dermatitis. N Engl J Med. 2021;384(12):1136-1143. doi: 10.1056/ NEJMra2023911
5. Huang AH, et al. Prurigo nodularis: epidemiology and clinical features. J Am Acad Dermatol. 2020;83(6):1559-1565. doi: 10.1016/j.jaad.2020.04.183
6. Pereira MP, et al. European Academy of Dermatology and Venereology European prurigo project: expert consensus on the definition, classification and terminology of chronic prurigo. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2018;32(7):1059-1065. doi: 10.1111/jdv.14570
7. Ständer S, et al. IFSI-guideline on chronic prurigo including prurigo nodularis. Itch. 2020;5(4):e42. doi: 10.1097/itx.0000000000000042
8. Williams KA, Roh YS, Brown I, et al. Pathophysiology, diagnosis, and pharmacological treatment of prurigo nodularis. Expert Rev Clin Pharmacol. 2021;14(1):67-77. doi:10.1080/17512433.2021.1852080
9. Elmariah S, Kim B, Berger T, et al. Practical approaches for diagnosis and management of prurigo nodularis: United States expert panel consensus. J Am Acad Dermatol. 2021;84(3):747-760. doi:10.1016/j.jaad.2020.07.025  


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