Pesquisar no Blog

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Recomeço: tocando a vida após um relacionamento abusivo



Psicóloga explica que mulheres vítimas dessas relações precisam curar os traumas. De acordo com ela, o autoconhecimento é fundamental para se libertar



Aos 25 anos, a jornalista goiana Marília Rodrigues está grávida da primeira filha. Falar do pai do bebê - um antigo amigo da infância com o qual se reencontrou há pouco mais de um ano - a faz brilhar os olhos. “Entendemos que a vida a dois é baseada no amor, na parceria, na confiança, na delicadeza dos atos e na admiração. Ele me mostra que eu sempre mereço mais. E, consequentemente, quero poder retribuir esse sentimento de querer bem, de merecimento, de amor. Não é preciso muito para ser feliz e a prova disso é a filha que a gente espera. Ela é o amor que eu sempre guardei para mim e poder dividir esse amor é incrível”, conta, emocionada.

Mas nem sempre a jornalista esteve tão feliz e realizada como hoje. De 2009 a 2014 ela se manteve envolvida em uma relação que só agora, depois de muito tempo, reconhece com firmeza: “era um relacionamento abusivo.”

Marília conta que à época não sabia ao certo o que caracterizava um relacionamento abusivo e atribuía as atitudes do namorado, noivo e, depois, marido, apenas ao ciúme. “Infelizmente, não sabia o que era um relacionamento abusivo. Para mim, abusivo de verdade era agressão física. Eu não caracterizava como abusivas atitudes como vigiar meu celular, vigiar se eu estava mesmo em casa, cronometrar o tempo do trabalho até minha casa e me acusar de estar com outra pessoa quando eu não podia atender uma ligação. Para mim e para maioria das pessoas ao meu redor, tudo não passava de ciúmes”, lembra.

Situações como a da jornalista goiana são mais comuns que podemos imaginar. Segundo a ONU Mulher, 3 em cada 5 mulheres brasileiras sofreram, sofrem ou ainda vão sofrer algum tipo de violência em seus relacionamentos afetivos. Não à toa, o Brasil está na 5ª posição do ranking de feminicídio e os dados apontam que mais de 40% dos casos de violência acontecem dentro de casa.

Segundo a psicóloga Rosane Santos, colunista do projeto Bem Separadas (rede de apoio a mulheres que estão enfrentando a separação), os abusos podem variar entre físico, moral ou sexual, mas todos têm uma característica em comum: a falta de respeito pela vítima.

“As vítimas recebem uma carga diária de críticas e julgamentos, não podem ser elas mesmas e têm que estar sempre em função do outro. Esse outro, normalmente, é uma pessoa manipuladora, que sente um ciúme exagerado, que tem a ideia do domínio e a sensação de posse sobre a vítima”, explica a especialista. Ela ressalta ainda que a vítima de um relacionamento abusivo não tem seus direitos e gostos respeitados, não pode valorizar suas principais características enquanto ser humano, não tem poder de comando diante das situações e tem que estar sempre a serviço do algoz, atendendo ordens e desejos do que ele entende que é o melhor para a vida da vítima.

Idealizadora do projeto Bem Separadas, a empresária e coach de relacionamentos Valéria Ruiz conta que recebe, frequentemente, pelo site bemseparadas.com.br depoimentos de situações semelhantes. “Recebo, diariamente, dezenas de relatos de mulheres que se mantêm em relações indesejadas pelos mais variados motivos, muitas delas por estarem inseridas em uma relação abusiva”, afirma.

A situação da jornalista Marília Rodrigues não foi diferente da descrita pela psicóloga. “Lembro que no início dessa relação, minha sogra chegou a me dizer que o pai dele – marido dela - tinha o mesmo comportamento, que eles eram pessoas incríveis e que nós - eu e ela - deveríamos apenas saber lidar com o ciúme que eles sentiam. Então passei a encarar tudo como uma situação de ciúmes”, lembra.

Relacionamentos abusivos normalmente deixam marcas profundas, como explica Rosane Santos: “O trauma nada mais é que uma marca profunda que delimita a vida de uma pessoa em um antes e um depois. Os traumas gerados por essas relações de abuso vão desde questões psicológicas, como medos e preocupações excessivos e depressão ligadas à baixa autoestima, até a questões físicas.”

A psicóloga explica que, nestes casos, os traumas emocionais precisam de uma atenção especial para que não tornem-se problemas irreversíveis. “Se eles não forem trabalhados, acabam formando novas crenças, como a de que não se pode confiar no outro, que eu não tenho tanto valor, de quem sou diante daquela situação. São traumas que trazem grande prejuízo para vida”, destaca.


Recomeço
“O casamento foi a parte mais difícil de tudo”, relata a jornalista. Ela conta que estava certa de que não queria aquele relacionamento para o resto de sua vida e que no dia da cerimônia pensou até em não entrar na igreja. O álcool, que tornou-se mais frequente na vida do marido após o casamento, agravou, segundo Marília, os problemas enfrentados no relacionamento. “Definitivamente, não era a vida que eu queria. Quando enxerguei isso, abri os olhos para um mundo externo. Passei a enxergar como outros homens me tratavam, com cordialidade, carinho, confiança, e passei a querer isso pra mim, para meu relacionamento afetivo”, afirma.

Após 5 meses de casamento, Marília resolveu se separar: “As pessoas não entendem porque você se casa e se separa. Foi triste quando me disseram que não importava o que acontecesse, ele era meu marido e eu tinha que me comportar como uma mulher casada para que a relação fosse pra frente. Isso me doía”.

A jornalista entrou, então, num processo que a psicóloga julga como essencial para qualquer vítima se ver livre desse tipo de relacionamento, o do autoconhecimento. “Ela precisa encontrar nela mesma autoconfiança, força e segurança, precisa entender quem ela é e o que quer. Quando você entende quem você é, fica muito mais fácil de colocar limites na pessoa que tem tendência ao abuso, ao ciúmes e à manipulação”, explica Rosane.

Marília conta que a separação foi a melhor decisão de sua vida. “Quando decidi por dar fim àquele relacionamento abusivo, senti um grande alívio! A vida teve mais sentido após assinar meu nome no papel do divórcio”, lembra.


Bem Separadas
Muitas mulheres permanecem em relacionamentos indesejáveis por diversos fatores. “Tem a questão cultural, em que a mulher acredita que para ser feliz tem que casar, ter filhos e, mais que isso, manter um casamento independente se está feliz ou não. E têm também as questões religiosas, a dependência financeira (essa percebo ser a mais frequente), a dependência emocional, entre outras”, explica a idealizadora do projeto Bem Separadas, Valéria Ruiz.

O projeto nasceu em 2015, depois que Valéria separou-se, com 19 anos de relacionamento. Ela, que é empresária e coach de relacionamentos, afirma que diariamente se depara com os mais diversos tipos de histórias de separação, entre elas, histórias de relacionamentos abusivos. “Venho demonstrando, através da minha própria experiência, que apesar das dificuldades podemos fazer novas escolhas e nos sentir muito melhor”, afirma.

O Bem Separadas funciona como uma rede de apoio e conta com mais de 25 especialistas nas mais diversas áreas que prestam ajuda às mulheres em processo de separação, por meio do site bemseparadas.com.br. Recentemente, foi lançado o sistema de assinatura para as leitoras, com vantagens e serviços exclusivos, como acesso às salas de bate-papo online, grupos exclusivos no WhatsApp e Facebook e a conteúdos exclusivos.

No site, a mulher também tem a oportunidade de construir seu próprio diário online, como forma de contribuir com o processo de superação. Ao final do processo, a assinante receberá um e-book: seu diário será transformado em um livro com sua própria história de superação. As assinantes também receberão atendimento com os “Cuidadores da Alma”, ouvidoria com estudantes de psicologia de plantão, em que o assinante poderá ligar para conversar e desabafar sobre seus problemas, além de outros vários benefícios.

A proposta do Bem Separadas também transcende o mundo virtual, pois incentiva, por meio do projeto “Bem Acolhidas”, o encontro presencial de internautas, para que elas possam desfrutar da companhia e compreensão mútuas.

Para ter acesso a todo o conteúdo do site Bem Separadas, basta acessar o endereço eletrônico: www.bemseparadas.com.br. O Bem Separadas marca presença também nas redes sociais. Para isto, basta seguir o Instagram (@bemseparadas) e Facebook (facebook.com/bemseparadas). Também estão disponíveis vídeos no Canal Bem Separadas, no Youtube (https://goo.gl/dBrdpB).






Aromaterapeuta apresenta 10 óleos essenciais para hidratar os cabelos



Hidratantes, regeneradores de cabelos danificados e reconstrutores capilares são algumas das inúmeras funções dos óleos essenciais, que podem fazer maravilhas na oxigenação e crescimento dos fios.

Não é incomum encontrar pessoas que sofrem com queda de cabelo ou que o crescimento dos fios está lento. O uso dos óleos essenciais ajuda no fortalecimento das células do couro cabeludo e no controle da oleosidade, já que são substâncias orgânicas e naturais.

A aromaterapeuta e bióloga Vishwa Schoppan, sócia fundadora da Terra Flor, apresenta 10 óleos essenciais que podem ajudar a hidratar e regenerar os cabelos.

  1. Óleo essencial de Alecrim qt. cineol
O óleo essencial é extraído da planta do alecrim florido através de um processo chamado de destilação a vapor. Com o processo, é retirado do interior das folhas o óleo essencial e o hidrolato como subproduto. As propriedades do óleo de alecrim qt. cineol auxiliam no controle da oleosidade, apresentando funções anticaspa e tônico capilar.  Além disso, o óleo de alecrim qt. cineol reduz a queda dos cabelos e auxilia no crescimento capilar, devolvendo aos fios o brilho natural.

  1. Óleo essencial de Manjerona
Manjerona é uma planta muito utilizada em cosméticos, temperos e perfumes. A extração do óleo essencial é feita através da destilação das folhas e flores. Seu uso é amplamente conhecido nas ações medicinais, principalmente para casos de hipertensão, ansiedade, estresse e irritabilidade.
No entanto, o óleo essencial de manjerona  também é uma ótima opção para os cuidados com o cabelo, ajudando no fortalecimento, na recuperação do brilho e no combate a quebra dos fios.

  1. Óleo essencial de Louro
O óleo de louro é um óleo essencial com inúmeras aplicações na aromaterapia. Como possui quase todos os grupos químicos que fazem parte dos óleos essenciais, torna-se uma estrutura única e com uma ampla gama terapêutica.
Sua utilização no tratamento dos cabelos proporciona a revitalização dos fios, fortalecendo o couro cabeludo e prevenindo a queda, levando ao crescimento e reparação de forma saudável e devolvendo a naturalidade dos fios.

  1. Óleo essencial de Cedro Atlas
O óleo essencial de cedro Atlas, apesar de ser conhecido primariamente para tratar caspa e controlar a oleosidade, acaba sendo um ótimo tônico para a saúde dos cabelos. Além disso, suas propriedades auxiliam a prevenir a queda dos cabelos e a promover o crescimento dos fios, sendo este um dos primeiros óleos recomendados para quem sofre com excesso de queda.

  1. Óleo essencial de Cipreste
Extraído da espécie Cupressus sempervirens, o óleo essencial de cipreste auxilia na circulação e força capilar. Como atua para uma boa circulação sanguínea nos folículos, o óleo essencial de cipreste passa a ser uma ótima opção para tratar perda de cabelo e crescimento dos fios.

  1. Óleo essencial de Camomila romana
Um excelente calmante e relaxante, o óleo essencial de camomila tem excelentes qualidades que o tornam uma ótima opção para aumentar o crescimento dos cabelos e fortifica-los. Assim, ao ser aplicado nos fios, o óleo de camomila romana cria uma camada que sela e aumenta a hidratação, devolvendo brilho e protegendo o couro cabeludo de inflamações.

  1.  Óleo essencial de Ylang Ylang
Nutre os folículos do cabelo e melhora o crescimento saudável dos fios. O óleo essencial de Ylang Ylang auxilia no controle da oleosidade, ajudando a normalizar a produção de sebo. Suas propriedades antissépticas e tônicas naturais ajudam a manter o couro cabeludo saudável.

  1. Óleo essencial de Hortelã pimenta
Entre as inúmeras opções de óleos essenciais para o cabelo, o óleo de hortelã pimenta se destaca como um dos mais potentes e completos em termos de moléculas aromáticas. É uma excelente opção para o tratamento dos fios, estimulando o fluxo de sangue e aumentando o crescimento dos fios.

Como possui propriedades antissépticas e antimicrobianas, sua atuação passa a ajudar na manutenção de um couro cabeludo purificado e saudável.

  1. Óleo essencial de Immortelle italicum
De nome científico Helichrysum italicum, o óleo essencial de immortelle é um ótimo regenerador capilar, ajudando a restaurar o tecido do escalpo, bem como a melhora do fluxo sanguíneo do couro cabeludo.

Com a melhora da circulação sanguínea, os folículos capilares passam a ser abastecidos com nutrientes e sangue novo, o que renova os fios e favorece o crescimento do cabelo.

  1. Óleo essencial de Sálvia sclarea
O óleo de Sálvia Sclarea é um ótimo estimulante para o equilíbrio hormonal. Seus benefícios para o cabelo se estendem ao crescimento capilar, reduzindo a perda e prevenindo a caspa, auxiliando no controle de produção de sebo e acúmulo de oleosidade no couro cabeludo. Além disso, é uma excelente opção de regeneração dos fios.






Terra Flor
Endereço: Alto Paraíso de Goiás - GO - 73770-000
Tel: 55 (62) 3446.2162




Equoterapia é alternativa para o tratamento do autismo



Atividade disponível na Sociedade Hípica Paulista oferece benefícios que vãoalém do exercício físico



O Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou simplesmente Autismo, é uma doença em que há, por parte do paciente, a dificuldade de interação social, o déficit de comunicação e padrões inadequados de comportamento. Essas características podem variar conforme cada indivíduo e a partir do diagnóstico, uma série de tratamentos são indicados, entre eles a Equoterapia.

A técnica terapêutica, oferecida na Sociedade Hípica Paulista, alia a utilização do cavalo com atividades interdisciplinares e faz com que o praticante (como é chamado o aluno na equoterapia) receba estímulos sensoriais decorrentes da andadura do animal, favorecendo a melhora da tônus muscular, maior atenção, e a melhor integração sensorial.  

“A andadura do cavalo transmite a quem está montado uma série de estímulos sensoriais que ‘bombardeiam’ nosso Sistema Nervoso Central de forma com que ele emita respostas neuromusculares adequadas de reajuste postural e equilíbrio. Para que essas respostas aconteçam é fundamental que nosso sistema muscular ganhe força e tônus, assim uma atividade de montaria, mesmo que ao passo, torna-se uma excelente atividade física”, comenta Lilian Chateau, coordenadora da equoterapia na Sociedade Hípica Paulista. 

A especialista explica ainda que as aulas buscam o desenvolvimento biopsicossocial dos autistas, que constroem uma relação de afeto pelo animal, e de familiarização com o ambiente equestre, o que propiciam ao praticante um caminho de descobertas e novas conquistas. “O mais importante é a família entender junto com a equipe de saúde quais são os principais objetivos naquele momento do desenvolvimento da criança. A Equoterapia nesse cenário entra como um recurso que irá agregar e somar com as demais”, conta. 

As sessões são estruturadas e planejadas antes de acontecer. O primeiro passo é definir o cavalo de acordo com o seu comportamento e sua conformação biomecânica, depois são determinados, em conjunto com a família, as atividades e os objetivos a serem alcançados. As atividades podem incluir horsemanship (cuidados com o animal) como dar banho no cavalo, e preparar a alimentação, tudo depende da necessidade do praticante, que é avaliada no início do tratamento pela equipe e após isso, semestralmente.

A Equoterapia é recomendada para crianças autistas acima dos dois anos de idade e os resultados podem ser percebidos a partir de três meses de prática. Não há restrições quanto a severidade do autismo, desde que o praticante não apresente quadros convulsivos não controlados. “O principal objetivo é sempre proporcionar ao praticante o desenvolvimento de suas potencialidades, minimizando suas dificuldades e visando sua reintegração social”, completa Lilian.





Sobre a Sociedade Hípica Paulista
A Sociedade Hípica Paulista, fundada em 1911, é o primeiro e mais tradicional centro hípico de São Paulo e do Brasil e celeiro de diversas gerações de cavaleiros e amazonas de renome internacional.
Localizada no Brooklin, zona sul da capital, nasceu e se mantém como prestigiado ponto de encontro e convívio da classe empresarial e alta sociedade paulista.
Com cerca de 30 eventos hípicos ao ano, os mais tradicionais são os concursos de Salto internacionais. Entre eles a Copa São Paulo e o Indoor, este último realizado no extraordinário picadeiro coberto, considerado um dos maiores do mundo.
Além do Salto, o Clube é ideal para prática das modalidades Adestramento, Polo e Volteio. A Escola de Equitação da SHP, também aberta a não-sócios, conta com Pônei Clube, Equoterapia, Equitação Lúdica, aulas de Adestramento, Salto e Polo.






Posts mais acessados